quinta-feira, 13 de maio de 2010

Fetiche #21

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
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"Ralph: Anyway, a few days ago I went out and bought a book all about existentialism.
Louise: That's very good, Rafe.
Kirk: Ralphie, Ralphie. Why didn't you phone me? I know a builder."
Dear John
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[Kirk]
1. Nome de ser que nunca existiu, mas mesmo assim tinha de ser inventado > 2. Este homem mata-me completamente > 3. Quando aparecia, nem precisava de falar, que me punha a rir convulsivamente até aos créditos finais > 4. A Kate não o queria nem morto, mas o homem não desistia - and that's love, I don't care what anyone says > 5. A melhor sitcom do mundo chamava-se Dear John (sorry, Seinfeld, mas o primeiro amor é eterno) > 6. Ai que saudades ...
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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Macro Secrets 36

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Live dangerously

terça-feira, 11 de maio de 2010

MORMORIOS DI FIRENZE XV

O Carabinieri - Parte II
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Sentado na esplanada do Café Rivoire, Rinaldo Pazzi deu um último golo na chávena de chocolate quente e limpou os beiços e o bigode, antes de acender um cigarro. O seu semblante encontrava-se carregado, mas não por ter pago 6 euros e 75 cêntimos pelo chocolate. A agente telefonara-lhe no dia anterior para o informar que estava em Florença e que tencionava ter uma reunião com o seu departamento para acertarem estratégias. Mas Rinaldo decidira logo durante a conversa telefónica brusca que não iria ajudá-la de maneira nenhuma.
O que é que ela andava aqui a farejar? Voltasse lá para a terra do Uncle Sam. Haviam-no deixado escapar mesmo debaixo das pencas gringas e agora queriam-no de volta a todo o custo, mas esqueciam-se dum pequeno pormenor - Florença não era o Tennessee e Florença continuava a ser o seu território. E ali mais ninguém punha a pata a não ser ele.
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No dia anterior consultara o site do FBI para verificar se não estava a ter visões. O Doutor tinha feito uma plástica, mas fora uma coisa leve. Lá estava ele, na página dos 10 Most Wanted Fugitives - Hannibal Lecter ou, como o Bureau carinhosamente o apelidava, Hannibal The Cannibal. A recompensa oferecida pelo milionário que Lecter havia desfigurado, para quem fornecesse informações sobre o paradeiro do psiquiatra, era de 3 milhões de dólares.
Com 3 milhões de dólares havia muita coisa que ele podia fazer. Muitos chocolates quentes que podia beber. Mas, sobretudo, muitas jóias que podia oferecer à sua lindíssima mulher, que escolhera ficar com ele sem que Pazzi entendesse até hoje tamanha sorte. E não era aquela pindérica do Kansas que lhe ia estragar os planos.
O Monstro era seu, pensou, enquanto batia ritmadamente com o segundo cigarro na mesa da esplanada, para concentrar bem as folhas de tabaco. Só precisava do raio das impressões digitais para fazer a prova.
Levantou-se e cruzou a praça com passo decidido. Na sua cabeça ainda ecoavam teimosamente as palavras da Agente Starling:
"You're trying to catch him yourself, aren't you? He killed three policemen while in custody. Turned the face of one of them and he will kill you too!"
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inspirado nos personagens Rinaldo Pazzi, Clarice Starling e Hannibal Lecter, criados por Thomas Harris

segunda-feira, 10 de maio de 2010

EM BUSCA DE PALAVRAS 106

Laboratório de Personagens 4
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Inside of me there are a thousand voices. A thousand faces. A thousand stories. But none of them are mine. Or are all of them me?
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Going through the motions. Just going through the motions. No will, anymore. What are we all doing here? What's the point? We are born, we grow up, we learn things, we work, we play, fall in and out of love, have children, suffer pain and disappointment, have joy and sorrow. And then what? And then we all die, just like that, no reason, no purpose. Free will? To do what? That which we cannot escape follows us every step of the way. Closer than our own shadow, death waits for us all.
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Inside of me there are a thousand voices. A thousand faces. A thousand stories. But none of them are mine. Or are all of them me?
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I shall not wait for death to come. I shall escape its terrifying claws. I will outrun it and be free.

domingo, 9 de maio de 2010

MURMÚRIOS DO PARAÍSO XXI

A Senhora dos Pastéis de Amêndoa
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A Senhora dos Pastéis de Amêndoa já não aparece há coisa de três anos ...
A Senhora dos Pastéis de Amêndoa, sempre a conheci velha, de panamá branco na cabeça, óculos de ver ao longe e blusa e saia de cores claras
A Senhora dos Pastéis de Amêndoa, sempre a conheci tão tisnada pelo sol, tão enrugada
De cesta na mão, lá ia ela a apregoar os seus pastéis de amêndoa com voz miúda
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A Senhora dos Pastéis de Amêndoa não era de muitas conversas, só queria chegar ao fim do dia de cesto vazio, as pernas cansadas, tão cansadas, o dinheiro no bolso, que a vida nunca lhe andou fácil
A Senhora dos Pastéis de Amêndoa, há uns três anos que já não aparece ...
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sábado, 8 de maio de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 94

Escrever
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Escrever porque sim
Escrever porque não
Escrever porque nim
Escrever para preencher os espaços que sobram de mim
Escrever como quem rasga as cidades
Como quem voa nos remoinhos dos furacões
Escrever para abrir estradas
E viajar nas asas do condor
Escrever vírgulas, sinais, pecados e virtudes
Escrever para escapar do escuro do vazio
Escrever montanhas, mares, riachos e rotundas
Escrever nos muros, nos frontispícios, nas ruas, nas avenidas
Riscar a vida de traços
Apagar grades e fazer estilhaços
Cacos penetrantes que rasgam a pele
Escavar a alma, baralhá-la e voltar a dar
Esventrar as palavras com os nós dos dedos
Tomá-las como minhas, frias, duras, quentes
Arrebatá-las, roubá-las, esmiufrá-las
Arremessá-las ao ar e dançar em redor delas
Escrever-me passo a passo
Como quem canta uma alma
Reinventar intervalos de fôlego suspenso
Abrir brechas e empurrar
Esculpir com as mãos
Esgravatar, revolver ossos
Calcar o papel
Escrever como quem parte para nunca mais regressar
Desenhar o horizonte de novo e de novo e de novo
G
ritar bem alto no fundo da página
Criar buracos negros eternos e wormholes paralelos
Escrever até ao fim do fim do infinito
Voltar atrás, entontecer, abrir a porta e correr
Correr pelas palavras como nenúfares de emoções
Escrever como dor
É como parto
Escrever
Escrever
Escrever
Escrever e só fazer sentido
Assim, nem não, nem sim
Nem nim
Escrever em mim
Escrever em ti
Escrever até morrer

