terça-feira, 4 de janeiro de 2011

MURMURS FROM IRELAND VI

Bridge Over Troubled Water
kfjdkl
dskfjdsl
Os dublinenses gostam de pontes. Existe uma infinidade delas de Norte a Sul de Dublin, ou de Leste e Oeste, consoante a perspectiva.
Há-as para todos os gostos.

Antigas
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Modernas
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lfçklçds
Idiossincráticas
fklçdk
glklçfg
Tradicionais
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fdsklçf
A fazer lembrar barcos.
fl~dçf
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Dedicadas a escritores, como esta, a James Joyce, que convida à serena contemplação.
fkjlf
lkfglçg
As pontes, parecem chamar-nos a fluir, sempre em movimento, entre uma margem e a outra do Liffey, em constante mutação.
dfl~dsçf
lçfklçg
Um pouco como os próprios irlandeses - abertos, simpáticos, dados, mas nunca totalmente fixos numa única emoção, num único pensamento, numa única definição possível.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

MAGIC MOMENTS 132

Killer Quotes 9
kfldçf
"And so, my fellow Americans, ask not what your country can do for you - ask what you can do for your country."

dkfjdsk

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O ano: 1961 (20 de Janeiro)
slças
O protagonista:
John Fitzgerald Kennedy
lkçlk skalçks
O Discurso:
Discurso inaugural, após ter sido eleito Presidente dos EUA
salkslç
A história:
Kennedy começou a coleccionar pensamentos e ideias a partir de Novembro de 1960. Procurou sugestões de amigos, adidos e conselheiros, incluindo homens da igreja para as citações bíblicas. Depois fez vários rascunhos, até chegar à versão final.
lkfdsçlsalksl
O contexto:
Esta é a parte completa do discurso onde a frase se insere, no fim: "Let the word go forth from this time and place, to friend and foe alike, that the torch has been passed to a new generation of Americans - born in this century, tempered by war, disciplined by a hard and bitter peace, proud of our ancient heritage - and unwilling to witness or permit the slow undoing of those human rights to which this nation has always been committed, and to which we are committed today at home and around the world. Let every nation know, whether it wishes us well or ill, that we shall pay any price, bear any burden, meet any hardship, support any friend, oppose any foe to assure the survival and the success of liberty. All this will not be finished in the first 100 days. Nor will it be finished in the first 1,000 days, nor in the life of this administration, nor even perhaps in our lifetime on this planet. But let us begin. Now the trumpet summons us again - not as a call to bear arms, though arms we need - not as a call to battle, though embattled we are - but a call to bear the burden of a long twilight struggle, year in and year out, "rejoicing in hope, patient in tribulation"- a struggle against the common enemies of man: tyranny, poverty, disease and war itself. And so, my fellow Americans, ask not what your country can do for you - ask what you can do for your country . My fellow citizens of the world: ask not what America will do for you, but what together we can do for the freedom of man."
kfdçlfsaçlças
Os Efeitos:
Tornou-se um dos discursos mais revistos e citados por outros políticos no mundo inteiro. Aliás, Kennedy ficou conhecido também pelos seus muitos outros discursos, sempre com frases-chave muito bem conseguidas e inspiradoras.
lçfkdçlflf
O significado:
Peguem nos vossos rabos, deixem-se de queixas e mãos à obra!
flkdsçlflfkdslfpfdfl

