segunda-feira, 21 de março de 2011

Here I Go Again On My Own

Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno XVII
kdfçldsf
Macro punho fechado
dçkfdfsç
"E como é que vamos descobrir o que eles andam a fazer?"
"Bom, primeiro parece-me que temos de tentar reverter o que o Techi te fez. Ou me engano muito, ou tu sabes muito sobre o que se passa lá em cima.", disse Cassiopeia.
"Porque dizes isso?"
"Oh, não sei. Chama-lhe feeling.", Cassiopeia continuou a fixá-lo com uma expressão estranha no olhar e depois levantou-se e mergulhou de novo na piscina.
"Chegou então a hora de ver se conseguimos convencer o nosso amiguinho a fazer um acordo connosco.", disse Sheila, afastando-se e puxando-o pela mão.
"Não me parece que esse Saturno fosse de acordos.", disse C.
"Porque lhe chamas isso?"
"Não sei ... parece-me que tinha algo a ver com o seu formato e anéis ..."
"Hmmm. Segue-me."
Voaram os dois até um enorme castelo sinistro, recortado contra um céu escuro e tempestuoso. Enormes raios descarregavam a sua energia pelo espaço e C. teve até dificuldade em fixar o olhar na silhueta do castelo.
"Belas férias ..."
"Achámos que era o mínimo que podíamos fazer por ele - oferecer-lhe uma suite no Castelo Assombrado. O pobre nunca se viu metido em nada do género, estou em crer. Já nem sabe de que terra é."
Ouviam-se curto-circuitos por todo o lado, quando entraram.
"Mas ele não é uma espécie de entidade híbrida? Um vírus, ou algo do género? Consegue assustar-se?"
"Bom, digamos que este tipo de 'sustos' se adequam à sua natureza. Ele não está habituado a lidar com emoções e nós implantámos-lhe um pequeno attachment que o faz sentir ..."
Sheila conduziu-o até um salão enorme, onde uma míriade de candelabros gigantes enfeitavam o tecto alto. Sombras e manchas de cor como de auroras boreais flutuavam por todo o espaço. No centro do salão encontrava-se um enorme buraco. Espreitaram lá para baixo. Saturno encontrava-se no meio de uma autêntica tempestade eléctrica.
"E isto não vai destrui-lo?"
Sheila abanou a cabela, ao mesmo tempo que franzia o sobrolho, como se o que ele tivesse dito fosse um perfeito absurdo.
"Náááá ... O máximo que pode fazer é deixá-lo extremamente confuso e com vontade de aceitar qualquer coisa que lhe propunhamos. Estamos a monitorizar constantemente os seus sinais. Isto está a servir para ele perceber quem manda aqui."
"E quem manda aqui?", C. estava a ficar um pouco assustado com o ar sinistro de Sheila, como se estivesse a ter um enorme prazer em ver o vírus naquele estado. Via-se mesmo que não era humana, ou não teria aquela ausência total de sentimentos, mesmo que fosse por uma criatura daquelas.
"Sim, tens razão. Não sou humana. Mas ele também não é, esqueces-te disso. É uma coisa, não um ser vivo."
"Há quanto tempo é que o têm assim?"
"Desde que vos apanhámos. Há cerca de 72 horas, mais ou menos."
"Tens razão. Mas era isso que estava a pensar, só que não deves ter interpretado bem o meu pensamento. É que nós, os humanos, até por máquinas somos capazes de sentir pena, o que é uma parvoíce, mas é ... humano."
"É por isso que te disse que deves treinar ocultar os teus pensamentos. Pode dar azo a mal-entendidos e há por aqui muita gente que não terá a mesma abertura que eu para que lhes expliques o que era que estavas realmente a pensar."
"Sim, tens razão. O pensamento é uma coisa confusa e cheia de camadas."
"Precisamente. E vocês, humanos, batem recordes nesse departamento. Bom, vamos lá a ver se o nosso convidado está pronto para sair daqui."
"Como é que comunicam com ele?"
"Isso está tratado. Há uma linguagem universal."
"Qual?"
"A da força."
Sheila aproximou-se do buraco e a tempestade eléctrica parou subitamente. C. podia agora ver claramente o pequeno planeta, melhor até do que quando fora apanhado por ele. Era azul e tinha uma quantidade infinita de anéis circulares e multicoloridos a rodeá-lo. Pairava meio de lado numa espécie de campo de forças que o mantinha a flutuar sempre no mesmo sítio.
Sheila voou até lá abaixo. Depois olhou para cima e chamou C.
"Parece-me que ele está preparado."
"Preparado para quê?"
"Para te devolver a memória. Vem."

domingo, 20 de março de 2011

Fobia #8

Fobia
s.f. Em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objectos, animais ou lugares. Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro das doenças de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares. São três, os tipos de fobias: Agorofobia - Medo de estar em lugares públicos concorridos, onde o indivíduo não possa retirar-se de uma forma fácil ou despercebida. Fobia Social - Medo perante situações em que a pessoa possa estar exposta a observação dos outros, ser vítima de comentários ou passar perante uma situação de humilhação em público. Fobia Simples - Medo circunscrito diante de objectos ou situações concretas.
fºçdº~fç

lfçdçflgf
[Mathew Mcconaughey]
1. Para além do apelido ser inescritível ...
2. Aquele arzinho de "ó p'ra mim que bom que sou mas que ar de não é nada comigo que faço" irrita-me ....
3. Depois aquele sotaque texano forçado, que usa para acentuar ainda mais o ar de "ó p'ra mim que bom que sou mas que ar de não é nada comigo que faço"
4. Depois só faz é porcarias de filmes, daqueles filmes em que o tipo é um idiota bonzão e solteirão e que é conquistado pela gaja ...
5. Depois é .... intragável!