sexta-feira, 7 de maio de 2010

AS TRIBOS DE ANDRÓMEDA

Yanomani
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Povo constituído por diversos grupos cujas línguas pertencem à mesma família. Denominada anteriormente Xiriâna, Xirianá e Waiká, a família Yanomami abrange as línguas Yanomami, falada na maior extensão territorial, Yanomám ou Yanomá, Sanumá e Ninam ou Yanam, as quatro com vários dialectos.
Os Yanomami vivem no oeste de Roraima, no norte do Amazonas e na Venezuela, num total de 20 mil índios. É o último povo indígena das Américas que conseguiu sobreviver mantendo o seu património cultural e social. Os seus membros, 7822 indivíduos, vivem dos dois lados da fronteira entre o Brasil e a Venezuela, próximo do Pico da Neblina.
Os Yanomami abrem várias trilhas para ligar as diferentes aldeias com as áreas de caça, os acampamentos de verão e as roças recentes e antigas. Todos os elementos da tribo vivem numa grande casa colectiva e as crianças ocupam um lugar de destaque, sendo as suas necessidades prontamente atendidas e os seus pedidos sempre tomados em consideração. Embora haja um intercâmbio frequente de mulheres e produtos, cada uma das aldeias tem completa autonomia política e administrativa.
Os garimpeiros disputavam as suas terras desde 1987, atraídos pelas grandes reservas de diamante, ouro, cassiterita e urânio, colocando em risco a sobrevivência do povo Yanomami. Em 1990, o governo brasileiro adoptou medidas de protecção às terras indígenas, iniciando a retirada dos garimpeiros.
Muitos Yanomani são guerreiros ferozes. É costume capturarem mulheres de outras aldeias, de forma a maximizarem o seu sucesso reprodutivo. Também as aldeias entram em guerra por muitas razões e esta faz parte integrante da vida dos Yanomani. Cerca de 40% dos adultos masculinos já matou outra pessoa e cerca de 25% dos adultos masculinos morrerão de alguma forma de violência.
O comércio entre os Yanomani impede muitas vezes a ocorrência de guerras, uma vez que quando uma aldeia possui bens que outra aldeia cobiça, estes podem ser trocados por mulheres.
Os arranjos matrimoniais são vitais para forjar alianças e também para manter a paz entre as famílias. A maioria das mulheres tem casamentos pré-combinados e casam muito novas. O casamento preferido pelos Yanomani é o "casamento bilateral entre primos", que ajuda a vincular relações fortes entre famílias e aldeias.
Os Yanomani dividem-se em Povo da Floresta - Caçadores - e Povo do Rio - Pescadores. O Povo do Rio é muito mais sedentário e subsiste através da pesca e do comércio de bens como canoas e anzóis. O Povo da Floresta é constituído por horticultores, caçadores e recolectores.
O facto de a maioria dos Yanomani viverem bem no interior da selva amazónica, tem sido muito significativo para a sua sobrevivência. Uma vez que a maioria dos invasores tem viajado através dos grandes rios, os Yanomani têm conseguido viver em isolamento até muito recentemente. Assim, têm conseguido preservar a sua cultura e identidade, perdida por muitas outras tribos da Amazónia.
Até 1980 os Yanomani tinam muito pouco contacto com o mundo exterior. Mas a partir dessa década foi descoberto ouro no seu território, o que levou a uma invasão ilegal de milhares de mineiros ao seu território. O ruído das máquinas e aviões afuguentou grande parte da caça necessária à sobrevivência dos Yanomani. O mercúrio usado para separar o ouro da rocha infectou as águas dos rios, destruindo eco-sistemas inteiros, incluindo a saúde das crianças, cujo desenvolvimento é afectado. Afectados pelo álcool e pelas doenças trazidas pelos mineiros, os Yanomani viram-se privados da caça e reduzidos a pedir esmola ou trocar sexo por alimentos. O governo brasileiro continua a tentar reduzir ao máximo o território dos Yanomani, de forma a poder aproveitar os seus riquíssimos depósitos minerais.
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Os Yanomami acreditam que os mundos natural e espiritual constituem uma força unificada; a natureza cria tudo e é sagrada. Acreditam que o seu destino, e o destino de todos os povos, está intrinsecamente relacionado com o destino do ambiente; com a sua destruição, a humanidade está a cometer suicídio.
Os Yanomani queimam os seus mortos e comem as suas cinzas. Eles acreditam que os espíritos, que podem ser bons ou maus, habitam as plantas e os animais.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

MAGIC MOMENTS 104

DVD 11 - Dedicatórias Verdadeiramente Dedicadas
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Aos irlandeses. Por serem um povo nobre e lutador. Por serem um povo de poetas e de músicos soberbos. Porque em breve lá estarei, na Ilha Esmeralda, a recolher murmúrios dos meus antepassados.
Chama-se Caoineadh Cu Chulainn (Lamento) e faz-me chorar sempre que o ouço. Quem disse que "saudade" não pode ser traduzido? Claro que pode ... é só ouvir:
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

