quarta-feira, 30 de setembro de 2009

NOTORIOUS NUMBERS

4
O Número dos Fabulosos
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Ficaram conhecidos como os Fab Four, abreviatura de Fabulous Four, que é como quem diz os Quatro Fabulosos. Chamavam-se John, Paul, George e Ringo e davam pelo nome colectivo de Os Escaravelhos, ou seja, The Beatles.
Mais malucos que os croonies a que a época estava habituada, mas mais certinhos que outros grupos nascidos na mesma altura como os Rolling Stones, os Beatles introduziram a música pop ao mundo e tornaram fashion o corte de cabelo à tijela.
John Lennon afirmou que eram mais populares que o próprio Jesus. Certo, certo é que fizeram desmaiar muito mais gente do que o Messias.
Yeah ... Yeah ... Yeah ... Yeah ...
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

MAGIC MOMENTS 85

Dazzling Duets - Duet # 26 - Tina & Brian
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

EM BUSCA DE PALAVRS 85

O Submundo do Crime Português
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Segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) e do Ministério da Administração Interna, 2008 foi o pior ano da última década na criminalidade portuguesa, com mais de 1100 crimes/dia e um aumento de mais de 100% nos assaltos a bancos. O crime violento cresceu 10,7% e a criminalidade geral 7,5%. Foram assassinadas 143 pessoas e agredidas 761.
Planeiam homicídios com cuidado e executam-nos com eficácia. Os homens que lutam pelo controlo da noite riem-se da polícia, disparam sem hesitar e vivem num mundo com códigos de conduta copiados da máfia.
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1. Beijo Na Mão
Sinal de respeito. A mão beijada é de alguém com um ascendente sobre os demais.
2. Beijo Na Face
Forma de cumprimento normal entre seguranças, herdada das artes marciais. Um beijo ou dois. Demonstra proximidade, ausência de medo e respeito pelo interlocutor.
3. Roupa
O normal é usarem roupa desportiva durante o dia, para o ginásio, e fato clássico, escuro, à noite. Os líderes mantêm sempre um estilo mais sóbrio.
4. Ginásio
Além da função básica, cultivar a massa muscular, é local de encontro e de novos conhecimentos. Por vezes combinam aí os golpes e retaliações.
5. Bares e Discotecas
Há uma regra: se estão em casa, tudo está bem; se não estão, há problema. No primeiro caso, certificam-se que as coisas correm sem incidentes com os clientes e as mulheres. No segundo caso, pode tratar-se de uma missão de reconciliação ou quererem gerar insegurança na concorrência.
6. Conferência
Os líderes só estão presentes nas situações mais graves. Os encontros dão-se em bares ou restaurantes controlados pelos envolvidos. O sinal de que determinada crise está ultrapassada pode ser a visita de membros de um grupo a espaços rivais.
7. Carros
São instrumentos de trabalho e sinais de estatuto. Não é raro encontrar seguranças, sem qualquer outra actividade, a conduzirem Porsches, Mercedes, BMWs e até Ferraris.
8. Armas
Cada grupo tem um fornecedor de confiança. Os canais para fazer desaparecer uma arma são igualmente eficazes.
9. Família
Os problemas resolvem-se entre os homens. Ninguém toca nas famílias.
10. Avisos
Um tiro nas pernas é o aviso mais séri9o que pode ser dado no submundo do crime. As lesões ficam e a mensagem passa.
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in "Submundo do Crime Português" - António José Vilela, Marta Araújo, Nuno Tiago Pinto e Ricardo Marques - Revista Sábado

