domingo, 11 de julho de 2010

Fetiche #28

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
fºçdº~fç
"Um penalty é uma forma cobarde de marcar." - Pele
dfjldkjf

çlfdºçdf
[Penalties]
1. Forma cobarde de marcar, segundo Pelé > 2. Epá, Pele, filho, não quero saber, adoro penalties! > 3. Não os de beber, os outros, os do futebol > 4. O terror de qualquer jogador de futebol, em qualquer parte do mundo > 5. Adoro a emoção, a tragédia, a expectativa, o horror ... algures num relvado internacional > 6. Eu sou o horror de qualquer fã de futebol, mas não percebem que eu estou-me nas tintas para o jogo em si, eu gosto é da emoção, da tragédia, da expectativa, do horror ... > 7. Excepto, claro! quando joga Portugal > 8. Eu já mencionei que adoro a emoção, a tragédia, a expectativa, o horror ... do penalty? > 9. Por mim todos os jogos acabavam sempre assim - eliminavam-se as análises estúpidas sobre os jogos, "jogámos mal porque bla bla bla" e se calhar a emoção, a tragédia, a expectativa, o horror, fariam os meninos mimados trabalhar mais ... > 10. É só uma sugestão ...
kfldkfl

klslçks
E só para recordar ... Ai que saudades ...
ldkçld

sábado, 10 de julho de 2010

Macro Secrets 43

fjkdfj
I won't change the way I am to accommodate the world

sexta-feira, 9 de julho de 2010

MORMORIOS DI ROMA I

Caos
kjdkl
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Em Roma, sê Romano, diz-se. Assim fizemos.
Julgais o trânsito caótico em Lisboa? Pois que não conheceis o da Cidade Eterna. É um eterno caos, cíclico e redundante.
Atravessar a rua? Uma odisseia homérica. Ou se espera chinco minuti preciosos, ou se arrisca a vida.
lfdºçlf
dfkdlf
Em Roma, sê Romano, dizem. Pois que seja.
Atravessamos. Crendo que, tão próximo do São Pedro, nada de mal nos poderá ocorrer.
dfklçldf

dfldºçf
Aí vamos nós.
E, de súbito, eis que mergulhamos directamente num filme da época dourada da Cinnecitá. Não de Fellini.
O táxi passa a rasar, o motorista berra impropérios italianos (não faço a mínima do que fomos apelidados ... e acho que não quero saber ...), assume o típico punho fechado, de dedos entrecostados a abanar violentamente para trás e para a frente e quase que salta pela janela fora, enquanto o carro guina vertiginosamente para o outro lado.
Corremos destemidamente e desatamos a rir do outro lado da rua. É impossível não rir.
Mas é que estamos atrasados, porca miséria!
Há tanta coisa para ver. A cidade das cúpulas espera por nós.
lfklfd

