terça-feira, 10 de novembro de 2009

Macro Secrets 17

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What would happen if I said:
"I quit." ?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

MAGIC MOMENTS 87

Dazzling Duets - Duet #28 - Eric & Mark
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Dois guitarristas tocam a canção que um deles (Eric) escreveu inspirado pelo amor não correspondido pela mulher de outro guitarrista e amigo, George Harrison.
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domingo, 8 de novembro de 2009

EM BUSCA DE PALAVRAS 88

A Máfia - Parte II
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Camorra
A Camorra (o "Sistema", como lhe chamam os seus membros) domina o território de Nápoles e a região que o integra, a Campânia. Trata-se de uma organização horizontal e flexível de clãs autónomos, sem uma cúpula evidente, pelo que é difícil controlá-la. Mata com impunidade e está infiltrada em todo o tecido social da região, em especial na degradada periferia napolitana. Controla sindicatos e municípios e é a principal fonte de emprego, o que explica a sua popularidade.
Segundo a Polícia, entre 80 e 100 mil pessoas trabalham directa ou indirectamente para a Camorra, que controla 50% dos estabelecimentos comerciais de Nápoles. Obtém os principais rendimentos do tráfico de estupefacientes, da recolha e reciclagem de lixo e do mercado de falsificações e imitações. O DDA (Departamento Antimáfia) da região descobriu que os clãs envolviam toda a sociedade no negócio da cocaína. Reformados, trabalhadores e pequenos empresários davam dinheiro (quantias que variavam entre 100 e 600 euros) aos mafiosos, os quais investiam o dinheiro em novas transacções de droga. Num mês, recebiam o dobro.
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Ndrangheta
Tem sede na Calábria e é considerada a máfia menos conhecida e mais perigosa do planeta. É constituída exclusivamente por ndrine, ou famílias com laços de sangue, cada uma das quais controla o seu território e se relaciona com o exterior de forma autónoma, associando-se entre si quando se trata de grandes negócios, como contratos públicos, narcotráfico e controlo de fundos europeus. Devido aos laços de parentesco entre os seus membros, há menos "arrependidos" da Ndrangheta dispostos a confessar-se à Polícia (60 nos último anos) do que da Cosa Nostra (500) e da Camorra (400), o que faz com que seja a organização mais segura no cenário do crime internacional. Actualmente, controla o tráfico mundial de cocaína, o que lhe permitiu expandir-se pelo Norte de Itália, Europa, Austrália, Canadá, Colômbia e México.
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Sacra Corona Unita
É a mais jovem das máfias italianas, com base na região de Puglia, e tem uma estrutura pouco ordenada e horizontal, semelhante à da Camorra. Inclui cerca de 2000 membros que mantêm boas relações com a máfia albanesa e com a Ndrangheta. Domina uma posição estratégica no Adriático, em frente aos Balcãs e à Albânia, saída natural de todo o intercâmbio ilegal com a Europa central. Vive da extorsão, do tráfico de estupefacientes e do contrabando de tabaco e álcool.
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No próximo capítulo, as máfias noutras partes do mundo e as características duma organização mafiosa.
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Retirado da reportagem "O Império dos Padrinhos" - Revista Super Interessante

sábado, 7 de novembro de 2009

MURMÚRIOS DO PARAÍSO II

No Paraíso
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No Paraíso os supermercados quase nunca têm tudo o que queremos ou exactamente aquilo que queremos - temos que nos contentar com aproximações que exigem, por vezes, o máximo da nossa capacidade imaginativa.
No Paraíso nunca está tudo a funcionar a pleno e ao mesmo tempo - ou falta a luz a meio da noite, ou é o gás que se acaba a meio de um banho restaurador, ou é o transmissor de um canal (dos únicos 4 existentes!) que pifa de repente, a meio do único filme bom da semana, ou é um pára-sol que fica sem a pipeta de enterrar na areia logo ao segundo dia de praia, ou são os canos da avenida principal que entopem durante uma trovoada descomunal.
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No Paraíso há mirones estranhos, conquilheiros demasiado atrevidos e pescadores sem maneiras.
No Paraíso há, por vezes, tanta gente que mal se consegue andar na rua, dormir a sesta descansado ou encontrar um lugar vazio para abancar no areal.
No Paraíso os empregados do Casino andam sempre de nariz empinado e fazem pouco das madamas que esbanjam o dinheiro nas máquinas de jogo.
No Paraíso não há revistas suficientes na única tabacaria de jeito, às vezes todos os multibancos decidem ficar sem dinheiro ao mesmo tempo e para nos abastecermos como deve ser somos obrigados a calcorrear o itinerário completo dos supermercados.
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No Paraíso é frequente levantar-se um vento de nortada exactamente a partir das 3 da tarde, que arruina o resto do dia de praia e pára de soprar precisamente quando o sol se começa a pôr e é hora de regressar a casa.
No Paraíso há feirantes chatos que enchem as ruas de tralha e o final de tarde de check-sounds ensurdecedores berrados aos microfones.
No Paraíso há grilos assustadores, osgas repelentes, aranhas invasoras e melgas irritantes.
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Em contrapartida,
No Paraíso todos os pôres-do-sol são absolutamente deslumbrantes.
No Paraíso há dezenas de gaivotas magníficas que planam nos céus todos os dias.
No Paraíso o areal é infinito.
No Paraíso o mar monta espectáculo diariamente à nossa porta.
No Paraíso as estrelas brilham mais intensamente no céu nocturno.
No Paraíso há mirones caricatos, conquilheiros românticos e pescadores nobres.
No Paraíso as tempestades são belas e cheias de personalidade.
No Paraíso há conquilhas deliciosas, gambas pecaminosas e manjares irresistíveis.
No Paraíso as máquinas de jogo são, por vezes, abundantemente generosas.
No Paraíso há beleza, paz, liberdade e tempo para tudo.
No Paraíso há vagar e cheiro a maresia e poesia espraiada por todos os cantos.
dfçlºçf