'Till I Found You

O Mundo Colapsa 19
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2200, Inverno, 01.05 GMT
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Jorge, aka Le0pard, capitão da equipa. O Mestre. O ARLI mais rápido da história e o único que conseguiu o incrível feito de iludir a Máquina. 17 anos. Português. Ex-Hacker. Usa o Upgrade de Terceira Geração, mas mantém o espírito intacto.
Carlos, aka Júpiter. Chefe da Europa. O Cérebro. O ARLI mais inteligente e o único que afirma peremptoriamente não querer deixar esta vida. 33 anos. Português. Ex-Larva. Dos poucos ARLIs que resistiram aos upgrades. Há quem lhe chame também o Resistente.
Vincent, aka Krueg. Chefe da América. O Professor. Conhece a Máquina como a palma das mãos. 27 anos. Norte-americano. Ex-Cracker. Os seus REM's são todos da NBA.
Ariel, aka Devil_Master. Chefe da Ásia. A Rocha. A mente mais resistente do grupo. 34 anos. Israelita. Ex-soldado do exército israelita.
Human, aka L00p. Chefe da África. O Inventor. Pelas suas mãos passaram quase todos os melhores programas do mundo. 40 anos. Juguslavo. Ex-Hacker. Ex-Cracker.
E ali estavam todos reunidos. As cinco mentes brilhantes ... Se pudesse suspirar, teria suspirado. De auto-comiseração. Tanta capacidade, tanto talento e, no entanto, há 200 anos que andavam a boiar perdidos numa sopa primordial de algoritmos. Tudo para quê?
Os cinco cumprimentaram-se. Jorge fez o ponto da situação:
«Le0pard» Gentlemen, I think we all saw what Krueg found out. I believe it's a major breakthrough. I'd like to see your thoughts on this
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Cada um tinha a sua vez marcada na CM e que era sempre respeitada, para não haver atropelos de bytes.
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«Krueg» Let me just add that this report is the result of a year's research crisscrossing vital data and I have the backup information to sustain every piece of evidence presented
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O Krueg e a sua demagogia enervavam-no e provocavam-lhe dores de cabeça virtuais.
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«L00p» i analysed the data and i agree. it's something worth looking at. At this point it's the only thing i can add to the discussion.
«Júpiter»
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Passou a sua vez. Não lhe apetecia engraxar o Krueg.
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«Devil_Master» I believe we need to put together an operation ASAP...
«Le0pard» C., I'd like u to share u're thoughts with us
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Apeteceu-lhe brincar um pouco. Mas sabia que não era altura para brincadeiras. Deixou o cronómetro chegar aos cinco minutos e os Assistentes cumpriram a sua função. A Shell rodopiou silenciosamente pela rede, algures entre a Ásia e a Europa. Quando estabilizaram de novo, fez a vontade ao Jorge. Sabia que ia ouvir depois disto terminar. Um grande sermão. Jorge detestava manifestações de egocentrismo. Resolveu não levantar ondas.
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«Júpiter» I second everyone.
«Le0pard» ok. As we speak u're report is being transmitted to all. The data u've been analysing seems to me the best proof that what K has found is something worth studying. What is u're opinion on this?
«Júpiter» As I said before, it might be a light at the end of a very dark tunnel or it might be nothing. I say we act cautiosly on this. It's the best I can offer right now
«L00p» But what about the diaries? u've been analysing data for almost 2 centuries
«Devil_Master» True. Not even a hint?...
«Le0pard» There must be something
«Krueg» Of course there is. We just have to look at it more carefully.
«Júpiter» Gentlemen, in my opinion, I think we shouldn't lay our hopes too high nor stress our systems too hard on just this single option. Need I remind you that if we do that, we might be overlooking other options that may prove as or much more important?
«Le0pard» there's a point there but u're underestimating our systems capacities. L00p?
«L00p» in my opinion the life support systems have proved to sustain much more than we would have in this case
«Devil_Master» And let's not forget the colective force.
«Le0pard» exactly
«Krueg» I agree. I second Devil. We should organize an emergency operation immediately. We live on an eternal dead-line. This is no time for cautious behaviour.
«Júpiter» I wasn't just talking about cautious behaviour. I was talking about cautious hope.
«L00p» i'm tired of caution. i know this is not the most inteligent thing to think but i have a feeling about this
çlfºçfd
A Shell rodopiou de novo. Estava a ficar com uma séria vontade de se desligar.
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«Devil_Master» I have taken the liberty of putting together an emergency course of action which I'm transmitting as we speak...
«Le0pard» good I think I'm happy with this meeting I wanted a direct yes from u guys on the matter we all agree that this is something worth considering carefully we'll adjurn until 10 hours counting now I'd like ideas to proceed and u're opinion on A's plan gentlemen give me u're Code Green please
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Todos responderam imediatamente com os seu botões de Alerta Verde. Era um sim geral. C. hesitou talvez dois segundos, mas Jorge reparou. Ia ouvir até ficar com as orelhas a arder.
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A RCM acabou. Ideias... ideias ... Parou um pouco. Merda! O que é que se passava consigo? Sabia o que era. A porra da Dheli e aquele mar de pixeis tinham-no posto assim. Num estado de absoluto estupor.
Quando deu por si tinha três tentativas de comunicação. Uma era do Jorge. A segunda do José e a terceira do Human, que percebeu a lotação e lhe deixou a mensagem:
«MemoServ» come see me before the meeting
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O José insistiu. Estava danado para saber novidades. Mas teria que esperar para depois da próxima RCM. Que flipasse durante a espera! Não tinha pachorra para o aturar. Decidiu enfrentar a fera o mais depressa possível.
Jorge não estava com papas na língua

terça-feira, 4 de maio de 2010

Fetiche #20

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
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"I'd love to get pajamas. Good, nice and warm flannel ones." - Charlize Theron
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[Pijamas]
1. Substantivo confortável e divertido > 2. De todas as cores e padrões possíveis > 3. De preferência com fechos inusitados, fitas penduradas e berloques ou pom-pons > 4. Com frases do género "I hate mornings" e "Do not disturb" > 5. De algodão, flanela ou outro tecido sintético confortável como a imitação de veludo, jamais de seda - a seda é fria e escorregadia, um pijama quer-se quente e amoroso, a abraçar o corpo > 6. Com nódoas de leite com chocolate, doce de pêssego e pão-de-deus > 7. Com bolsos, para enterrar as mãos quando se atravessa a casa gelada para ir à casa-de-banho > 8. Largos, folgados e leves > 9. Os da Woman Secret passam estes testes todos, felizmente

