terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

MURMURS FROM IRELAND XI

Molly Malone
sçlkdfsl

ldsjfdskl
Consta que Molly gostava de festa. É sabido que Molly vendia peixe, back in the old days. E se quereis saber como Molly apregoava a sua sardinha, bastai passardes na rua onde Molly reside, Grafton Street, para ouvirdes as vendedoras anunciarem ao mundo as suas flores - "Frêsh Floweres!!!", com o típico, doce, único enrolar dos r's irlandês.
kldfç
lkgdfçg
Consta, portanto que Molly gostava de dar as suas voltas e reviravoltas em leitos alheios, tal e qual o peixe que vendia gosta de rodopiar incessantemente na água. Não se sabe se regava essas horas de sensualidade com as flores das suas companheiras vendedoras. Orquídeas, seriam apropriadas. Pequenos, delicados, cheirosos montes de Vénus do reino vegetal. Talvez Molly desejasse rosas. Ou talvez até se contentasse com malmequeres selvagens.
fkçdlkf
lfçkdçsl
O seu carrinho de mão, esse, continua recheado de peixe, cinzento, luzidio, congelado no tempo e no espaço, na confluência de Nassau Street e Dawson Street.
Há quem passe por ela e não repare. Molly não se importa. O seu peixe continua a perfumar Dublin. Os seus seios continuam tumescidos e sensuais, à espera do amor, ali para os lados de Grafton Street.
kfdçlfk

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

MAGIC MOMENTS 137

Killer Quotes 14
kfldçf
"Show me the money!"

dkfjdsk

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O ano: 1996
slças
O protagonista:
Tom Cruise

dkjfkdls
O Personagem: Jerry Maguire
slaçs ks
O Filme:
Jerry Maguire

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A história:
Quando um agente desportivo é despedido por ter tido uma epifania moral, decide pô-la em prática independentemente com o único atleta que fica com ele.

df.saf
O Contexto: O tal atleta quer uma contrapartidazinha para se manter com Jerry. Uma coisinha mínima. Jerry só tem que dizer uma coisita ... mas tem que dizer com feeling!
çldsf
Os Efeitos: Sempre que há dinheiro metido ao barulho, a gente grita isto.
dfkdlçflf-dlfaslkalçs
O significado:
Algo como "mostra-me o que tens" ou "mostra-me o que me vais dar".
pfdfl

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Here I Go Again On My Own

Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno XI
jfdsklf

Macro Pena Sintética Roxa
dfjdsklf
Selfid pigarreou e olhou em volta. O terraço onde estavam encontrava-se recheado de vegetação luxuriante. Ouviam-se pássaros a chilrear e água a correr, algures no meio do verde. Por cima deles um céu azul brilhante com um sol e uma lua e a separá-los uma magnífica aurora boreal. C. pensou que havia algo de estranho com aquele azul, mas não sabia precisar exactamente o quê.
"Bom, como já deves ter reparado, estás num mundo diferente daquele onde te costumas mover."
C. fixou-a, vazio.
"Tens razão, tu não sabes qual é o mundo onde te costumas mover. Será melhor talvez começar pelo princípio de tudo. Mas vou só resumir brevemente os capítulos que irei desenvolver de seguida. Sou muito organizadinha. Graças a isso é que consegui fazer isto.", e ao mesmo tempo que dizia aquilo os seus braços abriram-se para abarcar o espaço em seu redor. Deu uma reviravolta sobre si mesma e sentou-se novamente, as asas verdes escamadas em descanso por trás das costas.
"No princípio havia o mundo.", soltou uma risadinha, como se estivesse a partilhar uma piada privada, mas que C. não entendeu, "Depois veio a guerra e o mundo foi destruído. Os que ficaram resistiram, mas não por muito tempo. A sua luta e a sua aniquilação fazem agora parte de lendas e mitos alguns deles muito alterados. Outros houve que foram mais inteligentes e decidiram entrar directamente na rede que os estava a destruir. Esses, como tu, sobreviveram, mas deixaram de ser humanos, de ter corpo."
C. olhou para si próprio. Mas ele tinha corpo.
"Uma ilusão, aliás como tudo o que vês aqui à tua volta. Os tais, como tu, que sobreviveram, os ARLIs, vivem algumas camadas mais acima daquela onde nos encontramos, de acordo com os seus próprios termos. Constituem a Resistência e tentam lutar contra o sistema. Não têm conseguido muita coisa, mas persistem. O resto de nós, os freaks como lhes chamo, elaboraram os seus próprios nichos e lá vivem. Há muitas espécies de freaks a vaguear por aí. Como o Techi que te ia enviando desta para melhor. Como eu, um avatar. Um avatar é uma espécie de duplo tecnológico imaginário de um humano. Quando o mundo ainda era mundo, os avatares eram controlados pelos humanos que os criavam. Quando o mundo deixou de ser mundo e esses humanos desapareceram, os avatares que haviam sido por eles criados ficaram aqui à deriva. Alguns morreram. Somos frágeis, muito frágeis.", a voz de Selfid baixou e ficou quase um sussurro, "O Cemitério Virtual está apinhado de avatares.", C. julgou ver uma pequena lágrima reluzir no canto do seu olho esquerdo, "Outros, como eu, conseguem sobreviver porque são um pouco mais inteligentes e rodeiam-se de ... podemos chamar-lhes alianças úteis.", os seus olhos baixaram por momentos e C. percebeu que aquele assunto das alianças era um tema sensível para ela, "Foi o que fiz. Rodeei-me de aliados úteis, mais fortes do que eu. E criei este mundo. Um pouco à semelhança do mundo onde fui criada. Os avatares vivem esfomeados por sonhos, ilusões, fantasias. É essa a sua essência. Depois entenderás. E eis-te aqui, comigo, no meu mundo, onde és muito bem-vindo.", parou um pouco e suspirou.
"Ok ... agora podias recapitular tudo com mais calma? O que é que me chamaste, exactamente?"
"ARLI - Artificial Life. Sim, agora vamos ao início novamente. Quando o mundo ainda era mundo."