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Por isso, estou em crer que, apesar de tudo, é sempre um bom negócio passar uns tempos no Paraíso.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PALAVRAS ESTÚPIDAS 77

O Amor Platónico
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"(...) mas esqueço que só o amor não correspondido pode ser romântico. E é preciso estarmos incompletos para nos apaixonarmos."
O Funeral de Marissa Cooper - Jorge Mantas - Revista Umbigo Setembro 2009
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Só o amor não correspondido pode ser romântico. Porque só o amor não correspondido tem o potencial de desespero trágico próprio do romantismo. Diria mais, só o amor platónico pode ser romântico. Porque é secreto, não partilhado pelo objecto de desejo e incólume à infecção gélida da realidade. Quando amamos ou nos apaixonamos por alguém que desconhece em absoluto ser o causador desse amor ou dessa paixão, ele ou ela crescem desmesuradamente, tornam-se maiores que a vida, cristalizam num casulo intocável e nada nem ninguém é capaz de destruir essa imagem em nós, nem mesmo o próprio objecto desse desejo.
O amor platónico é egoísta e avaro e orgulhoso. Nada tem de luxúria e refugia-se da inveja porque se esconde dela. É também preguiçoso porque não exige cuidados esmerados, apenas a presença do outro no nosso campo de visão ou no nosso pensamento. É glutão também porque se refastela sozinho.
Se o amor platónico é romântico solitário, abandonado à auto-comiseração, já o amor não correspondido é goticamente romântico no sentido mais literário e académico do termo. O seu espectro varia consoante o objecto do desejo tenha ou não conhecimento dele. Se não tiver, regressamos ao platónico, e se tiver embarcamos na tragédia exagerada e desesperada.
O amor platónico é cobarde, o amor não correspondido é estupidamente corajoso, sendo que aqui o advérbio "estupidamente" não é usado no seu sentido pejorativo, mas para ilustrar um extremo extremado ao máximo. Quem se declara não tendo a certeza da correspondência do outro e depois é obrigado a viver com a sua negação, merece ser elevado ao panteão de heróis do calibre de navegadores destemidos, exploradores bravos e argonautas insanos.
Poucos são os que o fazem com experiência de vida. O amor não correspondido é para os jovens imberbes, corajosos porque naives. À medida que avançamos na vida resguardamo-nos na cobardia do platonismo, depois de termos levado umas quantas negas descomunais. O amor platónico é mais seguro, apesar de sofrido. Fechamo-lo na nossa caixinha de jóias secreta e retiramo-lo quando e onde nos apetece, sem corrermos perigo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PALAVRAS EMPRESTADAS 57

O António
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"Tão inteligente para umas coisas e tão estúpido para outras, espantava-se a minha mãe. Aborrece-me admitir que é uma excelente definição do António. Nunca fui uma criatura estruturalmente má: na verdade não passo de um aselha, um parvo, incapaz de lidar com as coisas mais simples do quotidiano, um imbecil desamparado. Se os meus amigos não tomassem conta de mim com tanto desvelo não estava aqui a escrever isto, pedia esmolas nos semáforos."
António Lobo Antunes - Revista Visão - Crónica "De profundis"
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"Para quem pensam que escreve o imbecil desamparado? Para as lágrimas de um homem pela agonia do filho, para uma mulher a caminhar diariamente quilómetros na esperança de que Deus o curasse. No jazigo dos meus avós lê-se
Ao nosso Antoninho
e, de vez em quando, vou lá às escondidas. Podem pensar na minha cretinice, não me rala, sinto-me bem junto deles. Os meus livros são isso: as lágrimas daquele homem, os passos daquela mulher. No caso de se aproximarem mais das páginas é o que realmente verão, em lugar de palavras impressas. E talvez vejam também o cretino a espreitar, comovido, pelas grades da porta."
António Lobo Antunes - Revista Visão - Crónica "De profundis"
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"As pessoas com quem me entendo melhor são, em geral, pessoas que falam muito pouco. Ou então são pessoas que falam muito porque me distraio, deixo de ouvir ao fim de 5 minutos e basta dizer que sim de vez em quando."
António Lobo Antunes - Entrevista à Revista Visão
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"Não sou capaz de deitar um livro fora. Para mim, um livro é como o pão."
António Lobo Antunes - Entrevista à Revista Visão
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"As pessoas são como os arco-íris. Não combinam em todas as cores. Combinam em 3 ou 4. E isso já é muito bom. Para que é que nos havemos de preocupar com as cores que não combinam, quando temos aquelas 3 ou 4? Um casamento é isso - um homem e uma mulher que combinam em 4 ou 5 cores."
António Lobo Antunes - Entrevista Judite de Sousa - RTP 1

