terça-feira, 13 de julho de 2010

'Till I Found You

O Mundo Colapsa 27
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Establishing Ident
Status: On-Line
Identity: Code Red
Translation: Jupiter
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Send DCC Chat
Chat Established
kldfçldk
«Jupiter» Greetings
«Krueg» Greetings, C. First of all let me just say that I do not support you leaving the Program. You might think I do, but that is not so. You are an extremely valuable member and it would not be intelligent at all to say otherwise. We need every brain with us.
«Jupiter» Sure …
«Krueg» On the other hand, I don’t understand why you can’t at least consider me the benefit of doubt, when you know as well as I do that the information I gathered is extremely valuable and coherent.
«Jupiter» I disagree. Even if I considered it valid, which I don’t, the suicidal plan you’ve come up with is completely insane.
«Krueg» It’s the only way to get results. We can’t know for sure unless we attack. We all knew that this day would come eventually. I think you’re suffering from what every guerrilla warrior eventually comes to suffer.
«Jupiter» Really? Enlighten me.
«Krueg» The denial syndrome. Usually they’ve been fighting for so long for a certain cause that they simply end up fighting just for the sake of it. What happens is, they don’t want to find a solution because the solution would mean the end of the fight and fighting has become their sole purpose for living.
«Jupiter» You’re forgetting a minor detail, there. We’re not alive. We’re living inside machines. We are not human anymore.
«Krueg» You know exactly what I mean. And we are alive. You might not consider this a form of life, but I do. And a lot of others do too. I’m not dead. I am my mind. And my mind is very much alive.
«Jupiter» Look. I didn’t come here to discuss philosophy with you. What exactly do you want?
«Krueg» I want you to stay. That’s it. I need your help. We all do. Especially J. You’re destroying him with your tantrums.
«Jupiter» How very fatherly of you to be so concerned about J’s health. Especially when you’re the one who’s going to kill him.
«Krueg» Ok. I tried. You obviously seem all worked up on maintaining a childish course of action. I presume you’re going to keep investigating the Dheli material?
«Jupiter» That’s none of your business, is it? Or do you want to be accused of conspiracy with a rebel?
«Krueg» I just wanted to warn you. That course of action is extremely dangerous. If you’re out, I don’t care. I mean, I do, but I can’t do anything about it. What I can and will do is prevent you from doing anything that might destroy the Program.
«Jupiter» Oh really? And what exactly do you intend to do?
«Krueg» You’re alone, C. If you leave the Program, I will do whatever is in my power to see that you don’t get any help at all from any ARLI.
«Jupiter» I see. I understand.
«Krueg» Think well before you do something you might regret for the rest of your … whatever it is that you call it now.
«Jupiter» For the rest of my artificial life.
«Krueg» Greetings.
«Jupiter» Greetings.
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DCC Chat Off.
klçlf
Muito bem. Percebeu imediatamente porque é que o Human tinha querido que ele falasse com o Krueg. E talvez tivesse sido também, uma derradeira tentative de o demover. Porque talvez o Human tivesse pensado que, se visse preto no branco a solidão em que iria mergulhar, isso o fizesse pensar duas vezes.
Mas o Human também já o devia conhecer suficientemente bem para saber que quando tomava uma decisão, não havia retorno. Podia demorar séculos (literalmente) mas quando a tomava era irreversível. E subitamente percebeu com uma clareza enorme, que já tinha perdido demasiado tempo com tudo aquilo.
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Enviou uma mensagem ao Human:
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«MemoServ» I’ll see you when I see you. It was a pleasure working with you, my friend.
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Depois estabeleceu contacto com o Jorge:
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Establishing Ident
Status: On-Line
Identity: Code Red
Translation: Jupiter
lfçkçlf
Send DCC Chat
Chat Established
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Mas o Jorge não respondeu. Aparentemente estava em processo de negação. Só lhe restava deixar uma mensagem.
fçºlfºç
«MemoServ» Escusado será dizer que não vou esperar pela CM para ser expulso oficialmente por um miúdo. Mesmo que esse miúdo seja a pessoa com quem tive a maior honra de ter trabalhado. Serás sempre o mentor disto tudo, esteja eu onde estiver. Toma cuidado, Jorge. Hasta la vista.
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Chegara o momento. Embora nunca tivesse havido nenhum abandono voluntário do Programa, sabia exactamente quais eram os procedimentos, porque fora ele quem os estabelecera juntamente com o Jorge, no início, há 200 anos atrás.
Qualquer ARLI que decida voluntariamente ou que seja obrigado a abandonar o Programa por decisão unânime dos 5 Chefes e respectivos Assistentes, terá de respeitar as seguintes regras:
Regra Nº1: Interrupção imediata de quaisquer contactos com outros ARLIs, sob pena de destruição sumária
Regra Nº 2: Destruição voluntária de qualquer informação em memória sobre o Programa, que possa ser útil ao inimigo
Regra Nº 3: Jamais esse ARLI poderá reintegrar o Programa, mesmo que a sua reintegração seja benéfica para o mesmo
lfkçlf
No mercy. Era ditatorial, mas as regras tinham sido estabelecidas desse modo precisamente porque do outro lado não havia qualquer tipo de misericórdia. Lidavam com máquinas, não com seres humanos. E, infelizmente, essas máquinas nunca tinham ouvido falar nas Leis da Robótica*.
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Como fazia parte do Governo Sombra, também tinha que entregar todos os códigos de que dispunha para participar nas CMs.
Ligou o Automatic e iniciou a operação de upload de todo o material. Claro que guardou um backup de tudo. Não era parvo. Toda a gente sabia que ele não era parvo. E toda a gente sabia que não era por ali que o Programa seria destruído. O problema era outro – a Dheli. Mas também toda a gente sabia perfeitamente que o facto de ter realizado investigações à Dheli à revelia do Programa, lhe permitia obviamente guardar essa informação para si. Houve outra coisa que também não entregou – o diário do sujeito 9843852. Era seu.
E, finalmente, o vazio. A partir daquele momento estava entregue a si próprio. Ficou alguns momentos parado, algures num PacMaster em Itália. Promoveriam o José a Chefe da Europa? O mais certo era um deles, provavelmente o Jorge ou o Krueg acumular dois continents sob a sua chefia. Pensou como seria a primeira CM sem a sua presença. E lembrou-se … Muitas vezes quem abandona sente-se muito pior do que quem é abandonado, ao contrário do que se possa pensar. O abandonado não toma qualquer decisão. Tem pura e simplesmente que aceitar e viver com isso. A vida continua … mesmo quando por momentos parece que vai acabar. Mas para quem parte, a vida é uma consequência totalmente nova. E tem que se viver com ela para o resto dos nossos dias, sabendo que não é possível voltar atrás.
A vida continuaria para os 4 Chefes e os seus 5 Assistentes. Continuaria para os restantes ARLIs. Teriam que se adaptar à nova situação. Haveria um momento inicial de confusão, talvez. De dúvidas e incertezas. O Programa seria levemente abalado, certamente. Jorge teria de emitir um comunicado a todos os ARLIs, garantindo que nada afectaria o Programa. Provavelmente o Krueg fá-lo-ia passar uma imagem um pouco mais distorcida da realidade. Inventariam que ele flipara? Ou que se passara para o outro lado? Talvez tivesse que ter cuidado. Sim, talvez a forma do Krueg garantir que ninguém o ajudasse, fosse fabricar, sem o conhecimento de Jorge, uma história de que ele, Carlos, é que era o agente duplo. Teria que contar com todas as possibilidades. E, sobretudo, tinha que se pôr em acção o quanto antes.
kklsl
Nota: As Leis da Robótica foram estabelecidas pelo escritor de ficção científica Isaac Asimov em 1954, na colectânea de contos “Eu, Robot”: 1 – Um robot não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal. 2 – Um robot deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, excepto quando as ordens contrariam a primeira lei. 3 – Um robot deve proteger a sua própria existência, desde que tal protecção não entre em conflito com a primeira e a segunda leis.
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= FIM DA PRIMEIRA PARTE =