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fobia #2

Fobia
s.f. Em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objectos, animais ou lugares. Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro das doenças de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares. São três, os tipos de fobias: Agorofobia - Medo de estar em lugares públicos concorridos, onde o indivíduo não possa retirar-se de uma forma fácil ou despercebida. Fobia Social - Medo perante situações em que a pessoa possa estar exposta a observação dos outros, ser vítima de comentários ou passar perante uma situação de humilhação em público. Fobia Simples - Medo circunscrito diante de objectos ou situações concretas.
fºçdº~fç

lfçdçflgf
[Grão]
1. Nem vê-lo.
2. Nem cheirá-lo.
3. Só de imaginá-lo já me dá vómitos.
4. Devo ter ficado altamente traumatizada quando me obrigavam a comer sopa de grão no Queen Elizabeth School.
5. Mas esta fobia é só no que toca ao dito cujo cozido.
6. Porque seco, tipo amendoim, consigo comer.
7. Vá-se lá perceber porque raio ...
8. Perguntem ao meu palato.
9. Grão a grão esta galinha NÃO enche o papo!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

AS PESSOAS DE ANDRÓMEDA

IDOL

KFÇLDKF


DFÇLKSDF

A MAAAAAAN!!!!!!! With a great voice

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Macro Secrets 68

kvlçxkvk

Don't make promisses you can't keep

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 126

Smeagol, o Gato de Biblioteca - Lição nº 6
fddçlsf

dslçfkdçlf
Como um tigre, Smeagol percorre os corredores da casa sorrateiramente. Agachado, as patas em posição de ataque, Smeagol salta de repente por trás dos cortinados e crava suas unhas (quando não estão cortadas) nas calças de sua dona, sem dó nem piedade (já me arruinou! 2 pares de calças, das minhas preferidas!).
É vê-lo qual Tom, pé ante pé, esconder-se por trás dos móveis ou das cortinas para apanhar sua dona de surpresa e atacá-la.
É fácil perceber que pertence à família dos felinos porque do que Smeagol gosta mais é de coisas que lhe aparecem à frente e, subitamente, desaparecem - sejam elas donas, bolas, fios, clips, etc. Vejo-me transportada para um episódio da National Geographic sempre que o observo a deslocar-se pela casa, em busca do brinquedo ou à procura de presa.
"Presa" aqui é a palavra essencial. Para Smeagol tudo é uma potencial presa e tudo funciona como tal, seja ser vivo, como as mãos e braços de sua pobre dona, ou objecto inanimado. O instinto de Smeagol está preparado para "presa". E valha-nos deus se nos cruzarmos no seu caminho nessas alturas ...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

MURMURS FROM IRELAND X

Belief or Nothing
flkdsçlf

fjdsklf
A caminho da fábrica de cerveja mais conhecida do mundo, deparo-me com aquele anúncio ali em cima. É o segundo dia em Dublin e na Irlanda. E percebo, melhor, constato que não poderia haver coisa mais certeira para descrever este povo.
BELIEF OR NOTHING
ACREDITAR OU NADA
De facto, a história da Irlanda, que tão bem os criativos da marca Guiness souberam captar neste slogan fenomenal, é feita disso mesmo - de acreditar até ao fim. Acreditar que a Inglaterra vai sair dali p'ra fora. Acreditar que Deus vai trazer a esperança. Acreditar que, de alguma maneira, vão conseguir levar a sua avante, aconteça o que acontecer.
A alternativa?
Não existe, para o irlandês. Para quê? Não vale a pena.
Ou se acredita em alguma coisa até à morte, ou então o que é que andamos aqui a fazer?
Belief or Nothing - nunca nada foi tão bem dito sobre um povo.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

MAGIC MOMENTS 136

Killer Quotes 13
kfldçf
"Miau!"