sábado, 19 de março de 2011

AS PESSOAS DE ANDRÓMEDA

Owens, Jesse
çºgfd

fgkdfçl
One will, one way - forward

sexta-feira, 18 de março de 2011

Macro Secrets 74

kvlçxk
I was once a Lady Chaterley to my Lover

quinta-feira, 17 de março de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 132


lfºeçf
Dúvidas Existenciais # 21, 22 e 23
skdasç
Porque é que nos filmes traduzem sempre "fuck" por "merda"? "Fuck" é "foda-se", não é "merda" e toda a gente sabe que há uma grande diferença entre "foda-se" e "merda". "Merda" a gente diz quando está meio chateado. "Foda-se" diz quando está pior que estragado, a querer matar alguém. Há um mundo de diferença entre "fuck" e "merda", ouviram senhores tradutores deste país???!!!!!! Foda-se!
çdlkfçdf
Não é estranho que?:
O Paulo Portas que é de centro-direita e todo tio tenha imenso jeito, himalaias dele, de facto, para confraternizar com as peixeiras nos mercados
E ao seu irmão, Miguel Portas, que é de esquerda, lhe faça espécie qualquer contacto mais amigável com o zé povinho ...
... ele há coisas mesmo estranhas ...
çfdkçdslf
Aquela mulher ali em cima (Kátia Guerreiro) não canta duma maneira mesmo, mesmo, mesmo esquisita? Parece que está a ter uma criança ou que acabou de beber um litro de veneno ...

quarta-feira, 16 de março de 2011

MURMURS FROM IRELAND XVI

O Livro
kfdsçlf

dçkfdsçl
Escondido no interior da Biblioteca de Trinity College, bem no meio de Dublin, encontra-se um dos segredos mais bem guardados da Irlanda e do mundo - The Book of Kells.
The Book of Kells é um dos mais antigos manuscritos da Bíblia com iluminuras, escrito em Latim e contendo os 4 Evangelhos principais do Novo Testamento. Foi criado por monges celtas cerca do ano 800 da nossa era. Foi assim nomeado a partir da sua morada durante séculos, a Abadia de Kells.
kdfçslf
çdfjdskçl
Todos os dias uma fila enorme de pessoas começa a formar-se à entrada da biblioteca de Trinity College para poder ver de perto os dois livros dos quatro que a instituição expõe de cada vez. Numa pequena câmara a meia-luz e protegidos por um vidro, as páginas do Book of Kells são expostas aos olhares da multidão ávida que vai circulando em redor da mesa com uma veneração silenciosa e fascinada.
jfdlkf
lkfdsçlf
Depois, pode-se ver a pequena biblioteca, mas não fotografar. A biblioteca é um corredor longitudinal ladeado de pequenas divisões apinhadas de livros antigos do chão ao tecto e mostrando alguns objectos interessantes, como a mais antiga harpa feita na Irlanda.
Se tivesse de escolher o meu sítio preferido em toda a cidade, seria obviamente este brinco de biblioteca, que mais parece saída de um qualquer filme de fantasia do Harry Potter do que propriamente da realidade.

terça-feira, 15 de março de 2011

MAGIC MOMENTS 142

Killer Quotes 19
çkfçldsf
"Olhe que não ... olhe que não ..."
gçkdfg

dçlfkdsçl
O Ano: 1975
lçdfkçld
O Autor: Álvaro Cunhal
kççldsf
O Momento: O debate televisivo entre Álvaro Cunhal e Mário Soares
dlkdfsç
A História: Numa altura em que se discutia a união entre o PS e o PCP, a dias da independência da última colónia portuguesa, Angola, o país vivia uma instabilidade social única. Escassos vinte dias após o debate, acontecia o 25 de Novembro. Cunhal e Soares debateram-se durante quase 4 horas seguidas.
çlgkf
O Contexto: À acusação de Soares: "O que o Partido Comunista deu provas durante estes meses é que quer transformar este país numa ditadura.", Cunhal responde.
çlkdlskçdçkgfçl
Os Efeitos: Quando queremos contradizer alguém, lá vem o histórico "Olhe que não ..."
glçfkçjgklfds
O Significado: Bolas, o que o homem quer mesmo dizer é "Ó meu palhaço! Tás a delirar, pá!" Mas Álvaro Cunhal era um homem educado. Vai daí: Olhe que não ... olhe que não ...
lfkdsçklf
Ao minuto 4:38
dlfdf

