Fetiche Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva. fºçdº~fç gkfçlkg "Ah! Look at all the lonely people Ah! look at all the lonely people" Lennon/McCartney çlfdºçdf [Eleanor Rigby] 1. Nome de canção brilhante escrita por John Lennon e Paul McCartney > 2. É sobre pessoas solitárias > 3. É sobre todos nós > 4. É sobre aqueles momentos perdidos no tempo, que ninguém testemunha e que precisávamos que alguém tivesse testemunhado, sobre as nossas vidas (é a minha interpretação) > 5. A letra é muito simples, a melodia é lindíssima, a canção é absolutamente estarrecedora > 6. Gosto de a cantar
MulhollandDrive Realização: David Lynch (EUA) Ano: 2001 fkdçl dflkdslç "Betty Elms: I'm sorry. I'm just so excited to be here. I mean I just came here from Deep River, Ontario, and now I'm in this dream place. Well, you can imagine how I feel. çlfkd Recordo: ... o filme mais estranho que já vi na vida ...
... o filme mais inteligente que já vi na vida ...
... Naomi Watts absolutamente perfeita ...
... um labirinto mental absolutamente genial ...
... a mais intensa, mais inteligente e brilhante homenagem ao Cinema ...
... uma história dentro de uma história dentro de uma história dentro de uma história ...
... a mais brilhante homenagem a Hollywood e a tudo o que esse nome singifica, implica, representa, alude, induz, sugere, etc, etc, etc ...
... prosto-me a teus pés, Lynch, és o mais brilhante realizador de Cinema de todos os tempos, mental, formal e esteticamente falando ...
... porra! como eu gostava que ele me explicasse o que não explica a ninguém - o raio do enredo desta coisa brilhante - saberá ele a resposta? djkfdkl
dfjdkj Fellini reside na Fontana di Trevi. É lá que dorme, sonha, faz as suas necessidades, come e ocasionalmente se deita efervescentemente com Giulietta. Também é sabido que costuma banhar-se nas suas águas. jdlkjf
çlfdçl
À noite, quando a escuridão toca a madrugada, Fellini faz fonambulismo na borda da Fontana e depois apanha as moedas que as pessoas atiram lá para dentro durante o dia. É certo que deixa algumas, para manter as aparências.
Fellini gosta de chapinhar com as mãos e os pés, sobretudo os pés, sentado na borda da Fontana, enquanto Giulietta enfeita o cabelo com flores. kjfdklf
dkfjdkslf
Pausa. Entra a banda.
Marcello é um dos convidados regulares, bem como Anita que, obviamente ainda apenas aparece durante o dia, sozinha, muito de vez em quando.
Corte para vista aérea de Roma. Surge Fellini em grande plano, envolvido por uma fita encarnada e verde, rodopiando inconsequentemente. Ouve-se a voz de Giulietta a chamá-lo, rouca, insistente:
"Federico! Federico! Ma que cosa faci?! Federico!" fdkjf
kfjkdlf
Corte para grande plano da Fontana que estrebucha água pornograficamente.
Por baixo de uma das cascatas Fellini dança entre Anita e Marcello.
"Chamar-lhe-emos 7.", diz Fellini.
"Sette!", frisa Marcello.
"As sete maravilhas, a sétima arte, os sete mares, etcetera, etcetera, etcetera."
Sometimes we travel outside ourselves. Through landscapes and spaces that broaden our horizons and reduce us to our own insignificance.
Sometimes we travel away from our own selves and no longer reconize who we are or what the hell we're doing. These outer body experinces can be very revealing or excruciatingly damaging.
And sometimes, most of the times, we travel within, inside our own minds, trying to understand who we are, where we're going or what is it that we really want.
dkfdçlf
Life is a journey.
From point A to point B.
There is a begining and an end to every journey.
There is a path, but seldom a compass.
And maybe, Charlie, just maybe there might even be a reason.