flçfl
Arrivederci!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 101

James - Parte V
fkdlçfk

fkdlçkf
Em Ulisses Joyce insinua que a maioria das pessoas, por baixo das superficialidades da personalidade, são tipos e não indivíduos, ou seja, somos todos iguais, mais ou menos, uns aos outros e variamos pouco entre nós. Numa cultura de massas, as poucas ideias ou sentimentos únicos de uma pessoa são facilmente deformados para se transformarem em clichés convencionais - de outra forma, todos nós seríamos artistas!
Joyce leva a sua afirmação ainda mais longe, sugerindo que nem mesmo os nossos monólogos interiores são verdadeiramente nossos.
Esta afirmação, embora representasse uma ideia nada agradável, não fazia mais senão repetir o que Jung já tinha demonstrado, acrescentando um facto importante - que o "mesmo" podia de alguma forma tornar-se no "novo".
kjflkdjf
O romance foi desde sempre um artefacto, uma farsa para representar a realidade, mas agora, com Joyce, passa a ser uma farsa assumida - e o autor quer mostrar os pregos do mecanismo, em vez de "usar arte para esconder arte", como se fazia no passado. Ao desmistificar o mecanismo de construção do próprio romance que se propôs escrever, justapondo tantos estilos diferentes de escrita (um estilo diferente por cada capítulo do livro), Joyce pretende demonstrar o quanto é deixado por dizer por todos eles, mostrando a limitação de todos.
Tem sido argumentado que dentro deste conjunto de modos, não existe nenhum estilo propriamente joyceano. Tradicionalmente, "estilo" é suposto representar a forma única de um escritor ver o mundo, mas isto nunca impediu o julgamento de um estilo "bom" ou "mau". Joyce foi um dos primeiros artistas modernos a apreciar que o estilo era menos a marca da personalidade de um escritor e mais o reflexo da prática linguística aprovada num dado período histórico. O que parecia um estilo pessoal, frequentemente não era mais do que a descoberta de uma nova convenção, como quando Hemingway descobriu que era mais eficaz descrever acções em linguagem telegráfica, em vez das circumlocuções intermináveis victorianas.
jdkls
Joyce previu que a palavra escrita estava condenada ao declínio, numa era de comunicações electrónicas. O facto de as palavras terem de ser escritas aborrecia Joyce, que se angustiava com tudo o que se perdia na transição do éter para o papel. E isto é absolutamente surpreendente, num artista que tinha poderes expressivos extraordinários, e apesar da habilidade com que realizava o seu génio! Se ele estava descontente, o que seria dos outros, a léguas de distância de si próprio?
Ulisses é, pois, um livro que pede que se façam sérias considerações à possibilidade de que qualquer pessoa poderia tê-lo escrito. Se as nossas palavras raramente são mesmo nossas, sugere Joyce, então também os enredos não são nossos, podendo ser pedidos emprestados a Homero, como é o caso de Ulisses. Ele afirmava muitas vezes que a melhor parte do seu material havia sido pedido emprestado aos cidadãos de Dublin e orgulhava-se perversamente de partilhar com Shakespeare o facto de nunca ter criado um único enredo original.
Anulando-se uns aos outros, os diferentes estilos de Ulisses recordavam ao leitor que mesmo a melhor literatura não passa de uma imitação parodiada da verdadeira experiência da vida.
O que torna Joyce um escritor radical é a sua vontade de questionar, não apenas os poderes expressivos da linguagem, mas também a própria instituição da literatura - a sofisticação máxima.
Ao levantar dúvidas acerca do meio literário, Joyce está a questionar o mesmo meio através do qual essas dúvidas são expressadas.
Joyce atingiu o ponto terminal do modernismo - quando uma cultura, tendo florescido, se auto-anula radicalmente.
d,jfdk
retirado da introdução de "Ulisses"

quarta-feira, 7 de julho de 2010

MAGIC MOMENTS 111

DVD 18 - Dedicatórias Verdadeiramente Dedicadas
dfldç~lf
À Argentina. Porque, convenhamos, foi uma humilhação ...
kfdlçkf