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

City Skeletons 15


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The city holds secrets in every corner. No one is safe amongst its walls. We pace the streets wrapped in our own safe bubbles of indiference. Never make eye contact. That's the first rule anyone who is born in a city learns from their first ramblings into the unknown. If you make eye contact, you're lost. It's as if you allow that other someone to burst your bubble and intrude upon your safety. Lunatics spread their desease everywhere. Beware of their eyes. Do not engage. Never engage.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Fetiche #1

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se lhe atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
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"This must be where pies go when they die." - Dale Cooper (Twin Peaks)
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[Lynch]
1. Apelido masculino > 2. Realizador norte-americano > 3. Ser diferente, nunca indiferente > 4. Tradutor da mitologia americana > 5. Blue Velvet - uma orelha perdida na relva de um jardim, Dennis Hopper abusa pornograficamente da belíssima Isabella Rossellini. Estranho, penso eu, mas interessante. Encolho-me, pensa o meu corpo, mas permanece a ver > 6. O Homem-Elefante - melodrama a preto-e-branco criado como se de filme antigo se tratara, reminiscente de toda a tradição hollywoodiana da época dourada. Com John Hurt soberbo e Anthony Hopkins ainda praticamente desconhecido > 7. Wild at Heart - road-movie insano com o louco Nicholas Cage, a estranha Laura Dern e o assustador Willem Dafoe. Paixão assolapada por Nich e alguém que assim me cantasse o Love me Tender do Elvis. Foi por essa altura que me apaixonei definitivamente pelos espaços, personagens e estradas americanos. I still want to live on the road!!! > 8. Twin Peaks - recordo: o rosto azulado e esculpido em água de Laura Palmer, o caricato agente do FBI Dale Cooper, sempre a falar para o seu gravadorzinho portátil, a mimada, sensual e pérfida Audrey, palas nos olhos, esgares estranhos, e anões, para sempre os anões. E para sempre agarrada, como a heroína, a Lynch > 9. Uma História Simples - Lynch normal, demasiado normal, soberbamente normal e simples > 10. Mulholland Drive - o filme mais perfeito da história do cinema. Obriga a mergulho em zonas desconhecidas, alarga o espectro neuronal, cria e desenvolve caminhos com nenhuma saída, ou com várias saídas, ou com saídas impensáveis, ou ...
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