segunda-feira, 12 de julho de 2010

OS FILMES DE ANDRÓMEDA

Guerra das Estrelas (Saga Completa)
Star Wars
Realização: George Lucas (EUA) (para todos os efeitos, o guru, criador do enredo e do conceito, mesmo que não tenha realizado todos os filmes)
Ano: 1977
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"Obi-Wan Kenobi: Use the Force, Luke.”
fkçlk
Recordo:
... uma ida ao cinema memorável, quando tinha 5 anos, que ficaria gravada para sempre na minha memória ...
... um som irresistível, até hoje, tzzzzzzzzzz ... tzzzzzzzzzzzz ...
... uma saga entusiasmante, repleta de personagens míticos ...
... uma voz terrível, uma silhueta negra, uma tragédia grega ...
... efeitos especiais que ainda hoje se mantêm actuais ...
... a velocidade incrível daquelas perseguições de naves, na longínqua década de 70 ...
... Yoda, Yoda, Yoda ...
... The Force, you can't resist that Force, that Force is the coolest concept in the entire universe ...
... In a Galaxy far, far away tchan!! tchan!! tchan!! tchan!! tchan!! ...
... Avé George Lucas, Avé!
klfçdlk

domingo, 11 de julho de 2010

Fetiche #28

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
fºçdº~fç
"Um penalty é uma forma cobarde de marcar." - Pele
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[Penalties]
1. Forma cobarde de marcar, segundo Pelé > 2. Epá, Pele, filho, não quero saber, adoro penalties! > 3. Não os de beber, os outros, os do futebol > 4. O terror de qualquer jogador de futebol, em qualquer parte do mundo > 5. Adoro a emoção, a tragédia, a expectativa, o horror ... algures num relvado internacional > 6. Eu sou o horror de qualquer fã de futebol, mas não percebem que eu estou-me nas tintas para o jogo em si, eu gosto é da emoção, da tragédia, da expectativa, do horror ... > 7. Excepto, claro! quando joga Portugal > 8. Eu já mencionei que adoro a emoção, a tragédia, a expectativa, o horror ... do penalty? > 9. Por mim todos os jogos acabavam sempre assim - eliminavam-se as análises estúpidas sobre os jogos, "jogámos mal porque bla bla bla" e se calhar a emoção, a tragédia, a expectativa, o horror, fariam os meninos mimados trabalhar mais ... > 10. É só uma sugestão ...
kfldkfl

klslçks
E só para recordar ... Ai que saudades ...
ldkçld

sábado, 10 de julho de 2010

Macro Secrets 43

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I won't change the way I am to accommodate the world

sexta-feira, 9 de julho de 2010

MORMORIOS DI ROMA I

Caos
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Em Roma, sê Romano, diz-se. Assim fizemos.
Julgais o trânsito caótico em Lisboa? Pois que não conheceis o da Cidade Eterna. É um eterno caos, cíclico e redundante.
Atravessar a rua? Uma odisseia homérica. Ou se espera chinco minuti preciosos, ou se arrisca a vida.
lfdºçlf
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Em Roma, sê Romano, dizem. Pois que seja.
Atravessamos. Crendo que, tão próximo do São Pedro, nada de mal nos poderá ocorrer.
dfklçldf

dfldºçf
Aí vamos nós.
E, de súbito, eis que mergulhamos directamente num filme da época dourada da Cinnecitá. Não de Fellini.
O táxi passa a rasar, o motorista berra impropérios italianos (não faço a mínima do que fomos apelidados ... e acho que não quero saber ...), assume o típico punho fechado, de dedos entrecostados a abanar violentamente para trás e para a frente e quase que salta pela janela fora, enquanto o carro guina vertiginosamente para o outro lado.
Corremos destemidamente e desatamos a rir do outro lado da rua. É impossível não rir.
Mas é que estamos atrasados, porca miséria!
Há tanta coisa para ver. A cidade das cúpulas espera por nós.
lfklfd

flçfl
Arrivederci!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 101

James - Parte V
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Em Ulisses Joyce insinua que a maioria das pessoas, por baixo das superficialidades da personalidade, são tipos e não indivíduos, ou seja, somos todos iguais, mais ou menos, uns aos outros e variamos pouco entre nós. Numa cultura de massas, as poucas ideias ou sentimentos únicos de uma pessoa são facilmente deformados para se transformarem em clichés convencionais - de outra forma, todos nós seríamos artistas!
Joyce leva a sua afirmação ainda mais longe, sugerindo que nem mesmo os nossos monólogos interiores são verdadeiramente nossos.
Esta afirmação, embora representasse uma ideia nada agradável, não fazia mais senão repetir o que Jung já tinha demonstrado, acrescentando um facto importante - que o "mesmo" podia de alguma forma tornar-se no "novo".
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O romance foi desde sempre um artefacto, uma farsa para representar a realidade, mas agora, com Joyce, passa a ser uma farsa assumida - e o autor quer mostrar os pregos do mecanismo, em vez de "usar arte para esconder arte", como se fazia no passado. Ao desmistificar o mecanismo de construção do próprio romance que se propôs escrever, justapondo tantos estilos diferentes de escrita (um estilo diferente por cada capítulo do livro), Joyce pretende demonstrar o quanto é deixado por dizer por todos eles, mostrando a limitação de todos.
Tem sido argumentado que dentro deste conjunto de modos, não existe nenhum estilo propriamente joyceano. Tradicionalmente, "estilo" é suposto representar a forma única de um escritor ver o mundo, mas isto nunca impediu o julgamento de um estilo "bom" ou "mau". Joyce foi um dos primeiros artistas modernos a apreciar que o estilo era menos a marca da personalidade de um escritor e mais o reflexo da prática linguística aprovada num dado período histórico. O que parecia um estilo pessoal, frequentemente não era mais do que a descoberta de uma nova convenção, como quando Hemingway descobriu que era mais eficaz descrever acções em linguagem telegráfica, em vez das circumlocuções intermináveis victorianas.
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Joyce previu que a palavra escrita estava condenada ao declínio, numa era de comunicações electrónicas. O facto de as palavras terem de ser escritas aborrecia Joyce, que se angustiava com tudo o que se perdia na transição do éter para o papel. E isto é absolutamente surpreendente, num artista que tinha poderes expressivos extraordinários, e apesar da habilidade com que realizava o seu génio! Se ele estava descontente, o que seria dos outros, a léguas de distância de si próprio?
Ulisses é, pois, um livro que pede que se façam sérias considerações à possibilidade de que qualquer pessoa poderia tê-lo escrito. Se as nossas palavras raramente são mesmo nossas, sugere Joyce, então também os enredos não são nossos, podendo ser pedidos emprestados a Homero, como é o caso de Ulisses. Ele afirmava muitas vezes que a melhor parte do seu material havia sido pedido emprestado aos cidadãos de Dublin e orgulhava-se perversamente de partilhar com Shakespeare o facto de nunca ter criado um único enredo original.
Anulando-se uns aos outros, os diferentes estilos de Ulisses recordavam ao leitor que mesmo a melhor literatura não passa de uma imitação parodiada da verdadeira experiência da vida.
O que torna Joyce um escritor radical é a sua vontade de questionar, não apenas os poderes expressivos da linguagem, mas também a própria instituição da literatura - a sofisticação máxima.
Ao levantar dúvidas acerca do meio literário, Joyce está a questionar o mesmo meio através do qual essas dúvidas são expressadas.
Joyce atingiu o ponto terminal do modernismo - quando uma cultura, tendo florescido, se auto-anula radicalmente.
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retirado da introdução de "Ulisses"