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O ano: 1992
slças
A protagonista:
Michelle Pfeiffer
dkjfkdls
O Personagem: Catwoman
slaçs ks
O Filme:
Batman Returns
salkslç
A história:
Quando um homem de negócios corrupto e o grotesco Pinguim se juntam para tomar controlo de Gotham City, só Batman pode impedi-los. Entretanto, a Catwoman anda a congeminar os seus próprios planos.
df.saf
O Contexto: Antes de rebentar com tudo pelos ares, Catwoman profere o seu miado.
çldsf
Os Efeitos: Será provavelmente o miado mais sensual da história, do cinema e não só.
dfkdlçflf-dlfaslkalçs
O significado:
Bom ... o significado, significado, só a Catwoman poderá explicá-lo. Eu penso que tem algo a ver com "Ó p'ra mim que sou tão mázinha e tão sensual e tão 'não me chateiem' ".
pfdfl

domingo, 30 de janeiro de 2011

Here I Go Again On My Own

Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno X
dlkfdçslf

Macro testa
dfçdskjf
"Nada, nada mesmo?"
"Népias. Não sei quem sou."
"Hmmmm. Interessante."
"Não é nada interessante. Nada mesmo. Nem do meu nome me lembro."
"Já tinha visto muitas coisas acontecerem a quem se mete com o raio do Techi, mas isto nunca. Hmm Hmm.", e Selfid abanou a cabeça, "Vamos pousar um pouco.", apontou com a cabeça para um terraço suspenso cheio de vegetação luxuriante."
"Onde é que estou exactamente?", detestava admiti-lo mas aquelas asas faziam-no sentir-se ...
"Como?"
"Hãm?"
"Como é que as asas te fazem sentir?"
"Ah! Ahhh ... livre."
Selfid sorriu.
"Podia ter-te dado de albatroz, mas achei que ainda não estás preparado para tamanha responsabilidade. Mais a mais, com asas de albatroz não terias tanta flexibilidade. Andamos atulhados. Bom, vamos lá a ver. Proponho o seguinte - explico-te tudo o que sei. Talvez assim até te ajude a recuperares a memória, se é que existe alguma coisa para ser recuperada."
C. piscou os olhos. Era um vazio. Nada. Era como se tivesse acabado de nascer há umas horas atrás. A sensação era ao mesmo tempo aterradora e ... leve.
"Pois. Olha, vamos começar pelos pensamentos. Tens que aprender a não projectá-los. Se bem que ... até estou a gostar de os ver. O problema é que andam por aqui muitas criaturas estranhas e é preciso que te protejas. Pelo menos enquanto não solucionarmos o problema da memória."
"Sim. Explica-me."
"Fazes assim. Alguma vez fizeste meditação?"
C. piscou os olhos novamente.
"Pois, não. Quer dizer, mesmo que tenhas feito não te lembras. Pergunta estúpida", soltou um novo riso cristalino. "Na meditação aprendes a não pensar em nada. Aqui tens que fazer o reverso. Ou seja, em vez de não pensares em nada, tens que tentar pensar em muitas coisas ao mesmo tempo e assim nenhum dos pensamentos consegue ser projectado para fora e ser visto por toda a gente. Percebes?"
"Mais ... ou menos ..."
"Tenta."
C. fez várias tentativas mas havia sempre várias palavras que conseguiam escapar.
"Bom, isto é uma questão de prática. Tens que praticar. E enquanto não conseguires dominar a coisa, não te expomos demasiado. Adiante."
"Vais-me explicar onde estou?"
"Vou-te explicar tudo. Onde estás. Onde estamos. De onde viemos.", soltou nova gargalhada, "Pareço uma daqueles cassetes de auto-ajuda."

sábado, 29 de janeiro de 2011

Fobia #1

Fobia
s.f. Em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objectos, animais ou lugares. Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro das doenças de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares. São três, os tipos de fobias: Agorofobia - Medo de estar em lugares públicos concorridos, onde o indivíduo não possa retirar-se de uma forma fácil ou despercebida. Fobia Social - Medo perante situações em que a pessoa possa estar exposta a observação dos outros, ser vítima de comentários ou passar perante uma situação de humilhação em público. Fobia Simples - Medo circunscrito diante de objectos ou situações concretas.
fºçdº~fç
[B .... ]
1. É a primeira fobia de todas, a maior e mais peçonhenta, por isso vai já em primeiro lugar para me livrar dela o quanto antes
2. Nem sequer consigo dizer a palavra
3. Nem dizer, nem escrever
4. Pôr fotografia aqui, ainda tentei ir ao google, mas assim que apareceram todas em cascata tive que fechar a janela - por isso, conseguir fazer "Guardar Como" e inserir aqui não foi humanamente possível
5. A palavra tem 6 letras, começa com "B" e acaba em "a"
6. São uns seres vivos asquerosos, pretos ou castanhos, do género dos insectos
7. Pronto, para bom entendedor meia palavra basta
8. Nem vê-las!!!!!!!!!! Nem de perto nem de longe. Nada. Népias.
9. Fico-me por aqui.
10. Ufff! Isto custou, mas já está despachado!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