segunda-feira, 14 de março de 2011

Here I Go Again On My Own

Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno XVI
dçkfç

Macro lâmpada
dçflkds
"«Le0pard» começou por organizar as hostes, tentando reunir as mentes mais brilhantes que se tinham transferido. Foram tempos difíceis e entusiasmantes, mas em geral não houve grandes problemas quando se tratou de escolher um líder. A comunidade hacker é muito democrática nesse aspecto e está sempre pronta a apoiar os membros que mostram ter um valor indiscutível. A reputação de Jorge era já lendária, antes de se transferir e por isso foi quase natural que se tivesse tornado o Chefe da Resistência. A escolha do seu, digamos, Concílio, foi mais complicada. Havia várias pessoas a considerar, mas Jorge queria manter as coisas simples e por isso foram escolhidos apenas mais quatro Chefes, que dividiram o mundo em secções que cada um controla. Cada Chefe tem o seu Assistente e temos assim 10 pessoas ao todo a comporem o Governo Sombra do Planeta. Vou-te dizer os seus nomes, pode ser que alguma coisa desperte a tua memória: para além do Jorge, há o Ariel, israelita, aka «Devil_Master» que controla a Ásia, Vincent, americano, aka «Krueg» que controla a América, Human, juguslavo, aka «L00p», que controla a África e Carlos, outro português, aka «Júpiter», que controla a Europa. Estes nomes não te dizem nada?"
"Não ... lamento ..."
"Prossigamos, então. Jorge teve alguns problemas inicialmente com dois destes seus membros - Vincent e Carlos eram rivais antes de se transferirem, mas eram também dos melhores hackers e ele não quis prescindir de nenhum deles. Carlos hesitou bastante antes de aceitar e quando finalmente aceitou, foi Vincent quem ameaçou abandonar o Concílio. Foi preciso muita perssuasão para que os dois conseguissem funcionar em conjunto e as coisas nunca ficaram totalmente pacíficas, mas a verdade é que durante 200 anos não houve grandes crises.
Durante todo esse tempo, o Governo Sombra tentou por todos os meios que estavam ao seu alcance proteger-se e proteger a comunidade de ARLIs, ao mesmo tempo que tentavam conhecer o inimigo para encontrar falhas ou fraquezas no sistema. O tempo aqui corre de forma um pouco diferente do tempo lá fora e por isso, pode parecer incrível, mas 200 anos passaram-se num instante. Durante todo esse período houve apenas dois momentos em que a Resistência esteve muito próxima de conseguir algum tipo de sucesso: um deles foi protagonizado pelo próprio Jorge, o outro por Vincent.
Logo no início, quando o entusiasmo ainda era enorme e as hostes estavam todas a trabalhar afincadamente para resolver a fatalidade que se abatera sobre a Terra, foi organizado um ataque em massa à fonte do sistema, mas as coisas correram muito mal. Centenas de ARLIs foram eliminados, porque se descobriu que afinal aquilo que se pensava que era a fonte não passava de um engodo. Jorge escapou por um triz e isto apenas aumentou o seu estatuto lendário na comunidade. Ele foi o único ARLI até hoje que esteve o mais próximo que é possível estar da fonte e que conseguiu iludir todos os sistemas de detecção possíveis e imagináveis graças às suas habilidades extraordinárias. Mas algo aconteceu que ficou para sempre como uma mancha a ensombrar ainda mais a relação dos 4 Chefes - Vincent estava com ele e deixou-o sozinho, o que foi considerado sobretudo por Carlos como a confirmação das suas suspeitas acerca do americano. A verdade é que Jorge não o retirou do programa e manteve-o exactamente como estava. Desde aí a relação entre os dois manteve-se sempre muito diplomática e fria.
O segundo momento foi quando Vincent, nem mais, decidiu agir totalmente sozinho e ir directamente à verdadeira fonte. Isto aconteceu cerca de 100 anos após a primeira tentativa. Ele é de todos os Chefes, quem mais pesquisou sobre a natureza das máquinas. Mas agir sozinho foi uma total desobediência às regras da casa e isso viria a ser-lhe quase fatal. Foi exposto e quase eliminado, não fosse o próprio Carlos tê-lo safado do embróglio, precisamente porque andava também secretamente a espiar os seus movimentos. Como deves calcular, e apesar de Jorge ter insistido em mantê-los no Programa, as coisas nunca mais foram as mesmas para ninguém.
Há pouco tempo, soube de fonte segura que Carlos abandonara de vez o Programa e que Vincent se prepara para organizar um ataque à fonte semelhante ao da primeira vez, usando todos os ARLIs do sistema. Não sei o que se passou, mas presumo pelos boatos que tenho ouvido que Carlos não tenha concordado com o que se estava a passar e tenha decidio abandonar a Resistência."
Sheila olhou para C., que abria e fechava a mão, como se estivesse fascinado pelos seus movimentos articulatórios.
"E porque é que tu não estás com os outros ARLIs?"
"Long story, baby. Talvez um dia te conte. Mas o que interessa neste momento são duas coisas, parece-me: tentar perceber quem tu és", e quando disse isto Cassiopeia fixou-o intensamente, "e tentar perceber que raio é que aqueles meninos lá em cima se preparam para fazer, porque isso vai-nos afectar a todos."

domingo, 13 de março de 2011

Fobia #7

Fobia
s.f. Em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objectos, animais ou lugares. Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro das doenças de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares. São três, os tipos de fobias: Agorofobia - Medo de estar em lugares públicos concorridos, onde o indivíduo não possa retirar-se de uma forma fácil ou despercebida. Fobia Social - Medo perante situações em que a pessoa possa estar exposta a observação dos outros, ser vítima de comentários ou passar perante uma situação de humilhação em público. Fobia Simples - Medo circunscrito diante de objectos ou situações concretas.
fºçdº~fç

lfçdçflgf
[Voz de Shakira]
1. Não é a rapariga, que até me parece bastante simpática e nada toleirona.
2. É a voz da rapariga.
3. Aquele vibrato que ela faz é arrepiante brrrrrr!!!!!
4. É o género musical, meio afro, meio indiano, meio não sei o quê, que também é arrepiante brrrr!
5. É os movimentos de anca ou da barriga ou lá o que é aquilo, que admito serem sensuais para os senhores, mas que enfim ... me parecem demasiado repetitivos ... ela tem sempre que fazer aquilo? SEMPRE? Ó rapariga, varia um bocado!
6. Nem sequer a vou pôr a cantar, porque não aguento mesmo ouvi-la.

sábado, 12 de março de 2011

AS PESSOAS DE ANDRÓMEDA

Neil Armstrong
kfçdslf

dfçkdsçf
A quiet hero

sexta-feira, 11 de março de 2011

Macro Secrets 73

kvlçxkv
I Like the Expectancy of Possibilities

quinta-feira, 10 de março de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 131

As Batalhas na Zona Literária
çdkfsadçl

sdfjkdsl
Há uma zona literária em certos cérebros. Como decerto haverá uma zona pintora, escultura, cinematográfica, musical, culinária, e outras que tais, noutros cérebros.
A zona literária pode ser contaminada por outras zonas, como a cinematográfica ou a musical, por exemplo, sempre ou em casos particulares. A minha zona literária, por exemplo, é constantemente contaminada por aquelas duas (penso sempre nos textos com imagens e com o ritmo do cinema e os meus personagens têm sempre bandas-sonoras acopladas) e, ocasionalmente, ela é contaminada por outras coisas (como foi o caso destes últimos dois anos em que esteve contaminada por snipers porque um dos personagens era sniper).
lkfçlds
Como um músculo, a zona literária tem de ser exercitada todos os dias, de modo que seja produtiva, especialmente quando se está em génese literária, isto é, quando se tem pela frente a hercúlea missão louca de erigir um mundo novo.
Esse mundo irá preencher dezenas, senão mesmo centenas, de páginas em branco (de preferência pautadas, no caso desta vossa que vos escreve) e, para que isso aconteça, é preciso lutar, por vezes. Nem sempre, mas algumas vezes.
Por vezes a coisa sai como manteiga e não é preciso ferros. Outras vezes a coisa chega ao ponto de precisar de cesariana. Mas o segredo está, em todos os casos, em não parar. A zona literária, como as criancinhas e os falcões amestrados, precisa de disciplina. Precisa também de água, nos dias mais inspirados, e estrume, nos menos inspirados. Pérolas ou merda, não interessa, o importante é manter a coisa a correr, manter a zona em movimento, seja lá como for. Em speed, em velocidade de cruzeiro ou até mesmo em câmara lenta.
Como se consegue isto? Bom, lutando literalmente com as palavras. Muitas vezes elas não querem sair, são teimosas, são tímidas, estão c'os azeites ou pura e simplesmente são preguiçosas. A gente tem que as puxar. Puxam-se as palavras escrevendo-as à força, suando as estopinhas, mesmo quando a imaginação pede time-out. E, à força de serem puxadas, elas acabam por desemperrar e trazer outras presas umas às outras. As palavras, para quem não sabe, são como as cerejas, os amendoins, as batatas fritas ou os sugos. Elas é que acham que são mais do que isso, mas não são. Atrás duma vem sempre outra.
É preciso é não nos intimidarmos e atacar na zona literária.