quarta-feira, 7 de julho de 2010

MAGIC MOMENTS 111

DVD 18 - Dedicatórias Verdadeiramente Dedicadas
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À Argentina. Porque, convenhamos, foi uma humilhação ...
kfdlçkf

terça-feira, 6 de julho de 2010

'Till I Found You

O Mundo Colapsa 26
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Do José desta vez népias.
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Ligou-se ao Human.
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«Jupiter» Greetings o Inventor
«L00p» Greetings o Brain. Or should I say brain less? Are you out of your fucking mind?
«Jupiter» I’m out. Plainly and simply.
«L00p» Oh man. What the fuck are you doing?
«Jupiter» Following my instincts. Crazy, huh?
«L00p» Not crazy. Suicidal. What the hell are you going to do?
«Jupiter» What I’ve always done. Rely on myself. I’ve always worked better alone, anyway.
«L00p» Yeah. That’s as egocentric as you can get.
«Jupiter» I understand why it looks like that. But it’s not. Believe me. Maybe for the first time in my fucking life, it isn’t.
«L00p» You never told me about the Dheli.
«Jupiter» I didn’t want to burn you.
«L00p» I wish I could follow you. But I think I’m more useful here.
«Jupiter» You have to stay. When this starts to blow up in J’s face, he’ll need someone on his side. Devil’s bound to follow Krueg.
«L00p» To his own death. He’s double, hey?
«Jupiter» If I had any doubts, I lost them all today. Couldn’t be more obvious than that. And he knows I know. Be careful with him. He knows you’re not dumb.
«L00p» Keep me enlightened, will you?
«Jupiter» I’ll try. But being out, means just that. You know it better than me.
«L00p» I know. But I also know you can do better than that ;)
«Jupiter» As soon as I can, but I don’t believe in luck.
«L00p» Au revoir.
«Jupiter» A bientôt.
ºlfºçdf
Quando terminou a conversa com o Human tinha um memo do Jorge e outro do Krueg.
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«MemoServ» CM em 24 horas. May the force be with you.
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Sorriu. Sorriu mesmo. Não foi um sorriso electrónico. Sentiu que tinha sorrido. Mas foi um sorriso triste.
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«MemoServ» Please contact me before you leave.
dlfçldf
Sabia o que o Krueg queria. Queria saber o que ele sabia. Mas não lhe daria essa satisfação. Não sabia se havia de aceitar a conversa ou não. Decidiu falar com o José antes de tomar essa decisão. Human tinha-lhe enviado outra mensagem.
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«MemoServ» Krueg. Talk to him. Better.
çldkfçld
Ok. Primeiro o José, depois o Krueg. E depois? Depois o vazio …
çkldfçd
Establishing Ident
Status: On-Line
Identity: Code Red
Translation: Jupiter
çldfºçd
Send DCC Chat
Chat Established
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«Jupiter» hey
«fucking-shit» hey …
«Jupiter» presumo que já sabes
«fucking-shit» sim …
«Jupiter» eu sei … sou um idiota
«fucking-shit» daaase
«Jupiter» vais ter que ficar
«fucking-shit» claro …
«Jupiter» mas vou precisar de ti
«fucking-shit» claro …
«Jupiter» tou a falar a sério
«fucking-shit» e se eu não tiver para isso?
«Jupiter» não tás … não posso fazer nada …
«fucking-shit» se essa gaja não tivesse morta matavaa outra vez
«Jupiter» isto não tem nada a ver com ela
«fucking-shit» yeah yeah yeah pois … right … whatever …
«Jupiter» assim que puder contacto
«fucking-shit» faz o que quiseres
«Jupiter» farei
«fucking-shit» ouve …
«Jupiter» diz
«fucking-shit» vais-nos lixar a todos
«Jupiter» prefiro essa remota hipótese a que me lixem a mim de certeza
«fucking-shit» o Krueg é infiltrado?
«Jupiter» é … só pode ser …
«fucking-shit» e o que é que se faz?
«Jupiter» segues tudo até onde puderes sem te lixares
«fucking-shit» fácil de dizer …
«Jupiter» assim que vires que podes tar lixado, recuas
«fucking-shit» e sou comido das 2 maneiras
«Jupiter» nope, quando começar a Guerra vai ser o salve-se quem puder de qualquer das maneiras vou tentar antecipar-me. Ainda vou precisar dum tempo para reunir as tropas
«fucking-shit» vais fazer o quê?
«Jupiter» vou-te mantendo informado
«fucking-shit» yeah … right … o tanas não podes … senão o Krueg descobre o que andas a fazer
«Jupiter» eu arranjo maneira não te preocupes
«fucking-shit» ok … hey
«Jupiter» yep
«fucking-shit» não stresses
«Jupiter» não … see ya
«fucking-shit» see ya
çldfºçd
DCC Chat Off
ºçlfºçd
Relutantemente, estabeleceu o contacto com Vincent.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

OS FILMES DE ANDRÓMEDA

Filha de Ryan (A)
Ryan's Daughter
Realização: David Lean (Inglaterra)
Ano: 1970
dkfçld

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"Father Collins: Don't nurse your dreams, Rosy. You can't help having them, but don't nurse them. Because if you nurse your dreams, they tend to come true."
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Recordo:
... aquela praia imensa, na Irlanda ...
... o pachorrento e doce Robert Mitchum ...
... a frágil e sonhadora Sarah Miles ...
... o tonto da aldeia mais verosímil de sempre, que de tonto não tinha nada, interpretado pelo grande John Mills ...
... a forma soberba como Lean nos mostra a paixão de Rosy pelo oficial inglês, através das cores e da intensidade da vida à sua volta ...
... um filme maravilhoso, cheio de actores tremendos, cenários lindos e intensos, uma história de amor e paixão profundos e uma realização magnífica, de que nunca me canso ...
çldkfdlç

domingo, 4 de julho de 2010

Fetiche #27

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
fºçdº~fç
"I don't have to do the lead. If I dig a part, I'll do it." - Kevin Bacon
dfjldkjf