Chegou à Praçeta de Informação. Um gigantesco painel virtual ocupava o centro da praça, rodeado de árvores de todos os tipos. Ouviam-se chilreios e Mozart dos altifalantes montados nos quatro cantos. Havia um único transeunte especado em frente do painel, do lado oposto ao seu. Seria um dos outros dois tipos que estariam de folga hoje, para além dele. O mês tinha trinta dias. A Cúpula 100 pessoas. Havia, portanto, 3,3 pessoas de folga todos os dias. Só que como de vez em quando desapareciam pessoas, a média baixava frequentemente.
dlkfdçl
Leu o painel:
çlfºçd
2200, Inverno 09.00 GMT
dçflç
Notícias em Foco:
Problemas na CAE – Colónia de Alimentação da Europa: mais uma greve de fome dos humanos que ameaça colocar em causa todo o programa espacial. As FEE – Forças Especiais de Elite – já foram enviadas para procederem à eliminação dos cabecilhas, se as negociações não resultarem.
O EE – Efeito de Estufa - atinge neste mês o valor de 305,6%. Não se esqueça do seu fato especial de protecção UV.
Um membro de um dos mais perigosos grupos dissidentes de ARLI’s foi registado e eliminado às 00.35 MT do 54º dia de Inverno do ano 190. O seu registo encontra-se no CV – Cemitério Virtual – para livre consulta.
Era sempre a mesma coisa. As notícias. Problemas nas Colónias de Alimentação. A subida do Efeito de Estufa. A detenção de mais um ARLI. Desde que se lembrava de ver notícias, que era sempre o mesmo. O conhecido do Ilac pertencia às Forças Especiais de Elite. Estaria a passar um mau bocado, certamente. Não percebia é como que dia sim dia não, surgiam novos cabecilhas tão rapidamente. Era estranho. Parecia que nasciam por geração espontânea. E que não se cansavam de levar na tromba. Pior para eles, de qualquer modo.
Só que ... o que é que o Grug lhe dissera? Que ele fizera parte de uma dessas revoltas. E que ele estava errado ao pensar que as FEE estavam do seu lado. Não estavam. Estavam contra eles, os humanos. E quanto aos ARLI’s. Nunca percebera bem o que eram. Parecia que eram uma espécie qualquer de bugs no sistema. Só que o Grug também lhe explicara que ele próprio era um ARLI agora. Artificial Life. Vida Artificial. Não percebera muito bem, mas parecia que os ARLI’s tinham sido pessoas há muito tempo atrás. E que se tinham passado para dentro dos PacMasters ou do sistema para sobreviver à Guerra.
Fetiche Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva. fºçdº~fç
gkfçlkg
"I'd rather have roses on my table than diamonds on my neck." - Emma Goldman
çlfdºçdf [Padrões de flores] 1. Em blusas > 2. Em pijamas > 3. Em meias para usar por casa > 4. Têm que ser flores pequeninas, todas muito juntinhas, com cores suaves ou que combinem > 5. Não podem ser flores pirosas, sendo que a definição de "piroso" varia muito no meu dicionário > 6. Devem ser agradáveis à vista, mas não chocantemente presentes > 7. As blusas são a preferência para o referido padrão > 8. Dêem-me uma blusa com florzinhas e sou uma mulher feliz, em qualquer lado
Laços de Ternura Terms of Endearment Realização: James L. Brooks (EUA) Ano: 1983 dkfdçl fkdlf "Garrett Breedlove: You're just going to have to trust me about this one thing. You need a lot of drinks. Aurura Greenway: To break the ice? Garrett Breedlove: To kill the bug that you have up your ass." lkfdçf Recordo: ... qualquer filme em que Jack Nicholson faça de ex-astronauta mulherengo à caça duma viúva desesperada, é filme obrigatório ...
... qualquer filme em que Shirley MacLaine seja essa viúva, é filme obrigatório ...
... uma mãe desesperada a berrar para que a ursa da enfermeira dê os analgésicos à filha porque ela está cheia de dores ...
... a cena do carro na praia, com Nicholson a conduzir com os pés, enquanto o cabelo de Shirley cuidadosamente arranjado fica completamete desfeito ...
... a voz de Nicholson, a voz de Nicholson, a voz de Nicholson ...
... uma filha que está a morrer e que é teimosa que nem uma mula ...
... uma história ternurenta, cómica, que nos faz rir e chorar em quantidades iguais ...