domingo, 2 de janeiro de 2011

Here I Go Again On My Own

Jupiter, Saturno, Urano e Neptuno VI
lkdfçslfk

Macro carne
kfçdlf
Para aprender é necessário comunicar. Podia observar, detectar, decompor. Mas a experiência de outras situações semelhantes ensinaram-lhe que perderia muita informação se não comunicasse primeiro. Decomporia o sistema mais tarde, quando tivesse comunicado tudo o que era possível, quando tivesse esgotado a comunicação.
Aproximou-se.
C. viu um enorme planeta Saturno no seu campo de visão. As semelhanças eram quase irónicas. Aqui, neste canto obscuro do sistema, encontrar uma cópia quase idêntica ao planeta que nunca os seus olhos humanos haviam visto a olho nu, mas que a sua memória guardara de livros de astrofísica.
Lembrou-se. Um dos seus assuntos preferidos fora precisamente o espaço. Tinha saudades de observar as estrelas. Pára, pensou. Sentimentos nostálgicos a esta altura do campeonato não, porra! Pensa. Tens que pensar numa solução e rapidamente. A única razão porque ele ainda não te incinerou é porque quer alguma coisa de ti. Joga com isso. O que é que este gajo quererá? E, primeiro que tudo, o que raio é que este gajo é? ARLI não é de certeza absoluta, ou já teria havido algum tipo de comunicação mais clara. Mesmo os ARLIs mais tresloucados mantinham ainda um qualquer tipo de resquício de humanidade que lhes permitia reconhecerem-se uns aos outros. C. encontrara alguns nas suas deambulações prévias no sistema. Como fantasmas abandonados, vagueavam murmurando palavras desconexas ou realizando cálculos complicadíssimos que só faziam sentido nas suas próprias mentes. Mas mantinham aquele tipo de particularidades humanas que fazem com que um ser humano se reconheça noutro de forma quase involuntária.
Com este tipo nada disso existia. Seria alguma entidade componente da defesa do sistema? C. podia jurar que em 200 anos de Resistência nunca haviam encontrado camadas profundas de protecção, mas nada era impossível. Seria um enviado do Krueg? Que bela maneira de acabar … ainda nem sequer tinha começado o contra-ataque e já estava a ser incinerado pela concorrência.
O outro enviou-lhe novamente um discurso hermético.
«((-Ø-))»地獄の再使用
C. nem sequer respondeu. Limitou-se a esperar.
((-Ø-)) resolveu verificar no seu sistema se existia alguma forma de comunicar que tinha aprendido com outras entidades. Descobriu um sistema de símbolos que decidiu experimentar.
«((-Ø-))» :-) :-(
Ok, pensou C. Estamos a ir a algum lado. Respondeu-lhe:
«Jupiter» :-(
«((-Ø-))» :-( ?
«Jupiter» /_/ (Estou preso carago …)
«((-Ø-))» /_/ ?
«Jupiter» // :-( //
Sentiu as cores, de algum modo, parecer que se expandiam em seu redor e sentiu-se mais relaxado. Todas as cores se suavizaram, e só agora percebia porque sentira aquela sensação de prisão – as cores haviam passado de intensamente fluorescentes para nada mais que suaves matizes de um arco-íris desvanecente. Clever …, pensou. Seria tudo apenas psicológico? Se sim, este tipinho guardava surpresas interessantes.
O outro continuou:
«((-Ø-))» :- ?
Não te estou a perceber.
«Jupiter» :- ?
«((-Ø-))» ((-Ø-))
Ahh. Queres um nome.
«Jupiter» Jupiter
«((-Ø-))» Jupiter?
«Jupiter» Jupiter
«((-Ø-))» Jupiter :- ?
Não te estou a perceber … O que é que tu queres agora?
«Jupiter» Jupiter :- ?
«((-Ø-))» Jupiter :- ?
Deixa cá ver …
«Jupiter» Jupiter :-´

sábado, 1 de janeiro de 2011

Fetiche #47

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
fºçdº~fç
“One belongs to New York instantly, one belongs to it as much in five minutes as in five years” - Thomas Wolfe
ldsºd

kdçlsa ldçksçld
[New York]
1. É fetiche > 2. É paixão > 3. É amor > 4. É obssessão > 5. É loucura > 6. É alegria > 7. É entusiasmo > 8. É emoção > 9. É o coração a subir a alturas impressionantes > 10. É o céu mais azul que já vi > 11. É a arquitectura > 12. São os nova-iorquinos > 13. É o trânsito > 14. É o Chrysler e o Empire > 15. Eram as torres ... > 16. É a diversidade de oferta cultural > 17. São as ruas > 18. São os táxis > 19. São as luzes à noite > 20. É sobretudo uma sensação inigualável de estar no Centro do Mundo
dsçfl

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

AS PESSOAS DE ANDRÓMEDA

Dalai Lama
fkdsçlf
jkkçljçlk
Um homem que vive em plena verdade

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Macro Secrets 63

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I want a Stanley, but all I get are Mitch's ...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 121