domingo, 27 de setembro de 2009

PALAVRAS ESTÚPIDAS 73

Daniel
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Pasmo sempre quando as pessoas não entendem que uma das principais características de um bom actor é a versatilidade. O actor usa o seu corpo e a sua voz para incorporar personagens completamente díspares. Deve, por isso, tentar, na medida das suas possibilidades, transformar não apenas a sua personalidade por via do que transmite verbalmente, não apenas a sua aparência por via do guarda-roupa que lhe é fornecido, mas também todos os gestos, todos os tiques, todas as inflexões de voz que lhe são características e que devem desaparecer para dar lugar às do personagem que encarna.
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Pasmo, por isso, quando vejo Al Pacino, por exemplo (para pegar num exemplo que é consensualmente considerado excepcional pela maioria) fazer sempre de si próprio, com os seus gritos zurrados e a sua linguagem corporal semelhante de personagem para personagem. É um grande actor, diz o mundo. Eu franzo o sobrolho e digo que não me satisfaz completamente. Dirão que sou doida. Demasiado exigente. Mas como posso sê-lo quando vejo outros fazerem-no tão bem que me interrogo sobre a inteligência, perspicácia e sensibilidade dos que assim apelidam actores medianos de grandes actores?
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Poucos, muitos poucos se transformavam desta forma. O maior deles era Marlon Brando, cuja subtileza emprestada milimetricamente a cada papel interpretado é lendária. E, por isso, ele era o Maior. Houve outros. Richard Burton. Paul Newman. Ocupam o degrau abaixo. Intensos. Perfeitos. Precisos. Bette Davies. Extraordinária. A seguir Meryl Streep e Juliette Binoche. Magníficas. Camaleónicas. Subtis.
A nova geração tem 6 actores que, a meu ver, serão dignos sucessores. Sean Penn. Johnny Depp. Gael García Bernal. Nicole Kidman. Cate Blanchett. O primeiro é um furacão de talento. O segundo um pote de surpresas extraordinárias. O terceiro é um maravilhoso livro aberto ambulante. A quarta tem apurado com a idade como um bom e belo vinho. A quinta é capaz de fazer qualquer coisa de forma tão autêntica, até de homem, que até mete impressão.
Falta o sexto. O sexto dá comigo em doida. Chama-se Daniel Day-Lewis e não encontro adjectivos para o descrever. Como Brando, aparece pouco, mas quando aparece cria um Big Bang de representação. É explosivo, quase doentio na forma como assimila os personagens que lhe cabem, obssessivo e arrepiante. Vê-lo é um carrossel de emoções tão perturbador como fascinante. Porque os melhores actores nos fazem olhar para nós próprios e descobrir verdades humanas inquietantes. E Daniel, verdade seja dita, é quase ... quase ... quase ... tão bom quanto Marlon.
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sábado, 26 de setembro de 2009

City Skeletons 12


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Walking through the forgotten city.
Where my steps will not be remembered.
Where statues have no eyes and no dates and the history they chronichle is lost in time.
Where stones slide ever so slightly every day, rebuilding themselves incessantly.
And one never crosses the same life of a stray cat twice.
Where there is no echo and you are always lost and never found.
Walking through the forgotten city.
The city with no name or a thousand names.
Where you may reinvent yourself at every step of the way and never feel guilty.
Walking through the forgotten city.
Have you ever walked there?
Maybe you have and can't remember ...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

OS FOTÓGRAFOS DE ANDRÓMEDA

Weber (Bruce)
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Fashion Homem Nu
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= FIM =