terça-feira, 6 de julho de 2010

'Till I Found You

O Mundo Colapsa 26
fkdçklf

çfdklsf
Do José desta vez népias.
ldfçdºf
Ligou-se ao Human.
dfkçdlf
«Jupiter» Greetings o Inventor
«L00p» Greetings o Brain. Or should I say brain less? Are you out of your fucking mind?
«Jupiter» I’m out. Plainly and simply.
«L00p» Oh man. What the fuck are you doing?
«Jupiter» Following my instincts. Crazy, huh?
«L00p» Not crazy. Suicidal. What the hell are you going to do?
«Jupiter» What I’ve always done. Rely on myself. I’ve always worked better alone, anyway.
«L00p» Yeah. That’s as egocentric as you can get.
«Jupiter» I understand why it looks like that. But it’s not. Believe me. Maybe for the first time in my fucking life, it isn’t.
«L00p» You never told me about the Dheli.
«Jupiter» I didn’t want to burn you.
«L00p» I wish I could follow you. But I think I’m more useful here.
«Jupiter» You have to stay. When this starts to blow up in J’s face, he’ll need someone on his side. Devil’s bound to follow Krueg.
«L00p» To his own death. He’s double, hey?
«Jupiter» If I had any doubts, I lost them all today. Couldn’t be more obvious than that. And he knows I know. Be careful with him. He knows you’re not dumb.
«L00p» Keep me enlightened, will you?
«Jupiter» I’ll try. But being out, means just that. You know it better than me.
«L00p» I know. But I also know you can do better than that ;)
«Jupiter» As soon as I can, but I don’t believe in luck.
«L00p» Au revoir.
«Jupiter» A bientôt.
ºlfºçdf
Quando terminou a conversa com o Human tinha um memo do Jorge e outro do Krueg.
dlfkºçdf
«MemoServ» CM em 24 horas. May the force be with you.
dkflçdf
Sorriu. Sorriu mesmo. Não foi um sorriso electrónico. Sentiu que tinha sorrido. Mas foi um sorriso triste.
çldfºçd
«MemoServ» Please contact me before you leave.
dlfçldf
Sabia o que o Krueg queria. Queria saber o que ele sabia. Mas não lhe daria essa satisfação. Não sabia se havia de aceitar a conversa ou não. Decidiu falar com o José antes de tomar essa decisão. Human tinha-lhe enviado outra mensagem.
ldkfldf
«MemoServ» Krueg. Talk to him. Better.
çldkfçld
Ok. Primeiro o José, depois o Krueg. E depois? Depois o vazio …
çkldfçd
Establishing Ident
Status: On-Line
Identity: Code Red
Translation: Jupiter
çldfºçd
Send DCC Chat
Chat Established
ºçklfdçd
«Jupiter» hey
«fucking-shit» hey …
«Jupiter» presumo que já sabes
«fucking-shit» sim …
«Jupiter» eu sei … sou um idiota
«fucking-shit» daaase
«Jupiter» vais ter que ficar
«fucking-shit» claro …
«Jupiter» mas vou precisar de ti
«fucking-shit» claro …
«Jupiter» tou a falar a sério
«fucking-shit» e se eu não tiver para isso?
«Jupiter» não tás … não posso fazer nada …
«fucking-shit» se essa gaja não tivesse morta matavaa outra vez
«Jupiter» isto não tem nada a ver com ela
«fucking-shit» yeah yeah yeah pois … right … whatever …
«Jupiter» assim que puder contacto
«fucking-shit» faz o que quiseres
«Jupiter» farei
«fucking-shit» ouve …
«Jupiter» diz
«fucking-shit» vais-nos lixar a todos
«Jupiter» prefiro essa remota hipótese a que me lixem a mim de certeza
«fucking-shit» o Krueg é infiltrado?
«Jupiter» é … só pode ser …
«fucking-shit» e o que é que se faz?
«Jupiter» segues tudo até onde puderes sem te lixares
«fucking-shit» fácil de dizer …
«Jupiter» assim que vires que podes tar lixado, recuas
«fucking-shit» e sou comido das 2 maneiras
«Jupiter» nope, quando começar a Guerra vai ser o salve-se quem puder de qualquer das maneiras vou tentar antecipar-me. Ainda vou precisar dum tempo para reunir as tropas
«fucking-shit» vais fazer o quê?
«Jupiter» vou-te mantendo informado
«fucking-shit» yeah … right … o tanas não podes … senão o Krueg descobre o que andas a fazer
«Jupiter» eu arranjo maneira não te preocupes
«fucking-shit» ok … hey
«Jupiter» yep
«fucking-shit» não stresses
«Jupiter» não … see ya
«fucking-shit» see ya
çldfºçd
DCC Chat Off
ºçlfºçd
Relutantemente, estabeleceu o contacto com Vincent.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