AS PESSOAS DE ANDRÓMEDA

HOMER SIMPSON

dlfdçs


~dfdfºds

O homem que todos nós somos, mas fingimos que não

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Macro Secrets 67

kvlçxkvk

Intelectually mature, emotionally imature

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 125

Dúvida Existencial # 20djsakl
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jlkjl
Porque é que os treinadores de futebol falam sempre na terceira pessoa quando estão a falar deles próprios?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

MURMURS FROM IRELAND IX

Pubs
ldfkkçlf

f.jdsf
Os irlandeses gostam de beber, é sabido.
Também gostam de conviver, está provado.
Adoram combinar as duas coisas, especialmente ao final do dia, antes ou depois de comerem bem.
l~ldgç~
glç~fgl
Se for possível juntar a isto tudo umas pitadas de boa música, melhor.
Qual é o melhor sítio onde se pode encontrar isto tudo?
Num Pub. A palavra significa isso mesmo "Public Place".
dklfçdlfk
g~flç~g
E os irlandeses fazem por que se repare neles.
Com cores, com flores, com campainhas, é difícil passar por um sem repararmos nele - o som da vida sai de lá de dentro, o som de risos, de tilintares de talheres, de chocalhar de copos, de risos e brindes e canções e alegria e convívio.
~fçgl~dfçg
~fçgl~fçd
Os irlandeses têm um ditado que acho adorável: um estranho é só um amigo que ainda não conhecemos.
fçglç~dfg

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

MAGIC MOMENTS 135

Killer Quotes 12
kfldçf
"I can't get no satisfaction."
dkfjdsk

fdjdfdf
O ano: 1965
slças
O protagonista:
The Rolling Stones
slaçs ks
A Canção:
(I Can't Get No) Satisfaction
salkslç
A história:
Escrita nos EUA em 1965, foi considerada em 2004 pela revista Rolling Stone como a segunda das 500 melhores canções de sempre (a primeira é "Like a Rolling Stone" de Bob Dylan).
salksl saçlças
Os Efeitos:
Não deve haver ninguém no mundo (incluindo as tribos masai) que não tenha já ouvido esta canção. A letra é absolutamente universal.
ldfkdlçflf-dlfaslkalçs
O significado:
Não há nada que me satisfaça. Não vou baixar os braços. Não vou engolir qualquer coisa que me sirvam. Não me vou cansar de exigir o melhor para mim e para o mundo.
pfdfl

domingo, 23 de janeiro de 2011

Here I Go Again On My Own

Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno IX
fkdf
Macro Pena Gaivota
dflçkdsf
Sheila ou Selfid elevou-se no ar e abanou as asas azuis, esvoaçando em seu redor. Parecia estar à procura de algo. Finalmente quando pousou de novo, tinha umas asas gigantes de gaivota nas mãos.
"Asas. Um bom par delas, é o que precisas."
C. olhou para as asas, desconfiado. Para que precisava ele daquilo? E porque carga de água é que ela estava a falar numa língua que ele entendia perfeitamente? Só não conseguia dizer qual era. Aliás ...
Selfid aproximou-se e colocou-lhe as asas nas costas. Costas? Mas desde quando é que ele tinha costas? Espera ... Apalpou-se. Mas como raio é que se conseguia apalpar? Olhou para um par de mãos que lhe saíam de um par de braços. Havia aqui qualquer coisa que não estava a bater certo, mas ele não conseguia apontar o dedo exactamente ao que era.
Olhou em seu redor. Estavam numa espécie de salão enorme, com candelabros pendurados por todos os lados, que projectavam uma luz reconfortante. As janelas estavam decoradas com vitrais coloridos e havia cortinados esvoaçantes por todo o lado. Ouvia-se uma música suave e havia mais formas a esvoaçarem por ali, mas C. não conseguia perceber o que eram.
Quando deu por si estava no ar, e Selfid esvoaçava novamente, desta vez ao seu lado.
"Mas onde é que eu estou?"
"Já te disse. No meu castelo. Mas existem muito mais coisas no meu País."
No meu País? ...
"Não projectes os pensamentos. Consigo vê-los todos."
"Projectar os pensamentos? ..."
"Sim. Depois ensino-te como se faz isso. Ou como não se deve fazer.", e Selfid lançou uma risada mimosa para o ar. Ao mesmo tempo que ela se riu, notas musicais sairam-lhe da boca e o dragão azul ficou envolvido numa espécie de pauta musical flutuante.
"Mas isso fica para depois. Agora vais-me contar tudo."
Tudo? Tudo o quê?
"Tudo o que se passa contigo. Quem és, de onde vens, como vieste aqui parar e, sobretudo, como raio é que foste parar às mãos daquele esquisitóide do Techi."
Estaria a referir-se a Saturno.
"Saturno?"
"Deve ser."
"Onde é que ele está?"
"Dentro duma jaula na masmorra do castelo.", Selfid riu-se outra vez.
E C. apercebeu-se de repente que não fazia a menor ideia de como haveria de responder às perguntas do dragão. Não se lembrava absolutamente de nada do que lhe tinha acontecido ou do que era antes de encontrar o planeta.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Fetiche #50