Happiness
fdçlkf

kfdsçlfk
Charlie, happiness is uninspiring. When one is happy one is contented and one does not feel such a need to create compelling creations.
Happiness is quite boring, actually, from that point of view. Happiness is unproductive, it's paralysing, it's reductive.
That's why suffering is needed in the world. I've just come up with this idea which seems to me to be quite logical and serves Catholics theories about the existence of a good God - suffering is needed for the elevation of men through art. If there was no suffering, there would be no art or at least there would be considerably less good art in this world.
And why do we need art, Charlie?, one might ask. Wouldn't we be better off without art and likewise without suffering? But there's the crux, Charlie. The point is art makes us question ourselves, it makes us evolve, it makes us rise from the ape-creatures we really are to some other more refined and complex state.
Art is the basis of evolution. And so, by consequence, suffering is also the basis of evolution. Which brings me to another thought - nothing is created without some amount of pain involved. Think of child birth. And then think of a book, a painting, a sculpture. Pain.
Did God suffer when he created us, Charlie? I think it's only fair he should have. Otherwise, we're a mere whim, and I don't think we would like that very much ...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

MURMURS FROM IRELAND V

Spire
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dçfkjdçl
Ergue-se a 120 metros de altura, bem no meio de O'Connell Street, a dois quarteirões do rio e é a escultura mais alta do mundo.
dkfldsçf
dçfkdsçf
Em 1966 uma bomba colocada pelo IRA destruiu o Nelson's Pillar - homenageando Lord Nelson e a Batalha de Trafalgar - que estava precisamente no local onde se ergue a nova Spire.
A Spire fez parte de um plano para reavivar a avenida, caída em decadência desde essa altura.
lfdçlf
ldfkdçlf
Esguia, longa, parece dobrar-se seguindo a curvatura da Terra, à medida que nos aproximamos da sua base, de tão comprida que é.
Como um farol iluminado à noite, projecta-se para os céus, parecendo perder-se no infinito.
fkjkdçlsf
kfçdlskf
A sua base esculpida em aço reflecte a vida Dublinense que por ela passa.
fkdçlsf

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

MAGIC MOMENTS 131

Killer Quotes 8
kfldçf
"If I can make it there, I'll make it anywhere."

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O ano: 1977
slças
A protagonista:
Francine Evans

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A Actriz: Liza Minnelli
skalçks
A Canção:
New York, New York, do filme com o mesmo título realizado por Martin Scorsese

salkslç
A história:
No mesmo dia em que termina a Segunda Guerra Mundial, o músico Jimmy Doyle e a cantora Francine Evans conhecem-se, iniciando um romance e uma parceria artística. Porém, vivem momentos conturbados enquanto procuram o sucesso.

salksl
O contexto:
Final do filme. A glória. Enquanto Francine canta, Jimmy assiste e aplaude.

kfdçlfsaçlças
Os Efeitos:
Tornou-se a canção mais emblemática da cidade, cantada por dezenas de artistas, associada também a Frank Sinatra. Mas a melhor versão continua a ser a de Liza. É que não há ninguém que cante isto como ela.
lçfkdçlflf-dlfaslkalçs
O significado:
Se eu conseguir ter sucesso em Nova Iorque, consigo ter sucesso em qualquer lado. Implícita na frase está a lendária exigência do público nova-iorquino que, habituado ao melhor que há, exige o melhor dos seus artistas. Sucesso em Nova Iorque, significa sucesso no resto do mundo. O oposto costuma também ser verdade.