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

MURMÚRIOS DE AVALON XXVIII

O Escritor de Todos os Escritores
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O Escritor sabia que provavelmente o que se seguiria seria um monólogo deprimente, humilhante, mas mesmo assim persistiu na ideia descabida.
Subiu a escada a correr até ao topo. Era-lhe permitido subir, claro, apenas para ver a vista. A escada apenas significava algo se fosse subida a pulso, durante a vida, a escrever. Subindo deste modo, à "penetra", a escada constituia apenas uma escada normal, em caracol, levemente vertiginosa. A escada não lhe permitiria assimilar nada e não receberia nada em troca. Ele não tinha certeza sequer de poder comunicar com quem queria, uma vez chegando ao topo.
Quando galgou o último degrau olhou em redor e não viu nada. Uma neblina branca e opaca descia sobre si, toldando-lhe a vista. Tanto quanto se podia aperceber, deparara com o vazio absoluto. Ouviu então um som, uma espécie de murmúrio e rodou a cabeça em todas as direcções, procurando a sua origem. Apurou o ouvido, já que perdera completamente a esperança de conseguir discernir alguma coisa com a vista. O murmúrio persistiu e, ao mesmo tempo que tentava encontrar-lhe alguma espécie de inteligibilidade, apercebeu-se que estava rodeado de palavras brancas e opacas e que essas palavras ecoavam no espaço em seu redor o que o murmúrio sussurrava. Era como se, à medida que eram ditas pelo murmúrio, se materializassem junto de si.
"James? ...", aventurou numa voz sumida e miudinha.
Por qualquer motivo tinha receio de despertar algum tipo de ira sobrenatural. Demais a mais, sofria de vertigens e não lhe estava a apetecer um mergulho de décadas de degraus até lá abaixo.
No espaço à sua frente surgiu um par de óculos de lentes de fundo de garrafa, suspensos como por magia. E depois lembrou-se. Aquele que procurava ficara cego nos últimos anos da sua vida. Seria por esse motivo aquele vazio?
"James ...", repetiu, "Ajuda-me, não sei o que fazer. Toda a minha vida ... toda a minha vida ...", e não conseguiu continuar.
Ouviu a sua própria descrição. O murmúrio sussurrava a descrição da sua pessoa e as palavras que o constituiam aglomeravam-se à sua volta, abraçavam-no, enlaçavam-no docemente, como fitas delicadas de cetim branco, entrelaçando-se nos seus membros, adequando-se ao seu vulto, penetrando-lhe a mente. O murmúrio continuou, descrevendo-o não apenas fisicamente mas intelectualmente, as suas emoções, as características da sua personalidade, a forma como escrevia, os pequenos detalhes da sua vida, todas as insignificantes insignificâncias que o constituiam. Deixou-se ficar maravilhado, atordoado, estupefacto, a ouvir-se. De quando em vez esticava um braço e brincava com uma palavra que se lhe enrolara na pele. Deixava-se acariciar, embalar por aquela ladainha suave, precisa, rítmica que o refazia em si mesmo, que o replicava diante de si próprio, não como um clone, mas como um outro eu enriquecido.
"James ...", repetiu, agora maravilhado, a voz embargada de comoção, "Estás a escrever-me, James, obrigada ... obrigada ..."
Sabia que não se podia levar a si próprio. Sabia que aquilo seria apenas um momento único, irrepetível, efémero, que perduraria apenas na memória que conseguisse guardar dele. As palavras pertenciam à escada e não poderiam ser levadas. Contemplou-as, as suas combinações, intensamente, obssessivamente. Amou-as, como só um Escritor pode amar palavras, sobretudo as que foram escritas pelo Escritor de Todos os Escritores sobre si próprio.
Depois desceu novamente, a comoção enchendo-lhe o coração de entusiasmo renovado pela sua arte.
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com a mais profunda humildade, inspirado em e dedicado ao incomparável James Joyce

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

SUGESTÃO DA SEMANA






São as bonecas mais giras do planeta!
Cada uma tem a sua personalidade e ainda trazem uma abertura na base para deixar uma mensagem secreta.
Mais aqui: http://lovemomiji.com/

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Macro Secrets 14

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Honey, you are so beautiful

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

NOTORIOUS NUMBERS

13
O Número do Azar
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E porque carga de água é o 13 considerado azarento?
Bem:
* Havia 13 pessoas à mesa na Última Ceia (sendo que, de acordo com a tradição, Judas era o 13º) e aquilo deu no que deu ...
* Jesus foi supostamente crucificado numa sexta-feira, o que confere a este dia também o título de azarento e daí a Sexta-feira 13 ser considerada uma data muitíssimo azarenta (outros referem que a tradição remonta ao Paraíso, sendo que Eva tentou Adão com a maçã numa sexta-feira; o dilúvio também começou supostamente neste dia da semana, a tragédia da Torre de Babel aconteceu também numa sexta e o Templo de Salomão foi destruído numa sexta-feira)
* Outra lenda do Norte da Europa afirma que Loki invadiu uma festa de deuses em Valhalla. Havia 12 convidados e ele foi o 13º. Balder, o deus da luz, alegria e reconciliação morreu quando Loki enganou o irmão de Balder, Hod - o deus cego do Inverno, e o fez atirar um ramo de azevinho a Balder, a única coisa que o podia matar.
* Outra tradição refere que o número 13 era associado à feminilidade pelos antigos cultos pagãos, uma vez que correspondia ao número de ciclos lunares (menstruais) contidos num ano. Daí que os fundadores das religiões ocidentais patriarcais e masculinas tenham contribuído propositadamente para vilipendiar o número 13, em oposição ao 12 perfeito
* Lembram-se da Apolo 13? Pois ... foi por um triz ...
* Já os chineses e os egípcios consideravam o 13 um número da sorte

domingo, 20 de setembro de 2009

MAGIC MOMENTS 84

Dazzling Duets - Duet #25 - Eminem & Elton
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sábado, 19 de setembro de 2009

