terça-feira, 12 de outubro de 2010

Fetiche #37

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
fºçdº~fç
"Only in the mysterious equations of love can any real logic be found" - John Nash em A Beautiful Mind
çlfdºçdf
dlsakld
[Histórias de Amor Estúpidas e Pirosas]
1. Expressão de sina de vida, a minha > 2. Desde os bancos de escola, desde que me apaixonei perdidamente pelo Heitor e depois sonhei que ele tinha casado com a Margarida gorda numa cerimónia em cima duma baleia (!!!) dentro duma piscina (!!!) > 3. O Heitor nunca olhou nem para mim nem para a Margarida, mas desde então é isto que se vê > 4. Não sou esquisita, podem variar desde o mais absurdo kitch cor-de-rosa, até à mais cool estranheza indy > 5. Só têm que ter um denominador comum - ele tem que estar completa, irremediável e perdidamente apaixonado, cego e doido de amor por ela e vice-versa, claro > 5. E eu, que já deixei de acreditar no amor há tanto tempo ... > 6. Também têm que ser difíceis, senão perdem a piada, do género boy meets girl, huge problems come between boy and girl, boy gets girl in the end uffaaa!!! > 7. Não devem acabar em casamento, a piroseira não chega a tanto, devem antes partir na estrada para destino incerto, sem aliança nos dedos, apenas no coração > 8. Se tiverem o Russel Crowe como protagonista são, como dizer? o Santo Graal ... > 9. Em livro, em filme, em série de TV, em teatro, em anúncio de publicidade, em canção, em qualquer coisa, I don't care, desde que sejam de amor > 10. Trágicas, cómicas, comico-românticas, absurdas, surrealistas, realistas, hiper-realistas, musicais, eu sei lá, anything goes

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

OS FILMES DE ANDRÓMEDA

Quem Tem Medo de Virginia Woolf?
Who's Afraid of Virginia Woolf?
Realização: Mike Nichols (EUA)
Ano: 1966
lkfgdçs
dlçkfd
"Martha: You make me puke.
George: That wasn't a very nice thing to say, Martha"
fglgklçdf
Recordo:
... uma batalha brutalmente magnífica entre Elizabeth Taylor e Richard Burton ...
... o melhor papel da vida de Elizabeth Taylor que, apoiada pelo então marido e monstro Burton, se atira de cabeça no papel mais arriscado da sua carreira ...
... uma única noite, diálogos soberbos, actores em estado de graça ...
... Burton é para além de genial ...
kdsçl

domingo, 10 de outubro de 2010

Macro Secrets 53

dfjkldsf
I am an artist - excessive, dramatic, spoiled, obssessed, impossible, alien.
So what?

sábado, 9 de outubro de 2010

MORMORIOS DI ROMA X

Piu
hfghfg
Mais Forte
dflkdçf


lfffdf
Mais Longe
fdkdçl


dfdkjlf

Mais Ágil
dfkdçlf


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Mais Rápido
kdsçlf

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Mais Alto
dfkdsçlf

fkdsçlf
Mais Presente
dçfkdçlsf

fjdsklfj
Mais Preserverante
çldfksçlf
dlç~lsd
Mais
kdsçlf

fkdçlkf

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 111

Com Tranquillidade
lçkdsçl
dlfksdçl
Em Resumo:
lkdfçs
* Eu aquilo que digo primeiro congratulo-me por ser o seleccionador
* Somos nós agora a dar, não somos nós a pedir
* É aquilo que nós nos devemos agarrar
* A missão é difícil, isso tá claro
* Sou uma pessoa muito realista, muito pragmática
* Quando se tem essa ideia na cabeça e quando se expressa essa ideia (...) é extremamente complicado mudar o chip desta situação
* Portugal hoje em dia, a selecção nacional, não depende dela para ser primeiro, Portugal hoje em dia não depende dela para ser primeiro, mas pode ser primeiro e queremos ser primeiros, e para isso precisamos também primeiro de fazer o nosso trabalho
* Tudo aquilo que acontecer daqui pá frente de negativo a responsabilidade é do seleccionador nacional
* Eu não quero nem pretendo que se apoie ou se critique as minhas escolhas, quero é que se apoie quem eu escolher
klçkfç
P.S. Acho que vou fazer a minha tese de Mestrado de Linguística com base em ti, Paulinho ...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MAGIC MOMENTS 121