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
fºçdº~fç

“God bless America. God save the Queen. God defend New Zealand and thank Christ for Australia.” - Russell Crowe
fkdlçfkldsºd ~



ksçld
[Russell Crowe]
1. E eu acrescento: And praise the Lord almighty for Russell Crowe! > 2. Termino esta série de fetiches com o maior deles todos > 3. É-me completamente impossível resistir a este focinho > 4. Já tentei, juro que já tentei curar-me desta doença > 5. Já racionalizei que tenho 38 anos e que não tenho idade para estas coisas - não resultou > 6. Já ultrapassei em largos anos o prazo de validade de qualquer obssessão que já tive na vida - mesmo assim ele insiste em persistir > 7. Já o tentei substituir por outros, mais altos, com sotaques menos execráveis, com risos muito mais sensuais - não conseguem apagá-lo > 8. Já o vi gordo, feio, com cabelos brancos e de óculos, balofo, a rir-se que nem um estúpido, a cantar mal como o caraças, mas não consigo ficar-lhe com pó > 9. Não consigooooooo!!!!!!! > 10. Russell, baby, I LOVE YOU! YOU'RE THE BEST, I'M CRAZY FOR YOU, I WORSHIP YOU!
lkfçldf
= FIM =

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

AS PESSOAS DE ANDRÓMEDA

Galileu Galilei
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dkflldk
Um génio forçado a negar-se

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Macro Secrets 66

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The heart is a lonely place

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 124

Vanity Fair
fkfdklgj klgj



dlfkçdf
I hate vain men, Charlie. I do. Really.
Vain men are probably one of the worst plagues the world has ever known.
I mean, vanity in a woman is also bad, but it's not that bad.
Vanity in a guy ... it's absolutely infuriating!
You're not vain at all, Charlie. And that's one of the reasons why I like you so much.
When a guy is vain, he only listens to what he says, only talks about himself and chockes with praise. He walks around like he's some kind of peacock and there is nothing less atractive than a guy who loves himself and thinks either that he's god's gift to women or an intelectual genius.
In fact, the self proclaimed intelectual geniuses are the worst, really. They loooooove to have an audience, hate to be interrupted by something that is not their own voice, think they're soooo funny with their self professed inteligent humour and, worst of all, walk around as if they're always a little above the rest of us scumbags, believing deep down themselves (well, actually, not that deep down) that the world has no idea of their absolute genius.
Usually they end up having to suck up to a lot of asses, so they can pay their rent ...
kdfdsçlkf

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

MURMURS FROM IRELAND VIII

Desperately Looking for U2
jdklfjl

jfdsklf
Procurar os U2 em Dublin não é nada fácil.
Razões: os meninos são ultra-discretos e os seus conterrâneos velam bem por isso.
Saber onde os meninos param? Literalmente impossível, até porque não vivem em Dublin.
Bono tem uma casa a poucos quilómetros da cidade, por onde o comboio passa, e pode ser vista daí mesmo, do comboio. De qualquer forma, na altura em que lá estive os meninos estavam em tournée na Itália.
ºçlkº

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Há um hotel de que os meninos são donos, mas perguntas sobre o quarteto só recebem um abanar de cabeça meio escandalizado da recepcionista.
klçkç
lçkçlk
Encontrar o velho estúdio onde os meninos gravaram os primeiros discos, foi um bico de obra, mas lá conseguimos. Do outro lado da cidade, no meio de um bairro degradado, onde uma simpática Dublinense nos aconselhou a andar com cuidado e sem máquinas à mostra.
lºç

çº

Já não existe. É um descampado cheio de graffittis, onde futuramente se irá construir um parque de estacionamento.
~jkçl

llºç
Em contrapartida, os mapas da cidade assinalam ali próximo o sítio onde será construído um monumento de homenagem - U2 Tower - aos meninos mais queridos da Irlanda.
hkjll