quarta-feira, 9 de março de 2011

MURMURS FROM IRELAND XV

Gaol
lfkldsç

dçflkldsçf
Construída em 1702, Kilmainham Gaol é das prisões mais famosas, senão a mais famosa da Irlanda, sobretudo porque foi aqui que todos os líderes republicanos da revolta da Páscoa - Easter Rising - foram executados.
kfçdslfk
fçldskçlf
Foi aqui que foi filmado o famoso "Em Nome do Pai", e alguns outros filmes. Aquele em particular relata uma das histórias mais negras da Irlanda e mais vergonhosas para o império britânico - em 1975 11 pessoas foram detidas e condenadas a cumprir prisão perpétua por um crime que não cometeram - um dos muitos atentados à bomba perpetrados pelo IRA na década de 70 em Londres.
ºkºç
ºlº
O Governo britânico, na ausência de suspeitos, decide coagir a confissão de um grupo de inocentes, entre os quais se encontram Gerry Conlon e Giuseppe Conlon, seu pai, um idoso doente que acabou por morrer ainda na prisão.
ººçl
kºçlkçl
Apesar do IRA ter afirmado vezes sem conta que aquelas pessoas não estavam relacionadas de forma nenhuma com o atentado, o "erro" persistiu durante 13 anos. O filme retrata a luta do filho para se provar inocente e vingar a memória do pai.
kçlk
ljlkj
Kilmainham nem sempre foi uma prisão tão moderna, como a que se vê na fotografia do átrio principal. Na verdade, era das piores e mais degradadas da Irlanda, não havendo sequer distinção entre prisioneiros masculinos e femininos, que partilhavam celas.
çflkdsçlf
lkçkl
Hoje em dia está encerrada e abre as portas aos visitantes como museu.
jlkjlk

terça-feira, 8 de março de 2011

MAGIC MOMENTS 141

Killer Quotes 18
çkfçldsf
"To be or not to be, that is the question."
gçkdfg

dçlfkdsçl
O Ano: Cerca de 1600
lçdfkçld
O Autor: William Shakespeare
kççldsf
O Personagem: Hamlet, Príncipe da Dinamarca
dlkdfsç
A História: Hamlet regressa da guerra, para descobrir que o seu pai foi assassinado pelo seu tio, que lhe usurpou o trono e a mulher. Desesperado, finge estar a enlouquecer, para congeminar a sua vingança.
çlgkf
O Contexto: Hamlet não está sozinho, enquanto diz este monólogo. Ofélia encontra-se em cena e foi instruída para que se posicione de forma a que Hamlet a veja. Claudius e Polónio também se encontram escondidos a ouvi-lo.
çkgfçl
Os Efeitos: É dos monólogos mais cobiçados por qualquer actor masculino. A frase é conhecida de toda a gente e adaptada inúmeras vezes a outros contextos. Ex: Ir jantar fora ou encomendar, eis a questão.
çjgklfds
O Significado: Ser ou não ser, eis a questão. O monólogo prossegue divagando sobre a comparação entre o sofrimento da vida e o medo da incerteza da morte e da possível danação consequente do suicídio. O dilema de Hamlet é o de que, apesar de não estar satisfeito com a vida, também não tem a certeza do que a morte lhe poderá trazer. Poderá ser o sono ou poderá ser o sonho, podendo revelar-se uma experiência pior do que a própria vida. O suicídio será, assim, uma ida sem regresso que se poderá revelar um erro fatal. Todo o discurso é contaminado pela ideia Cristã da proibição do suicídio. Em resumo, todo o discurso discorre sobre esta ideia fundamental: a vida é má, mas a morte pode revelar-se ainda pior.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Here I Go Again On My Own

Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno XV
dfkdsçl
Macro saco de chá
dçlfkdsçl
Sobrevoaram Sheiland, ou uma parte dela, porque, como lhe explicou Sheila, o seu reino era quase infinito e havia lugares em Sheiland para todos os gostos. Cruzaram-se com outros avatares sozinhos ou em grupos. Toda a gente parecia bela e bem proporcionada e C. notou isto. Sheila explicou-lhe que a tendência das pessoas era sempre escolherem os corpos mais perfeitos e mais parecidos com aquilo que sonhavam ser, do que propriamente com a realidade. As asas eram um ítem muito requisitado, ao que parecia, e havia-as de todos os formatos, feitios, cores e proveniências. De borboleta, de fada, de libelinha, de aves poderosas como o falcão ou a águia, até de anjo.
Aquela parte de Sheiland chamava-se Terra Encantada e era tudo aquilo que a imaginação podia conceber. Havia castelos e palácios encantados perdidos numa imensidão de florestas e bosques encantados, onde se ouvia música suave e passarinhos a chilrear. Havia lagos profundos, onde alguns avatares passeavam de barco ou relaxavam em enseadas sossegadas. Havia varandas e terraços com balaustradas decoradas de cortinados esvoaçantes onde pares dançavam ou simplesmente conversavam. Era um ambiente calmo e acolhedor, quase mágico e C. pensou que se sentia ali como há muito tempo não se sentia - em paz.
"Sim, é verdade. É isso que Sheiland pretende oferecer a todos quantos nos visitam - paz e um espaço onde todos possam realizar os seus sonhos, desde que não prejudiquem ninguém. Vou-te apresentar Cassiopeia. Ela é uma ARLI como tu, mas está connosco há já algum tempo. Ela poderá, melhor do que eu, contar-te como a Resistência se estabeleceu e o que se passou nestes 200 anos."
"Eu conheço-a?"
"Não sei. Iremos descobrir isso agora."
Sheila inflectiu o seu plano de vôo e começou a descer até um promontório onde se encontrava um enorme templo japonês. C. seguiu-a. Quando pousaram, descobriu que havia uma pequena piscina no interior do templo, rodeada de rochas e amendoeiras, onde uma bela mulher ruiva flutuava, parecendo completamente alheada de tudo. Quando se aproximaram, a mulher abriu os olhos e sorriu.
"Este é o ARLI de que te tinha falado, Cassiopeia."
Cassiopeia ergueu-se da sua posição deitada e saiu da piscina, envolvendo o corpo escultural numa toalha de linho branco. Estendeu-lhe a mão, a que C. correspondeu meio aturdido. Nunca a vira, claro.
"Bom, não sei se já nos conhecêmos, mas o meu nome agora é Cassiopeia. Antes de abandonar a Resistência e vir refugiar-me aqui chamava-me «Neptune». Mas vamos sentar-nos ali.", apontou para um tapete oriental sobre o qual se encontravam uma esteira de palhinha e algumas almofadas encarnadas espalhadas em seu redor. "Tenho chá verde, ou a ideia de chá, de qualquer modo.", sorriu e dirigiram-se todos para o recanto do chá.
Sentaram-se de pernas cruzadas. C. teve alguma dificuldade em encolher as suas asas e Sheila ajudou-o.
"Não te lembras de nada?", perguntou-lhe Cassiopeia.
"Nada."
"Muito bem. Talvez o que te vá contar desperte alguma memória. Vamos ver.", serviu o chá a partir de um bule preto decorado de minúsculas flores coloridas. C. experimentou pegar na pequena taça e aproximá-la dos lábios.
"Não te preocupes.", disse-lhe Sheila, "o teu cérebro pensará que está mesmo a beber e provocará essa ilusão.
Bebeu um gole. Sabia-lhe mesmo a chá quente e ... a algo que lhe era familiar.
"Parece-me que o chá também poderá ajudar.", sorriu Cassiopeia vendo a sua expressão de surpresa, "Talvez fosse uma das tuas bebidas favoritas antes de te teres transferido."
"Talvez ..."
"Bom, vamos lá então. Presumo que Sheila já te tenha dado uns lamirés sobre como tudo se passou até chegarmos a este ponto."
"Sim, já."
"Muito bem. Quando as pessoas se começaram a transferir, muitos descobriram que não tinham sido os únicos e começaram a formar alianças aqui dentro do sistema. Uma dessas pessoas destacou-se logo de início. Era um jovem português de 17 anos chamado Jorge, aka «Leopard»?", Cassiopeia esperou para ver se a menção do nome lhe provocava alguma reacção.
C. piscou os olhos e esperou.
Cassiopeia continuou:
"«Leopard» era um visionário. Provavelmente o melhor hacker do mundo, se bem que ele próprio nunca admitiria isso."

domingo, 6 de março de 2011

Fobia #6

Fobia
s.f. Em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objectos, animais ou lugares. Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro das doenças de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares. São três, os tipos de fobias: Agorofobia - Medo de estar em lugares públicos concorridos, onde o indivíduo não possa retirar-se de uma forma fácil ou despercebida. Fobia Social - Medo perante situações em que a pessoa possa estar exposta a observação dos outros, ser vítima de comentários ou passar perante uma situação de humilhação em público. Fobia Simples - Medo circunscrito diante de objectos ou situações concretas.
fºçdº~fç

lfçdçflgf
[Sumo Pêssego]
1. Será talvez porque nunca até hoje encontrei um sumo de pêssego que soubesse realmente a pêssego.
2. Vou tentar fazer a experiência em casa e espremer alguns pêssegos, para ver o que dá.
3. Sim, porque a fruta pêssego é das minhas frutas preferidas.
4. Sumo de pêssego, nem vê-lo.
5. AAAAARRRRGHHHHH!!!!!
6. BLAAAARGGGHHHH!!!!!
7. YAAAAAACHHHHHH!!!!!
8. PFIUUUUUU!!!!!
9. Qualquer marca, qualquer tipo, qualquer sumo de pêssego.

sábado, 5 de março de 2011

AS PESSOAS DE ANDRÓMEDA

Madonna Louise Ciccone
fçd
dçflgf
dçfkljsdçlk
A woman with BALLS

sexta-feira, 4 de março de 2011

Macro Secrets 72

kvlçxkvk
How I would like to be a fly inside your mind ...

quinta-feira, 3 de março de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 130

Aron Wants To Live
sdfsaf

dsçfklsd
Aron wanted to live. He thought awhile about his arm and then he chopped it off.
I did the same thing as Aron, although I did have a little more time to think about it, and I had someone else to do it for me.
Aron wanted to live. And his own arm wasn't going to get in the way of his will.
Neither was my breast.
Choosing between life and a part of your body might seem terrible if you've never been told your life could end, but when you have been told just that, what's an arm or a breast worth against life itself?
Nothing.
People want to live.
No matter how or for how long, they just want to live and go on as far and as long as they can. And they will do anything, anything they can to keep living.
Aron did. He chopped off his arm.
Terminal patients do all the time. They won't admit they're dying.
I did. I let them take a part of my breast.
In the end, it doesn't bother me at all. The rest of me is so much more important.
Goodbye. I don't need you.
I need to LIVE!

quarta-feira, 2 de março de 2011

MURMURS FROM IRELAND XIV

Guiness
dkasçl

kfjdasklf
Na Guiness faz-se cerveja.
lçºlºç

ºlºç
Preta.
lºç

çlçº
Boa, dizem os entendidos, que eu não gosto.
A melhor do mundo, de acordo com alguns.
kçlk

ºlºç
Rica, cremosa e assim uma espécie de elixir dos deuses.
A fábrica da Guiness é uma das maiores atracções de Dublin, quiçá da Irlanda.
lçºç

ºçºç
Tem 7 andares, nem mais, por onde o visitante vai recebendo informação sobre a cerveja.
lºçl

ºlºç
Mas não pensem que ficamos a saber como se faz uma Guiness. Nááááá ... Mostrar-nos o segredo mais bem guardado do mundo? Nem pensar ... Ficamos assim com umas noções muito por alto, tipo que se faz com água, com cevada, lúpulo, levedura e pouco mais.
klçkl

jlkj
No fim, é-nos oferecida uma pint no Gravity Bar, que tem uma vista de 360º sobre Dublin, enquanto lemos frases dos livros de James Joyce nos vidros do bar.
çlkç

jkçl
Cool!