... Jack, Jack, Jack, I simply love you, man ... dslkfl
Smeagol, o Gato de Biblioteca - Lição nº 4 lçfkdçkf
sfçldsçlf
Smeagol gosta de coca-cola, atum, Júlio Isidro, marcadores de livros com berloques, canetas, meias, salmão cozido, Roman Polansky, chocolate, escovas e pasta de dentes, palitos de pão, frango, bacalhau, bolinhas coloridas que desaparecem misteriosamente por trás de qualquer móvel ou almofada, ratos de toda a espécie e feitio, jornais, sacos de plástico barulhentos, de estar à janela, da minhoca gorda cheia de sumaúma que serve de chouriço na sala, dos livros do Senhor dos Anéis, de cagar em paz e sossego (não gostamos todos? ...), de saltar, que lhe cocem o pescoço e o cucuruto.
dfdklfj
Ocasionalmente, Smeagol deixa que lhe molhem o pêlo quando está muito calor, anda sempre a tentar perceber o mistério da água a correr ou a gotejar nas torneiras e as bolhas de sabão e os dedos dos pés são a Teoria da Relatividade do seu mundo. De vez em quando chateia-se a sério com o raio da minhoca de sumaúma e é vê-lo em luta corpo a corpo aguerrida com o raio do bicho, que tem resistido heroicamente às suas garras afiadas. Durante uns tempos adorava escalar as cortinas do quarto, mas ultimamente não anda para aí virado. Cerca de uma vez por mês dá-lhe um vipe qualquer à noite e sai disparado pela casa, como se lhe tivessem ateado o rabo com fogo (ainda ando a tentar perceber este mistério ...)
fklfj
Smeagol detesta esparguete, arroz, que lhe façam festas quando ele não está para aí virado, que não lhe liguem puto durante muito tempo, que o interrompam enquanto come e que não o deixem entrar numa sala.
kjdks
Em suma, parece-me que nos estamos a conseguir entender. Só me falta perceber os cerca de 346 miados diferentes e a razão porque umas vezes vem a correr quando o chamo e outras não me liga absolutamente puto.
O Sol quente da Primavera romana queimava-lhe a pele e trazia-lhe grossas gotas de suor à testa, que sentia escorrerem dentro do capacete de ferro, pelo rosto, até ao pescoço. Tudo lhe pesava, apesar de já estar habituado a tudo o que trazia no corpo. O capacete, a armadura, as correias e sandálias de couro, as armas, uma em cada mão.
Deu uma volta sobre si próprio e a multidão inundou-o, entonteceu-o, sufucou-o. Tudo lhe pesava porque se sentia ali, mesmo na arena aberta sob a torreira do sol, como se encapsulado, preso numa gaiola transparente. Respirou fundo. O som da respiração era pesado, debaixo do capacete.
dfdf
ghghg
A multidão zurrava, ululava, apupava, aplaudia, gritava, cantava. Era um som ensurdecedor, assustador, opressor. Se, por um qualquer acaso do destino, uma porta do Coliseu se abrisse e ele tivesse conseguido iludir a guarda pretoriana, não escaparia certamente à torrente de multidão que se precipitaria sobre si.
~çl~l
ç~~\ç
Roma amava as lutas, o choque das armas no ar seco, o sangue ensopando a terra branca da arena de vermelho negro, o odor a medo e morte. Roma lambuzava os beiços de prazer com o sabor da morte. Os jogos eram dos poucos entetenimentos da populaça, cansada de ser explorada e sedenta de festa. E se a festa se fazia à custa de alguns poucos inocentes, que importava isso? Roma queria, exigia morte.
jhhh
kjkj
Lá ao fundo, dois cristãos andrajosos tremiam como varas verdes, amarrados a um poste de madeira, enquanto um possante tigre listado de preto e amarelo rondava o perímetro, ainda acorrentado. O animal era gigantesco. Era a primeira vez que estava frente a frente com um. Tal e qual um gato, mas dez vezes maior, o tigre caminhava de um lado para o outro, compassadamente, cheirando as presas, as patas felpudas pousando suavemente no chão, os olhos amarelos vivos, que não deixavam escapar nada. Parou e mirou-o, lá do fundo. Depois continuou a rondar os pobres cristãos.
lkç
~lç~lç
Os dois homens frágeis olharam-no como se ele fosse o Messias. À medida que se aproximava percebeu que murmuravam algo, uma ladainha trémula, fervorosa. Oravam, porventura, ao seu Deus, fosse ele quem fosse, por uma salvação miraculosa.