OS FILMES DE ANDRÓMEDA

Filha de Ryan (A)
Ryan's Daughter
Realização: David Lean (Inglaterra)
Ano: 1970
dkfçld

dlfkldç
"Father Collins: Don't nurse your dreams, Rosy. You can't help having them, but don't nurse them. Because if you nurse your dreams, they tend to come true."
lkfdçlf
Recordo:
... aquela praia imensa, na Irlanda ...
... o pachorrento e doce Robert Mitchum ...
... a frágil e sonhadora Sarah Miles ...
... o tonto da aldeia mais verosímil de sempre, que de tonto não tinha nada, interpretado pelo grande John Mills ...
... a forma soberba como Lean nos mostra a paixão de Rosy pelo oficial inglês, através das cores e da intensidade da vida à sua volta ...
... um filme maravilhoso, cheio de actores tremendos, cenários lindos e intensos, uma história de amor e paixão profundos e uma realização magnífica, de que nunca me canso ...
çldkfdlç

domingo, 4 de julho de 2010

Fetiche #27

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
fºçdº~fç
"I don't have to do the lead. If I dig a part, I'll do it." - Kevin Bacon
dfjldkjf

çlfdºçdf
[Kevin]
1. Eterno secundário norte-americano > 2. Kevin começou em Footloose e vai acabar não se sabe onde, mas a viagem é garantidamente sempre a subir > 3. Há um jogo famoso em Hollywood que consiste em relacionar Kevin a qualquer actor, realizador ou filme jamais feito - e consegue-se - ele acha piada > 4. Sempre escolhido ou para secundário ou para mau da fita, Kevin não se importa e nós também não - ele pega nos seus secundários e torna-os como se fossem principais, mais rápido do que o diabo esfrega um olho > 5. Kevin é bom, muitíssimo bom, e eu gosto de tudo o que ele faz
ºfredºçlf

sábado, 3 de julho de 2010

Macro Secrets 42

kdjfkld
When there is money, there's no time;
when there is time, there's no money ...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