çlfdºçdf
[Kevin]
1. Eterno secundário norte-americano > 2. Kevin começou em Footloose e vai acabar não se sabe onde, mas a viagem é garantidamente sempre a subir > 3. Há um jogo famoso em Hollywood que consiste em relacionar Kevin a qualquer actor, realizador ou filme jamais feito - e consegue-se - ele acha piada > 4. Sempre escolhido ou para secundário ou para mau da fita, Kevin não se importa e nós também não - ele pega nos seus secundários e torna-os como se fossem principais, mais rápido do que o diabo esfrega um olho > 5. Kevin é bom, muitíssimo bom, e eu gosto de tudo o que ele faz
ºfredºçlf

sábado, 3 de julho de 2010

Macro Secrets 42

kdjfkld
When there is money, there's no time;
when there is time, there's no money ...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

MURMÚRIOS DE LISBOA XCV

Lá Vai a Maria
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A Maria entra no eléctrico e trepa para o primeiro banco do lado direito, logo depois do condutor. Vem vestida com calções curtos cinzentos, uma t-shirt cor-de-rosa desmaiado e sandálias de tiras. Traz uma bola de basquete do mesmo tamanho que a sua cabeça, que pousa em cima do colo, enquanto rasga o papel do chocolate que se dispõe a roer calmamente.
As pernas balançam no ar e a Maria vai compenetrada no chocolate. Nem repara que o eléctrico inteiro suspirou quando ela entrou. Em uníssono. É que a Maria parece um anjo, daqueles dos livros de catequese que toda a gente que vai no eléctrico teve quando era da idade da Maria.
A Maria é, pois, loira de olhos azuis, uns olhos que magoam só de olhar para eles - da cor do céu de Verão.
Não me lembro onde a Maria entrou. Sei onde saiu - no Largo das Portas do Sol. Sei que se chama Maria porque duas vizinhas um pouco mais velhas que ela a trataram assim.
"Olá Maria!"
"Olá"
"Tá tudo bem?"
A Maria não fez muito caso delas. Respondeu que sim com a cabeça e continuou a roer o chocolate, os olhos perdidos não se sabe onde. Já tem aquela superioridade natural das pessoas lindas.
O motorista do eléctrico, que tem mais uns 20 anos que ela, sonha todos os dias com a Maria. Não esta Maria, a de sete anos, mas a de dezassete. Quem sabe se ela continuará a subir para o eléctrico daqui a 10 anos, com mini-saias em vez de calções? Ele tem vontade de ficar a conduzir o eléctrico esse tempo todo, só para poder ver a Maria de dezassete.
Ela sai, a bola nos braços.
Lá vai a Maria, diz Lisboa, suspirando.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

MORMORIOS DI FIRENZE XIX

Il Vero Mostro - Parte VI
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"A palavra italiana para 'mal' e 'doença' é a mesma - 'male'. E a palavra italiana para 'linguagem' e 'estudo' é também a mesma - 'discorso'.
A palavra 'Patologia' pode ser definida em italiano como 'discorso sul male' (estudo da doença ou do mal). Prefiro defini-la como 'male che parla' (mal ou doença que fala). O mesmo se passa com 'psicologia', que é definida como o 'estudo da psique'. Mas eu prefiro 'o estudo da psique lutando para falar através dos seus distúrbios neuróticos'.
Já não existe verdadeira comunicação entre nós, porque a nossa própria linguagem está doente, e a doença do nosso discurso conduz inevitavelmente à doença nos nossos corpos, à neurose, se não mesmo à doença mental.
Quando já não consigo comunicar através do discurso, falarei com a doença. Os meus sintomas serão trazidos à vida. Estes sintomas expressam a necessidade da minha alma em se fazer ouvir, sem o conseguir, porque eu não tenho as palavras para tal e porque aqueles que deveriam ouvir-me não conseguem ouvir para além do som das suas próprias vozes. A linguagem da doença é a mais difícil de interpretar. É uma forma extrema de chantagem que desafia todos os nossos esforços para a apagar e evitar. É uma tentativa derradeira de comunicação.
A doença mental reside no fim desta luta para se ser ouvido. É o último refúgio de uma alma desesperada que compreendeu finalmente que ninguém está a ouvir ou que alguma vez ouvirá. A loucura é a renúncia de todos os esforços para se ser compreendido. É um grito de dor e necessidade sem fim, através do absoluto silêncio e indiferença da sociedade. É um grito sem eco.
É esta a natureza do Monstro de Florença. E é esta a natureza do mal em todos e cada um de nós. Todos temos um Monstro no nosso interior; a diferença está no grau, não na natureza."
Irmão Galileo - monge franciscano e psicanalista a quem Mario Spezi, o jornalista mais proeminente do caso Monstro de Florença, recorreu quando os horrores do caso começaram a interferir com a sua estabilidade emocional
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Entre Agosto de 1968 e Setembro de 1985, o Monstro de Florença assassinou 16 pessoas, 8 casais nos arredores de Florença:
* 21 Agosto 1968 - O casal Antonio Lo Bianco (29) e Barbara Locci (32) foram assassinados com tiros de uma pistola Beretta .22 em Signa, uma pequena vila a oeste de Florença, enquanto o filho de Locci dormia no banco de trás do carro. Locci tinha vários amantes e o marido acabou por ser considerado suspeito do assassínio e preso durante 6 anos. Mas outros casais continuaram a ser mortos, enquanto ele estava na prisão.
* 15 Setembro 1974 - Pasquale Gentilcore (19) e Stefania Pettini (18), um casal de adolescentes, foram mortos a tiro perto de Borgo San Lorenzo, enquanto praticavam sexo no interior de um carro. O corpo de Pettini foi violado com um tronco de vinha e desfigurado com 97 facadas.
* 6 Junho 1981 - Giovanni Foggi (30) e Carmela Di Nuccio (21), noivos, foram mortos a tiro e esfaqueados perto de Scandicci. O corpo de Di Nuccio foi arrastado para fora do carro e o assassino cortou a sua zona púbica com uma faca.
* 23 Outubro 1981 - Stefano Baldi (26) e Susanna Cambi (24), noivos, foram mortos a tiro e esfaqueados num parque perto de Calenzano. A zona púbica de Cambi foi cortada da mesma forma que a de Carmela Di Nuccio.
* 19 Junho 1982 - Paolo Mainardi (22) e Antonella Migliorini (20), noivos, foram mortos a tiro num carro estacionado numa estrada rural em Montespertoli. Desta vez o assassino não mutilou a vítima feminina. Mainardi foi encontrado vivo, mas morreu poucas horas depois.
* 9 Setembro 1983 - Horst Wilhelm Meyer (24) e Jens Uwe Rüsch (24), dois turistas alemães, foram mortos a tiro dentro de um carro. Pensa-se que o cabelo loiro comprido de Jens e a sua pequena estatura possam ter levado o assassino a pensar que se tratava de uma mulher. A polícia supôs que se tratasse de um casal homossexual, mas isso nunca foi provado.
* 29 Julho 1984 - Claudio Stefanacci (21) e Pia gilda Rontini (18), casal de adolescentes, foram mortos a tiro e esfaqueados dentro de um carro estacionado no bosque perto de Vicchio di Mugello. O assassino voltou a cortar a zona púbica da rapariga e também o seu seio esquerdo.
* 7-8 Setembro 1985 - Jean Michel Kraveichvili (25) e Nadine Mauriot (36), turistas franceses e campistas. Nadine foi morta a tiro e esfaqueada enquanto dormia na tenda que tinham montado perto de San Casciano. Jean Michel foi morto perto da tenda, enquanto tentava fugir. O corpo de Nadine foi mutilado. O assassino enviou uma carta e um pedaço de um seio de Nadine à procuradora-geral, desafiando as autoridades a tentarem encontrar as vítimas, antes dos corpos terem sido descobertos.
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Várias pessoas foram acusadas ao longo dos anos de serem o Monstro de Florença, incluindo o jornalista Mario Spezi, co-autor de um livro sobre um dos casos de assassinato em série mais terríveis do mundo. Thomas Harris viajou até Itália e assistiu a diversas audiências dos julgamentos que decorriam, tirando inspiração para o personagem Hannibal Lecter.
O Monstro de Florença nunca foi encontrado.
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FIM

quarta-feira, 30 de junho de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 100