Mas a única pessoa ali que os poderia salvar, seria ele próprio e ele não sabia se toda a força dos seus músculos treinados, nem toda a perícia aprendida em anos de lutas, seriam suficientes para derrubar uma besta de 300 quilos, ágil como um relâmpago e astuto como nenhum outro.
llç~lç~
ç~lç~
Lá em cima, na tribuna real, o imperador envolto em vestes brancas e douradas e rodeado por uma nuvem rosa de concubinas vaporosas, levantou-se. Dirigiu-se lentamente até debaixo da tribuna e proferiu as palavras que todos os gladiadores devem dizer:
"Ave Caesar. Morituri te salutamos!" (Avé César. Nós, que vamos morrer, te saudamos.)
Apertou a lança e o escudo nas mãos e virou-se para enfrentar o felino. Um deles não sairia vivo dali.
Quanto aos cristãos, mesmo que conseguisse matar o tigre, a sua sorte dependeria do humor do Imperador nesse dia. Deus, fosse ele quem fosse, fechara os olhos.
DVD 23 - Dedicatórias Verdadeiramente Dedicadas dfçldskf A todas as pessoas que não acreditam no casamento como fim último para uma relação forte e duradoura a dois. It's so outdated ... Além do mais, "casamentos íntimos" têm muito mais piada e provavelmente são muito mais autênticos. dkjfdkl
Aquelas coisas todas eram muito estranhas. E tinham começado a dar-lhe um poucoa volta à cabeça. Já não olhava para a sua vida com os mesmos olhos. Questionava tudo. E começara também ele a ter comportamentos diferentes do habitual. Por exemplo, ficar na ronça. Nunca fizera aquilo. Mas ultimamente, como entretanto já não tinha uma Mãe-Inspectora todo o dia a observá-lo, apetecera-lhe ficar na ronça várias vezes. E de mais a mais, não estava a fazer nada de mal. Era o seu dia de folga do Centro de Investigação BioEspacial. Podia fazer o que lhe apetecesse. Podia inclusivamente ficar na cama o dia todo, se lhe apetecesse. Claro que seria estranho e o Ilac, assim que voltasse, iria bater-lhe imediatamente no vidro para inquirir o que se passava. Mas o máximo que podia acontecer era uma Mãe-Observadora vir bater-lhe à porta para verificar se os seus impulsos vitais estavam nos níveis normais. E depois? E depois, se não estivessem, provavelmente seria recambiado para o Centro de Observação Central para exames psico-biológicos durante uma semana. E depois? E depois, se mesmo assim houvesse algum valor incorrecto, seria desalojado e enviado directamente para a Colónia de Alimentação e Combustível da Europa. E depois? Depois ... não fazia a mínima ideia. De acordo com Ilac, ninuém saía vivo das Colónias de Alimentação e Combustível. Ponto final.
gflgk
Levantou-se. Mas ele não queria ficar na ronça. Tinha coisas para fazer. Enfiou o fato metalizado de protecção UV e nem sequer se lembrou de passar primeiro pelo Chuveiro Plasmático. Um dia sem se desinfectar também não trazia mal ao mundo. De mais a mais, não era por se desinfectar todos os dias que o céu deixara de ter aquela cor de caca castanho-amarelada. Olhou para a mesa junto à parede de entrada. Ainda tinha três rações de primeira refeição. Três pílulas coloridas. Uma amarela, com sabor a tutti-frutti. Uma verde, com sabor a mentol. E uma rosa, com sabor a morango. Decidiu-se pela rosa. Engoliu-a sem pensar e saiu de casa.
Caminhou pelo túnel devagar. Os seus passos ressoavam, fazendo eco. Não se via quase ninguém. Naquela Cúpula viviam 100 humanos. As cúpulas maiores encontravam-se na América e na Ásia onde havia até 500 ou 600 habitantes nalgumas delas. De resto, funcionava tudo da mesma forma. Umas 20 cúpulas por Continente. Cada Cúpula com a sua Central, onde se concentravam todos os serviços e onde toda a gente trabalhava. Cada Continente tinha um Centro Regulador onde reportavam todas as Centrais das Cúpulas. O resto das cúpulas era constituído por infindáveis túneis transparentes que se ligavam à Central e a praçetas temáticas. Tanto quanto sabia, era assim em todo o lado.