'Till I Found You

O Mundo Colapsa 1
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DEFINIÇÃO DE HOMEM SEGUNDO O DICIONÁRIO UNIVERSAL DE LÍNGUA PORTUGUESA
"HOMEM (Lat. Homine), s.m. animal mamífero, bípede, bímane, racional e sociável que, pela sua inteligência e pelo dom da palavra, entre outros aspectos, se distingue dos outros seres organizados; pessoa adulta do sexo masculino; varão; (fam.) marido; sujeito, indivíduo; (fig.) a espécie humana, a humanidade."
KDLJFKL
DEFINIÇÃO DE HOMEM SEGUNDO A BÍBLIA
"Então Deus disse: 'Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele domine os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra.' Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus Ele o criou; e criou-os homem e mulher."
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DEFINIÇÃO DE HOMEM SEGUNDO O DICIONÁRIO INTERGALÁCTICO, EDIÇÃO DE 2200:
"Ser ancestral, composto de matéria orgânica degradável, com um período de vida máximo de cerca de 120 anos. A única característica que distingue esta espécie das restantes conhecidas no Sistema Galáctico Explorado é: a capacidade de expressar Amor."
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DEFINIÇÃO DE AMOR SEGUNDO O DICIONÁRIO INTERGALÁCTICO, EDIÇÃO DE 2200:
"Lamentamos, mas o Dicionário Intergaláctico não conseguiu ainda um concenso nesta matéria. Se quiser contribuir com as suas reflexões pessoais, deixe a sua mensagem em http://www.diciointerg2200.com/. A equipa de especialistas analisá-la-á e dar-lhe-á um feedback da subsequente avaliação."
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2030, Maio, Lisboa
Notícias em Foco:
* O Vírus Ebola ameaça novamente o mundo, com um surto que causou já 42 mortes no Congo
* A clonagem de humanos está a transformar-se numa dor de cabeça para os cientistas. Resultados recentes obtidos em chimpanzés estão muito longe do sucesso esperado
* A guerra nas Balcãs ameaça a paz na Europa e traz de volta o fantasma das limpezas étnicas
* A geração 3 da World Wide Web encontra-se em franca expansão e constitui um sucesso sem precedentes na história da Internet
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2200, Inverno, 01.00 GMT
Notícias em Foco:
* Problemas na CAA - Colónia de Alimentação Australiana: mais uma greve de fome dos humanos que ameaça colocar em causa todo o programa espacial. As FEE - Forças Especiais de Elite - já foram enviadas ao local para procederem à eliminação dos cabecilhas, se as negociações não resultarem
* O Sol constitui uma ameaça cada vez maior para os humanos ainda sobreviventes nas CAC - Colónias de Alimentação e Combustível. O EE - Efeito de Estufa - atingiu este ano o nível máximo registado nos últimos 10 anos - um acréscimo de 300% inversamente proporcional à mesma percentagem de decréscimo na cama de ozono, que atinge já a totalidade das regiões polar e temperada do hemisfério norte. A CA - Comissão de Acompanhamento - já encetou negociações com a Força H para a requisição de upgrade aos fatos especiais de protecção contra os UV
* Dois membros de um dos mais perigosos grupos dissidentes de ARLIs - Artificial Life - foram registados e eliminados às 5.47 GMT do 39º dia de Inverno do ano 190. Os seus registos encontram-se no CV - Cemitério Virtual - para livre consulta
fldkjfdlk
11/09/2030
Guardian-Angel,
Today I turned the holovision on and the world was collapsing all around me. Decided to write you, write you everything I couldn't tell you. I'm sure you don't mind that the world is collapsing, as much as I do. You were always a cynic. I always had a tendency to overreact. Smile if you will, but my first thoughts after the first troops started arriving and the world started collapsing, were for you. I wanted to be with you. Because my world had already collapsed a long time ago, although you don't know this. And you never will.
Tuesday

domingo, 1 de novembro de 2009

Macro Secrets 16

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Only happy leaving
Never coming back

sábado, 31 de outubro de 2009

MAGIC MOMENTS 86

Dazzling Duets - Duet # 27 - Neneh & Youssou
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

EM BUSCA DE PALAVRAS 87

A Máfia - Parte I
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A Máfia nasceu em meados do século XIX, quando a Sicília foi incorporada na nova nação italiana. A Cosa Nostra foi criada por volta de 1860 quando um grupo de gabelloti - os guardas das quintas dos aristocratas - uniram forças para controlar a indústria do cultivo de laranjas e limões, nos arredores de Palermo, capital da illha. Era um negócio em expansão, que exigia uma apertada vigilância e os gabelloti encarregavam-se de cobrar dinheiro aos proprietários en troca de protecção, ou recorriam mesmo à extorsão para lhes ficar com os campos. Em breve controlavam toda a produção de citrinos e a sua distribuição e exportação.
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Por volta de 1870, estes mafiosos (termo que significa "atrevido, seguro de si") já estendiam os seus tentáculos por toda a Sicília e monopolizavam o recurso à violência. Começaram também a lançar as suas redes no campo da política, através de latifundiários, vereadores e deputados que concediam favores e licenças de uso e porte de armas.
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Entre 1901 e 1913, 800 mil sicilianos emigraram para os EUA, surgindo o ramo americano da Cosa Nostra, que prosperou graças ao negócio do álcool durante a Lei Seca e, posteriormente, ao jogo e ao tráfico de heroína.
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Na década de 1960 a Cosa Nostra italiana estendeu os seus negócios também à heroína, construção civil e aos fundos europeus para o desenvolvimento, estabelecendo um novo órgão de poder - a comissão - para manter o equilíbrio entre as diferentes famílias que a integram.
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Nos anos 80 a subida ao poder do clã de Corleone (Riina, Provenzano) começou a debilitar a organização. A máfia - que sempre operara em clandestinidade, ao ponto de muitas pessoas duvidarem da sua existência, não intervindo directamente na política, nem atacando os seus representantes e resolvendo os conflitos internos de forma discreta - viu-se envolvida numa luta de poder entre clãs por Totó Riina, a Guerra das Famílias, que provocou centenas de mortos e detenções. Foi a partir de algumas destas detenções que a lei do silêncio - omertá - foi quebrada e se passou a conhecer o sistema e regras de funcionamento da máfia.
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No próximo capítulo, as três máfias existentes em Itália: Camorra, Ndrangheta e Sacra Corona Unita.
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retirado da reportagem "O Império dos Padrinhos", publicada na Revista Super Interessante.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