terça-feira, 1 de março de 2011

MAGIC MOMENTS 140

Killer Quotes 17
kfldçf
"Mrs. Robinson, you're trying to seduce me ... aren't you?"

dkfjdsk

fdjdfdf
O ano: 1967
slças
O filme: The Graduate
glsdfg
O protagonista: Dustin Hoffman
lkçlk skalçks
O Personagem:
Benjamin Braddock
lfdkdsçlf
A história: Benjamin acaba de se formar e vê-se metido num caso com a mulher do sócio do seu pai. Entretanto, para complicar ainda mais as coisas, Benjamin apaixona-se pela filha deles.
lkfdsçlsalksl
O contexto: Mrs. Robinson pede que Benjamin a leve a casa, depois de ter estado numa festa em que bebeu demais. Mr. Robinson está ausente e ela começa a tentar seduzi-lo.

kçlçkl dkçlasdkkfdçlfsaçlças
Os Efeitos:
Foi a frase que lançou Dustin Hoffman no mundo do cinema. É das frases mais parodiadas noutros filmes em situações semelhantes, quando uma mulher mais velha tenta seduzir um homem mais novo. A dupla Simon & Garfunkel compôs uma música chamada "Mrs. Robinson" para o filme, que se tornou um dos seus temas mais conhecidos. A letra reza assim:

"And here's to you, Mrs. Robinson,
Jesus loves you more than you will know.
God bless you, please Mrs. Robinson.
Heaven holds a place for those who pray,
Hey, hey, hey
fgkdçls
We'd like to know a little bit about your for our files
We'd like to help you learn to help yourself.
Look around you all you see are sympathetic eyes,
Stroll around the grounds until you feel at home.
dsfsd
And here's to you, Mrs. Robinson,
Jesus loves you more than you will know.
God bless you, please, Mrs. Robinson.
Heaven holds a place for those who pray,
Hey, hey, hey
fdfdf
Hide in the hiding place where no one ever goes.
Put it in your pantry with your cupcakes.
It's a little secret just the Robinsons' affair.
Most of all you've got to hide it from the kids.
afddsfdf
Koo-koo-ka-choo, Mrs. Robinson,
Jesus loves you more than you will know.
God bless you, please, Mrs. Robinson.
Heaven holds a place for those who pray,
Hey, hey, hey
fdfdf
Sitting on a sofa on a Sunday afternoon.
Going to the candidate's debate.
Laugh about it, shout about it
When you've got to choose
Every way you look at this you lose.
asfdsfd
Where have you gone, Joe DiMaggio,
Our nation turns it's lonely eyes to you.
What's that you say, Mrs. Robinson.
Jotting Joe has left and gone away,
Hey hey hey.

lkdsçlkflçfkdçlflf
O significado:
Bom, o rapaz é um bom rapaz e um tanto ou quanto ingénuo nestas coisas e Mrs. Robinson, bem mais velha que ele, é mais sabida. Aquela pausa antes de "Aren't you?" diz muito mais de Benjamin do que qualquer outra coisa que ele pudesse dizer.

kfdslçfkfdçlf
kdfdlkçsf

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Here I Go Again On My Own

Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno XIV
fkdçslf
Macro CD
çfksdf
"Quando as coisas começaram a ficar realmente negras, houve uns poucos de crâneos espalhados pelo mundo que tiveram a mesma ideia. Alguns sabiam o que era preciso para se fazer aquilo que há décadas era apenas uma espécie de utupia tecnológica - viver sem corpo físico. Chama-se 'esvaziamento sináptico' à operação de transferir todo o conteúdo cerebral para uma bolsa digital que funciona autonomamente, não necessitando de corpo. Aquilo que era ficção científica, tornou-se possível há 200 anos atrás. Presume-se que a Guerra tenha acelerado as coisas e que, colocadas entre a espada e a parede, algumas mentes brilhantes tenham finalmente conseguido realizar este truque mágico. Claro que houve alguns casos que correram mal. Houve pessoas que foram encontradas junto dos seus computadores, perdidas num vazio de loucura ou num estado vegetativo irrecuperável. A transmissão não tinha funcionado ou então fora interrompida ou pura e simplesmente tinha retrocedido, duplicando o conteúdo de informação neuronal no seu hospedeiro. Enfim, uma trapalhada, quando corria mal."
Sheila torceu o nariz e abanou a cabeça, como se quisesse exorcizar memórias desagradáveis.
"Também houve bolsas meio formadas que ficaram a vaguear no sistema, sem destino, completamente desorientadas, mas com uma parte da mente de alguém. Vocês não quiseram saber delas e nós guardá-mo-las."
"Guardaram-nas?", C. estava a ficar algo enjoado com aquela conversa.
"Sim ... durante algum tempo tentámos fazer alguma coisa por elas, recuperar esses pedaços da alma de alguém. Parecia-nos uma barbaridade abandonar assim entidades que continham alguma forma de vida, sem as tentar ajudar. Mas rapidamente nos apercebemos que não era possível fazer nada e fizémos o que tinha de ser feito ...", a voz de Sheila baixou para um tom quase inaudível, ao mesmo tempo que a sua cabeça, "Foi rápido e cremos que indolor. Foi melhor assim."
Levantou a cabeça. Havia uma lágrima a luzir no canto do seu olho.
"Mas o que nos interessa agora são os casos que resultaram.", sorriu e a sua voz animou-se de novo, "Como o teu e o de todos os teus companheiros. São muitos. Não sei exactamente quantos mas há alguns milhares de ARLIs no sistema. Conseguiram transferir toda a sua essência, isto é, a sua personalidade mental juntamente com os seus conhecimentos memorizados, para as tais cápsulas digitais e é assim que sobrevivem aqui dentro, alguns andam também artilhados com uma série de outros periféricos, enfim, há ARLIs para todos os gostos.", soltou uma gargalhada, "A grande maioria aliou-se para formar a Resistência. Já lá iremos. Mas também há ARLIs solitários, que vagueiam por aí sem eira nem beira, sempre muito independentes. Às vezes visitam-nos mas nunca os conseguimos reter por muito tempo."
"Reter?"
"Oh é apenas uma força de expressão. Não prendemos ninguém, muito menos ARLIs. De vez em quando passam aqui uns tempos mas não ficam, para desgosto das meninas de Sheiland. É a vida.", sorriu e encolheu os ombros.
"Mas porquê?"
"Ora, porque os ARLIs são assim uma espécie de heróis de guerra cobiçados. O problema é que a grande maioria de vocês não se sente muito atraído por corpos fictícios e portanto preferem manter-se nas vossas bolsas digitais, sem corpo e consideram tudo isto uma infantilidade passageira. É claro que toda esta veneração das avatares pelos ARLIs é um pau de dois bicos para elas próprias porque se os seus heróis conseguissem o que pretendem, este mundo, eu, todos os avatares e todas as outras formas de vida artificial desapareceriam, provavelmente."
"Porquê?"
"Bom, porque é precisamente contra tudo isto em geral que vocês lutam há 200 anos. Contra "a" máquina.", e Sheila fez o sinal de aspas com ambos os dedos indicador e médio, os braços levantados no ar.
"Antes de te explicar como funciona a Resistência, quero-te apresentar alguém."
"Quem?"
"Já verás. Vem. Vamos fazer um intervalo e sair daqui.", e abriu as asas, preparando-se para voar.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Fobia #5