Dirigiu-se à Praçeta de Informação para saber as Notícias em Foco, antes de fazer qualquer coisa. Claro que podia ter-se informado a partir do seu PacMaster, mas não queria receber nenhuma mensagem do Grug antes de ter reflectido sobre tudo aquilo. Ele pusera-o em contacto com um tal de Lovitz que morava na rua paralela à sua e este por sua vez já tinha estabelecido contacto com uma tal de Rebeca que vivia na sua própria rua, mas cinco casas à esquerda da sua. E agora andava a tentar convencê-lo a encontrar-se pessoalmente com os outros dois. Nem o quisera ler! Era absolutamente interdito confraternizar com alguém que não fosse seu vizinho directo. Só o facto de estarem a contactar através dos PacMasters já era completamente insano, quanto mais pessoalmente. Todas as tardes, quando ligava o seu PacMaster, esperava a explosão. Há semanas que vivia aterrorizado. Não queria explodir. Era uma irresponsabilidade. Mas ao mesmo tempo ... era ... era ... como dizer? como explicar? ... era excitante? ... era um pouco como a cara do Lamba quando lhe mostrava o pénis através do vidro. Causava-lhe espasmos no peito. Que eram agradáveis, até.
Fetiche Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva. fºçdº~fç
gkfçlkg
"Don't question why she needs to be so free
She'll tell you it's the only way to be
She just can't be chained
To a life where nothing's gained
And nothing's lost
At such a cost"
Keith Richards çlfdºçdf [Ruby Tuesday] 1. Nome de canção dos Rolling Stones > 2. Escrita por Keith Richards > 3. De acordo com a Wikipedia, Mick Jagger adora cantá-la > 4. E eu adoro ouvi-la > 5. O nome "Ruby Tuesday" ajuda, é bonito > 6. Nunca fui grande fã dos Stones, mas se calhar até sou, porque gosto de bastantes músicas deles > 7. Esta é um verdadeiro fetiche > 8. Na minha modesta opinião, das canções mais bonitas que já foram escritas (letra e melodia)
"Hattori Hanzo: I am finished doing what I swore an oath to God 28 years ago to never do again. I've created, "something that kills people". And in that purpose, I was a success. I've done this because, philosophically, I am sympathetic to your aim. I can tell you with no ego, this is my finest sword. If on your journey, you should encounter God, God will be cut."
kfdçlf
"Bill: There are consequences to breaking a heart of a killer."
lfkçdl
Recordo:
... Uma Thurman perfeita no papel de "A Noiva" ...
... Lucy Liu perfeita no papel de O-Ren Ishii ...
... Daryll Hannah perfeita no papel de Elle Driver ...
... sangue por todos os lados, mas nunca de mau gosto ...
... diálogos do caraças, música divinal, um enredo que entra directamente para a mitologia do cinema de todos os tempos ...
... aquela frase dita pela Lucy Liu, que começa num suave murmurar feminino e acaba num berro de fêmea brutal: "As your leader, I encourage you, from time to time and always in a respectful manner, to question my logic. And I promiss you, right here and now, no subject will ever be taboo ... except, of course, the subject that was just under discussion. The price you pay for bringing up either my Chinese or American heritage as a negative is - I collect your fucking head. Just like this fucker here. Now, if any of you sons of bitches got anything else to say, now's the fucking time! (Pausa) I didn't think so."
... o bailado lindíssimo da luta entre Uma e Lucy na neve, com banda sonora ao estilo toureiro ...
... a "luta das loiras", como lhe chamou o próprio Tarantino, entre Uma e Daryll ...
... os diálogos filosóficos do segundo capítulo ...
... resumindo, todas as cenas dos dois filmes (apesar de que o primeiro capítulo continua a ser o meu preferido) ...
... o par de filmes mais cool da história do cinema ...
Telling her, a long time ago, that one day she would find someone who would be like this - and she made the gesture of two hands interlacing fingers tight.
And back to him. When she met him, she didn't know this. But had she known, she would not have related both events. One needs time to figure things out. Sometimes years.
Now she knows her words were the exact truth.
She also knows she already wrote about her grandparent's love story whithout noticing she did. In the book she wrote when she was 21, there was Baltasar, an excentric swiss boy raised by english witches, and Isadora, the volcanic spanish gipsy who stole Baltasar's heart for ever.