MURMÚRIOS DE LISBOA XCV

Lá Vai a Maria
ldçkfçdl

çdjfdçklf
A Maria entra no eléctrico e trepa para o primeiro banco do lado direito, logo depois do condutor. Vem vestida com calções curtos cinzentos, uma t-shirt cor-de-rosa desmaiado e sandálias de tiras. Traz uma bola de basquete do mesmo tamanho que a sua cabeça, que pousa em cima do colo, enquanto rasga o papel do chocolate que se dispõe a roer calmamente.
As pernas balançam no ar e a Maria vai compenetrada no chocolate. Nem repara que o eléctrico inteiro suspirou quando ela entrou. Em uníssono. É que a Maria parece um anjo, daqueles dos livros de catequese que toda a gente que vai no eléctrico teve quando era da idade da Maria.
A Maria é, pois, loira de olhos azuis, uns olhos que magoam só de olhar para eles - da cor do céu de Verão.
Não me lembro onde a Maria entrou. Sei onde saiu - no Largo das Portas do Sol. Sei que se chama Maria porque duas vizinhas um pouco mais velhas que ela a trataram assim.
"Olá Maria!"
"Olá"
"Tá tudo bem?"
A Maria não fez muito caso delas. Respondeu que sim com a cabeça e continuou a roer o chocolate, os olhos perdidos não se sabe onde. Já tem aquela superioridade natural das pessoas lindas.
O motorista do eléctrico, que tem mais uns 20 anos que ela, sonha todos os dias com a Maria. Não esta Maria, a de sete anos, mas a de dezassete. Quem sabe se ela continuará a subir para o eléctrico daqui a 10 anos, com mini-saias em vez de calções? Ele tem vontade de ficar a conduzir o eléctrico esse tempo todo, só para poder ver a Maria de dezassete.
Ela sai, a bola nos braços.
Lá vai a Maria, diz Lisboa, suspirando.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

MORMORIOS DI FIRENZE XIX

Il Vero Mostro - Parte VI
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"A palavra italiana para 'mal' e 'doença' é a mesma - 'male'. E a palavra italiana para 'linguagem' e 'estudo' é também a mesma - 'discorso'.
A palavra 'Patologia' pode ser definida em italiano como 'discorso sul male' (estudo da doença ou do mal). Prefiro defini-la como 'male che parla' (mal ou doença que fala). O mesmo se passa com 'psicologia', que é definida como o 'estudo da psique'. Mas eu prefiro 'o estudo da psique lutando para falar através dos seus distúrbios neuróticos'.
Já não existe verdadeira comunicação entre nós, porque a nossa própria linguagem está doente, e a doença do nosso discurso conduz inevitavelmente à doença nos nossos corpos, à neurose, se não mesmo à doença mental.
Quando já não consigo comunicar através do discurso, falarei com a doença. Os meus sintomas serão trazidos à vida. Estes sintomas expressam a necessidade da minha alma em se fazer ouvir, sem o conseguir, porque eu não tenho as palavras para tal e porque aqueles que deveriam ouvir-me não conseguem ouvir para além do som das suas próprias vozes. A linguagem da doença é a mais difícil de interpretar. É uma forma extrema de chantagem que desafia todos os nossos esforços para a apagar e evitar. É uma tentativa derradeira de comunicação.
A doença mental reside no fim desta luta para se ser ouvido. É o último refúgio de uma alma desesperada que compreendeu finalmente que ninguém está a ouvir ou que alguma vez ouvirá. A loucura é a renúncia de todos os esforços para se ser compreendido. É um grito de dor e necessidade sem fim, através do absoluto silêncio e indiferença da sociedade. É um grito sem eco.
É esta a natureza do Monstro de Florença. E é esta a natureza do mal em todos e cada um de nós. Todos temos um Monstro no nosso interior; a diferença está no grau, não na natureza."
Irmão Galileo - monge franciscano e psicanalista a quem Mario Spezi, o jornalista mais proeminente do caso Monstro de Florença, recorreu quando os horrores do caso começaram a interferir com a sua estabilidade emocional
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Entre Agosto de 1968 e Setembro de 1985, o Monstro de Florença assassinou 16 pessoas, 8 casais nos arredores de Florença:
* 21 Agosto 1968 - O casal Antonio Lo Bianco (29) e Barbara Locci (32) foram assassinados com tiros de uma pistola Beretta .22 em Signa, uma pequena vila a oeste de Florença, enquanto o filho de Locci dormia no banco de trás do carro. Locci tinha vários amantes e o marido acabou por ser considerado suspeito do assassínio e preso durante 6 anos. Mas outros casais continuaram a ser mortos, enquanto ele estava na prisão.
* 15 Setembro 1974 - Pasquale Gentilcore (19) e Stefania Pettini (18), um casal de adolescentes, foram mortos a tiro perto de Borgo San Lorenzo, enquanto praticavam sexo no interior de um carro. O corpo de Pettini foi violado com um tronco de vinha e desfigurado com 97 facadas.
* 6 Junho 1981 - Giovanni Foggi (30) e Carmela Di Nuccio (21), noivos, foram mortos a tiro e esfaqueados perto de Scandicci. O corpo de Di Nuccio foi arrastado para fora do carro e o assassino cortou a sua zona púbica com uma faca.
* 23 Outubro 1981 - Stefano Baldi (26) e Susanna Cambi (24), noivos, foram mortos a tiro e esfaqueados num parque perto de Calenzano. A zona púbica de Cambi foi cortada da mesma forma que a de Carmela Di Nuccio.
* 19 Junho 1982 - Paolo Mainardi (22) e Antonella Migliorini (20), noivos, foram mortos a tiro num carro estacionado numa estrada rural em Montespertoli. Desta vez o assassino não mutilou a vítima feminina. Mainardi foi encontrado vivo, mas morreu poucas horas depois.
* 9 Setembro 1983 - Horst Wilhelm Meyer (24) e Jens Uwe Rüsch (24), dois turistas alemães, foram mortos a tiro dentro de um carro. Pensa-se que o cabelo loiro comprido de Jens e a sua pequena estatura possam ter levado o assassino a pensar que se tratava de uma mulher. A polícia supôs que se tratasse de um casal homossexual, mas isso nunca foi provado.
* 29 Julho 1984 - Claudio Stefanacci (21) e Pia gilda Rontini (18), casal de adolescentes, foram mortos a tiro e esfaqueados dentro de um carro estacionado no bosque perto de Vicchio di Mugello. O assassino voltou a cortar a zona púbica da rapariga e também o seu seio esquerdo.
* 7-8 Setembro 1985 - Jean Michel Kraveichvili (25) e Nadine Mauriot (36), turistas franceses e campistas. Nadine foi morta a tiro e esfaqueada enquanto dormia na tenda que tinham montado perto de San Casciano. Jean Michel foi morto perto da tenda, enquanto tentava fugir. O corpo de Nadine foi mutilado. O assassino enviou uma carta e um pedaço de um seio de Nadine à procuradora-geral, desafiando as autoridades a tentarem encontrar as vítimas, antes dos corpos terem sido descobertos.
çfldçºf
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Várias pessoas foram acusadas ao longo dos anos de serem o Monstro de Florença, incluindo o jornalista Mario Spezi, co-autor de um livro sobre um dos casos de assassinato em série mais terríveis do mundo. Thomas Harris viajou até Itália e assistiu a diversas audiências dos julgamentos que decorriam, tirando inspiração para o personagem Hannibal Lecter.
O Monstro de Florença nunca foi encontrado.
ldkfçld
FIM