DVD 28 - Dedicatórias Verdadeiramente Dedicadas
lçfkdlsç
A todos os animais.
kldlçf

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Where The Streets Have No Name

Bor IX
lçfkdlçf

Macro Gotas de Água
fkljdklsf
Pensou novamente no que o Grug lhe dissera. Sobre a tal coisa do sexo. Logo a seguir Grug mostrara-lhe uma Enciclopédia Virtual, onde se explicavam várias coisas acerca do sexo. Tinha até imagens. E realmente era estranho.
Olhou para o Chuveiro Orgásmico. Era o único local em toda a Cúpula onde não havia câmaras nem Mães-Observadoras para o incomodar. Nunca utilizara aquilo. Ilac fartava-se de elogiar as grandes sessões de pirilau que tinha ali dentro, porque era o único sítio onde podia fazer aquilo em paz, sem que Lamba o interrompesse com os seus acessos de insanidade. Ele não. Preferia faze-lo na semi-privacidade da sua cama, debaixo do cobertor de espuma sintética, mesmo sabendo que as câmaras de infra-vermelhos captavam tudo. Sentia-se melhor assim. Mas aquelas imagens … tinha que fazer um exame à coisa. E esse exame só seria possível no interior do Chuveiro Orgásmico. O único problema seria o de ter que se controlar enquanto procedia ao exame. Logo se veria. E também não podia ficar muito tempo porque senão seria estranho.
Decidiu-se quando avistou outra Mãe-Observadora ao fundo do túnel a norte, zumbindo pelo ar no seu vôo ondulado e persistente. Caminhou até ao Chuveiro um pouco mais depressa e entrou rapidamente, antes que ela chegasse à entrada da Praçeta. O Chuveiro era accionado automaticamente, assim que detectava uma presença física através dos sensores. Desapertou o zip do fato UV e deixou-o escorregar até aos tornozelos. O interior da cabina era estranhamente confortável, apesar da exiguidade do espaço. Talvez fosse da temperatura, que registava exactamente 37ºC, a temperatura do corpo humano. Talvez fosse do cheiro suave libertado pelos emissores de odor. Talvez fosse da respiração lenta e gradual que se ouvia ao mesmo tempo que a sua própria respiração, através dos auriculares espetados dos dois lados da cabine. Olhou para o seu pénis. Estava completamente espetado para cima, descrevendo um arco com a base da barriga. Pensou nas imagens que vira. Da vagina da mulher. E do pénis do homem a entrar na vagina. E de como aquele arco se ajustava perfeitamente à curva da vagina. Como encaixava, como se fossem duas peças destinadas uma à outra. Depois não teve tempo para pensar em mais nada. O orgasmo veio, fazendo o pénis estrebuchar, tão intenso que o fez soltar um gemido prolongado de prazer. Reparou após alguns segundos que o gemido era replicado pelos auriculares, o que o fez gemer mais um pouco. Suspirou fundo e vestiu-se novamente. Saiu da cabine. A Mãe-Observadora zumbia mesmo à sua frente.
“Código, por favor.”
Recuperou o fôlego e sentiu aquecerem-se-lhe as faces subitamente. Acanhado, estendeu a mão para o braço mecânico. Felizmente que ali dentro não era preciso ajuda manual, ou então não saberia o que teria feito.
“Destino, por favor.”
Piscou os olhos. Casa. Bastava de emoções, por hoje.
“08210040”
“Continue, por favor.”, blink … bzz … cripl …