She smiles with the recolection. And she smiles with the fact that for years she never noticed the obvious resemblance between her own grandfather Maurice, the shy english raised in Barbados who enjoyed building little intricate devices with his hands, and Baltasar, the mad scientist who experimented on everything, from plants to his own children. Or the resemblance between the fierce Isadora who danced and sang and cooked like a lioness, and her own grandmother, the outspoken chilean who never left anything unsaid or undone.
She smiles when her mother tells her she looks more and more like her grandmother.
Abuelita liked her smokes right up until the very end.
She smoked a cigarette near the little flower spot where Abuelita rests for eternity.
And then peace, at last. For she knows Carolina knew she was there.
A mim, porque mereço. Acabei de ganhar uma viagem aos Açores pela melhor declaração de amor à Natureza, num passatempo da National Geographic.
kfçdlkf
Ei-la:
Porque de ti brotei e a ti regressarei, fazes parte de mim.
Sou pó de estrelas, pólen de flores, água viva fluindo pelo teu mundo.
Vôo pela imaginação na ponta das asas de albatrozes, corro pela vida no dorso de alazões selvagens, suspiro de amor dentro de corolas floridas, choro lágrimas do teu mar salgado, respiro o vento e desfaço-me em tempestades fantásticas.
Sou montes e vales esculpidos em carne e sangue que pulsa a cada segundo, sempre em frémito quando te contemplo em todas as tuas manifestações, ó Mãe bela, poderosa, doce e eterna.
klfdkj Escrever como quem sente Escrever como quem mente Escrever como quem diz Escrever, foi o que fiz fkdl Escrever como dor Escrever como pranto Escrever como amor Escrever como canto dçlfkls Escrever em desespero Escrever como respiro Escrever com alegria Escrever todo o dia jfsk Escrever lentamente Escrever com desvelo Escrever docemente Escrever como um novelo amkljf Escrever o que vejo Escrever o que desejo Escrever com punhais Escrever até não poder mais jgkfds Escrever rios de tinta Escrever vales de carvão Escrever como quem pinta Escrever com o coração fklj Escrever todas as estações Escrever todas as emoções Escrever todos os momentos Escrever todos os sentimentos fçlgk Escrever à beira do precipício Escrever no espaço Escrever em suplício Escrever até o que é baço dçlfk Escrever o vazio Escrever num corropio Escrever até morrer Escrever para viver dkjf Só assim me conheço Só assim me concebo A escrever o que posso A escrever como um placebo çdfdsfkl Escrever é para mim Uma espada de marfim Bela, doce, perigosa, ruim Escrever será o meu fim dsçfkj Quando me for desta vida Quero ao menos ter sido lida Quero ter sido compreendida E talvez até reflectida fkjdçlf A escrever ir-me-ei Foi sempre assim que desejei O lápis dos dedos largarei E o último suspiro libertarei çdsfj E se existir um depois Lá, a escrever, estarei, pois.