MURMÚRIOS DO PARAÍSO I

Molho as pontas dos dedos na paleta do mar
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dkfçldf
E desenho histórias de sal no ar
De marinheiros sofridos
Conquilheiros atrevidos
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E gaivotas imperiais
Cruzando os céus intemporais
dfkjdklsf
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Encosto o olhar a cada momento
E eternizo-o no tempo
Da magia do nascente
dfklsd
klfjkldf
Ao deslumbrante poente
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Deixo a espuma dos dias correr
çdlkfçlds
dklfj
Deixo as histórias acontecer

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

AS QUATRO ESTAÇÕES

OUTONO
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Luz de mel silvestre.
A brisa morna carrega histórias encantadas escrevinhadas em velhos tomos esfarelados pelo tempo.
Folhas voam pelos ares, como ninfas perdidas, douradas, carmim, chocolate. Varrem as pedras frias e cobrem-me de melancolia. Estalam nos meus dedos, como castanhas assadas.

Arranco as mantas e os abrigos ao sono estival e enrosco-me em chás e livros.
A lareira arde e crepita na minha imaginação, tocando a música do Outono.
Sou feiticeira, capaz de magia. Congemino poções doces e inebriantes no caldeirão dos meus sonhos. Espalho poeira cintilante e viajo nas asas de remoinhos intemporais.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

MURMÚRIOS DE LISBOA LXXXVII

Mr. Darcy ou Orgulho e Preconceito em Lisboa
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Praça de Touros - Campo Pequeno
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Mr. Darcy é perfeito. Apesar de Mr. Darcy não saber ou não se aperceber disto. Talvez por esse motivo, Mr. Darcy seja também preconceituoso. Mas este preconceito não advém do facto de Mr. Darcy se sentir superior a ninguém, senão precisamente da sua incapacidade para entender aquilo que realmente o move. Mr. Darcy parece preconceituoso, ao refugiar-se numa naturalidade demasiado evasé quando se corresponde com outras pessoas. Este efeito é sentido mais profundamente pelas senhoras.
Já aquelas que têm a sorte de o conhecer pessoalmente, realçam a sua simpatia e modos agradáveis. Que é um verdadeiro cavalheiro, nem mais. Como já há poucos.
Mr. Darcy é alto, de constituição média, moreno e tem uns olhos que surpreendem quem os observa com atenção pela primeira vez. Parecem escuros, mas um exame mais aproximado revela dois lagos claros, serenos e ligeiramente perdidos.
Mr. Darcy também é um romântico, mas nunca o admitiria, nem sequer a si próprio. No entanto, é conhecida a sua espera de dois anos por uma determinada senhora, que acabou por lhe desiludir profundamente as expectativas.
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Elizabeth teve o prazer de conhecer Mr. Darcy em pessoa. Como seria de esperar, ela achou-o perfeito. Para Elizabeth, Mr. Darcy é o homem mais perfeito que ela já encontrou. Claro que Elizabeth jamais, nem mesmo sob tortura, revelaria esta sua opinião a ninguém, muito menos ao próprio Mr. Darcy. Onde Mr. Darcy é preconceituoso, Elizabeth é orgulhosa. Mas, exactamente como no caso de Mr. Darcy, o seu orgulho provém da sua absoluta insegurança. Porque Elizabeth também é uma romântica e, apesar de não morrer de amores pela palavra e muito menos pelas conotações que lhe estão associadas, e ao contrário de Mr. Darcy, ela não vê mal em assumir-se como tal, apesar de tentar escondê-lo a todo o custo em cada uma das suas acções rotineiras e diárias.
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É bem possível que Elizabeth e Mr. Darcy tenham nascido um para o outro. E é bem provável que nenhum deles venha jamais a descobrir isso.
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inspirado nos personagens do romance "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen, e em dois lisboetas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PALAVRAS ESTÚPIDAS 76