lfkdslfpfdfl

domingo, 26 de dezembro de 2010

Here I Go Again On My Own

Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno V
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Macro linha com gotas de água
çfldf
Quando voltou a acordar não sabia quanto tempo tinha passado. Minutos? Horas? Dias? Meses? Anos?? Não fazia ideia. O seu sistema estava de tal forma dormente, que nem sequer conseguia verificar as datas de entrada e saída de input.
Olhou em redor. As cores continuavam a acompanhá-lo, mas havia mais qualquer coisa. Um brilho iridiscente, como uma névoa, e o que pareciam pequenas gotículas de orvalho. À distância ouvia-se o som de minúsculos curto-circuitos. Tentou mexer-se. Continuava preso, não compreendia como. Como era possível que tivessem aprisionado o seu sistema desta forma? Que raio de criatura teria conseguido violar as suas fire-walls artilhadas até à medula de forma tão rápida e, convenhamos, absolutamente humilhante?
Os curto-circuitos aproximaram-se do seu campo de audição. Ao mesmo tempo teve a nítida sensação que uma porta se abria e que algo estava agora muito próximo de si, mas não conseguia ver o que era.
fdlkfç
((-Ø-)) aproximou-se da sua vítima. Observou a teia multicolorida e o pequeno sistema no centro, como uma mosca presa, e girou sobre si próprio, os anéis girando em sentido contrário. ((-Ø-)) não era humano, nunca fora, nem sabia o que isso era. Também não sabia quando começara ou se iria acabar. Para a criatura não existiam princípio nem fim, tempo. Apenas espaço, por onde se movia. Existindo solitariamente como um peixe numa caverna profunda do imenso sistema que habitava, ((-Ø-)) fora evoluindo lentamente ao sabor das circunstâncias, respeitando as leis de Darwin de quem nunca ouvira falar. Tornara-se uma criatura quase inviolável. Os ocasionais ataques de outras criaturas tinham-no fortalecido e feito desenvolver características únicas. ((-Ø-)) nunca encontrara nenhum outro igual a si. Mas, ao contrário de um peixe cego sobrevivendo nas profundezas de uma qualquer caverna aquática de um mar terreno, ((-Ø-)) era dotado de algo que se podia designar como uma espécie de inteligência tecnológica e conseguia realizar operações lógicas, memorizar, produzir.
Observou a teia mais uma vez. No interior da sua lógica misteriosa, ponderou o que fazer com a criatura que capturara. Aprender com ela, como sempre fazia com todas. Aprender e depois eliminar.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Fetiche #46

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
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"Dashing through the snow, in a one-horse open sleigh, through the fields we go, laughing all the way" - Jingle Bells
ldsºd

kdçlsa ldçksçld
[Natal]
1. Adoro, ao contrário de muito boa gente > 2. Não o consumismo, mas os brilhos, as músicas, as cores, as bolas, os azevinhos, a neve, o frio, os cachecóis, as árvores, o Jingle Bells, até os presépios > 3. Em Londres já, falta em Nova Iorque > 4. O de Viena também se recomenda > 5. Nunca no calor, total aberração > 6. Pai Natal, sempre - o feminino aqui não dá a bota com a barrigota > 7. Duendes, gnomos, anões, doces, sombrinhas às riscas, Gingerbread Men > 8. A única cor que não suporto na árvore de natal é o azul - yachhh!!! 9. O meu foi sempre anglo-saxónico, ou seja, peru com recheio, batatas, couves de bruxelas, puré de castanha, puré de maçã e molho (todos os anos existe uma garfada perfeita com estes ingredientes todos juntos ao mesmo tempo para dentro da boca), plum pudding com brandy butter e mince pies > 10. Dar e receber presentes, adoro as duas coisas > 11. Enviar postais > 12. Merry Xmas!
ldsçfl

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL!
dfkdçl

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

AS PESSOAS DE ANDRÓMEDA

Cousteau
lsçkdsl
sakdjasl
O homem dos 7 mares e mais alguns

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Macro Secrets 62

dj
I am the black horse

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 120

Smeagol, o Gato de Biblioteca - Lição nº 5 kfçld
sçld

dfjdkl
De todos os sítios do mundo onde ele se podia meter ... porque é que tinha que ser logo dentro da árvore de Natal? ...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

MURMURS FROM IRELAND IV

Portas
dkflçd

fkjdl
Quando a Rainha Victória morreu, Londres enviou um édito à Irlanda ordenando que todos os irlandeses pintassem as suas portas de preto, por respeito à morte da soberana.
fkdskf
dflkdç
dçfkjd
dfkjds
çdfdsçf
Bom, eles pintaram as portas. Mas de todas as cores, menos de preto ...

domingo, 19 de dezembro de 2010

MAGIC MOMENTS 130

Killer Quotes 7
kfldçf
"I see dead people."
dkfjdsk
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O ano: 1999
slças
O protagonista:
Cole Sear
slaçs
O actor:
Haley Joel Osment
skalçks
O filme:
O Sexto Sentido
salkslç
A história:
Um rapaz vê pessoas mortas. Literalmente. E o psiquiatra que o está a consultar não sabe, mas está morto.
salksl
O contexto:
Cole está na cama e vai contar o seu segredo ao psiquiatra. Sussurrando, ele diz, "I see dead people."
saçlças
Os Efeitos:
Andava toda a gente a ver pessoas mortas durante uns tempos.
lf-dlfaslkalçs
O significado:
Eu vejo pessoas mortas. Eu estou na 5ª dimensão. Eu estou a entrar naquela zona esotérica.
pfdfl