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fetiche #36

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
fºçdº~fç gkfçlkg
"Lying in bed would be an altogether perfect and supreme experience if only one had a colored pencil long enough to draw on the ceiling" - G. K. Chesterton
çlfdºçdf
kdllsçk
[Tectos trabalhados]
1. Espaços de surpresas harmoniosas > 2. Tenho um sonho, poder ter um tecto trabalhado em casa, ou vários, ou todos > 3. Possa eu pintar alguns > 4. Com volutas, flores, figuras, geometrias > 5. Com relevos ou com cores > 6. Com clarabóias, também pode ser > 7. Há qualquer coisa de delicioso em olhar para cima e descobrir que a beleza não parou na fronteira do ângulo onde termina a parede > 8. Os dos museus do Vaticano, os de Florença e os do Vale dos Reis no Egipto vêm-me à memória imediatamente > 9. O mais belo de todos, já o contemplei duas vezes (sou uma sortuda) é o da Capela Sistina, maravilha exuberante da ambição genial do maior génio artístico de todos os tempos - Michelangelo

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

OS FILMES DE ANDRÓMEDA

Padrinho (O) - Parte I, II e III
The Godfather
Realização: Francis Ford Coppola (EUA)
Ano: 1972, 1974, 1990
fldlf

d~fkds
"Don Vito Corleone: I'll make him an offer he can't refuse."
çfdlçf
Recordo:
... uma das maiores interpretações de Brando ...
... uma saga trágica, complexa, histórica, política, familiar, humana, de importância obrigatória na vida de qualquer cinéfilo que se preze ...
... um "clube" de actores espantosos ...
... aquele gato naquelas mãos perigosas ...
... Brando, Brando, Brando, tanto, que até nos 2 filmes em que não entra a sua presença se continua a sentir (será talvez a utupia máxima de um actor e ele foi o único a consegui-lo) ...
... a cena do beijo entre Al Pacino e John Cazale, quando Michael se despede do irmão que mandou matar ...
... aquela música que serpenteia pelos recônditos mais cinzentos da alma humana ...
... James Caan, magnífico, como Sonny, o filho irado cujo sangue ferve por muito pouco ...
... a cena em que Sonny dá um arraial de pancada no cunhado, por este ter batido na sua mulher, irmã de Sonny ...
... a cena da morte de Sonny, reminiscente de Bonny&Clyde e de todos os filmes de gangsters da época dourada de Hollywood ...
... a cena da morte de Vito Corleone, a que eu considero a melhor coisa que já vi um actor fazer em Cinema ...
... Robert De Niro, como jovem Vito, tão convincente, tão concentrado ...
... Al Pacino, crescendo ao longo dos anos, transformando-se perante os nossos olhos horrorizados, de anjo em demónio condenado ...
... Rober Duvall, magnífico, como o discreto e eficiente advogado da família; o seu papel é tão discreto que poderia passar completamente despercebido, mas não passa ...
... Andy Garcia, como a súmula dos três irmãos de quem descende - o honesto Michael, o destemido Sonny, o terno Fredo ...
... as cores, os negros, encarnados e ocres, que dominam a história ...
... a voz de Brando e as famosas favas ou guardanapos (depende da versão) que enfiou nas bochechas para se transformar em Vito Corleone ...
fçdlsf

domingo, 3 de outubro de 2010

Macro Secrets 52

dfjkkldsf
I rather make bad choices, than no choices at all

sábado, 2 de outubro de 2010

MORMORIOS DI ROMA IX

A Festa das Fontes
fkdçlfk

fkdçlf
Danúbio suspirou. O Prata atrasava-se sempre. Era uma maçada.
sdld
dlçºd
Olhou para o Ganges que consultava o relógio, enquanto o Nilo saltitava de um pé para o outro. Era sempre a mesma coisa.
O Sol já se estava a pôr e nem sinal do Prata. Os cavalos de Neptuno resfolegavam impacientes,
lkdlçs
dfksçl
os tritões sopravam de tédio,
klsdlçsd
dksçl
o golfinho mostrava o nariz de 5 em 5 segundos à superfície da água
skdçlas
sdçlºd
e até as Nereides, sempre a retocarem-se até ao último minuto, já estavam prontas, os seios entumescidos de expectativa.
çsdlad
dçsº~d
Mas do Prata nada.
O polvo pegou em dois megafones e começou a berrar:
"A festa vai começar! A festa vai começar!"
A sua voz de caramelo ouvia-se por toda a praça e arredores, provavelmente até à zona do Panteão.
E nisto o Prata apareceu a correr, no seu passo poderoso mas preguiçoso, desaguando calmamente na Praça, como se tivesse todo o tempo do mundo.
sfdlçsfkf
dfdskçlf
O Danúbio bufou e olhou para o Prata de lado, enquanto resmungava entredentes "Gringo duma figa ..."
O Prata espraiou-se languidamente, enquanto sorria para as Nereides e piscava o olho ao polvo, que continuava a gritar:
ksdçlf