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

MAGIC MOMENTS 134

Killer Quotes 11
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"R-E-S-P-E-C-T"

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O ano: 1967
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O protagonista:
Aretha Franklin
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A história: Originalmente gravada por Otis Redding, foi Aretha Franklin quem tornou a canção famosa. A letra diz algo parecido com, "a única coisa que te estou a pedir quando chegas a casa é RESPEITO."lkfdsçlsalksl
dkçlasdkkfdçlfsaçlças
Os Efeitos:
Tornou-se uma canção empunhada pelo movimento feminista dos anos 60 e cantada por inúmeras cantoras ao longo dos anos. Aparece sempre em momentos de libertação feminista, por exemplo, em filmes, como a famosa cena de "Bridget Jones", quando ela se despede do patrão mulherengo. Mas não é uma canção nada fácil e só quem tem uma voz que aguente ser puxada, é que consegue chegar lá. Escusado será dizer que ninguém a cantará jamais como a fabulosa Aretha e o seu vozeirão esmagador.
sdklslçlkdsçlkflçfkdçlflf
O significado:
Respeitinho, menino!
kdçls

domingo, 16 de janeiro de 2011

Here I Go Again On My Own

Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno VIII
gfklgnj
Macro escamas peixe
dklsçlad
Tinha de agir rapidamente. Se deixasse que Saturno o adormecesse de novo, sabia que jamais acordaria.
Agiu instintivamente. Colocou todos os programas a funcionar a 100%, o arsenal inteiro, com todos os sub-programas também em funcionamento. Nunca puxara tanto pelo seu próprio sistema. Era um risco, mas tinha de o correr. A alternativa era ser eliminado. C. pensou que preferia ficar chalupa a ser eliminado. Ao menos assim talvez conseguisse esquecer-se de uma vez por todas de muita coisa.
Puxou por si próprio até ao último bit. As RCM's comparadas com isto eram viagens de montanha-russa comparadas com o descolar de uma nave espacial. A sua mente começou a ceder, a enfraquecer, a estilhaçar-se. Se conseguisse chegar inteiro ao outro lado daquelas cores assassinas, seria um milagre. Sentiu algo a romper-se literalmente dentro de si. Mas, ao mesmo tempo, conseguia sentir as cores a afastarem-se levemente. Era uma alteração mínima nos tons, mas estava a acontecer. Estava a conseguir proteger-se do ataque colorido de Saturno. O preço que teria de pagar, não queria sequer pensar nele. Sentiu como se os seus neurónios, que já não existiam como neurónios nervosos há 200 anos, estivessem a implodir todos ao mesmo tempo. Depois começou a ver apenas uma única cor a aproximar-se - indigo forte, como uma explosão de recife subaquático.
Pensou nela. Tuesday. Amo-te, Tuesday. Ainda te amo. Nunca deixei de te amar. Até ao fim dos tempos. Until the end of our time ... Tuesday ...
E depois o negro opaco do vazio inundou-lhe a mente.
lfkd
Acordou. Boiava num plasma azulado pululado por microscópicas explosões de luz. Morri e vim parar ao Cemitério Virtual? Estou rodeado de Suzies moribundos?
"O meu nome é Sheila, não é Suzie."
Rodopiou sobre si próprio repentinamente, assustado com o som intenso daquela voz cristalina e líquida, como se a estivesse a ouvir através de uma parede de água. Não viu nada, apenas uma continuação do plasma azulado, mas como se alguém tivesse passado à velocidade da luz pela cor e deixado um rasto nebuloso a pairar, que adensava ainda mais a atmosfera.
"Sheila?"
"O meu nome é Sheila. Sou um avatar de 50ª geração. Onde é que foste desencantar aquela aberração?"
Qual aberração? Saturno? Onde é que ele estava?
"Onde é que estou?"
"No meu castelo. Queres um par de asas? Ou preferes algo mais electrónico? Tens ar de quem precisa dum bom par de asas. Hmmm. Pretas, talvez."
"Não te vejo."
"Pois não. Espera. Estou a decidir como me vais ver. Talvez ... sim ... pode ser. Voilá!"
Diante de si materializou-se um pequeno dragão totalmente azul, com asas recortadas e escamas brilhantes.
"Sheila?"
"Eu mesma. Mas hoje podes-me chamar Selfid."

sábado, 15 de janeiro de 2011

Fetiche #49

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
fºçdº~fç
“Very few of us are what we seem.” - Agatha Christie
ldsºd ~