EM BUSCA DE PALAVRAS 84

BOPE
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Formado em 1978, o BOPE - Batalhão de Operações Policiais Especiais - é uma força de operações especiais da polícia militar do Rio de Janeiro, especializada em ambientes confinados e restritos, como as favelas. É considerada a tropa de combate urbano mais eficaz do mundo.
Tropa de Elite, filme inspirado no livro Elite da Tropa, conta a história do Capitão Nascimento, responsável por um esquadrão do BOPE, que pretende abandonar a violência do Batalhão para se dedicar ao nascimento do seu primeiro filho e procura por isso um substituto digno para ocupar o seu lugar. Dois dos novos recrutas da força, Neto e Matias, distinguem-se, respectivamente pela coragem e inteligência. Juntos constituem o substituto perfeito, separados podem não conseguir sobreviver.
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O que aprendi com o BOPE?
* "Os nossos homens são formados na base da porrada. P'ra entrar aqui, o cara tem que provar que aguenta pressão."
* É polícia e quer diminuir a criminalidade na sua zona? Então é fácil - pegue nos corpos dos criminosos mortos e traslade-os para outra zona ...
* "De cada 100 PM's que tentam fazer o nosso curso, 5 chegam ao fim. Nem o Exército de Israel tem soldados como a gente."
* Quer manter um aluno atento durante uma aula nocturna chata sobre estratégia, depois de terem estado o dia todo a treinar que nem doidos? Agarre numa granada, coloque-a na mão do recruta e diga-lhe que se ele adormecer e a deixar cair vai rebentar consigo, com os outros recrutas e com ele próprio. Vai ver como o recruta fica acordadinho da silva ...
* Quer ensinar os recrutas a funcionarem como equipa? Pergunte-lhes quanto tempo acham que demoram a almoçar. Um deles, corajoso, responderá que só precisam de 10 minutos. Você ri-se e diz que ele está completamente doido, porque eles têm exactamente 10 segundos para o fazer. Atire um balde de algo parecido com comida para o chão e veja-os tentar emborcar aquilo em 10 segundos. Mande-os formar de novo. Alguns nem sequer conseguiram provar a comida. Berre a um deles que ele tem de comer tudo o que está no balde e no chão. Veja-o vomitar de nojo e obrigue-o a comer tudo, caso contrário todos os seus companheiros terão de comer não só a comida, como o seu vomitado. Obrigue-os a fazer isso mesmo.
* "A primeira parte do curso é só porrada. O objectivo é eliminar os fracos e os corruptos."
* "Os nossos policiais aprendem a invadir favela de tudo quanto é jeito. O objectivo é manter os vagabundos sob pressão, sem saber por onde a gente vai chegar. E quando chega, a gente chega na sombra, p'ra pegar os cara de surpresa. O policial do BOPE não entra em favela atirando, entra com estratégia, progride de beco em beco. A progressão em favela é uma arte, uma arte que ninguém aprende na teoria."
* "Homem com farda preta entra na favela p'ra matar, nunca p'ra morrer."
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

PALAVRAS ESCULPIDAS


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Why do you keep haunting me?
Why do you bring a past that cannot be replayed?
Why do you take me back to a room that no longer exists?
To someone I forgot how to be?
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She is no longer here
Though the body is the same
She is gone
Did you take her with you?
Take good care of her, I know you will ...
She was never so herself as when she was with you
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And if I could turn back time
Would I ?
Not sure
Would you?
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We were equals
You and I
Equals
Do you know what that means?
So different, you and I
But in perfect balance
True to ourselves
True to the us we built without purpose
dlkfdlç
Coincidence
Accident
But the pieces of our lives
Fit together like a puzzle
Some people search their whole lives for that
I found it with you
Not in you
Not through you
Not because of you
But WITH you

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

City Skeletons 11


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Every city is composed of numerous cities, like the layers of an onion.
The city you walk every day.
The underground city, which never sees the sun, where nighthawks are kings and queens.
The forbidden city, where only a few are allowed or venture, whose dominions are well guarded by the outcasts.
The enchanted city, of quiet gardens hidden amongst the intricate maze of busy streets, where stone sentinels keep peace and order.
The dark city, where empress moon rules casting spells of lost inhibitions and forgotten rules to those who wander in smoky, musical, vapour intoxicating filled wholes.
And your city, which is sacred and secret, known only to your soul, your feet and your memories.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

WINGS OF WILL XXXIII .......................................................... Quem disse que o Homem não consegue voar?

