KILLER QUOTES 21
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"Eles não sabem que o sonho
É uma constante da vida."
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O Ano: 1956
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O Livro: Movimento Perpétuo
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O Poeta: António Gedeão
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O Cantor: Manuel Freire
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A História: Apareceu pela primeira vez cantado por Manuel Freire no programa de televisão Zip-Zip.
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O Contexto: Eis o poema todo:
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul. djgsdçklf
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão de átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
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Os Efeitos: É uma das frases da geração do 25 de Abril, obviamente. Aparece à baila sempre que convém.
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O Significado: O poema é usado sempre que há sensores a rondar a malta. É um claro contraste entre a repressão e a liberdade da arte, do amor, da natureza, da ciência, da tecnologia. Porque eles são uns porcos, idiotas, obtusos, que nos calam a boca e nós pá! a malta pá! é que tem sensibilidade pá! para sonhar pá!