Escrever
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"Desce, desce, desce até onde se encontram os outros e tu no meio deles." - Tchekov
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Escrevo como respiro. Escrevo porque respiro. Escrevo para respirar.
Escrevo aos soluços. Escrevo como um rio. Escrevo como mar. Umas vezes revolto, outras manso.
Escrevo dolorosamente. Mas também facilmente. Por vezes demoro eternidades a encher uma página. Outras vezes minutos para preencher várias.
Às vezes perco a noção do espaço, do tempo, do mundo, enquanto escrevo. Outras tudo me desconcentra e perco-me até no insignificante pormenor de uma letra cuja perna está mal desenhada. Invento desculpas para não escrever. Adio o calvário até ao impossível mais ridículo. Faço birras. Risco tudo. Crio crateras no papel. Rasgo folhas. Amasso-as. Lanço-as ao ar. Às vezes enfureço-me comigo mesma, com as palavras ou a sua ausência. Por vezes enojam-me, assustam-me, envergonham-me, humilham-me. Outras, raras, fascinam-me e pergunto-me como fui capaz de escrever aquilo, daquela forma.
Escrevo por etapas. Releio-as aos solavancos. Detesto descrições porque me perco nelas ou me enfastiam. Adoro pequenos pormenores curiosos que surgem não sei bem de onde e me surpreendem a mim própria.
Gosto de ser assaltada por personagens novos. Fascinam-me quando começam a falar comigo. O melhor da escrita são eles, não tenho dúvidas. E o pior também. O mais difícil. O mais desafiador. O mais desesperante. E, sempre, o melhor. Gosto de os desenhar, de os vestir, de os esculpir emocionalmente, de os fazer falar, pensar, sentir. Entusiasmo-me com diálogos.
Escrevo porque gosto. Escrevo porque preciso. Escrevo porque nasci para escrever. Escrevo porque não sei nem me interessa fazer mais nada tão bem. Escrevo bem. Escrevo mal. Escrevo suficiente. Escrevo quando não me apetece e quando me apetece. Escrevo com sentido e sem sentido nenhum. Escrevo merda e escrevo pérolas. Raras são as vezes em que me orgulho plenamente do que escrevi. Ainda bem. No dia em que ficar contentinha com a bosta que escrevi, é o dia em que morri para a escrita.
Escrevo porque nada me dá mais prazer. Escrevo mesmo quando não me dá prazer. Escrevo porque sou doente, avariada da cabeça. Escrevo porque sou obcecada. Escrevo porque se não escrever não sinto que esteja a viver-me. Escrevo quando não vivo e vivo quando não escrevo, mas toda a vida que vivo é para depois a escrever. Roubo vidas alheias. Roubo rostos, acções, personalidades e conversas. Roubo entrelinhas da vida que só eu vi. Roubo espaços, roubo ausências, roubo impressões. Roubo o que vejo e os outros não vêem. Roubo tudo para alimentar o monstro da escrita, que é gordo e devorador.
Escrevo em português. Escrevo em inglês. Já escrevi em espanhol. Qualquer língua me serve, se a souber. Porque todas as palavras me fascinam. Gosto de experimentar. Gosto de misturar. Escrevo como quem experimenta ingredientes numa poção num laboratório. Escrevo como quem faz malabarismo. Às vezes aguento as bolas todas no ar, outras vezes espalho-me ao comprido. Escrevo como quem dança com as palavras e procuro o nosso ritmo, o meu com o delas.
Escrevo como quem sobe degraus. Às vezes sou preguiçosa e não os tento subir e rumino anos no mesmo degrau. Não escrevo para exorcizar fantasmas, mas às vezes ajuda. Não escrevo porque tenho jeitinho, escrevo porque quero saber construir catedrais. Não escrevo porque me quero expressar, escrevo porque quero edificar monumentos.
Escrevo porque quero chegar ao fundo da escrita e por lá deambular. Escrevo porque tenho de escrever. Escrevo porque não sou capaz de não escrever.

domingo, 25 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 35

CALOR
LSKLSD

sábado, 24 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 34

ORIENTAÇÃO
ÇDLKF

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 33

PRETO NO BRANCO
ÇLKFÇ

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 32

EQUILÍBRIO
SDLKSAKL

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 31

ARESTAS
LDFKLÇDS

terça-feira, 20 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 30

OPINIÃO
SLKSA

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 29

CARA METADE
ÇLFKDLF

domingo, 18 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 28

CASINHAS
SLÇKSÇL

sábado, 17 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 27

HICUP!
ºSKSÇL

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 26

APERTAR O CINTO
LSDÇFKDÇLSF

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 25

PARABÉNS
ÇDFLDÇ

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 23

LOOK
DLFKJKLD

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 22

PERFEITINHA
ÇLSDÇS

domingo, 11 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 21

ESTRELA
DKDL

sábado, 10 de outubro de 2009

GEOLÂNDIA 20

MACACOS
DKÇLDK

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

PALAVRAS ESTÚPIDAS 75

Sea, sun, sky, seagulls, sand and shells.
Só vou pensar nisto nas próximas duas semanas (e na coreografia do Thriller - já vou em metade).
Este ano senti-me literalmente como a Arwen aí em baixo. Tive de enfrentar o maior Nazgul que alguma vez se cruzou no meu caminho. But I will not go without a fucking fight. So, IF YOU WANT ME, COME AND CLAIM ME! I AM READY FOR YOU!
Enquanto este blog está oficialmente de férias, fiquem na companhia da Geolândia.
Boas férias para mim, que bem as mereço!
ldkfçl

ldfkdsçfk
Num tom mais leve e porque me apetece dançar:

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

City Skeletons 14


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I leave the city behind me.
Its voice still echoes in my mind.
Its shadows still cling to my body.
Its song will prevail in my ears for some time.
And then it will all fade away at last.
Until we meet again.
But its ghosts and its skeletons remain hidden in the depths of my soul, sleeping, but not gone.
Until we meet again.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

MURMÚRIOS DE AVALON XXX

O Escritor Flutuou
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O Escritor flutuou no seu limbo privado.
A palavra não surgiu como um relâmpago, nem como um Eureka, ou um súbito clarão de luz divina. Foi muito simples, muito natural, como respirar, como escrever, como flutuar.
Porque a palavra era precisamente essa.
Flutuar.
E o Escritor sorriu. E o Escritor respirou fundo, finalmente. Respirou como não respirava há muito.
Flutuar. Era a palavra que o definia. O que faria com ela, isso daria uma outra história, uma outra viagem, uma outra vida.
E ele não sabia se a desejava contar.
Sorriu e flutuou, em paz.
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to be continued ... or not ...
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Obrigada pela inspiração: Marlon Brando, Margot Fontayne, Charlie "Bird" Parker, Jackson Pollock e James Joyce

terça-feira, 6 de outubro de 2009

EM BUSCA DE PALAVRAS 86

Personagens
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"Os melhores livros são os que nunca foram escritos." - Gabriel García Márquez
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Há personagens que nos acompanham uma vida inteira. Personagens há que nunca nos abandonam e permanecem, sejam quais forem as circunstâncias.
Outros há fugazes, diáfanos, como espíritos da floresta. Que aparecem como um clarão, para logo desvanecerem como névoa matinal.
Há personagens aos quais nos afeiçoamos mais. Porque se os livros, as histórias, se diz serem como filhos que saem a muito custo do nosso ventre, sem que tenhamos reflectido a sua concepção como um todo, já os personagens são criações susceptíveis de balançar a nossa vaidade e orgulho. Por esse motivo, há "filhos" mais amados que outros.
Aileen e Jimmy nunca foram escritos. São irmãos, separados pela violência, para sempre unidos pelo amor.
Johann, o paraplégico filho da mãe, que me obrigou a um esforço acrescido para o tornar detestável, em vez da óbvia compaixão que podia suscitar. Mas que, no processo, se tornou digno e belo, inesquecível para a sua criadora e provavelmente o personagem que até hoje mais me marcou.
Ronaldo, o menino de rua do Rio, que tive de sacrificar para que a história fizesse sentido. Que me fez chorar como se de um verdadeiro menino se tratasse.
Tomás, Cassandra, Penélope e Gilberto, as quatro crianças estranhas, depois adultos famosos, que se perderam e mais tarde se reencontraram.
Outros houve. Andrea, o italiano pescador de almas. Vera, a sua presa. Heitor, o seu apaixonado. Baltasar, o filho de bruxas e anjos, que usava os próprios filhos como cobaias, mas que os amava ferozmente. Emily, a rapariga que conquistou o coração de Johann. David, que vagueava em busca da mulher morta e Sofia, que não sabia que era bonita. Michael, o publicitário romântico. Tripp, o banqueiro que se torna vagabundo em Manhattan. Rafael, a máscara de Veneza ingénua e sonhadora. Petra, Sine e Afonso, que procuravam o amor. Alexander, o hacker grego e nobre. Francis, o espírito atormentado de Jack, o Estripador. Apsara, a bailarina perdida na selva de Banguecoque.
E agora Anna, Galato, Vincent e Vladimir. A suicida, o polícia, o atirador e o assassino.
Conseguirão tornar-se personagens dignos desse estatuto? Conseguirão vencer os obstáculos da folha em branco?
Não sei.
Vezes há em que os melhores personagens são os que não vêem a luz do dia sequer.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