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Macro Secrets 35

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Maybe it's about time a miracle should happen

domingo, 2 de maio de 2010

MORMORIOS DI FIRENZE XIV

Perseus e a Medusa
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Perseus avançou no escuro da caverna, mal tocando o chão. As sandálias aladas que as ninfas lhe tinham oferecido eram muito úteis naquele antro escuro e fétido, onde cada passo em falso o denunciaria ao terrível monstro que lá habitava.
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Empunhou a espada forjada com lâmina de diamante, a única que podia atravessar como manteiga a pele rígida das górgonas.
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O capacete tornava-o invisível, mas apenas a sua identidade, não a sua presença. E as górgonas não entretinham companhia, muito menos humana. Abominavam tudo o que mexesse acima ou abaixo do Olimpo. Amaldiçoadas por Poseidon, cuja recusa de Medusa aos seus encantos lhe ferira o orgulho, as três irmãs haviam sido condenadas a viver como monstros, cujos olhos quem fixasse se tornava instantaneamente pedra.
Atena prevenira-o e oferecera-lhe o seu escudo límpido como um espelho.
Avançou cautelosamente e descobriu-as, dormindo junto a um lago interior de águas irizadas, iluminado por uma única clarabóia aberta no topo da caverna. Os reflexos coloridos da ténue luz pintalgavam os rostos e os corpos das irmãs. Duas eram monstruosas, hediondas. Medusa era a única que permanecera bela mas, talvez por isso mesmo, fosse ainda mais terrível do que as outras. A sua beleza irada, calejada de ódio e envolta por um repuxo de serpentes sinuosas e sibilantes, arrepiava o mais valoroso dos guerreiros até à medula.
Perseus aproximou-se lentamente de costas, empunhou o escudo e olhou para o rosto da górgona reflectido na superfície límpida de bronze. Depois desferiu o golpe fatal. A cabeça de Medusa rolou pelo chão. Perseus pegou nela vitorioso.
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Mas as duas irmãs sobreviventes acordaram e o semi-deus não foi suficientemente rápido. Distraiu-se e olhou-as. E assim ficou, petrificado para a eternidade.
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Hoje, reside na Piazza della Signoria, onde é admirado pelas centenas de humanos que por lá passam todos os dias.
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As górgonas, essas, talvez ainda vivam, algures para os lados da península grega.
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Baseado no mito de Perseus

sábado, 1 de maio de 2010

EM BUSCA DE PALAVRAS 105

Ingrediente Secreto
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Existe um ingrediente secreto, claro.
Existem armas, polícias, criminosos, snipers, assassinos, investigações e crimes. E depois existe um ingrediente secreto.
Este ingrediente é muito simples, pouco rebuscado, mas é na simplicidade que reside muitas vezes o segredo das coisas.
Porque é secreto e assim deve permanecer, não pode ser revelado, nem mesmo neste recanto discreto de palavras, lidas por quase ninguém.
É um ingrediente caro à autora por diversos motivos.
Foi escolhido por ser pouco usado e não estar na moda.
Era preciso algo interessante, que conferisse aquele toque de exotismo e ao mesmo tempo de sustentação filosófica que oferecem a um enredo uma base de reflexão sólida.
Foi escolhido porque a autora sempre viveu fascinada por ele, nas suas diversas formas e manifestações.
Foi escolhido porque a autora nutre um infinito respeito por ele.
É simples, infinitamente simples.
E sábio. E belo.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

MURMÚRIOS DO PARAÍSO XX

Os Vendedores de Bolas
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Os vendedores de bolas são os flautistas de Hamelin do Paraíso. Em vez da flauta usam o aroma delicioso da massa quente e do açúcar e as cordas vocais para nos atrair para o maldito pecado da gula.
Voamos na sua direcção como ratos em busca do queijo, perseguindo os vapores doces que escapam dos cestos de verga com dupla abertura.
Existem outros manjares escondidos no seu interior, mas as bolas são as rainhas soberanas do picnic estival, sempre.
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Os vendedores de bolas pisam a areia quente de lés a lés, percorrem quilómetros apregoando o seu tesouro com vozes de barítono:
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"Boliiiiiiiiiiiii Berliiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!! É com creme e sem creme!"
São novos, a maioria. É forçoso que o sejam. Percorrer a praia de uma ponta à outra, sob o sol escaldante, enterrando os pés na incómoda areia seca e fervilhante, carregando dois cestos pesados de bolas de berlim, um em cada braço, com creme ou sem creme, não é para os fracos.
Mas os vendedores de bolas devem regozijar-se porque não só vendem pecados, como sonhos. Todos os adultos voltam a ser crianças de bigode açucarado, quando eles passam perto. E essa magia está ao alcance de muito poucos.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 93

James - Parte IV
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James Joyce auto-proclamava-se um artista socialístico, defendendo que o vulgar era o domínio próprio do artista e que o sensacionalismo e o heroismo deveriam ser remetidos para os jornalistas. Para estes últimos, as palavras são peças que podem ser reorganizadas indiferentemente. Para o artista, só pode haver uma ordem ideal.
Talvez a melhor e mais fácil maneira de entender isto seja lendo "Dubliners", sugiro eu, um conjunto de contos escritos por James aos 32 anos e que são uma obra-prima do quotidiano.
O impulso de Joyce é sempre o de reduzir grandiosos chavões a uma dimensão humana, domesticando o épico. Para ele, o heroísmo é a capacidade de suportar sofrimento, em vez de a capacidade de o infligir. E o verdadeiro heroísmo, como a verdadeira santidade, nunca tem consciência de si próprio. São, por isso, heróis todos os homens e mulheres comuns, heróis da sua própria vida.
E talvez por causa desta procura da mundanidade tão clara, a sua relação com o corpo na literatura fosse tão natural e ao mesmo tempo tão escandalosa para a sua época, sobretudo em Ulisses. O que Joyce queria era oferecer ao corpo o reconhecimento equivalente ao da mente, mas a geração pós-vitoriana (e ainda a nossa, porventura) não suportava uma imagem da sua própria condição.
Mais uma vez, um grande livro tinha demonstrado que, ao invés de o estarem a ler, eram os leitores que eram por ele "lidos", expondo de forma crua os seus pontos fracos.
Ulisses está estruturado de acordo com as diferents partes do corpo humano. Há quem defenda que esta anatomização do plano da obra (um órgão por capítulo) representava a abstração última da forma humana.
É muito possível que Ulisses tenha sido moldado, conclui a introdução do livro, a partir de um molde para o qual ainda não existe sequer um nome.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