Fobia
s.f. Em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objectos, animais ou lugares. Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro das doenças de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares. São três, os tipos de fobias: Agorofobia - Medo de estar em lugares públicos concorridos, onde o indivíduo não possa retirar-se de uma forma fácil ou despercebida. Fobia Social - Medo perante situações em que a pessoa possa estar exposta a observação dos outros, ser vítima de comentários ou passar perante uma situação de humilhação em público. Fobia Simples - Medo circunscrito diante de objectos ou situações concretas.
fºçdº~fç

lfçdçflgf
[Travestis]
1. Arrepiante.
2. Um homem vestido de mulher é algo que me dá calafrios.
3. Não consigo perceber o fascínio que outros têm por espectáculos de travestis.
4. Gajos a imitarem gajas e a fazerem playback ao mesmo tempo, é absolutamente execrável.
5. Eu ainda entendo os gajos que sentem atracção em fazer esse tipo de coisas, o que não entendo é os outros que gostam de assistir a isso.
6. Há algo de profundamente anti-natura nisso.
7. Gajas a fazerem de gajos também não me seduz.
8. Sou tradicional - um gajo quer-se gajo e uma gaja, gaja.
9. Pese embora o respeito que tenha por todas as opções sexuais, porque não tenho nada a ver com isso, mas o que não percebo é quem gosta de ver isso.
10. Também não percebo aqueles gajos que no Carnaval gostam de se vestir de mulheres, com peitaças enormes. Brrrrrr!!!!!
11. Pronto, é que não gosto mesmo. Faz-me impressão.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

AS PESSOAS DE ANDRÓMEDA

Lodovico, Michelangelo (di)

dflkdf
dºfldsºf
Um génio ABSOLUTO

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Macro Secrets 71

kvlçxkvk
He told me not to, so I didn't

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 129

EgiPto
dkfçlds

dçlfkdsçlf
Há uma semana atrás o povo egípcio foi para a rua e demonstrou ao mundo uma coisa provavelmente surpreendente, para os que pouco conhecem o povo árabe ou dele apenas ouvem falar quando se fala de radicalismo muçulmano - que os árabes são tão ou mais civilizados que os ocidentais.
Estive no EgiPto em 1999, quando Mubarak ainda estava no auge do poder, precisamente durante uma suposta "campanha" para as eleições presidenciais. Nós, europeus, olhávamos de soslaio e com sorrisos irónicos para uma suposta "democracia presidencial" em que a imagem de um único candidato sorridente enchia outdoors gigantescos por todo o Cairo e páginas inteiras de jornais. Perguntávamos pelos outros candidatos. As respostas eram sempre sorrisos tímidos, envergonhados. Metiamo-nos com os guias e questionávamos a sua intenção de voto. A resposta era sempre - "Mubarak". Mas podem votar noutros?, insistiamos. "Claro que sim, mas eu vou votar Mubarak." E percebíamos que o medo era tanto que nem aos turistas inofensivos as gentes egípcias se confessavam.
Não fiquem dúvidas sobre o tratamento que recebíamos, quer do poder, quer das suas gentes. O melhor de todos. Os turistas no EgiPto são tratados como se de sultões se tratassem, ou não fosse o turismo a principal receita deste país. Até a escolta armada tinhamos direito, para atravessar o deserto desde o Cairo até à riviera egípcia no Mar Vermelho, para nos proteger de grupos radicais que tinham por hábito (e fizeram-no várias vezes) matar ou raptar turistas.
dkfdçlf
Tratados como se de sultões fôssemos ...
Mas a nossa guia no Cairo, uma simpática e bonita morena de vinte e poucos anos, cujo nome infelizmente já não recordo, vivia em casa dos pais e quando casasse mudar-se-ia para o andar de cima da casa dos seus progenitores, porque ter um apartamento independente com o seu marido era absolutamente incomportável com o ordenado que ganhava. Ela ainda estava a juntar dinheiro para conseguir realizar a viagem a Meca que todos os muçulmanos devem fazer pelo menos uma vez na vida.
Tratados como se de sultões fôssemos ...
Mas o nosso guia no cruzeiro do Nilo, o compenetrado Hassan, cujo nome jamais esquecerei - que interrompia as suas explicações sobre os monumentos que iamos visitando para pausas breves de oração silenciosa de manhã e à tarde, que aprendemos a respeitar - não se coibia de pedir a todos os grupos de turistas a seu cargo uma gorgeta farta, sem vergonha na cara, sem pudor pela sua dignidade.
kjddlkf
Ouvi algumas pessoas exclamarem que os egípcios ainda iam deitar as pirâmides abaixo. Quem tal afirmou ignora o imenso orgulho que todos os egípcios têm, do iletrado condutor de felucas nas águas do Nilo até ao instruído guia que conhece todos os segredos dos tesouros de Tutankamon, pela sua riquíssima herança ancestral. Os egípcios jamais destruiriam o seu passado. Não foi contra o seu passado que lutaram, mas pelo seu futuro.
E deram uma lição ao mundo. De preserverança teimosa, pacífica, paciente e entusiasmada.
fkcjdçls
Salaam aleikum.
Que a paz esteja agora convosco, meus irmãos.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MURMURS FROM IRELAND XIII