Macro Ovo Estrelado kfjdlk Mas ele não percebera a indirecta, nem quisera alongar muito a conversa, porque a sua casa passara a ser vigiada noite e dia por uma Mãe-Inspectora que zumbia ininterruptamente do lado de fora da cúpula envidraçada. Descobriu a caixa por acaso, porque andou a vasculhar a casa toda à procura de qualquer coisa que o Grug pudesse ter deixado. Gostava de Grug. Fora o seu companheiro desde sempre. Davam-se bem. Grug não era como certos companheiros que fazem a vida negra a uma pessoa. Mantinha-se na dele, a maior parte do tempo. Lamba, o companheiro de Ilac era um inferno ambulante, segundo o que Ilac dizia e segundo o que ele próprio via através da parede de vidro que ligava as duas casas. Aparentemente, passava a vida a perseguir Ilac com insinuações indecentes. Aparecia-lhe nu por todo o lado e já lhe tinha até mostrado a si próprio o pénis umas quantas vezes do outro lado do vidro. O vidro era à prova de som, por isso a única coisa que Bor conseguia perceber era que Lamba era doido, mas de acordo com o que Ilac lhe dizia parecia ser outra coisa distinta. “Porque é que não te queixas à Mãe-Inspectora do sector?” “Já me queixei dezenas de vezes. A resposta é sempre a mesma. Continue, por favor. Continue, por favor ... Continue uma merda. Queria ver se ela tivesse que dormir com aquele tarado todos os dias. Espeta-me com o coiso dele debaixo dos sovacos e diz que me ama.” Piscara os olhos. Desde o desaparecimento de Grug que tudo lhe começara a parecer periclitantemente estranho. Como se estivesse prestes a desabar. Depois descobrira a caixa por acaso. Só que a caixa não o ajudara muito. Pelo contrário. As coisas da caixa explicavam-lhe como era a vida muito tempo antes do seu tempo. Mas não lhe explicavam como é que aquilo se fora transformando nisto. Era quase como se estivessem a descrever universos distintos. E, finalmente, para piorar as coisas, há dois meses atrás começara a receber umas mensagens estranhas no seu PacMaster. Aparentemente eram do próprio Grug, que afinal estivera mesmo na Colónia de Alimentação da Europa, só que conseguira escapar e agora vivia dentro do seu computador. Não era bem dentro do seu computador, porque aparentemente podia circular por todo o mundo, mas de qualquer modo e pelo que conseguira perceber, estava dentro do circuito ou Sistema, como Grug lhe chamava. Aos poucos, Grug fora-lhe conseguindo explicar uma série de coisas muito, muito estranhas. E agora, ali de pé, à espera que a porcaria do último ovo da ração de seis a que tinha direito por mês, ficasse totalmente colado ao raio da frigideira, decidiu que tinha de fazer alguma coisa porque estava farto de comer ovos pegados, quando agora sabia que um dia tinha havido um mundo em que não havia rações e em que os ovos eram manjares deliciosos porque eram postos por galinhas sãs, criadas por agricultores em quintas ao ar livre, debaixo de céus azuis a perder de vista. kfddkfld Naquela manhã tinha folga. Acordou um pouco mais tarde do que o habitual e ficou na ronça, ouvindo o zumbido das Mães lá fora, pela janela aberta. Olhou o pequeno cubículo transparente. Pelo canto do olhos reparou que Ilac já saíra de casa. Provavelmente tinha ido tratar de algum assunto pessoalmente à Central da Cúpula onde estavam os grandes computadores ordenadores. Ilac era um dos responsáveis pelo Plano de Vida Intraestelar. Trabalhava a partir de casa, como quase toda a gente, mas de vez em quando era preciso introduzir cálculos directamente nos Ordenadores. Felizmente a sua casa fazia esquina e portanto não tinha vizinhos do lado direito. Mas depois lembrou-se que sempre fora assim e que nunca se preocupara muito com isso. Toda a gente vivia em aquários. As Mães tinham de controlar tudo o que se passava no interior dos apartamentos. Claro que o faziam através de sensores e portanto não havia necessidade de existirem paredes transparentes. Mas de acordo com o que Grug lhe dissera, as Máquinas ... as Mães ... Grug referia-se às Mães como Máquinas ... as Mães haviam decidido no princípio da Nova Era que deveriam aproveitar as características do ser humano contra ele próprio e portanto tinham decidido que toda a gente viveria em casas transparentes para que o risco de transgressão diminuisse consideravelmente. Segundo Grug, o ser humano era bisbilhoteiro e delator por natureza, uma vez que pensava em si próprio primeiro e só depois nos outros.
"Jody: ...and as they both sink beneath the waves, the frog cries out, 'Why did you sting me, Mr. Scorpion? For now we both will drown!' Scorpion replies, 'I can't help it. It's in my nature!' "
çlkfdçlf
Recordo:
... o único filme que vi 3 vezes no Cinema ...
... na altura andava em pesquisa sobre o IRA e devorava tudo - este filme foi um presente dos deuses ...
... aquela frase lindíssima, retirada da Bíblia, e que Stephen Rea imprimiu de uma tristeza profunda e comovente - "When I was a child, I spoke like a child, I thought like a child, I reasoned like a child; when I became a man, I gave up childish ways."
... três actores em estado de graça - Miranda Richardson, Stephen Rea e Forest Whitaker ...