AS TRIBOS DE ANDRÓMEDA

Tuareg
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Tuareg é um termo usado para identificar numerosos grupos diversos de pessoas que partilham uma língua e história comuns.
As caravanas de camelos dos Tuareg desempenharam o papel principal no comércio do Sahara até meados do século XX, quando as linhas ferroviárias e os camiões europeus levaram a dianteira. Durante milhares de anos, a economia dos Tuareg gravitou em redor deste comércio. Existiam 5 rotas de comércio que se extendiam através do deserto, desde a costa Mediterrânica africana até às grandes cidades na ponta sul do Sahara. Os mercadores Tuareg eram responsáveis pelo transporte de mercadorias desde estas cidades até ao norte. Devido à natureza do transporte e ao espaço limitado disponível nas caravanas, os Tuareg comercializavam normalmente produtos de luxo que ocupavam pouco espaço e capazes de grande lucro. Também eram responsáveis pelo transporte de escravos para o norte desde a África ocidental, para serem vendidos a Europeus e Asiáticos.
A história dos Tuareg começa na África do Norte, onde a sua presença foi registada por Herodoto. Muitos grupos se moveram entretanto para as regiões do sul, ao longo dos últimos 2000 anos, em resultado das pressões do norte e da promessa de terrenos mais férteis no sul.
Hoje em dia os Tuareg vivem em comunidade sedentárias, nas cidades fronteiras ao Sahara que foram em tempos os grandes centros de comércio da África ocidental. Embora a maioria dos Tuareg pratique alguma forma de Islamismo, não são considerados árabes.
Historicamente, a sociedade dos Tuareg encontrava-se dividida entre aqueles que trabalhavam a terra e os outros. Numa determinada época, trabalhar a terra era considerado digno apenas das classes mais baixas, enquanto as classes mais altas se envolviam no comércio.
Habitualmente grupos de Tuareg sedentários prometiam apoiar um determinado chefe eleito localmente que, por sua vez, reportava ao nobre que dominava a aldeia. Ao longo do tempo, no entanto, estes agricultores sedentários conseguiram acumular riqueza à medida que as rotas trans-Saharianas diminuiam de importância. Também lhes era dado estatuto político pelas administrações coloniais e pós-coloniais.
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A grande maioria dos Tuareg segue o islamismo. Tal como a maioria dos seguidores do Islão na África, os Tuareg acreditam na presença de vários espíritos, os djins. A divinação é conseguida através do Corão. A maioria dos homens usam amuletos protectores que contêm versos do Corão. Também começam a usar um véu aos 25 anos, que lhes cobre a totalidade do rosto, à excepção dos olhos. Este véu nunca é removido, mesmo junto de familiares.

terça-feira, 27 de abril de 2010

MAGIC MOMENTS 103

Aos dias pacíficos, porque os há.
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segunda-feira, 26 de abril de 2010

'Till I Found You

O Mundo Colapsa 18
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2200, Inverno, 00.30 GMT
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System Hybernation interrupted
System ON
Alert
30 minutes to CM
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Não pusera o programa de REM. Quando adormecia assim tinha sempre a sensação que morrera. E que ressuscitava quando acordava de novo. Era uma sensação estranha e horrível. Uma sensação de vazio absoluto. Se calhar era por isso que a natureza engendrara sonhos para os seres humanos e alguns animais. Porque os seres capazes de raciocínio e auto-consciência não suportariam mergulhar naquela espécie de limbo negro todas as noites.
Era raro hibernar sem REM. Precisamente porque da primeira vez que experimentara, logo se apercebera que estava a um passo da chamada Depressão Cibernética. Alguns ARLIs tinham ido parar ao Cemitério Virtual por causa disso. Havia os que achavam que sonhar era uma coisa do passado e que suportavam anos sem REM. O efeito secundário desta aventura era mergulharem lenta e irreversivelmente num estado de apatia sistémica. Os programas começavam a enfraquecer e, eventualmente, a desligarem-se totalmente.
Cada ARLI era constituído por um pacote-base de programas essenciais. Depois havia os que se artilhavam com coisas supérfluas, mas não era aconselhável circular com mais do que o necessário. Ele funcionava com a última versão do Linux, um update do Miles para as emergências e o WireAdvantage. Tinha tudo o que precisava. Os outros membros do Programa também.
O que acontecia aos ARLIs que dispensavam o REM era uma espécie de morte por desgosto. Iam definhando, até acabarem parados num canto da Rede, moribundos. Às vezes a Brigada Néon conseguia resgatá-los antes que o sistema os detectasse, mas era raro.
Faltavam 15 minutos para a CM quando deu por si. Começou imediatamente a recolher o material que achava mais importante, mas não incluiu o diário nº 9843852. Queria analisá-lo melhor antes de o submeter ao Programa. Havia qualquer coisa de estranho naquele diário. Parecia um diário perfeitamente normal, de alguém que fora voluntário na guerra, mas havia qualquer coisa que não batia certo.
Organizou aquilo que pensava ter relevância, incluindo os dados sobre a Dheli de Cascais. Mas sabia que no que dizia respeito à Dheli teria de investigar melhor. Ainda era muito cedo para concluir qualquer coisa e feelings nos tempos que corriam tinham de ser comprovados com factos. Mas o que tencionava fazer era arriscado. Tencionava entrar em contacto com o dono da Dheli. Mas antes teria que fazer mais observações ao local, para se certificar que as suas suspeitas tinham fundamento.
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A CM começou. Nas CM's de emergência participavam apenas os cinco Chefes, para diminuir ao mínimo o risco de detecção. Os Assistentes montavam a guarda à Shell improvisada e de cinco em cinco minutos a Shell era transferida para outro local. As CMs de emergência eram apelidadas na gíria, de RCM (Roller Coaster Meeting) porque os cinco eram transportados numa viagem alucinante dentro da Shell pelos Assistentes. Era a coisa mais arriscada que podiam fazer, porque se fossem detectados iam os cinco parar ao cemitério de uma só vez. Os assistentes detestavam as RCMs, por razões óbvias. E acusavam sempre um stress preparatório irritante. Por isso é que o José viera falar com ele. E agora estava furioso.
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«cool» ainda tenho q te salvar o coiro grrrr
«Jupiter» life sucks
«cool» devia era deixar-vos ir a todos pelos ares
«cool» tou farto desta merda
«Jupiter» welcome to the club
«cool» porra j´á te disse p falares portugues merda
«Jupiter» 200 anos e ainda n aprendeste a lingua?
«cool» vai à merda
«Jupiter» é o q vou fazer
hmpf
Os cinco Chefes estavam agora no interior da Shell, a circular algures num PacMaster indiano. C. pensou como seriam feitas as apresentações se isto se tratasse de um jogo de futebol americano.