çldslkfdsç
"A festa vai começar!"
Neptuno deu o mote, empuleirando-se num tritão e lançando-se com toda a força para cima do polvo.
fldsçflf
dçfkdkçlf
Este, que apesar de sofrer o ataque todos os dias há 400 anos, nunca se habituara a ser maltratado, surpreendeu-se pela bilionésima vez e procurou contrariar o abraço constritor do senhor dos mares sabendo que, como criatura subalterna que era, mesmo que poderosa e versátil, nunca venceria a contenda.
sdksçl

skdsçl
O carrossel começou a girar. Depois disso, só as estrelas sabem o que se passou.
sldksçld
dlsd
A festa das fontes acontece todas as noites, ao crepúsculo, quando os olhos das pessoas ainda não se habituaram à noite e as luzes ainda não se acenderam. Durante cerca de 30 segundos ninguém sabe que prazeres acontecem na Piazza Navona.
Depois tudo congela de novo, até ao dia seguinte.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 110

James Dean, As Far As I'm Concerned, You're Wrong
kflçkg
gjklf
There's a big difference, Charlie, between having something bad and suspecting you might have something bad and knowing you might be at risk of developing something bad.
I don't know which is worse - knowing or suspecting. Because when you know, you know exactly what you're up against and you can prepare yourself, either to quit or to fight back.
When you suspect, you don't know what to prepare for. The doubt and uncertainty can be absolutely nerve recking and devastating.
I know this, because I've been through this recently. Until I knew for sure what I had, I went mad. Then, when I knew what I had, I cried an ocean of tears. But I rather cry an ocean of tears than going mad, believe me.
gfjkfkl
What happens, then, when the third option is available? You know you might be at risk of having something bad.
Well, that depends a lot on wether you already went through the experience of having something bad or not.
If you didn't, then the third option will drive you mad, because you have no idea what's coming and you're scared shitless. You deny it. You hope you wont be at risk. You pray. You bury your head in the sand and expect the risk to pass you by like Valentino Rossi, without even noticing you. You don't do anything. You rely on luck.
If you did, like me, then everything changes. You know what you're up against and you want it out of your system as soon as possible. Even if it means becoming a crippled monster.
Because, Charlie, our perspective of monstrosity changes with the proximity of any final ending.
And I rather be a living crippled monster than a beautiful corpse.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

GEOLÂNDIA 52

BIFES
LDSÇ~LD

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

GEOLÂNDIA 51

OURO SOBRE AZUL - EPÍLOGO
SFD~G

terça-feira, 28 de setembro de 2010

GEOLÂNDIA 50

OURO SOBRE AZUL - PREFÁCIO
SDKALSÇ

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

GEOLÂNDIA 49

CASACO
LÇDKLÇS

domingo, 26 de setembro de 2010

GEOLÂNDIA 48

AMBIGUIDADE
LFKLÇDS

sábado, 25 de setembro de 2010

GEOLÂNDIA 47

FRIO
LFÇ~DS

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

GEOLÂNDIA 46

Botão
lçdfklçd

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

GEOLÂNDIA 45

Estrelas
flkdçfl

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Férias

kçldf
A partir de amanhã este blog vai de férias para a Turquia.
O blog é como quem diz, a sua autora.
Voltem a ficar na boa companhia da Geolândia.
Até Outubro.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

MAGIC MOMENTS 120

DVD 27 - Dedicatórias Verdadeiramente Dedicadas
fkllçdf
Aos artistas de palco, todos.
Estar em cima dum palco, para além de ser muito mais difícil do que parece, é uma dádiva de alma ao público, inestimável.
çdlkfçl

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Where The Streets Have No Name