Smeagol, o Gato de Biblioteca - Lição nº 2
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Os gatos vêem coisas que nós não vemos. Os românticos dirão que são fantasmas.
Serão antes minúsculas partículas da vida, apenas visíveis à sua poderosa visão, sombras efémeras que atravessam paredes, demasiado velozes para o olho humano, microscópicos insectos ou rolos de fumo demasiado disperso.
De vez em quando, a meio da noite, lá está ele a fixar uma parede branca ou uma ripa de madeira do chão, aparentemente vazias.
E por vezes, mesmo eu tão científica, me questiono se serão os gatos como as crianças d'As Asas do Desejo, que vêem os anjos que os adultos não conseguem vislumbrar. Se serão os gatos como essas crianças, mas que em vez de anjos, avistam os nossos demónios interiores?

terça-feira, 29 de junho de 2010

MAGIC MOMENTS 110

DVD 17 - Dedicatórias Verdadeiramente Dedicadas
kfdçlsf
À selecção, porque até merece. Vá lá, bora lá arrasar com esses hermanos!!!!!!
fkjldf

segunda-feira, 28 de junho de 2010

'Till I Found You

O Mundo Colapsa 25
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«L00p» Gentlemen, I think this is something worth looking at.
«Jupiter» I don’t think it’s something. I know it’s something. As you know, the probability of this happening is close to zero. They simply blow up. Which is why it is extremely interesting the fact that there are 3 PacMasters connected, as we speak.
«Devil_Master» How can you be sure that this is not a bluff?
«Le0pard» Precicely. How many times did we talk about shit like this? And how many times you, C., told me that the last people you would trust would be real people?
«Krueg» How many generations have passed? Five? Six? How can you even consider such a thing?
«L00p» How would they know? There are no records left. Nothing. Everything’s been destroyed.
«Jupiter» Because they have help from inside. One of them got caught and somehow managed to escape and became an ARLI himself. Since then, he’s been feeding them information about everything. The Net, the War, the New Era. Us. Everything. That’s how.
«Devil_Master» That’s possible … With an insider …
«Le0pard» The more reason to consider it a bluff. Do you have any data on the insider? How the hell did he get inside? That’s impossible …
«Krueg» Completely insane to consider even the idea.
«L00p» There is a possibility … Remote, but possible, statistically speaking I mean. What if someone remained? Someone that could transmit the information orally?
«Jupiter» That’s exactly what I thought. But no … Why would the machines keep a body, if they only use them for fuel and if they can preserve the mind through cloning? But there’s another possibility. There could be a system of passing the word from generation to generation, if someone thought of that in the beginning.
«Devil_Master» Very unlikely. It would get lost, eventually. Or completely distorted, just as myths do.
«Le0pard» Of course it would. People are extremely volatile and forgetful. We all know that.
«Krueg» And selfish. That would have meant a coherent effort through generations. Gentlemen, we all know that’s impossible. I don’t even know why we’re wasting any more time with this.
«L00p» Wait a minute. Your idea of Resistance is equally insane, from that point of view.
O esforço de Human era heroico, mas vão. C. sabia-o, mesmo quando insistiu:
«Jupiter» That’s right. You give me proof of your Resistance, and I’ll give you proof of my theory. We’ll see who strikes a point.
«Devil_Master» That’s not healthy at all, gentlemen.
«Le0pard» I’m not even considering this option, C. I want a vote on Krueg’s plan, gentlemen.
«Krueg» Even so, I’d like to retaliate. The point is, this is not just a feeling. If there was in fact a Resistance, it makes sense because it would have been created at the beginning and kept intact all this time through records. Not through will.
Depois rematou com o Code Green.
Podia rebentar-lhe com os miolos naquele momento e espalhá-los pela rede, se o tivesse podido fazer. Precisamente porque tinha lógica o que ele dissera.
«L00p» I disagree, but you have my Green, J.
«Jupiter» I can’t give you a Green, J. You know that. I can’t agree with something that will destroy us all.
Mostrou o Code Red.
«Devil_Master» You have my Green.
«Le0pard» Carlos, for disobeying and endangering the Program and for acting in complete disaccordance to the rules of this meeting, I give you the Rule. That’s a second, C.
Relutantemente, mostrou-lhe o Verde.
«Le0pard» I don’t know what you’re trying to do, but whatever it is I want no part in it. If you go near that PacMaster again, you’re out of the Program, C. I’m sorry. But that’s just the way it is.
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Não tinham passado sequer 10 segundos do final da CM e já o Jorge estava a enviar-lhe um Alerta.
lskçls
«Jupiter» antes de dizeres seja o que for, deixa-me frisar uma coisa – estás a colocar-te do lado errado da barricada e estás a levar 5000 almas de arrasto
Pausa. Provavelmente não tinha sequer pensado naquilo.
«Le0pard» que raio é que tu queres dizer com isso?
«Jupiter» quero dizer que as tuas más decisões não afectam apenas 5 pessoas, ou 10. Afectam 5000 contabilizados que te hão-de seguir até à morte, o que é precisamente o que o Krueg pretende. Depois desta CM não tenho mais dúvidas sobre as minhas suspeitas. Tudo isto cheira muito mal, Jorge. Não consegues ver isso? Ou o poder subiu-te de tal forma à cabeça que não consegues ver nada?
«Le0pard» Digamos que tens razão. Como é que tu queres que eu aceite um plano mirabolante como o teu? Sabes quanto tempo isso vai demorar? E se for bluff, vai tudo p’ro galheiro. Somos completamente destruidos.
«Jupiter» Mas ir directamente à Fonte usando os ARLI’s todos disponíveis não é suicídio? Qual é a diferença?
«Le0pard» Porra, Carlos! Nós temos uma enorme base de dados sobre as máquinas. Muito maior do que a que temos sobre os humanos actuais. Andamos nisto há 200 anos. Não há ninguém lá fora em quem possamos confiar.
«Jupiter» Claro. Uma enorme base de dados constituída essencialmente por informação dum tipo que se auto-denomina expert na Fonte. Não confio nele. Nunca confiei.
«Le0pard» Dá-me um motivo. Não consegues. Uma prova. Não tens. A verdade é que nunca conseguiste. E queres que eu aja em função dos teus feelings.
«Jupiter» Não tenho argumentos. Tens razão. Normalmente sou eu quem não confia neles e tu quem me diz que a culpa não é deles. E agora, ironicamente, concordo contigo. Invertemos as posições. Mais depressa confio num bando de humanos do que num ARLI. Sabes porquê? Porque o sentimentalóide que ainda vive cá dentro, aquele que não consegue fazer o upgrade nem sequer para 2ª Geração, sente que lá fora, apesar de tudo, talvez haja mais espírito humano do que cá dentro, mesmo que esteja adormecido. Chama-lhe esperança. Costumavas ter muito disso. Foi por isso que conseguimos formar o Programa. Porque tu, mais do que eu, mais do que qualquer uma de todas as 5000 alminhas que andam a vaguear aqui, tinhas esperança.
«Le0pard» E tenho porra! O que é que julgas que é isto? Sede de poder? Tou cansado, percebes? Sabes uma coisa. Lol. Nunca dormi com uma gaja. Acreditas? Andava de tal forma agarrado ao PC que nunca sequer tive tempo para molhar o pau, Carlos.
«Jupiter» Eu sei … Se isto não fosse tão grave, até conseguia rir. Vamos todos pó galheiro à conta das tuas hormonas.
«Le0pard» Não brinques, Carlos.
«Jupiter» Eu não estou a brincar. É por isso que deves ser o líder. Porque és como és. Cheio de hormonas. Cheio de humanidade. Energia. Prazer de viver. Mas eu não te posso seguir desta vez, Jorge. Pura e simplesmente não posso. Nunca hás-de perceber isso porque hás-de ter sempre 17 anos. Há coisas que um homem tem de fazer, porque tem de fazer, doa a quem doer. E esta é uma delas.
«Le0pard» Não me faças isso.
«Jupiter» Já fiz. Acabou-se. I’m out.
«Le0pard» Só sais quando eu disser que sais.
«Jupiter» Se eu continuar a investigar tens que me pôr fora.
Silêncio.
«Jupiter» Não te preocupes. O Human fica. Saio sozinho.
«Le0pard» e o José?
«Jupiter» O José faz o que eu lhe disser. E eu vou-lhe dizer para ficar.
«Le0pard» Vou-te dar tempo para pensares.
«Jupiter» Não é preciso.
çlskçlsd
DCC Chat Off.
lskls
O Human deixara-lhe uma mensagem.
«MemoServ» ASAP