domingo, 25 de abril de 2010

Fetiche #19

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
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"Not only is there no God, but try getting a plumber on weekends." - Woody Allen
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[Woody]
1. Judeu nova-iorquino > 2. Fábrica do humor mais inteligente do planeta (sorry, é só mesmo para alguns ...) > 3. Sinónimo de riso até às lágrimas (sobretudo naquela cena das New York Stories em que a mãe aparece no escritório com a amiga e a partir daí começo a rir e nunca mais páro até ao fim do filme) > 4. O melhor, mais belo, mais autêntico, mais poético cicerone da fabulosa Manhattan, especialmente no filme com o mesmo nome, filmado num preto-e-branco soberbo > 5. A prova de que um ser pequeno, feio, caixa de óculos e desprovido de qualquer espécie de sex-appeal é capaz de triunfar no mundo do espectáculo se for provido de um sentido de humor absolutamente corrosivo e de uma inteligência acima da média > 6. Ver filmes deste senhor faz-me bem à alma e ao cérebro e aos canais lacrimais e aos músculos faciais e aos da barriga > 7. A maioria das estrelas de Hollywood aceita entrar nos filmes do Woody à borla, só para terem o prazer e o privilgéio de ter este senhor no currículum > 8. Os Óscares foram durante muitos anos à Segunda-feira e este senhor nunca lá punha os pés porque tocava clarinete todas as segundas-feiras no Michael's Pub e não trocava jamais a sua Manhattan por Hollywood mas ... quando o World Trade Center sofreu o atentato, Woody deslocou-se até Los Angeles numa viagem sem precedentes, porque a sua Nova Iorque precisava do seu apelo > 9. J'adore this man, what can I say?
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E a melhor anedota de stand-up jamais contada, pelo próprio - The Moose (embora a versão audio seja bem melhor do que esta versão encurtada ...):
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E uma das melhores aberturas de filmes jamais realizadas:
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sábado, 24 de abril de 2010

Macro Secrets 34

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Fear keeps you alive

sexta-feira, 23 de abril de 2010

MORMORIOS DI FIRENZE XIII

O Canibal - Parte V
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Do outro lado do rio, no miradouro Piazzale Michelangelo, o Monstro observa o Estorninho com um par de poderosos binóculos apertados entre as mãos grandes.
Há muitos turistas por ali, apreciando a vista de Florença do outro lado do rio. Para além dos turistas, um casamento asiático colectivo polvilha a paisagem de risos e conversas e roçares de sedas e rendas. São quatro as noivas vestidas de merengue branco e quatro os noivos de tronco nu, apesar do frio gélido. Alguma promessa de noivado ou costume asiático.
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Hannibal não larga os binóculos e segue-a até à Ponte Vecchio. Depois perde-a de vista por trás das habitações coloridas que, como peças de lego usadas, compõem a mais anciã das pontes da cidade.
Murmura:
"Clarice ... Não demoraste muito. Sempre a farejar onde não deves ..."
Observa as extremidades da ponte por uma boa meia hora, mas perdeu-a de vez.
Vira-se para o David, cópia do verdadeiro exposto na Galleria della Academia. Não gostava deste. Para além de ser esculpido naquele horrível bronze, as diferenças estruturais entre a cópia e o original eram, naturalmente, assombrosas. Não que a maioria das pessoas reparasse nesse pormenor. As máquinas poderosas disparavam a torto e a direito e ele tinha a certeza que a maioria dos seus donos não estaria sequer interessada em visitar o original. Infelizmente este não era permitido fotografar. Talvez isso desmotivasse muitos, sempre na ânsia de registar na máquina e não na mente. Não sabiam o que perdiam.
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Com uma altura de cinco metros e dezassete centímetros, o David esculpido por Michelangelo respirava humanidade. Ia lá olhá-lo pelo menos uma vez por semana. Gostava de o rodear numa volta completa de 360º, inspirando o génio que emanava da pedra polida. Depois quedava-se sempre uma boa meia hora a desenhá-lo. Todas as semanas encontrava um pormenor que lhe houvera escapado. Era extraordinário.
Como extraordinário era o animal de pele alva que se movia nesse preciso momento algures pelas ruas de Florença, farejando o seu encalço. Hannibal inspirou o ar e cheirou-lhe a mel.
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inspirado nos personagens Hannibal Lecter e Clarice Starling, criados por Thomas Harris

quinta-feira, 22 de abril de 2010

EM BUSCA DE PALAVRAS 104

AVISO: Este post é de leitura interdita a menores e a todas as pessoas sem o mínimo de bom senso ou senso de humor na tola
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Sniper 3
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Ver o filme Sniper 3 é atravessar um suplício pela mão de Tom Berenger, valha-nos isso que, nunca tendo sido um grande actor (é suficiente mesmo), enfim ... também nunca foi péssimo. Só houve um homem que lhe arrancou uma representação inesquecível e esse homem chama-se Oliver Stone. Não sei que raio de truque é que ele usou, mas a coisa resultou e o resultado foi o memorável Sargento Barnes no não menos memorável Platoon (já aqui falei dele).

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Em Sniper 3 (não consegui arranjar o Sniper 1 e o 2, se calhar felizmente ...) Tom Berenger faz de ... adivinharam ... um sniper veterano, a braços com a difícil tarefa de matar um ex-companheiro seu de guerra, que enlouqueceu lá para os lados do Vietname e decidiu juntar-se à CIA, aos Khmer Vermelhos e a todos os grupos rebeldes que pululam por essas bandas. E pronto. Depois é só tiros e uma trapalhada do caraças, mais umas dicas de sniper aqui para a pesquisa e saudades de Tom Berenger que é daqueles actores que faz sempre de si próprio, ou seja, de boa pessoa.
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O que aprendi?
* Que há snipers cuja pulsação e respiração são tão estáveis que apresentam valores idênticos aos de uma pessoa a dormir
* Que "um sniper dos Marines nunca aborta uma missão, Capitão! Só aborta se morrer!"
* Que um sniper é o único soldado que pode recusar uma missão (para se ver o nível de perigo e responsabilidade implicados em missões de sniping)
* Que uma AW Magnum é boa mas que a Remington M40 é a melhor espingarda de sniper jamais concebida (sei que os alemães provavelmente discordariam, com a sua Mauser, os ingleses também, com a sua L115A3 e os russos idem aspas, com a sua AK-74 adaptada a snipers) - portanto nestas coisas de a minha é melhor que a tua, há muito que se lhe diga ...
* Que se chama limpeza à operação de abandonar o local de sniping, fugir e trocar de identidade para abandonar o país a salvo de quaisquer perguntas indiscretas

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E eis o cheirinho do sniper Tom:
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

MURMÚRIOS DO PARAÍSO XIX

Os Banheiros
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Os banheiros do Paraíso são vaidosos. É compreensível. Por que outro lugar anseia qualquer polícia dos mares, senão pelo Paraíso?