Bor VIII
lfkkldf
Macro Folha
dfjdlskf
Saiu da Praçeta de Aprendizagem por outro túnel descendente e seguiu até à Praçeta Lúdica. Quantas Praçetas mais havia? Quase tudo fora pensado, senão mesmo tudo, claro.
Havia mais quatro Praçetas relativas aos outros sentidos, para além da dos Cheiros – Cores, Sons, Sabores e Sensações.
Depois havia 5 Praçetas físicas – Ginástica, Atletismo, Jogos de Bola, Dança e Jogos de Aparelhos.
Mais 3 Praçetas culturais – Literatura, Artes Visuais e Música.
Dez Praçetas Tecnológicas – Multimédia, Realidade Virtual, Jogos PacMaster, Mecânica, Indústria, Transportes, Redes, Investigação, Comunicação Interestelar e História.
E finalmente 7 Praçetas Científicas – Espaço, Biologia, Recursos Naturais, Zoologia, Física, Química e Quântica.
Depois da Praçeta Lúdica estava interessado na Praçeta da Rede. Mas provavelmente deixaria essa para a próxima folga, para não levanter suspeitas.
Quando chegou à Praçeta Lúdica tinha outra Mãe-Observadora a recebê-lo com as suas luzinhas e os seus zumbidos. Desta vez, à pergunta “motivo” limitou-se a responder:
“Aproveitar folga.”
A máquina … a Mãe zumbiu e piscou e mandou-o seguir, polidamente. Nada de anormal, claro. Era normalíssimo ser interceptado por Mães-Observadoras de vez em quando ao longo dos seus percursos pela Cúpula. Zumbiam por todo o lado e passavam completamente despercebidas. Sem elas tudo pareceria mais solitário ainda. Talvez fosse a sua necessidade de estar só, hoje. De conseguir coordenar de alguma forma o turbilhão de pensamentos que subitamente lhe voavam dentro da cabeça. Talvez fosse só isso que lhe estivesse a provocar aquela sensação incómoda de estar a ser observado, vigiado, seguido. Olhou para trás. A Mãe-Observadora tinha desaparecido na curva do túnel por onde acabara de sair. De qualquer forma, não estava sozinho. Montado por cima da cúpula havia um sistema de câmaras accionadas ininterruptamente, onde quer que se encontrasse. As câmaras estavam ligadas a um Ordenador na Central da Cúpula, no Comité de Acompanhamento de Actividades. Mas não só. Qualquer computador tinha acesso directo através da Rede a qualquer câmara. Ilac podia saber onde ele estava naquele preciso momento e o que estava a fazer, caso o seu PacMaster estivesse ligado. Bastava-lhe introduzir o seu código no PacMaster em casa. Também podia bipá-lo através do MiniMaster que trazia no pulso, semelhante a um relógio. O MiniMaster continha toda a sua informação vital: código, idade, peso, altura, batimentos cardíacos, nível de colesterol, massa, alimentos ingeridos nas últimas três refeições, etc, etc, etc. Era através do MiniMaster que as Mães-Observadoras analisavam o seu status. Era uma óptima forma de controlar o estado de saúde de todas as pessoas, com frequência. Assim, detectavam imediatamente qualquer alteração nos níveis vitais e podiam tratar de qualquer problema atempadamente. Mas … também era uma optima forma de vigilância … porque nunca se sabia quando é que se ia encontrar uma máquina … Mãe, no caminho.
Tinha vindo à Praçeta Lúdica fazer exactamente o quê? Olhou para todos os dispositivos que se encontravam espalhados pelo amplo espaço. Piscina Quente/Fria, Chuveiro Orgásmico, Jacuzzi Cremoso, Karaoke Virtual.

domingo, 19 de setembro de 2010

Fetiche #35

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
fºçdº~fç

gkfçlkg
"W

e serial killers are your sons, we are your husbands, we are everywhere. And there will be more of your children dead tomorrow