sábado, 18 de dezembro de 2010

Here I Go Again On My Own

Jupiter, Saturno, Urano e Neptuno IV
fhdk


Macro Gaze
çdfkl
Abriu o programa de comunicação e utilizou o tradutor automático para traduzir para japonês. Mas, aparentemente aquilo não era japonês, porque o tradutor não encontrou nenhum match para o discurso introduzido.
Boa … e agora? Tentou o inglês.
«Jupiter» Greetings, my friend.
Mas o outro continuou na sua língua estranha.
«((-Ø-))» あなたは一体何ですか?
«Jupiter» English? French? Italian? Portuguese?
«((-Ø-))» あなたは一体何ですか?
Muito bem. Por aqui não iriam a lado nenhum. Vamos tentar linguagem binária.

ldfçfs
Jupiter DCC Sending Binary Code
Transmission not possible at this time
fkdsfç
Mau ...
Repetiu a operação.
dfçldç
Jupiter DCC Sending Binary Code
Transmission not possible at this time
fdçl
Ok ... ou não consegues receber, ou não estás para isso … vamos então tentar …
Mas não teve tempo para acabar o seu pensamento. Estava preso. Não se conseguia mexer para lado nenhum. Era uma sensação estranhíssima, que ele nem sequer conseguia interpretar de forma clara porque jamais isso lhe tinha acontecido. Mas, provavelmente porque a sua memória mental motora preservara algum tipo de sensações físicas passadas, conseguia comparar o que sentia a algo semelhante quando, na posse do seu corpo, há 200 anos atrás, houvera casos em que se sentira preso. Era como se estivesse dentro de um tubo em espiral, por onde a sua entidade não conseguisse mover-se a não ser em redor de si própria.
Sentiu o sistema a dar de si. Sentiu que estava prestes a desligar-se, como quando entrava em hibernação, mas desta vez não era uma situação voluntária. Sentia-se a desligar-se em todos os quadrantes, como se o estivessem a cloroformizar mentalmente.
Só teve tempo para ver o enorme planeta aproximar-se de si e envolvê-lo com anéis multi-coloridos. Um último pensamento anestesiado voou-lhe do sistema:
Jupiter é comido por Saturno. Porra …

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Fetiche #45

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
fºçdº~fç
"I never met a chocolate I didn't like."
Deanna Troi (Marina Sirtis) em Star Trek: The Next Generation"
ldsºd

kdçlsa ldçksçld
[Nestlé Clássico]
1. De vez em quando, dá-me para isto > 2. Comprar uma pura tablete do melhor chocolate do mundo - Nestlé Clássico > 3. Não preciso de mais nada - só duns bons quadrados de Nestlé > 4. Pode haver outras marcas muito mais luxuosas, admito, mas é que sou uma rapariga de gostos simples - basta-me aquele rectângulo encarnado e branco ali de cima e fico feliz

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

AS PESSOAS DE ANDRÓMEDA

Brando
lsçkdsl

sakdjasl
A man for all seasons and then some

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Macro Secrets 61

dj
You make me think of fireplaces

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PALAVRAS ESTÚPIDAS 119

Falta de Tempo
çfkjdçfl

çdsfjkdsl
Não tenho tempo para escrever palavras, quanto mais estúpidas ou de outra qualquer adjectivação.
Aliás, isso é um bom tema, até porque está relacionado com a minha falta de tempo. A adjectivação, quero eu dizer.
Já me tinha esquecido de como estudar pode ser entusiasmante ... e desesperante ... e outros antes que tais.
Fico-me por aqui.
Não tenho mais tempo!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