É verdade que este lhes sobe à cabeça mais vezes do que seria desejável, mas quem os pode verdadeiramente censurar?
É vê-los a pisarem o areal como se usassem coroa e manto real, descendo do seu trono com imponência estudada e praticada até à exaustão.
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É vê-los sondarem a linha marítima com olhos de águia, prescrutando a rebentação suave à procura de quaisquer veraneantes em apuros.
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Lá estão, nos dias de marés vivas, patrulhando com passada de tigre a beira-mar, mãos na cintura, rosto intenso, atentos aos turistas mais afoitos.
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Ali seguem, quais Davids Hasselhoffs, areal fora, nos seus carros azuis e amarelos artilhados até à medula de bóias laranjas e outros apetrechos náuticos, deixando rastos dentados na crosta arenosa.
Acolá se passeiam por entre as turistas, inchando músculos e peito, exibindo peles tisnadas e cabelos alourados pelo sol.
Hoje em dia foram promovidos a nadadores-salvadores. Quando a autora destas linhas era miúda eram simplesmente os banheiros.
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terça-feira, 20 de abril de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 92

Medo
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Tenho medo da escuridão total.
Tenho medo do desconhecido.
Tenho medo de quase todos os outros.
Tenho medo de voar.
Tenho medo de ficar sem pé.
Tenho medo da fúria do mar.
Tenho medo de insectos rastejantes.
Tenho medo de desiludir.
Tenho medo de ser julgada.
Tenho medo de ser avaliada.
Tenho medo de começar.
Tenho medo de acabar.
Tenho medo da morte.
Tenho medo da perda.
Tenho medo de falhar.
Tenho medo de triunfar.
Tenho medo de me expôr.
Tenho medo de me esconder.
Tenho medo de não saber.
Tenho medo de me esquecer.
Tenho medo de cair.
Tenho medo de escorregar.
Tenho medo de me deixar levar.
Tenho medo de me fechar.
Tenho medo do medo.
Só não tenho medo de escrever.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

AS TRIBOS DE ANDRÓMEDA

Sioux
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"If you don't know where you are going, any path will take you there."
Provérbio Sioux
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A palavra Sioux é um termo colectivo para designar sete grupos tribais organizados em três unidades politicas principais - os Teton, Yankton e Santee. O povo que veio a ser conhecido como Sioux tinha-se estabelecido, por volta do século XVI, nas margens do Mississippi, Minnesota - nesta altura este povo auto-denominava-se os "Sete Lugares do Fogo".
Guerras com os Chippewas e os Crees contribuiram para a dispersão dos Sioux ocidentais.
Na história dos Sioux, o búfalo desempenha um papel crucial. Através dele os Sioux satisfaziam a maioria das suas necessidades diárias: roupas, sapatos, cordas, colheres, armas, artigos cerimoniais, arcos, setas e materiais para coser. O búfalo era também o companheiro do Sol e controlava até o amor; o seu espírito cuidava da família, desde o nascimento e durante o crescimento. Esta centralidade do búfalo na vida dos Sioux sugere quão devastador foi o seu extermínio para a sua cultura tradicional. No final do século XVIII havia provavelmente cerca de 60 milhões de búfalos nas pradarias; por volta de 1889 só restavam 85 búfalos!
Nesta altura os Sioux viram-se reduzidos a uma forma de dependência através de reservas. Pior ainda do que o extermínio do búfalo, foi a vontade do governo americano de não permitir que o índio permanecesse agarrado às suas "velhas superstições, preguiça e porcaria, quando temos o poder de elevar a sua humanidade". Nas escolas as crianças índias eram proibidas de falar a sua própria língua e de se expressarem através das suas próprias formas culturais, sob pena de serem castigadas. As crianças eram também separadas das suas famílias, cuja influência era vista como negativa para o seu progresso. A escola deveria ser a "forma de despertar lealdade para com o governo, gratidão para com a nação e esperança para eles próprios". Qualquer referência à sua "história infeliz" deveria ser reduzida ao mínimo e apenas referida de forma a contrastá-la com o "melhor futuro que está ao seu alcance". Mais ainda, "deveriam ouvir o menos possível sobre as injustiças da raça branca". As crianças deveriam ser retiradas aos seus pais o mais cedo possível.
Em 1891, e depois de vários relatórios afirmarem que os Sioux se estavam a armar novamente, tropas foram enviadas para os defrontar. Touro Sentado, um chefe índio visto pelos brancos como o seu sumo-sacerdote e apóstolo líder da Dança Fantasma, que havia sido proibida, foi detido e morto. Seguidores de Touro Sentado reagiram e marcharam até ao forte do exército com uma bandeira de tréguas. Interceptados por tropas, renderam-se incondicionalmente. No dia seguinte, enquanto as tropas tentavam confiscar as suas armas, um tiro foi disparado ao acaso e a carnificina começou. Morreram 25 soldados e 35 ficaram feridos; 84 índios morreram e 33 ficaram feridos. Diz-se que, para além das mortes físicas, "morreu ali mesmo o sonho de um povo".
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O Cachimbo Sagrado é de extrema importância para os Sioux. Ele é o mediador entre Wakan Tanka (o Grande Espírito) e a humanidade, reforçando os laços dos Sioux com todos os aspectos da Criação. Este sentido de unidade é reforçado pela Dança do Sol.
Na base das crenças Sioux está o círculo da vida. Tudo é circular - o mundo, o corpo humano, o tronco de árvore, as estações, o tempo, o ninho de uma ave. Os Sioux imitavam esta ordem natural configurando o acampamento em círculos, sentando-se em círculo durante as cerimónias e construindo tendas circulares. Metaforicamente o acampamento circular era o círculo sagrado dentro do qual tudo estava seguro, tudo era conhecido e tudo era auspicioso. O círculo simboliza assim a plenitude e ajuda a recordar Wakan Tanka que, como o círculo, não tem fim.
A estrutura do universo e de todas as coisas reflecte uma divisão de quatro. Há, por exemplo, 4 divisões do tempo: dia, noite, lua e ano; 4 partes em todas as coisas que crescem: raízes, caule, folhas e fruto; e 4 etapas da vida humana: natalidade, infância, maturidade e velhice. Assim, as cerimónias são realizadas em 4 dias; a Cabana da Purificação é construída a partir de 16 ramos de árvore; a cabana da Dança do Sol é construída a partir de 28 estacas (4x7).
Os Sioux consideram o universo como imcompreensível; a vida, o crescimento e a morte são mistérios e sugerem poderes difíceis de compreender. Uma vez que o próprio tempo é considerado como não-casual, e não incorpora noções de mudança e progresso, nada no universo pode ser considerado inevitável. Esta incompreensibilidade do universo é chamada "wakan", que também incorpora a força animadora do universo, a totalidade da qual é "Wakan Tanka" ou Grande Espírito. Ele é a soma total dos poderes personificados, que criaram todas as coisas e muitas vezes é representado através dos Seis Avós.
A humanidade formou-se e emergiu do útero da Terra Mãe, tal como o búfalo. Tudo tem o seu próprio espírito, mas todas as coisas partilham a mesma essência espiritual que é Wakan Tanka. Desta forma, os aspectos mais importantes da personalidade são partilhados por todas as coisas no universo. Outros seres partilhavam frequentemente os seus conhecimentos com os humanos ou providenciavam auxílio em tempos de crise, de forma que passaram a ser considerados "povos". A observância de características semelhantes às humanas nestes povos levou ao desenvolvimento de ligações com eles.
À nascença recebe-se de Takuskanskan, um espírito guardião e o sopro de vida ou fantasma que vem das estrelas; na hora da morte estes regressam ao mundo dos espíritos. Os rituais servem para aplacar os seres wakan ou poderes - que podem estar predispostos para o bem ou para o mal - mas também envolve um processo de contínua revelação. De regresso da sua viagem visionária, o visionador integra normalmente a sua visão na vida da comunidade através de um processo de ritualização público. Desta forma, ele enriquece o conhecimento colectivo necessário para sustentar uma relação equilibrada entre a comunidade humana e outras formas de vida, tanto animadas como inanimadas.
Os Black Hills
Os Black Hills são sagrados para os Sioux. A lenda diz que aquando da criação do universo, foi-lhe designada uma canção, sendo que cada parte do universo ficou imbuida de uma parte dessa canção; mas apenas nos Black Hills se pode encontrar a canção na sua totalidade, aqui, no "coração de tudo o que existe". A lenda também diz que os montes são " ... uma figura feminina reclinada, de cujos seios fluem forças geradoras de vida e para as quais os Sioux se dirigem como uma criança para os braços da sua mãe".
Embora as explicações sobre o que acontece ao defunto variem, diz-se que os espíritos dos Sioux mortos descansam nos Black Hills.