PALAVRAS ESTÚPIDAS 74


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"Ele disse que gostava de mim tal e qual como eu sou."
"E essa pessoa é alguém que tu odeias?"
"Sim."
O Diário Bridget Jones
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Gosto quando começo por odiar as coisas e depois acabo por as amar. Tal e qual as coisas que adoro de imediato, as que começo por odiar tornam-se amores eternos, se sofrerem essa transformação do ódio para o amor.
Assim de repente lembro-me de três ódios de estimação que se transformaram em paixões ou motivos de respeito e admiração: James Joyce, Jackson Pollock, Nicole Kidman.
Quando li Joyce pela primeira vez, fechei o livro e só o abri de novo passados 15 anos, para descobrir um diamante. Pollock venceu-me depois de me ter feito viajar por toda a história da pintura de propósito apenas para o poder compreender - no fim ofereceu-me uma das maiores epifanias que já experimentei na vida. Kidman foi-me conquistando ao longo dos anos, devagarinho, com o seu incrível e persistente talento.
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Porque será que o ódio e o amor estão tão próximos? Talvez porque ambos arranquem de nós paixão, necessária para os atear. Talvez porque ambos comecem por um sentimento de incompreensão, surpresa, negação - como pode aquilo afectar-me deste modo? que mecanismos, que propriedades, que mistérios possui aquilo para nos transtornar desta forma?
Quando nos sentimos maravilhados, o amor tem a primeira e única palavra.
Talvez eu tenha começado por odiar Joyce porque quando o li aos 16 anos queria muito escrever bem e este tipo era tão bom, mas tão bom que me irritou profundamente.
Talvez eu tenha começado por não gostar de Pollock porque achei que aqueles riscos podia eu fazer quando tinha 5 anos e ali estava este tipo com aquilo que eu pensava serem apenas uns riscos a expôr no MOMA!
Talvez eu tenha começado por detestar Kidman porque ela era tão bonita e ao mesmo tempo tão competente que isso me despertou uma inveja irracional inconsciente.
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E talvez haja coisas que começam pelo ódio porque são o nosso exacto oposto e nos parecem desafiar e talvez haja coisas que comecem pelo amor porque nos estão mais próximas da nossa essência, pertencem ao mesmo tom do espectro de luz em que nos movemos.
Quando vi Brando pela primeira vez, amei-o, estupefacta mas maravilhada. Quando ouvi Bird. Quando li Gabriel Garcia Marquez.
E talvez as coisas que odiamos primeiro venhamos a amar com mais força do que as que amamos primeiro, porque nos obrigam a descobrir-lhes virtudes onde só viamos defeitos.
Não sei. Sei que estas coisas são assim e sempre foram.
Sei que devagar ou num repente, gosto de ser assim conquistada.

domingo, 4 de outubro de 2009

City Skeletons 13


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The city whispers to me.
It whispers in glass and steel and stone.
Its voice is raw and rusty and old and tired.
It tells me stories of ages past.
And stories of things to come.
It says: Listen. Do you hear? The beating of my heart. The beating of all these hearts.
It clings to my mind with rough claws.
It says: Tell the stories. Tell them well. Do not forget my soul.
I answer: How could I? You are in me. And I am in you. My shadow is sculpted on the pavement. And even when the sun is no more, it remains.
When all is gone, when the future is past and forgotten, when I am no longer and all is abandoned, I will keep you safe in me, the city whispers. For without you, without any of you, I would not have been exactly the same.

sábado, 3 de outubro de 2009

MURMÚRIOS DE AVALON XXIX

O Escritor Parou
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O Escritor parou de pensar. Parou de sentir. Parou de escrever. Deixou-se simplesmente flutuar num limbo criado por si próprio, com as palavras que lhe restavam e que ele combinou da melhor forma possível para conseguir um espaço de reflexão instintiva.
"Não faço a mínima ideia do que ando aqui a fazer. Nunca soube."
Eu tinha-te dito isso mesmo há umas páginas atrás.
Pois tinhas. Tens razão.
Mas agora vai-te embora. Não te quero aqui.
E o Escritor deitou fora a palavra "inconsciente" e puxou a palavra "leitora".
E eu? O que vai fazer comigo?
Você é o meu espelho e por isso vai ficar aí a ler-me, ou nada disto teria feito sentido.
Sou apenas uma razão para validar o seu trabalho?
Menina, não me provoque. É muito mais que isso, mas por agora terá de se contentar com isso.
Muito bem. Seja feita a sua vontade.
E o Escritor arrumou a palavra "leitora" a um canto do seu limbo e puxou a palavra "personagem", um pouco a medo.
Ah bom. Estava a ver que te esquecias de mim.
Não. Agora é a tua vez. Faz o que quiseres.
A sério?
Sim, podes sair.
Ainda não estou preparado.
Eu já calculava.
Põe-me ali num cantinho por enquanto.
Muito bem. Seja feita a tua vontade.
E o Escritor arrumou a palavra "personagem" no canto oposto ao da leitora, suspirando. Só faziam mesmo o que queriam ...
Deixou-se ficar assim a flutuar um tempo indefinido. Abandonou-se a tudo, até a si próprio. Deixou que o presente, o passado e o futuro o enlaçassem nos seus tentáculos. Embrenhou-se na floresta densa de todas as palavras que tinha alguma vez escrito ou que tencionava escrever. Deixou que a sua mente vagueasse, liberta, por todos os recantos desse insondável lugar que era ele próprio. Sem medo. Sem censura.
E então, finalmente, libertou-se e percebeu qual era a palavra que procurava.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

SUGESTÃO DA SEMANA


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São pequenas, esquivas, simples e deliciosas.
Um Verão não é Verão sem uma boa pratalhada delas, cozinhadas em azeite e alho, salpicadas com limão e com um bom naco de pão para lamber a molhama.
Ficar com o cheiro de conquilhas no dedão à beira-mar é um dos meu prazeres da vida.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Macro Secrets 15


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May the leaves of Autumn be gracious to you