" - Ted Bundy
çlfdºçdf
[Assassinos em Série]
1. Substantivo fascinantemente perigoso ou perigosamente fascinante > 2. Talvez seja da costela inglesa, não faço ideia > 3. Gosto de os dissecar, de os tentar entender, de lhes perceber os mecanismos desviados e onde tiveram origem ou não > 4. Porque são diferentes, porque os seus mecanismos mentais são totalmente diferentes, porque até por vezes os seus cérebros são anatomicamente diferentes dos nossos > 5. Porque os "jogos" que constroem e os "ambientes" que encenam apelam ao Sherlock e ao Júlio Machado Vaz que coexistem em mim > 6. Porque o "negro" me (nos?) atrai muito mais do que o branco - existe algo de brutalmente honesto no extremo do assim classificado como "maléfico" > 7. Talvez que a "criatividade", até num serial killer, seja aquilo que me atrai > 8. Gosto de tentar entender o absolutamente inenarrável > 9. Talvez seja sádica, admito > 10. Talvez seja estranha, admito

sábado, 18 de setembro de 2010

OS FILMES DE ANDRÓMEDA

O Último Tango em Paris
The Last Tango in Paris
Realização: Bernardo Bertolucci (EUA)
Ano: 1972
fjkldf
sdkfjkl
"Jeanne: It's better not knowing anything."
kjgvfkld
Recordo:
... o papel mais arriscado que um actor consagradíssimo jamais representou em Cinema ...
... uma fantasia apetecível ...
... um tango inesquecível ...
... uma interpretação de Brando estarrecedora ...
... a cena em que Brando conta a sua história (do personagem), mas em que está a realizar um dos seus famosos ad libs, em que conta realmente a sua história de vida (a de Brando) ...
...a cena da morte, que ainda me deixa nervosa, apesar de já a ter visto dezenas de vezes ...
... a química entre a inexperiente mas destemida Schneider e o experiente mas generoso Brando ...
... a famosa cena da manteiga ...
cfjkld

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Macro Secrets 51

fjdfg
I like to make a dramatic exit

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

MORMORIOS DI ROMA VIII

O Panteão
skflç
fkdklf
O Panteão, primeiro dedicado aos deuses do panteão romano (daí o nome), e posteriormente aproveitado como templo cristão - o nome significa "pan" - tudo - e "teon" - divino.
Desde o ano 27 a.C. que ali se adoravam os deuses e hoje, com o seu óculo no centro da cúpula gigantesca, continua a ser possível observar o céu azul de dia ou o céu escuro e estrelado da noite.
flçdkf
fdlçf
kldfk
Até 1436, esta foi a maior cúpula da Europa. Em 1436 foi suplantada pela cúpula do Duomo de Florença, de Brunelleschi.
fçkdçlf
jfkgjfgj
Lá estão sepultados Rafael, Caracci, Peruzzi, os reis Vítor Emanuel II e Humberto I.
dfjkld
lfdç~lf
Michelangelo considerou-o uma obra dos anjos e não dos homens.
Gosto do Panteão. É talvez o meu monumento preferido em Roma. Gosto de ir lá espreitar pelo "buraco" o céu diurno e nocturno. E gosto da envolvência do bairro, antigo, apertado, medieval, aconchegado com o calor dos visitantes e dos italianos que inundam sempre as redondezas.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 109

Finalmente!
dksld
dfdsf
Finalmente ouviram o meu apelo!
Já não era sem tempo.
Pois que esta será uma selecção muito mais empenhada.
Em vez de apenas perderem, irão pelo menos tentar sempre ganhar.
Ai que dias felizes me aguardam ...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

MAGIC MOMENTS 119

DVD 26 - Dedicatórias Verdadeiramente Dedicadas
dklçd
Em rescaldo da sentença Casa Pia ...
À verdade. Porque a verdade deve ser sempre dita, deve ser sempre procurada. Porque até as mentiras piedosas são miseráveis ...
kdlkfj

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Where The Streets Have No Name