quarta-feira, 30 de junho de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 100

Smeagol, o Gato de Biblioteca - Lição nº 2
dlfkdçl

çdfkjld
Os gatos vêem coisas que nós não vemos. Os românticos dirão que são fantasmas.
Serão antes minúsculas partículas da vida, apenas visíveis à sua poderosa visão, sombras efémeras que atravessam paredes, demasiado velozes para o olho humano, microscópicos insectos ou rolos de fumo demasiado disperso.
De vez em quando, a meio da noite, lá está ele a fixar uma parede branca ou uma ripa de madeira do chão, aparentemente vazias.
E por vezes, mesmo eu tão científica, me questiono se serão os gatos como as crianças d'As Asas do Desejo, que vêem os anjos que os adultos não conseguem vislumbrar. Se serão os gatos como essas crianças, mas que em vez de anjos, avistam os nossos demónios interiores?

terça-feira, 29 de junho de 2010

MAGIC MOMENTS 110

DVD 17 - Dedicatórias Verdadeiramente Dedicadas
kfdçlsf
À selecção, porque até merece. Vá lá, bora lá arrasar com esses hermanos!!!!!!
fkjldf

segunda-feira, 28 de junho de 2010

'Till I Found You

O Mundo Colapsa 25
dfdçlf

çldfkçdl
«L00p» Gentlemen, I think this is something worth looking at.
«Jupiter» I don’t think it’s something. I know it’s something. As you know, the probability of this happening is close to zero. They simply blow up. Which is why it is extremely interesting the fact that there are 3 PacMasters connected, as we speak.
«Devil_Master» How can you be sure that this is not a bluff?
«Le0pard» Precicely. How many times did we talk about shit like this? And how many times you, C., told me that the last people you would trust would be real people?
«Krueg» How many generations have passed? Five? Six? How can you even consider such a thing?
«L00p» How would they know? There are no records left. Nothing. Everything’s been destroyed.
«Jupiter» Because they have help from inside. One of them got caught and somehow managed to escape and became an ARLI himself. Since then, he’s been feeding them information about everything. The Net, the War, the New Era. Us. Everything. That’s how.
«Devil_Master» That’s possible … With an insider …
«Le0pard» The more reason to consider it a bluff. Do you have any data on the insider? How the hell did he get inside? That’s impossible …
«Krueg» Completely insane to consider even the idea.
«L00p» There is a possibility … Remote, but possible, statistically speaking I mean. What if someone remained? Someone that could transmit the information orally?
«Jupiter» That’s exactly what I thought. But no … Why would the machines keep a body, if they only use them for fuel and if they can preserve the mind through cloning? But there’s another possibility. There could be a system of passing the word from generation to generation, if someone thought of that in the beginning.
«Devil_Master» Very unlikely. It would get lost, eventually. Or completely distorted, just as myths do.
«Le0pard» Of course it would. People are extremely volatile and forgetful. We all know that.
«Krueg» And selfish. That would have meant a coherent effort through generations. Gentlemen, we all know that’s impossible. I don’t even know why we’re wasting any more time with this.
«L00p» Wait a minute. Your idea of Resistance is equally insane, from that point of view.
O esforço de Human era heroico, mas vão. C. sabia-o, mesmo quando insistiu:
«Jupiter» That’s right. You give me proof of your Resistance, and I’ll give you proof of my theory. We’ll see who strikes a point.
«Devil_Master» That’s not healthy at all, gentlemen.
«Le0pard» I’m not even considering this option, C. I want a vote on Krueg’s plan, gentlemen.
«Krueg» Even so, I’d like to retaliate. The point is, this is not just a feeling. If there was in fact a Resistance, it makes sense because it would have been created at the beginning and kept intact all this time through records. Not through will.
Depois rematou com o Code Green.
Podia rebentar-lhe com os miolos naquele momento e espalhá-los pela rede, se o tivesse podido fazer. Precisamente porque tinha lógica o que ele dissera.
«L00p» I disagree, but you have my Green, J.
«Jupiter» I can’t give you a Green, J. You know that. I can’t agree with something that will destroy us all.
Mostrou o Code Red.
«Devil_Master» You have my Green.
«Le0pard» Carlos, for disobeying and endangering the Program and for acting in complete disaccordance to the rules of this meeting, I give you the Rule. That’s a second, C.
Relutantemente, mostrou-lhe o Verde.
«Le0pard» I don’t know what you’re trying to do, but whatever it is I want no part in it. If you go near that PacMaster again, you’re out of the Program, C. I’m sorry. But that’s just the way it is.
sçlksçl
Não tinham passado sequer 10 segundos do final da CM e já o Jorge estava a enviar-lhe um Alerta.
lskçls
«Jupiter» antes de dizeres seja o que for, deixa-me frisar uma coisa – estás a colocar-te do lado errado da barricada e estás a levar 5000 almas de arrasto
Pausa. Provavelmente não tinha sequer pensado naquilo.
«Le0pard» que raio é que tu queres dizer com isso?
«Jupiter» quero dizer que as tuas más decisões não afectam apenas 5 pessoas, ou 10. Afectam 5000 contabilizados que te hão-de seguir até à morte, o que é precisamente o que o Krueg pretende. Depois desta CM não tenho mais dúvidas sobre as minhas suspeitas. Tudo isto cheira muito mal, Jorge. Não consegues ver isso? Ou o poder subiu-te de tal forma à cabeça que não consegues ver nada?
«Le0pard» Digamos que tens razão. Como é que tu queres que eu aceite um plano mirabolante como o teu? Sabes quanto tempo isso vai demorar? E se for bluff, vai tudo p’ro galheiro. Somos completamente destruidos.
«Jupiter» Mas ir directamente à Fonte usando os ARLI’s todos disponíveis não é suicídio? Qual é a diferença?
«Le0pard» Porra, Carlos! Nós temos uma enorme base de dados sobre as máquinas. Muito maior do que a que temos sobre os humanos actuais. Andamos nisto há 200 anos. Não há ninguém lá fora em quem possamos confiar.
«Jupiter» Claro. Uma enorme base de dados constituída essencialmente por informação dum tipo que se auto-denomina expert na Fonte. Não confio nele. Nunca confiei.
«Le0pard» Dá-me um motivo. Não consegues. Uma prova. Não tens. A verdade é que nunca conseguiste. E queres que eu aja em função dos teus feelings.
«Jupiter» Não tenho argumentos. Tens razão. Normalmente sou eu quem não confia neles e tu quem me diz que a culpa não é deles. E agora, ironicamente, concordo contigo. Invertemos as posições. Mais depressa confio num bando de humanos do que num ARLI. Sabes porquê? Porque o sentimentalóide que ainda vive cá dentro, aquele que não consegue fazer o upgrade nem sequer para 2ª Geração, sente que lá fora, apesar de tudo, talvez haja mais espírito humano do que cá dentro, mesmo que esteja adormecido. Chama-lhe esperança. Costumavas ter muito disso. Foi por isso que conseguimos formar o Programa. Porque tu, mais do que eu, mais do que qualquer uma de todas as 5000 alminhas que andam a vaguear aqui, tinhas esperança.
«Le0pard» E tenho porra! O que é que julgas que é isto? Sede de poder? Tou cansado, percebes? Sabes uma coisa. Lol. Nunca dormi com uma gaja. Acreditas? Andava de tal forma agarrado ao PC que nunca sequer tive tempo para molhar o pau, Carlos.
«Jupiter» Eu sei … Se isto não fosse tão grave, até conseguia rir. Vamos todos pó galheiro à conta das tuas hormonas.
«Le0pard» Não brinques, Carlos.
«Jupiter» Eu não estou a brincar. É por isso que deves ser o líder. Porque és como és. Cheio de hormonas. Cheio de humanidade. Energia. Prazer de viver. Mas eu não te posso seguir desta vez, Jorge. Pura e simplesmente não posso. Nunca hás-de perceber isso porque hás-de ter sempre 17 anos. Há coisas que um homem tem de fazer, porque tem de fazer, doa a quem doer. E esta é uma delas.
«Le0pard» Não me faças isso.
«Jupiter» Já fiz. Acabou-se. I’m out.
«Le0pard» Só sais quando eu disser que sais.
«Jupiter» Se eu continuar a investigar tens que me pôr fora.
Silêncio.
«Jupiter» Não te preocupes. O Human fica. Saio sozinho.
«Le0pard» e o José?
«Jupiter» O José faz o que eu lhe disser. E eu vou-lhe dizer para ficar.
«Le0pard» Vou-te dar tempo para pensares.
«Jupiter» Não é preciso.
çlskçlsd
DCC Chat Off.
lskls
O Human deixara-lhe uma mensagem.
«MemoServ» ASAP