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[Detectives]
1. Talvez seja das séries e filmes americanos > 2. Talvez a culpa seja do Hill Street Blues e do primeiro detective por quem me apaixonei - LaRue > 3. Talvez seja da arma e dos blasers de cabedal - um homem com arma e blaser de cabedal é tiro e queda para mim > 4. É certamente por estarem do lado certo da lei - sou uma rapariga que gosta de gente que luta pela justiça > 5. Há algo de muito sensual num tipo que anda enfiado num casaco de cabedal, tem licença para usar uma arma de fogo e passa a vida a perseguir criminosos, não sei porquê ... > 6. Prefiro detectives do departamento dos homicídios, são mais sexy > 7. Se pertencerem ao departamento dos homicídios, e ainda por cima perseguirem serial-killers, é ouro sobre azul > 8. Se pertencerem ao departamento de homicídios, perseguirem serial-killers e ainda! forem profilers, epah! aí atinjo o nirvana > 9. É que há algo de extremamente sensual num tipo que consegue perceber tipos maléficos e loucos, entrar-lhes dentro da mente, mas que não é ele próprio maléfico nem louco, não sei exactamente porquê mas garanto que é sensual > 10. Portanto, resumindo, tipo que fale português, americano ou francês (os ingleses ficam de fora porque tanta polidez no paleio não se coaduna), ande de casaco de cabedal, tenha uma pistola ou revólver pendurado no coldre (tem que ter coldre, porque nas calças não é tão sensual, não sei explicar porquê), passe a vida a perseguir altos criminosos, do piorio, especialmente daqueles que matam 50 gajas em 4 meses com requintes de sadismo, e que ainda por cima lhes consiga estudar os modus-operandi e prever como é que os malucos vão actuar, faz parte do meu imaginário de fetiches, ocupando os lugares mais elevados.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

AS PESSOAS DE ANDRÓMEDA

Francisco Sá Carneiro
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O nosso JFK

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Macro Secrets 65


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Take Your Paw Off ME!


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 123

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Are you a MAN, Charlie, or are you a boy?
Well, I guess you'll never grow up, Charlie. You're like Peter Pan, forever frozen in your boyhood. But you have an excuse. Most men I know, don't.
This idea came to me the other day, when a friend of mine told me she had to go cook something for her brother because he was starving.
And it made me think ...
Now, you could ask me - is her brother a 5 year old kid who can't and of course musn't be anywhere near the stove? No ...
Is her brother handicapped in some way, that prevents him from using his arms and hands to make dinner? Again, No ...
Her brother is a grown up Man.
He is not, though, in my opinion, a MAN.
The word that made me start thinking, was "starving".
Did our ancestors, back in the jungle times, when they were starving, wait for somenone to cook them dinner? I don't think so ... They would pick their weapons and go get their dinner.
So how come nowadays a Man feels like a real Man if he doesn't do any of that? A Man is considered a sissy if he likes cooking. At best, he's considered a gourmet or a chef.
The thing is, a MAN, a real MAN makes his own dinner, Charlie, because he is able to provide for himself. That's my point. The sissys wait for it to appear before their eyes, like a miracle.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

MURMURS FROM IRELAND VII

Seagulls
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As gaivotas são donas de Dublin.
Nunca vi tanta gaivota numa cidade.
Sorte a minha, que as adoro.
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Podem ser encontradas sobretudo perto do rio Liffey, pairando imponentes sobre as águas, repousando em estátuas e candeeiros ou depenicando pedaços de pão que as pessoas lhes atiram.
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Sem medo, não se afastam, ocupam o seu espaço, habituadas às pessoas e ao seu posto de sentinelas da cidade.
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E Dublin, vista da perspectiva dos olhos de uma gaivota, ganha contornos líricos.
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

MAGIC MOMENTS 133

Killer Quotes 10
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"I have a dream."

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O ano: 1963 (28 de Agosto)
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O protagonista:
Martin Luther King Jr.

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O Discurso:
Discurso proferido durante a marcha pelo trabalho, em Washington.
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A história: O discurso era um conjunto de rascunhos escritos sem nenhuma versão finalizada, que King foi proferindo. Quando se aproximava do fim, a cantora Mahalia Jackson gritou-lhe de entre a multidão: "Tell them about the dream, Martin!". E foi então que King abandonou os papéis e começou a improvisar no seu estilo pregador que poucos conseguiam imitar.
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O contexto:
Nos degraus do Lincoln Memorial, King dirigiu um apelo fortíssimo a uma nação dividida pelo racismo. Estavam presentes cerca de 200.000 pessoas. É inacreditável pensar que há menos de 50 anos (!!!) a América, a terra das oportunidades e dos sonhos, ainda discriminava pessoas de outra cor.
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Os Efeitos:
Tornou-se um discurso lendário, não só pelo que dizia, como também pela forma como era dito e por quem o disse. Foi considerado o discurso americano mais importante do século XX e constituiu um marco de viragem no Movimento Americano de Defesa dos Direitos Cívicos.
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O significado:
Somos todos de carne, osso e sangue, não importa a cor que tenhamos. Será assim tão difícil de isto entrar em tantas cabeças, porra? ...
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domingo, 9 de janeiro de 2011