Another extraordinary dancer bites the dust.
May you dance your way to heaven, Patrick. I had the time of my life watching you dance.
dçlkdçl


Dirty Dancing - These bloopers are hilarious
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

OS FOTÓGRAFOS DE ANDRÓMEDA

Ut (Nick)
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Guerra Terror Violência
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

MURMÚRIOS DE AVALON XXVII

O Escritor e o Escritor
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O Escritor escreve. O Escritor lembra-se de ter ouvido um grande Escritor dizer que não vale a pena escrever, se não for para se tentar escrever melhor do que os escritores que admiramos. O Escritor precisou de uma vida inteira para entender isto.
E recorda aquele final de manhã em que remexia livros na livraria perto da faculdade e calhou pegar num daquele mesmo Escritor. Leu apenas um parágrafo exposto na contra-capa do livro, cujo título já nem recorda. É possível que entretanto já o tenha lido. Esse parágrafo reduziu-o a pó, a uma insignificância lamentável, surpreendente. Não recorda o que leu, especificamente, mas recorda o que sentiu - uma impotência atroz, uma incompreensão humilhante (ele, que nessa altura se achava uma inteligência do catano!), uma frustração inenarrável. O mundo reduziu-se àquele parágrafo magnífico, ali, diante dos seus olhos, solitário e digno, valendo por si próprio, sem arrogância, sem qualquer espécie de superioridade, apenas um conjunto de frases magistralmente urdidas, cujo significado ele não era capaz sequer de deslindar na totalidade. Leu-o e releu-o até se cansar, até não suportar mais o seu peso e, ao mesmo tempo, a sua leveza absurdamente perfeita. E na sua mente, o Escritor repetia a mesma frase vezes e vezes sem conta, como uma ladainha insuportável, "Como serei alguma vez capaz de escrever algo semelhante?".
Largou o livro, por fim, devolveu-o à prateleira e nem sequer o comprou. Não foi capaz. Não era inveja, o que sentia, era pior. E diante do Escritor ergueu-se uma escada interminável, em cujo topo estava o parágrafo. E nesse momento da sua vida, o Escritor soube que teria de subir essa escada e que cada degrau lhe custaria um incontável número de palavras, de cãibras, de dores, de desespero. Havia uma escada para subir. Não sabia se algum dia conseguiria chegar ao topo, mas tentaria, morreria a tentar, não porque quisesse, não porque se sentisse confiante, não porque acreditasse em si, mas porque não havia alternativa. Escrever é como respirar.
dçfjdklf
Agora, anos mais tarde, décadas após aquele fim de manhã na livraria, milhares de quilómetros de escrita passados e alguns livros publicados, havia quem julgasse, o Escritor sabia, que ele subira todos os degraus da escada e alcançara o topo. Depois de ter lido o famigerado parágrafo, o Escritor não escrevera uma única palavra durante quatro anos. Não fora capaz. Assustou-se mesmo, ao fim de algum tempo, imaginando que não seria capaz de escrever nunca mais uma única palavra que fosse.
Quem julgava que ele tinha atingido o topo, não conhecia esta história. E, se a conhecesse, não poderia nunca compreendê-la. Voltara a escrever, não sabia se feliz ou infelizmente. Regressara às palavras porque estas estavam entrelaçadas nos seus dedos como mel e acabaram, eventualmente, por pingar lentamente no papel de novo.
Nunca mais relera aquele parágrafo ou, se o relera, não se recordava. Mas sabia que não tinha alcançado sequer metade da escada. Ele sabia, e isso era o pior.

domingo, 13 de setembro de 2009

SUGESTÃO DA SEMANA


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São giras, coloridas e guardam montanhas de coisas.
São as lollipop pens da Emtec!
Eu já tenho uma, mas não digo de que cor :P

sábado, 12 de setembro de 2009

Macro Secrets 13

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If I go, let me go dancing

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

NOTORIOUS NUMBERS

69
O Número do Sexo
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Palavras para quê?