domingo, 27 de junho de 2010

OS FILMES DE ANDRÓMEDA

Eléctrico Chamado Desejo (Um)
A Streetcar Named Desire
Realização: Elia Kazan (EUA)
Ano: 1951
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jdslkjd
"Stanley Kowalski: Hey, Stelaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!"
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Recordo:
... das primeiras vezes que vi Marlon Brando representar e fiquei siderada ...
... a brutalidade, a naturalidade, a veracidade, a visceralidade da sua representação ...
... o contraste magnífico com a interpretação mais tradicional de Vivien Leigh, mas igualmente magnífica ...
... a música sinuosa e sensual que, como uma autêntica serpente física se enrola por entre o filme adentro, puxando-nos para o seu interior ...
... o preto-e-branco magnífico que dispensa cor ...
... o grito de Stanley, à chuva, à beira das escadas, como uma criança mimada que quer o seu brinquedo de volta ...
... o beijo mais sensual da história do cinema, cru, primitivo, carnal ...
... Brando, Brando, Brando e mais Brando (ele sempre disse que odiava este personagem, porque era tão contrário à sua pessoa na vida real) ...
... aquela cena hilariante, à mesa do jantar, quando Stanley atira os pratos ...
... aquela deixa fabulosa, tantas vezes citada noutros filmes, "I have always depended on the kindness of strangers." ...
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sábado, 26 de junho de 2010

Fetiche #26

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
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"Peo

ple are like stained-glass windows. They sparkle and shine when the sun is out, but when the darkness sets in, their true beauty is revealed only if there is a light from within.

" - Elisabeth Kubler-Ross
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[Vitral]
1. Palavra mágica e colorida > 2. Há algo num vitral que atrai, como traça em redor da luz > 3. Normalmente com motivos religiosos, suponho que porque hoje em dia seja muito dispendiosos fazer vitrais e a prática tenha sido abandonada > 4. É pena, porque os vitrais são fascinantes > 5. Normalmente nem sequer me detenho na história que contam, antes nas cores deslumbrantes que irradiam no meio da escuridão de uma igreja, de uma catedral, de um mosteiro