Bor VII
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Macro Espuma
dlçdk
Levantou-se. Piscou os olhos. Ali a profusão de cores era exorbitante. E de formas. E de materiais. Havia cubos e paralelipípedos e esferas coloridas feitas de espuma espalhados por todo o lado. Escorregas virtuais. Baloiços suspensos no ar. Uma multiplicidade de jogos educativos e gincanas destinados à aprendizagem das crianças. No meio da Praçeta um grupo de dez crianças sentadas em círculo ouvia atentamente as emissões da Mãe-Instrutora que zumbia no centro do círculo a poucos metros do solo.
Deixou-se ficar onde estava, a ouvir.
“Bzz … A célula é implantada num óvulo. Esta célula tem exactamente o mesmo ADN da célula-emissora. O processo chama-se clonagem … blink blink …”
A emissão da Mãe-Instrutora era acompanhada por imagens esquemáticas num plasma virtual suspenso no ar por cima das crianças.
Observou o plasma. Depois as crianças. Todas atentas, sem pestanejar. De olhos fixos no plasma e ouvidos atentos. Uma música suave tocava em fundo.
A Mãe-Instrutora continuou:
“É assim que se processa o vosso nascimento … pritl … O ADN do ascendente é inserido no … bzz … núcleo da célula receptora e mantido em colheita … crip … até germinar completamente e começar o processo de multiplicação … blink blink …”
çlsç~dl
Bor desligou-se do que a Mãe-Instrutora dizia e observou com mais atenção as crianças. Calmas. Quietas. Atentas. Os olhos vítreos. Pestanejou e cofiou a sua barba. Também ele fora uma daquelas crianças. Mas não um clone, como estas eram. A sua geração ainda nascia normalmente. Mas depois o processo seria sempre o mesmo. Estas crianças não conheciam os seus pais, como ele conhecera o seu pai e o seu avô. Esse privilégio acabara na sua geração. Mas, tal como elas, também ele viveria apenas 80 anos. Depois realizava-se um pequeno ritual de passagem, consoante fosse clonagem ou descendência.
Na clonagem, o ascendente doava uma colheita de células da parte do corpo escolhida por si e depois era posto a dormir eternamente. Podia ter a presença do seu companheiro, se assim o desejasse e se ainda o tivesse. No caso da descendência, contribuiria com o seu próprio corpo e uma mãe daria à luz a criança que, de acordo com Grug, seria enviada para outro local.
Ele tinha 44 anos. Estava precisamente a meio da sua vida. Faltavam-lhe exactamente 35 anos, 3 meses e 4 dias para terminar a sua vida. Suspirou. Mas, de acordo com o que Grug lhe dissera, tinha uma alternativa. Podia continuar a viver eternamente dentro da Rede. Ou podia acabar quando quisesse. Podia escolher.
dflç~
A Mãe-Instrutora rematou a lição:
“Cada um de vós tem 80 anos de vida. São essas as regras da clonagem. Nem mais um dia, nem menos um dia … bzz … cripl … 80 anos.”
dfkdsçf
80 anos … 80 anos … ou a eternidade …

domingo, 12 de setembro de 2010

Fetiche #34

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
fºçdº~fç

gkfçlkg
"It flatters you for a while, it warms you for an instant; then all of a sudden, it kindles a mortal fever in you." - Marie, Marquise de Sévigné, Século XVII
çlfdºçdf
[Chocolate Quente]
1. Nome de bebida pecaminosa > 2. Nome de bebida que gosto de provar em todos os países frios por onde passo (ah! que reminiscências de um certo chocolate quente em Viena, ou de um outro chocolate quente em Florença ou mesmo de um outro chocolate quente em Londres) > 3. E depois ainda me perguntam porque gosto eu tanto do frio e da chuva ... > 4. Mas haverá melhor programa do que ouvir a chuva lá fora, enquanto se lê um bom livro e se bebe um delicioso chocolate quente? > 5. Com natas, de preferência > 6. Com carradas de natas, de preferência > 7. Daquelas natas que fazem mesmo mal, a abarrotar de calorias e de gorduras más e de colesterol > 8. Com um pouco de canela por cima das natas > 9. Com dois pauzinhos de chocolate crocante a enfeitar > 9 Morno e com chocolate q.b. - não se quer uma pornografia de chocolate, mas também se dispensa uma avareza do mesmo > 10. Em tardes frias de Inverno ou tardes mornas de Outono > 11. Tenho dito