domingo, 18 de abril de 2010

MAGIC MOMENTS 102

DVD 9 - Dedicatórias Verdadeiramente Dedicadas
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Às apostas tresloucadas, mas por vezes tão lógicas ...
kfçldkf

sábado, 17 de abril de 2010

Fetiche #18

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se lhe atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
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"Sabes que és uma criança dos 80s se ... usaste camisas atadas com um nó de lado ..." - Teste
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[80's]
1. Sigla numérica de década intensa > 2. Década de excessos excessivos > 3. A minha década, sem a menor sombra de dúvida > 4. Rockalhadas e popalhadas potentes, filmes altamente comerciais adequados à adolescente que eu fui nos anos 80, dança intensa e louca > 5. A década mais colorida, brilhante e entusiasmante do século > 6. Todas as foleiradas eram permitidas, porque estavam in!!!
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E para que não haja dúvidas, querem melhor que isto? Isto é que é música pá!!! Bóra lá saltar!!!!!! (ai o que eu pulei com isto...)
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Macro Secrets 33

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Sometimes, don't you forget how to walk when you're in a real hurry?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

MORMORIOS DI FIRENZE XII

O Estorninho - Parte II
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O Estorninho ergueu a cabeça e aspirou o ar. Estava uma tarde cálida e doce. A atmosfera, como sempre, era temperada com o doce cheiro de bolos, indefinível, aquele aroma que buscamos sem sucesso porque é de massa acabada de cozer e nunca tem tradução no produto final. Mas ela não deu importância a este aspecto.
Atravessou a praça onde Hércules subjugava o leão e aproximou-se do rio.
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Caminhou apressadamente até desembocar numa esquina onde repousava uma botega de artigos de papel.
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Se o Monstro a tivesse observado, diria que o Estorninho não sabia abrandar. Que corria pela vida sempre numa ânsia de descobrir, de desarrumar, de levantar a poeira, de perseguir, como um perdigueiro inquieto e obcecado. Mas não sabia ela que não é essa a natureza dos estorninhos? Sobretudo a desse estorninho que ela é.
Clarice entrou na loja e fingiu, um pouco desajeitadamente, deambular pelos artigos expostos como se procurasse coisa nenhuma em particular. Finalmente dirigiu-se ao balcão.
"Bon Giorno!", a dona da loja sorriu abertamente, mas Clarice apenas lhe devolveu o cumprimento com um rápido sorriso mecânico.
"Good afternoon. I am looking for a jewellery shop called Il Oro"
"Ponte Vecchio. À destra é pui la ponte Vecchio.", a outra indicou-lhe a direcção com a mão.
"Thank you.", deixou os dedos passarem ao de leve pela capa de um bloco de folhas de papel de carta. Tinha um padrão intrincado, cheio de folhas e volteados coloridos e dourados, que brilhava mesmo ali na penúmbra recolhida da pequena loja. Era um padrão famoso, porque já o vira noutros sítios de Florença e mesmo em Roma.
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Saiu da loja, mas os seus dedos carregaram nas pontas a impressão de uma pergunta secreta: Apreciaria o Doutor Lecter este papel, para escrever as suas cartas?
Não saberia o Estorninho que essa simples interrogação a conduzia sem equívoco à sua verdadeira natureza? Ou não se dava conta que quando lia uma das suas cartas o sangue lhe corria vertiginosamente nas veias, enquanto o resto de si se quedava numa quietude ao mesmo tempo serena e frenética?
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baseado nos personagens Clarice Starling e Hannibal Lecter, criados por Thomas Harris

quarta-feira, 14 de abril de 2010

EM BUSCA DE PALAVRAS 103

Pesquisa
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A partir de agora (quando conseguir acabar isto, se é que alguma vez vou conseguir acabar isto ...) juro pela minha rica saudinha que nunca, NUNCA, JAMAIS, irei escrever outra história que precise de pesquisa.
Irei dedicar-me definitivamente e duma vez por todas aos reinos do fantástico, planetas de galáxias que não existem, Terras Intermédias, universos paralelos e afins, onde posso inventar o que bem me apetecer, sem ter que ficar MALUCA com tanta pesquisa.
May the force be with me ...