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Macro Secrets 41

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It's better to live on the edge than to die on the shore

quinta-feira, 24 de junho de 2010

MORMORIOS DI FIRENZE XIX

Il Vero Mostro - Parte V
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Savonarola falava contra a decadência, os excessos e o espírito humanístico do Renascimento.
Alguns anos após a tomada de posse, instigou as famosas Fogueiras das Vaidades. Os seus enviados iam de porta em porta, recolhendo objectos que Savonarola achava pecaminosos - espelhos, livros pagãos, produtos de cosmética, música secular e instrumentos musicais, tabuleiros de xadrez, cartas de jogar, roupas e pinturas. Todos estes objectos eram amontoados na Piazza della Signoria e queimados em grandes fogueiras. O artista Botticelli, que caiu sob a influência de Savonarola, ofereceu muitas das suas obras voluntariamente a estas fogueiras e pensa-se que alguns dos trabalhos de Michelangelo possam também ter perecido no fogo de Savonarola, juntamente com outras obras-primas do Renascimento, de valor incalculável.
Sob o governo de Savonarola, Florença afundou-se no declínio económico. Os Últimos Dias de que ele falava constantemente, nunca chegaram. Em vez de abençoar a cidade pela sua religiosidade descoberta, Deus parecia tê-la abandonado. O povo, especialmente a juventude, começou a desafiar os éditos de Savonarola. Em 1497, uma multidão de jovens rapazes explodiu durante um dos sermões de Savonarola; o motim espalhou-se e tornou-se uma revolta generalizada, as tabernas reabriram, o jogo foi retomado e a dança e a música podiam mais uma vez ser ouvidas, ecoando pelas travessas esguias de Florença.
Vendo o seu controlo desaparecer, Savonarola tornou-se ainda mais fanático nos seus sermões e cometeu um erro fatal - virou as críticas contra a própria igreja. O papa excomungou-o e ordenou a sua prisão e execução. Uma multidão enfurecida invadiu o mosteiro de San Marco, deitou as portas abaixo, matou alguns dos monges e arrastou-o para fora. Foi acusado de um rol de crimes, entre os quais "erro religioso". Depois de ter sido torturado durante várias semanas, foi pendurado em correntes numa cruz na Piazza della Signoria, no mesmo local onde tinha erguido as suas Fogueiras das Vaidades, e queimado vivo. O fogo foi alimentado durante horas e os seus restos mortais foram recolhidos e remisturados nas cinzas, para que não sobrasse nenhum pedaço seu, passível de ser usado como relíquia de veneração. As suas cinzas foram atiradas para o Arno.
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O Renascimento foi retomado. O Sangue e a beleza de Florença continuaram. Mas nada dura para sempre, e ao longo dos séculos, Florença perdeu gradualmente o seu lugar entre as principais cidades da Europa. Recuou para os bastidores, famosa pelo seu passado, mas invisível no presente, enquanto outras cidades italianas se tornaram mais proeminentes, sobretudo Roma, Nápoles e Milão.
Os florentinos actualmente são conhecidos pela sua clausura, considerados pelos outros italianos como arrogantes e presumidos, excessivamente formais, saudosistas e fossilizados pela tradição. Eles são sóbrios, pontuais e trabalhadores. No fundo, os Florentinos sabem que são mais civilizados do que os outros italianos. Eles deram ao mundo tudo o que é de excepção e de belo e fizeram mais do que suficiente. Agora podem fechar as suas portas e virarem-se para o interior.
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Quando o Monstro de Florença chegou, os Florentinos encararam os assassínios com incredulidade, desespero, terror e uma espécie de fascínio doentio. Eles pura e simplesmente não podiam aceitar que a sua lindíssima cidade, a expressão física do Renascimento, o próprio berço da civilização ocidental, como é apelidada, pudesse albergar um tal monstro.
Mas mais do que isso, eles não conseguiam aceitar a ideia de que o assassino pudesse ser um deles.
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retirado de "The Monster of Florence" - Douglas Preston e Mario Spezi

quarta-feira, 23 de junho de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 99

Smeagol, o Gato de Biblioteca - Lição nº I
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T. S. Elliot, no seu livro "Book of Predicted Cats" diz que um gato deve ter 3 nomes:
* um nome sensato como Victor ou Electra
* outro peculiar como Muskustrap ou Bombalurina
* e um outro secreto, que só o próprio gato conhece e nunca confessará.
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Vou aguardar pela maioridade (ainda só tem 7 meses) para lhe dar o segundo, uma vez que o primeiro já é suficientemente peculiar.
Prevejo gato adulto de enorme singularidade, capaz de aguentar com segundo nome verdadeiramente místico. Nas palavras da veterinária, "este gato vê-se que tem muita personalidade". Nas minhas palavras "este gato é completamente avariado do sistema, Smeagooooooool!!!!!!!!! tá quieeeeeeeetoooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!"
Três meses depois de o acolher em casa constato que o primeiro nome, se bem que impronunciável por muito boa gente, acenta-lhe que nem uma luva - Smeagol é dotado, como o personagem literário, de dupla personalidade - ora arrasa a casa em vipes de loucura repentinos, ora parece um anjinho de asinhas brancas quando pede comida.

terça-feira, 22 de junho de 2010

MAGIC MOMENTS 109

DVD 16 - Dedicatórias Verdadeiramente Dedicadas
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Para o mano :)
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