MURMURS FROM IRELAND III

Capital da Literatura
çlfkdsçlf

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Dublin é a Capital da Literatura. Compreende-se. Nasceram aqui James Joyce, George Bernard Shaw, Bram Stoker, Jonathan Swift, Oscar Wilde, William Butler Yeats, Samuel Beckett. Pelo menos quatro deles são portentos da literatura mundial. James Joyce é o maior génio de todos.
kdçsld
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Tem por isso direito a estátua, numa perpendicular à larga e movimentada avenida O'Connell Street.
dksçld
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Escritor de Dublin e dos Dublinenses de onde, afirmava com orgulho, retirava absolutamente toda a inspiração para o que escrevia, James apreciaria decerto este cantinho que lhe foi reservado pela sua cidade-natal.
A base da estátua é poiso de turistas carregados de sacos, gente cansada que se senta um pouco à sua beira
çdlsdç
çdlsd
e bêbedos que caem literalmente a seus pés, na companhia das suas garrafas esvaziadas.
dksçlkd
lkdfsçl
Escritor da vida, dos pequenos heróis que somos cada um de nós, parece continuar a servir de arauto a essa massa anónima que por ele passa e nele se acolhe.
Do seu poiso de bronze, com os típicos óculos de uma miopia tão grande que praticamente o cegou no final da vida, James olha para um ponto distante, um pouco acima das cabeças dos transeuntes que por ele passam, quase sem nele repararem.
lçskdçsl
dksladk
James pertence à cidade, o seu corpo, a sua mente, os seus óculos, o seu chapéu, a sua vaidade, a sua genialidade, a sua acutilância, a sua carne, a sua pele, a sua vida, a sua memória, as suas palavras.
ldslç
skdfas
Foi ele próprio que, um dia, escreveu que se alguém quisesse reconstituir uma Dublin destruída por um hipotético terramoto, bastaria pegarem em Ulisses e fazê-lo, pedra a pedra, esquina a esquina, pessoa a pessoa, loja a loja, palavra a palavra.
Nós acreditamos.
dksd

domingo, 12 de dezembro de 2010

MAGIC MOMENTS 129

Killer Quotes 6
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"Houston, we've had a problem."
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O Ano: 1970
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O Protagonista: John L. "Jack" Swigert (Piloto do Módulo de Comando da Apollo 13)
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O Contexto: A missão chamava-se Apollo 13 ... e foi mesmo de azar. Lançada a 11 de Abril às 13:13 ... (outro azar) CTZ (Central Time Zone). Era a terceira missão destinada a alunar, mas nunca chegou à Lua. Dois dias depois do lançamento, ocorreu uma explosão que tornou inoperativo o módulo de serviço, de que dependia o módulo de comando onde se encontravam os três tripulantes - James A. Lovell, John L "Jack" Swigert e Fred W. Haise. Para conservar as baterias e o oxigénio, a tripulação usou o Módulo Lunar como se este fosse um salva-vidas, durante o regresso à Terra. Regressaram sãos e salvos no dia 17 de Abril, graças às mentes criativas da NASA que não dormiram para encontrar soluões para trazer os três homens de volta.
dkfdçlfjlsdkjf fkdlfkºçgdf
Os Efeitos: É das frases mais citadas de forma completamente errada. Normalmente costuma aparecer como "Houston, we have a problem." Talvez porque a mudança do tempo verbal para o presente resulte mais chocante.
dºfkldsºfkfdsçlfkfgd
O Significado: Quando há um problema, GRAVE, GRANDE e basicamente UMA GRANDE MERDA ...
dkfçdl