St. Patrick's
ldkfsç

sçfkjdsçl
A outra é tradicionalmente associada aos católicos.
lçdfº
s

flkdsº
A outra é grandiosa, solene, imponente.
kfçldsk

çgdfsç
A outra é gótica.
dfklldçsf

dçfkdsçl
A outra é mais recente.
kgdfsç

çdfgkçdfl
Ambas são o símbolo da discórdia que prevalece desde tempos imemoriais neste Paraíso.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

MAGIC MOMENTS 139

Killer Quotes 16
kfldçf
"Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal."

dkfjdsk

fdjdfdf
O ano: 1934
slças
O protagonista:
Fernando Pessoa
lkçlk skalçks
O Poema:
Mar Português

lfdkdsçlf
A história: Mensagem foi o único livro em português que Fernando Pessoa publicou em vida, um ano antes de morrer, em 1934. Composto por 44 poemas, foi chamado pelo poeta de "livro pequeno de poemas". Foi contemplado no mesmo ano com o Prémio Antero de Quental, na categoria de poema ou poesia solta.
lkfdsçlsalksl
O contexto: Segunda parte do poema "Mensagem", intitulada "Mar Portuguez", que reza assim:
"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
kçlçkl
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abysmo deu,
Mas nelle é que espelhou o céu."
dkçlasdkkfdçlfsaçlças
Os Efeitos:
É das frases mais conhecidas de Pessoa, das poucas que mesmo os que o não lêem conhecem. Pessoa era bom em slogans "catchy" - foi ele quem inventou o "Primeiro estranha-se, depois entranha-se" para a Coca-Cola!

lkdsçlkflçfkdçlflf
O significado:
A História toda e a cultura toda e as pessoas todas de Portugal estão contidas nesta frase. Não há nada que melhor descreva este país.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Here I Go Again On My Own

Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno XIII
lçdfklçs
Macro gomo laranja
sdçkdfsç
"O mundo como o conheces, mas não te lembras, o mundo como o vês aqui, um pouco alterado porque aqui damos largas à imaginação, enfim, o mundo deixou de existir, fundamentalmente porque deixou de ter pessoas para o olhar. Não sabemos se continua lá ou não. Tudo indica que sim, mas não fazemos ideia se elas mudaram radicalmente a paisagem, percebes? Por isso, o que acontece a uma coisa quando não estás a olhar para ela? É como se não existisse."
Sheila soltou uma risadinha cristalina.
"Não ligues. Sou uma adepta das filosofias orientais. Mas isso tem tempo."
"Não sobrou ninguém?", perguntou C.
"Sim, sobrou. Houve humanos poupados, claro. Alguns fizeram acordos porque eram suficientemente valiosos para poderem fazê-los - cientistas, matemáticos, físicos, químicos, etc. O pessoal das ciências foi quem se safou melhor. Outros foram escolhidos pelas suas características físicas e biológicas e genéticas, para preservar uma amostra da espécie humana. As escolhas foram um pouco aleatórias, cobrindo uma série de factores. Não foram apenas os mais bonitos, ou os mais resistentes, mas também os que carregavam em si determinados genes raros, etc. A restante maioria foi trabalhar para colónias de alimentação, onde acaba a servir de combustível para as máquinas."
"Combustível?"
"Sim, são colocados em espremedores gigantescos, vivos, e literalmente esmagados como se se tratassem de gomos de laranja. Os restos são liquidificados e fornecidos como alimentação às 'manas'."
"Mas isso é ..."
"Canibalismo, sim. Não se sabe que efeitos poderá provocar-lhes. Quanto aos humanos, foram fechados em cúpulas gigantescas com um contacto mínimo com o exterior. O sistema está constantemente a advertir relativamente ao aumento do buraco de ozono e ao efeito de estufa, mas pensa-se que isso servirá apenas para manter os humanos prisioneiros convencidos de que não podem sair lá para fora. Estes humanos são como crianças - não decidem nada sozinhos, vivem em casas transparentes, têm monitorização constante, só reproduzem se e quando elas quiserem e fazem basicamente o que elas querem que eles façam. Na verdade, esta geração de humanos já é a quinta ou sexta depois da Guerra, e portanto nem sequer conhecem outra forma de vida. Para eles viver dentro de casulos de vidro gigantescos e protegidos por máquinas é normal porque sempre assim foi."
"E nós?"
"Já lá vamos. Há outra coisa importante que precisas de saber relativamente às pessoas que resistiram no início. Alguns não foram aniquilados e sobrevivem até hoje em criogenação permanente."
"Como assim?"
"Os originais. O que significa que existem pessoas do teu tempo, de quando tu resolvestes passar para dentro do sistema, que ainda estão vivas, preservadas em gelo."
"Porquê e porque é que isso é importante?"
"Bom, não se sabe bem o porquê. Há suspeitas sobre os motivos. Relativamente à importância, já te perguntaste porque lutam vocês ARLI's há tanto tempo?"
"Não me lembro ..."
"Não ... não te lembras. Eu explicar-te-ei porquê. Chegamos finalmente à parte que te diz respeito. És um ARLI - ser provido de vida artificial."

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fobia #4

Fobia
s.f. Em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objectos, animais ou lugares. Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro das doenças de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares. São três, os tipos de fobias: Agorofobia - Medo de estar em lugares públicos concorridos, onde o indivíduo não possa retirar-se de uma forma fácil ou despercebida. Fobia Social - Medo perante situações em que a pessoa possa estar exposta a observação dos outros, ser vítima de comentários ou passar perante uma situação de humilhação em público. Fobia Simples - Medo circunscrito diante de objectos ou situações concretas.
fºçdº~fç

lfçdçflgf
[Gajos Vaidosos]
1. É que não há pior que isto.
2. da-se!!!!
3. Numa mulher ainda vá, num homem é excruciantemente impossível.
4. Falam, falam, falam, falam, falam deles próprios e nós a ouvir.
5. Falam, falam, falam, falam, falam e a nossa opinião que se dane.
6. Gostam de falar, portanto.
7. Muito. O que é sempre abominável.
8. Um homem que não saiba ouvir uma mulher, ou seja lá quem for, só a fugir!
9. Fugam!!!!!
10. Brrrrr!!!!!
11. Dos que são vaidosos fisicamente, esses nem sequer merecem menção, porque esses dão vontade de rir, literalmente.
12. Um gajo que se ame ver ao espelho, bom, ahhh.... enfim, não há palavras para descrever a fobia que me provocam.