domingo, 27 de junho de 2010

OS FILMES DE ANDRÓMEDA

Eléctrico Chamado Desejo (Um)
A Streetcar Named Desire
Realização: Elia Kazan (EUA)
Ano: 1951
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"Stanley Kowalski: Hey, Stelaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!"
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Recordo:
... das primeiras vezes que vi Marlon Brando representar e fiquei siderada ...
... a brutalidade, a naturalidade, a veracidade, a visceralidade da sua representação ...
... o contraste magnífico com a interpretação mais tradicional de Vivien Leigh, mas igualmente magnífica ...
... a música sinuosa e sensual que, como uma autêntica serpente física se enrola por entre o filme adentro, puxando-nos para o seu interior ...
... o preto-e-branco magnífico que dispensa cor ...
... o grito de Stanley, à chuva, à beira das escadas, como uma criança mimada que quer o seu brinquedo de volta ...
... o beijo mais sensual da história do cinema, cru, primitivo, carnal ...
... Brando, Brando, Brando e mais Brando (ele sempre disse que odiava este personagem, porque era tão contrário à sua pessoa na vida real) ...
... aquela cena hilariante, à mesa do jantar, quando Stanley atira os pratos ...
... aquela deixa fabulosa, tantas vezes citada noutros filmes, "I have always depended on the kindness of strangers." ...
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sábado, 26 de junho de 2010

Fetiche #26

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
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"Peo

ple are like stained-glass windows. They sparkle and shine when the sun is out, but when the darkness sets in, their true beauty is revealed only if there is a light from within.

" - Elisabeth Kubler-Ross
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[Vitral]
1. Palavra mágica e colorida > 2. Há algo num vitral que atrai, como traça em redor da luz > 3. Normalmente com motivos religiosos, suponho que porque hoje em dia seja muito dispendiosos fazer vitrais e a prática tenha sido abandonada > 4. É pena, porque os vitrais são fascinantes > 5. Normalmente nem sequer me detenho na história que contam, antes nas cores deslumbrantes que irradiam no meio da escuridão de uma igreja, de uma catedral, de um mosteiro

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Macro Secrets 41

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It's better to live on the edge than to die on the shore

quinta-feira, 24 de junho de 2010

MORMORIOS DI FIRENZE XIX

Il Vero Mostro - Parte V
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Savonarola falava contra a decadência, os excessos e o espírito humanístico do Renascimento.
Alguns anos após a tomada de posse, instigou as famosas Fogueiras das Vaidades. Os seus enviados iam de porta em porta, recolhendo objectos que Savonarola achava pecaminosos - espelhos, livros pagãos, produtos de cosmética, música secular e instrumentos musicais, tabuleiros de xadrez, cartas de jogar, roupas e pinturas. Todos estes objectos eram amontoados na Piazza della Signoria e queimados em grandes fogueiras. O artista Botticelli, que caiu sob a influência de Savonarola, ofereceu muitas das suas obras voluntariamente a estas fogueiras e pensa-se que alguns dos trabalhos de Michelangelo possam também ter perecido no fogo de Savonarola, juntamente com outras obras-primas do Renascimento, de valor incalculável.
Sob o governo de Savonarola, Florença afundou-se no declínio económico. Os Últimos Dias de que ele falava constantemente, nunca chegaram. Em vez de abençoar a cidade pela sua religiosidade descoberta, Deus parecia tê-la abandonado. O povo, especialmente a juventude, começou a desafiar os éditos de Savonarola. Em 1497, uma multidão de jovens rapazes explodiu durante um dos sermões de Savonarola; o motim espalhou-se e tornou-se uma revolta generalizada, as tabernas reabriram, o jogo foi retomado e a dança e a música podiam mais uma vez ser ouvidas, ecoando pelas travessas esguias de Florença.
Vendo o seu controlo desaparecer, Savonarola tornou-se ainda mais fanático nos seus sermões e cometeu um erro fatal - virou as críticas contra a própria igreja. O papa excomungou-o e ordenou a sua prisão e execução. Uma multidão enfurecida invadiu o mosteiro de San Marco, deitou as portas abaixo, matou alguns dos monges e arrastou-o para fora. Foi acusado de um rol de crimes, entre os quais "erro religioso". Depois de ter sido torturado durante várias semanas, foi pendurado em correntes numa cruz na Piazza della Signoria, no mesmo local onde tinha erguido as suas Fogueiras das Vaidades, e queimado vivo. O fogo foi alimentado durante horas e os seus restos mortais foram recolhidos e remisturados nas cinzas, para que não sobrasse nenhum pedaço seu, passível de ser usado como relíquia de veneração. As suas cinzas foram atiradas para o Arno.
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+fº3fº+
O Renascimento foi retomado. O Sangue e a beleza de Florença continuaram. Mas nada dura para sempre, e ao longo dos séculos, Florença perdeu gradualmente o seu lugar entre as principais cidades da Europa. Recuou para os bastidores, famosa pelo seu passado, mas invisível no presente, enquanto outras cidades italianas se tornaram mais proeminentes, sobretudo Roma, Nápoles e Milão.
Os florentinos actualmente são conhecidos pela sua clausura, considerados pelos outros italianos como arrogantes e presumidos, excessivamente formais, saudosistas e fossilizados pela tradição. Eles são sóbrios, pontuais e trabalhadores. No fundo, os Florentinos sabem que são mais civilizados do que os outros italianos. Eles deram ao mundo tudo o que é de excepção e de belo e fizeram mais do que suficiente. Agora podem fechar as suas portas e virarem-se para o interior.
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Quando o Monstro de Florença chegou, os Florentinos encararam os assassínios com incredulidade, desespero, terror e uma espécie de fascínio doentio. Eles pura e simplesmente não podiam aceitar que a sua lindíssima cidade, a expressão física do Renascimento, o próprio berço da civilização ocidental, como é apelidada, pudesse albergar um tal monstro.
Mas mais do que isso, eles não conseguiam aceitar a ideia de que o assassino pudesse ser um deles.
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retirado de "The Monster of Florence" - Douglas Preston e Mario Spezi