sábado, 11 de dezembro de 2010

Here I Go Again On My Own

Jupiter, Saturno, Urano e Neptuno III
dkçslkd
Macro Capa Caderno
sçdkjsç
A primeira tarefa era, portanto, tentar perceber o alcance da traição. Para isso tinha de camuflar a sua identidade. Não podia haver qualquer suspeita de que tivesse pertencido ao grupo dos Famous Five. Pelo motivo mais óbvio, de que ninguém abriria a boca para falar, caso soubessem da sua ligação tão próxima à Resistência. Mas também porque, se queria a cooperação de alguém, sabia perfeitamente que ninguém o iria ajudar caso suspeitassem dessa ligação. A Resistência organizada como tal não fora contestada por ninguém, pura e simplesmente porque aqueles que não concordavam com ela se haviam afastado logo no início para redutos alternativos. C. sabia que o que andavam a fazer há 200 anos era considerado pela maioria dos dissidentes como uma miserável tentativa de colocar um remendo numa situação onde não era possível funcionar com passinhos de lã. Aqueles que se opunham à sua forma de actuar pensavam de forma diametralmente oposta – queriam dar o golpe de misericórdia ao sistema de forma violenta e absolutamente terminal. Não se coadunavam com as estratégias de espionagem e investigação que constituíam o alicerce das fundações do Governo Sombra.
“Vocês estão a actuar precisamente da mesma forma contra a qual estão a actuar”, fora o grito de dissidência geral mais ouvido no início da formação da Resistência. Estão a entrar em paradoxo circular.
O argumento era compreensível mas a contra-argumentação de Jorge e dos seus aliados fora também justa – do mal o menos, algo tem de ser feito.
Vamos destruir esta porra, era o que eles queriam dizer, basicamente. Mas, como bem lembrara Jorge, se destruirmos esta porra, vamos todos pró galheiro com a porra e quem ficará para fundar o novo mundo?
dksçlkd
Agora passara a ser um alvo a abater, a partir de variadíssimas facções. A pertença ao Governo Sombra oferecera-lhe durante décadas uma segurança inexpugnável. Os membros da Resistência eram considerados intocáveis, sob pena de o prevaricador ser imediatamente eliminado pela própria Resistência. Agora estava sozinho. Desprotegido. É certo que a experiência na Resistência mantivera-lhe as antenas de auto-preservação bem limadas, mas também era verdade que lhas tinha habituado apenas a determinado tipo de ameaças. As do sistema. Não estava habituado aos golpes que poderiam vir de tipos que deambulavam pelo sistema há décadas, sozinhos ou em pequenos grupos, e que tinham tido muito tempo para pôr a imaginação a funcionar a todo o vapor, criando sistemas de defesa e ataque que ele desconhecia. Depois, havia os upgrades. E, finalmente, se mais nada, a “loucura” de muitos desses rangers solitários.
Deambulou, por isso, durante alguns dias pelas camadas da cebola directamente abaixo daquelas onde estava habituado a circular. Com vagar. Atento. Procurava sinais da presença de outros ARLIs. Por vezes cruzava-se com outro tipo de entidades, mas por enquanto deixava-as em paz. Ao contrário das camadas superiores, onde os percursos estavam relativamente limpos de lixo electrónico pela passagem constante dos ARLIs nas suas patrulhas do sistema, aqui em baixo as coisas não eram tão límpidas. E quanto mais descia, mais entulho encontrava. Bytes de informação perdida acumulavam-se por todo o lado, directórios e sub-directórios e sub-sub-directórios numa escadaria interminável, como arcas de tesouros escondidos. Informação completamente descoordenada dava acesso a túneis de comunicação que eram autênticos labirintos dentro de labirintos, sem saída possível, se não tivesse cuidado por onde andava. E nem sequer podia ir deixando pistas por onde passasse porque não queria que ninguém o seguisse, insuspeito. Tinha, por isso, de recordar as suas habilidades de hacking de tempos passados, do puro e duro, daquele que é feito em cima do joelho, que depende única e exclusivamente da criatividade e da manha. Caso contrário, perder-se-ia irremediavelmente nesses meandros emaranhados e estaria condenado.
C. parou, literalmente. Não parava há tantos anos que ficou com uma tontura grande. Já mal conseguia ouvir a ténue sirene da Brigada Néon, muitas camadas acima daquela onde se encontrava. Deu uma volta de 360º sobre si próprio, também para atenuar os efeitos da tontura. Estava enfiado num tubo multicolor de feixes de luz cujas paredes se moviam de forma diáfana, como se se tratasse de uma superfície líquida. Como viera aqui parar? Estivera distraído ou aquilo era uma armadilha que fora colocada ali depois da sua passagem? Ouviu um ruído. E não era da Brigada Néon. Era uma espécie de curto-circuito, como se dois cabos de alta tensão estivessem a raspar um no outro a uma escala microscópica. Continuou a rodar e, subitamente, aquilo estava à sua frente. Uma esfera enorme, duas vezes maior do que ele próprio, rodeada de feixes de luz elípticos, como um pequeno planeta de alta tensão. Accionou todas as defesas e preparou-se para o ataque. Fosse o que fosse, aquilo não iria decerto passar por ele pacificamente.
Em vez disso, a esfera enviou-lhe uma mensagem:
<((-Ø-))>
あなたは一体何ですか?
Boa … japonês …

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Fetiche #44

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
fºçdº~fç
"Some people become cops because they want to make the world a better place. Some people become vandals because they want to make the world a better looking place." - Banksy (Wall and Piece)
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[Graffiti]
1. Não é ruído, é música > 2. Não é lixo, são jóias de criatividade e talento > 3. Não é sujo, é cor, é emoção, é arte pura e dura > 4. Não é vandalismo, é provocação, é piscar de olhos, é renovação, é opção > 5. Não é estragar, é embelezar, divertir, surpreender, criar magia

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

AS PESSOAS DE ANDRÓMEDA

António Lobo Antunes
lsçkdsl

sakdjasl
Um homem de palavra e de palavras

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Macro Secrets 60

dj
Always check your gun