... uma história sobre pessoas, que nos recorda a todo o momento que, por trás de fardas, soldados, guerrilheiros, ideologias, políticas, terroristas, exércitos, rótulos, sexos, nacionalidades ou raças, há sempre simplesmente ... pessoas ...
... um twist absolutamente genial, que começou a moda dos enredos com segredos guardados a sete chaves ...
... Neil Jordan conseguiu imprimir um fio condutor de uma doçura e humanidade estarrecedoras, numa história sobre um dos grupos terroristas mais implacáveis do mundo ...
... e quem pode esquecer a terna e rouca voz de Boy George a cantar a canção que serve de título ao filme? ...
Fetiche Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva. fºçdº~fç
"Believe me! The secret to reaping the greatest fruitfulness and the greatest enjoyment from life is to live dangerously!" - Friedrich Nietzsche
dfjldkjf çlfdºçdf [Frutarias] 1. Nome de promessas doces, deliciosas, frescas, sumarentas e coloridas > 2. Será da mistura de aromas naturais? Talvez ... > 3. Será das cores? Talvez ... > 4. Será da promessa de sabores? Talvez ... > 5. Sempre tive mais olhos que barriga, mas uma frutaria enche-me as medidas gulosas dos olhos sem provocar indigestão no estômago > 6. Haverá visão mais saudável? > 7. Para além disso, gosto da arquitectura da frutaria - caixas de madeira cheias de presentes, inclinadas num ângulo de alguns graus e cachos de frutos pendurados por todo o lado - há algo de muito romântico, campestre, e tradicional nisto, que me atrai
Poder passear pela Praça de S. Pedro completamente sozinha, ou de madrugada ou ao entardecer, quando o mundo ainda está quieto ou se prepara para se aquietar.
DKFÇLDKF
FKDÇLK
Como se por um instante o mundo se tivesse esquecido da Igreja e dos seus apóstolos e dos seus mandamentos e apenas os pombos soubessem, por hábito, encontrar o caminho até ao esboço grandioso de Michelangelo.
KFÇLD
DLKFÇL
Devagar, percorreria os corredores de colunas e sentar-me-ia nos seus degraus, estudando minuciosamente cada uma das esculturas que a povoam, silenciosas, seculares, secretas.
kvcçlf
kbfdçlnb
Só o borbulhar das fontes e o frissom das penas esvoaçantes serviria de banda sonora aos meus passos no empedrado.
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Calmamente procuraria a linha branca traçada ao longo da entrada da praça, que delimita o Vaticano do resto da Itália e faria fonambulismo imaginário em cima dela.
E depois, como uma sombra crepuscular, exactamente naquela hora em que os meus olhos míopes vêem menos, a hora que eu mais aprecio porque tudo parece coberto por uma ténue neblina imaginária, o Santo Padre surgiria envolto em vestes carmim do outro lado da praça, aparecendo e desaparecendo por trás das colunas, a brincar às escondidas.
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E eu concluiria que as multidões retiram toda a grandiosidade à Praça de Pedro. Que a diminuem e que toda a gente deveria ter direito a um momento assim, sozinho, com os pássaros, "Deus" e o silêncio.
Dúvidas Existenciais # 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17 e 18 dfkçldkf ldkfçldkf Já não há pachorra para este gajo e o seu marketing da tanga, ou sou só eu? kfdçlf E já que estamos a falar de políticos, esta gaja não parece que está sempre naquela altura do mês? lkfçl E por falar naquela altura do mês, eu fico sempre pior que estragada quando vejo gajos vestidinhos de fato e gravata e depois ... com mochilinha às costas. Ridiculous! ldfkdlçf E já que estamos a falar de gajos vestidinhos de fato e gravata, porque é que não fazem séries sobre pedreiros ou mesmo guardas nocturnos? É que já não há pachorra para médicos e advogados, ... da-se! lfkdçlsf E já que estamos a falar de séries, mas alguém tem horas da semana para ver tanta série junta? lkflsdçf E já que estamos no assunto da televisão, mas alguém ainda tem pachorra para esta gaja? kfjldksf E já que estamos perto de Hollywood, é impossível não gostar do Mário Augusto, não é? dfkdsfjl E agora sem ter nada a ver com nada, mas estes gajos já não sabem o que hão-de inventar? Mas que aberrações são estas agora de mistelas de sabores de sumos e iogurtes que não lembram ao diabo?