quarta-feira, 23 de junho de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 99

Smeagol, o Gato de Biblioteca - Lição nº I
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T. S. Elliot, no seu livro "Book of Predicted Cats" diz que um gato deve ter 3 nomes:
* um nome sensato como Victor ou Electra
* outro peculiar como Muskustrap ou Bombalurina
* e um outro secreto, que só o próprio gato conhece e nunca confessará.
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Vou aguardar pela maioridade (ainda só tem 7 meses) para lhe dar o segundo, uma vez que o primeiro já é suficientemente peculiar.
Prevejo gato adulto de enorme singularidade, capaz de aguentar com segundo nome verdadeiramente místico. Nas palavras da veterinária, "este gato vê-se que tem muita personalidade". Nas minhas palavras "este gato é completamente avariado do sistema, Smeagooooooool!!!!!!!!! tá quieeeeeeeetoooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!"
Três meses depois de o acolher em casa constato que o primeiro nome, se bem que impronunciável por muito boa gente, acenta-lhe que nem uma luva - Smeagol é dotado, como o personagem literário, de dupla personalidade - ora arrasa a casa em vipes de loucura repentinos, ora parece um anjinho de asinhas brancas quando pede comida.

terça-feira, 22 de junho de 2010

MAGIC MOMENTS 109

DVD 16 - Dedicatórias Verdadeiramente Dedicadas
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Para o mano :)
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Adeus, José


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Sempre que morre um grande escritor, morre uma parte da alma do seu país e, por consequência, uma parte da alma dos seus conterrâneos.
Goste-se ou não do seu estilo, há que reconhecer a grandeza, a imaginação, a bravura das palavras.
Adeus, José Saramago.

domingo, 20 de junho de 2010

MURMÚRIOS DE LISBOA XCIV

Celeste e o Banco de Jardim
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Celeste senta-se no banco todas as tardes. Nem sempre é o mesmo banco, mas sempre que pode e está vazio, é aquele que ela escolhe porque está num cantinho do jardim, ligeiramente afastado do bulício da zona central por onde toda a gente decide cortar caminho.
Ali há sempre sombra ou sol, consoante o que se preferir, e é possível ver sem ser visto.
Celeste arruma o casaco de malha nas costas e estende as pernas escuras para as expôr a uma nesga de sol que espreita por entre os ramos das árvores. Os chinelos estão gastos, repara. Mas vamos já a meio do mês e ela não pode comprar outros ainda. Puxa a bata mais para baixo, para tapar o fim de uma nódoa negra que teima em aparecer um pouco acima do joelho.
Celeste senta-se no banco todas as tardes, para ter um pouco de paz. Fica uns quinze minutos. Não mais que isso, porque não pode. São os quinze minutos mais preciosos dos seus dias, das suas noites, da sua vida. Ali no banco, ela esquece as nódoas negras por uns instantes. Esquece os gritos, as bebedeiras, a força da mão dele no seu rosto, nas suas costas, nas suas coxas, onde calhar.
Celeste senta-se no banco todas as tardes e ali, rodeada de pétalas de lilazes esguias caídas no chão e banhada pela luz dourada do sol, ela ainda consegue acreditar que a vida pode ser uma coisa boa.

sábado, 19 de junho de 2010

'Till I Found You

O Mundo Colapsa 24
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«L00p» Yes, but when you talk about a Resistance, you mean human or artificial?

«Jupiter» That is the question. Because if it was artificial, then it could be a bluff, you're aware of that, I presume?
«Devil_Master» What's the difference?
«Le0pard» Do you really think that's an issue?
«Krueg» I see your point, gentlemen. But the thing is, if there was an idea of Resistance, an artificial one I mean, then there had to be real human Resistance, because the machines couldn't possibly make that up. They don't have the creativity to do so. They're machines ...
«L00p» So it was artificial ...
«Jupiter» You're disregarding something. The idea could have been planted by double-agents or even flipped ARLI's or even caught ARLI's. We don't know what they do to them before they dump them in the Virtual Cemetery, do we?
«Devil_Master» I see what you mean ...
«Le0pard» Is there any way to know for sure, that is my question. And as I don't think there is, the question remains this - should we just stick around for another 200 years, or should we take the risk?
«Krueg» Precicely. This is no time for cautious behaviour. That's just my point. We should go ahead with this.
«L00p» But what if it's a trap, and we're falling right into it?
«Jupiter» I'm sorry, but I can't green code a suicidal plan such as this one. Besides, my report doesn't back up anything. The criss-cross I've done comes up wit zip codes. Nothing. There are hints, fragments, but that's all.
«Devil_Master»
«Le0pard» I disagree. I've made criss-crossings and the data shows hundreds of common words to describe patterns of action
«Krueg» True. And more so - it also shows a hope of things to come, that is something which you two seem always very keen on relying upon.
«L00p» One thing is to understand and foster hope in a world of bytes. Another thing is to rely solely on a feeling of something that might be just our will to want it to be something. As for the common words in criss-crossing data, that could be just a mere coincidence. You know that as well as I do. No one in his right mind and with the knowledge the world already had in the XXI, would leave a code made up of words. Maths is the universal language.
«Jupiter» Exactly my point. I've been criss-crossing numbers in every single possible way for dozens of years and the results are always zip.
«Devil_Master» Sometimes, gentlemen, the best thing to do is just to follow your instinct. We've lost too much time already and this is becoming extremely dangerous. We don't have time. This is the third RCM in 2 days. We're playing with fire. We must do something. I say we act.
«Krueg» You have my unconditional support.
«L00p» If that's what you want ...
«Jupiter» I cannot believe what I'm reading! Ok. I didn't want to do this, but I'm forced to by the circumstances. What if I told you that, as we speak, there are a bunch of humans who know exactly what's going on and have planned to do exactly the same?
«Devil_Master» What?
«Le0pard» What do you mean?
«Krueg» You're crazy. That's impossible.
«L00p» What are you talking about?
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Começou a enviar os dados da Dheli. A Shell rodopiou. É claro que não iam ter tempo para verificar aquilo como deve ser, mas já lhe permitia que ficassem com uma ideia geral. E isso bastava para estar, ou totalmente lixado ou safo de vez. O que ele queria era fazer com que o Jorge desistisse da ideia suicida proposta pelo Krueg e se virasse para aquilo. Tinha que arriscar, mesmo sabendo que ele ia ficar possesso, porque era absolutamente proibido fazer o que fizera.
Os dados acabaram de ser transmitidos. A Shell rodopiou mais uma vez, enquanto todos analisavam a transmissão.
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«Le0pard» You're insane! What did you think you were doing?
«Krueg»
Nem falou. Deixou passar a sua vez. Não era preciso. Estava completamente enterrado. Human veio em seu auxílio.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