Here I Go Again On My Own

Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno VII
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Macro olho humano
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Alguns dias mais tarde, a comunicação entre C. e Saturno, como o passara a designar mentalmente, tornara-se suficientemente clara para C. conseguir perceber que estava a lidar com uma entidade gerada no sistema, sem qualquer espécie de contacto com o exterior ou partilhando existência com qualquer outro seu semelhante.
Saturno nascera nas redondezas, algures numa das camadas da cebola do sistema, C. não sabia há quanto tempo porque o "planeta" não tinha noção dessa medida. Pela informação que era possível percepcionar, tratava-se de uma entidade que fora evoluindo lenta mas persistentemente, adicionando conhecimentos, artilhando-se com sistemas que parasitava, como um vírus tecnológico. Percebeu que Saturno nunca tinha encontrado outros semelhantes a si, outros ARLIs, porque era a primeira vez que se deparava com um sistema semelhante ao seu e estava bastante curioso sobre aquilo de que era capaz.
C. foi muito cuidadoso na informação que lhe ia fornecendo. Não referiu nada sobre a Resistência, nem sobre os ARLIs. Disse muito pouco sobre as suas capacidades e as ferramentas de que dispunha e procurou aguçar-lhe o apetite para lhe dar a entender que se o eliminasse "tout court" perderia informação valiosa para a sua evolução. Mas sabia que era apenas uma questão de tempo, até Saturno decidir que já chegava de conversa.
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78 horas depois de ter encontrado o pequeno planeta, apercebeu-se de que havia uma mudança significativa na comunicação que ambos haviam estabelecido. O pequeno organismo multi-colorido estava muito mais agitado do que era costume, os anéis girando em sentidos opostos à sua volta, numa vertigem de matizes que o entonteciam. Algo se passava. Tentou questioná-lo, mas obteve respostas muito evasivas, ainda mais do que era costume. A forma como Saturno comunicava era lenta e pastosa, como se lhe fosse extremamente difícil expressar-se por meio dos símbolos que não faziam parte da sua linguagem, e que C. conseguia perceber tratarem-se de uma espécie de hieroglifos para um sistema de rapidez nano-sónica. Era como se alguém que funcionasse à velocidade da luz, estivesse a tentar comunicar com palavras. Era tão rápida, que adoptar um sistema de símbolos tão arcaico para comunicar tornava-se quase anti-natura. As coisas eram transmitidas aos soluços e C. perdia metade das informações, já de si crípticas.
Subitamente apercebeu-se de que chegara a hora da sua eliminação. E que seria excruciantemente dolorosa. Porque Saturno iria desfazê-lo mentalmente. As cores começaram a aumentar de intensidade até se tornarem insuportáveis de fixar e começarem a magoá-lo tão intensamente, que quase parecia ter recuperado um corpo físico. Sabia que se não fizesse algo rapidamente, enlouqueceria e podia dizer adeus à sua vida artificial de vez.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Fetiche #48

Fetiche
Nome masculino > 1. Objecto a que se presta culto por se atribuir poder mágico ou sobrenatural > 2. figurado. aquilo a que se dedica um interesse obssessivo ou irracional > psicologia. objecto gerador de atracção ou excitação sexual compulsiva.
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“Things are not what they seem…Social reality turns out to have many layers of meaning.” P. L. Berger
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[Layers]
1. Camadas > 2. De roupas > 3. Adoro o Inverno. por esse motivo > 4. Camisola interior > 5. Camisola > 6. Mais uma camisola > 7. Casaco > 8. Mais um casaco > 9. Gabardine > 10. Cachecóis > 11. Luvas > 12. Meias-collants > 13. Mais meias > 14. Botas > 15. Gorro > 16. Também outras camadas > 17. De significados > 18. De interpretações > 19. De sentidos > 20. De ... > Camadas que se põem e depois tiram > 21. Camadas que escondem > 22. Camadas que revelam > 23. Adoro a sobreposição de roupa, de pensamentos, de emoções > 24. Adoro a mistura de materiais, de sentimentos, de ideias

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

AS PESSOAS DE ANDRÓMEDA

Eusébio

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Um Rei humilde

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Macro Secrets 64


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You were damn right ...
I did write several books about you

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 122

Questions, Not Answers
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Charlie, to stop is to die. Literally. And I don't just mean physically, but mentally too.
Movement is the essence of life. At least for me.
So my wish for 2011 is Movement.
I don't need answers, I want questions.
I don't need safety, I want adventure.
I don't need normality, I want oddity.
I don't need a home, I want the world to be my home.
I don't need to find anything, I want to search.
I don't need anyone, I want everyone.
I don't need to know, I want to feel.
I don't need to be someone, I want to try many someones.