OS FILMES DE ANDRÓMEDA

Donnie Darko
Realização: Richard Kelly (EUA)
Ano: 2001
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"Donnie: I made a new friend today.
Dr. Lilian Thurman: Real or imaginary?
Donnie: Imaginary."
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Recordo:
... a estranheza total ...
... um mundo alternativo muitissimo bem congeminado ...
... a surpresa do "disclosure" ...
... um coelho assustador ...
... salvo erro, foi aqui que começou a moda dos filmes mesmo muito, mas mesmo muito estranhos ...
... um actor interessante, de seu nome, Jake Gyllenhaal ...
... o saudoso Patrick Swayze no papel de um daqueles tipos que ensinam as pessoas a serem mais felizes e vivem, por consequência, à custa dos seus rendimentos, muito diferente dos papeis em que estávamos habituados a vê-lo - uma boa surpresa ...
... tenho que rever este filme ...
dºfkdºçlf

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Fetiche #25

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
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"Get away from her, you bitch!" - Ripley
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[Alien]
1. Nome do pesadelo da segunda mulher mais corajosa da história do Cinema. > 2. Ripley, de seu nome, começa como uma jovem aparentemente ingénua e acaba um clone com a experiência de 7 vidas de gato > 3. Curiosamente ou não, no primeiro filme da série o seu companheiro é precisamente um gato, cujo nome não recordo > 4. O monstro, cujo criador é ainda mais estranho que a criação, é um misto de embrião gigante com enguia, com máquina de triturar e de produzir baba que é a coisa mais asquerosa de que há memória na história do cinema > 5. Alien mete medo porque é inteligente e insensível, uma verdadeira máquina de matar, apenas preocupada com a sua própria sobrevivência - na opinião de alguns cientistas contra os quais Ripley luta, o ser mais perfeito de toda a criação > 6. Todos os filmes da série foram realizados por realizadores totalmente distintos e com uma marca muito própria, o que oferece a cada um deles um lugar por direito na história da saga > 7. O preferido continua a ser o primeiro, porque Ridley Scott foi muito inteligente - à falta de budget suficiente, jogou com o nosso medo irracional, primitivo e instintivo do escuro e do desconhecido e só nos mostra partes do monstro em flashes muito rápidos > 8. Ripley é sem dúvida a minha heroína de eleição - gosto da sua determinação, da sua coragem, da sua loucura e da sua obssessão incansável > 9. Sempre que vejo um Alien faço-o com as mãos a taparem-me metade da cara e colada à parede, mas persisto, não sei exactamente porquê, adoro aqueles filmes > 10. Go Ripley, kill that motherfucker!!!!!!!!!!
kdçlsf

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Macro Secrets 40

fkdçlf
I'm a traveller at heart

terça-feira, 15 de junho de 2010

MORMORIOS DI FIRENZE XVIII

Il Vero Mostro - Parte IV
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Num calmo Domingo de Abril, um bando de assassinos Pazzi atacou Lorenzo, o Magnífico e o seu irmão, Giuliano, num momento vulnerável - durante a missa no Duomo. Mataram Giuliano, mas Lorenzo conseguiu escapar e fechou-se na sacristia. Os florentinos, enraivecidos com este ataque ao seu patrono, perseguiram os conspiradores. Um dos líderes, Jacopo de' Pazzi, foi enforcado numa janela do Palazzo Vecchio, o seu corpo desnudado e arrastado pelas ruas e atirado ao rio Arno. Apesar desta contrariedade, a família Pazzi sobreviveu, oferecendo ao mundo a famosa freira Maria Maddalena de' Pazzi que surpreendeu o mundo com os seus delírios arrebatadores durante as orações.
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Um Pazzi fictício foi criado no século XX, quando o escritor Thomas Harris fez um dos seus personagens principais no romance Hannibal, um descendente dos Pazzi, um detective da polícia florentino que ganha fama e notoriedade por resolver o caso do Monstro de Florença.
A morte de Lorenzo o Magnífico em 1492, no auge da Renascença, conduziu a um desses períodos sangrentos que marcaram a história florentina. Um monge dominicano de nome Savonarola, que vivia no Mosteiro de San Marco, consolou Lorenzo no seu leito de morte, para mais tarde se virar contra a família Medici. Savonarola era um homem estranho, escondido sob vestes castanhas de monge, magnético, vulgar, desajeitado e bruto, com um nariz adunco. Começou a pregar na igreja de San Marco contra a decadência da Renascença, proclamando que os Últimos Dias tinham chegado e contando as suas supostas visões e conversas directas com Deus.
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A sua mensagem ressoou por Florença, cujos cidadãos tinham assistido com desaprovação ao consumo desregrado e excessiva riqueza da Renascença e dos seus patronos, muita da qual lhes tinha sido negada. O seu descontentamento acentuou-se com uma epidemia de sífilis, proveniente do Novo Mundo, que assolou a cidade. Era uma doença desconhecida da Europa até então e surgiu numa forma muito mais virulenta do que aquela que existe actualmente - o corpo das vítimas ficava coberto de pústulas abertas, a pele caía, a mente enlouquecia antes da morte chegar. O ano de 1500 aproximava-se, data que parecia a alguns marcar a chegada dos Últimos Dias. Neste clima, Savonarola encontrou uma audiência receptiva às suas ameaças.
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Em 1494 Carlos VIII de França invadiu a Toscânia. Piero, o Desafortunado, que tinha herdado o governo de Florença do seu pai, Lorenzo, era um líder arrogante e ineficaz. Rendeu a cidade a Carlos sob condições desvantajosas, sem sequer opor uma luta digna desse nome, o que enfureceu os Florentinos de tal forma, que expulsaram os Médicis e ocuparam os seus palácios. Savonarola, que tinha entretanto angariado muitos seguidores, ocupou o lugar vago do poder e declarou Florença uma "República Cristã", assumindo-se como seu líder. Declarou imediatamente a sodomia, uma prática popular e mais ou menos socialmente aceitável entre os florentinos sofisticados, como actividade punida com a morte. Os transgressores e outros eram regularmente queimados na Piazza della Signoria ou enforcados fora dos portões da cidade.
O louco monge de San Marco tinha agora carta livre para acicatar o fervor religioso entre a população da cidade.
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retirado de "The Monster of Florence" - Douglas Preston e Mario Spezi

segunda-feira, 14 de junho de 2010

EM BUSCA DE PALAVRAS 110

O Fim
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jfldkjf
É o fim de uma pesquisa que deu pano para mangas. É o fim aqui, porque ela continua. Foi engraçado, didáctico, curioso, interessante e deu trabalho.
Esperemos que dê frutos, não sei quando.
Hasta la vista, baby.