JEAN BAPTISTE GRENOUILLE çfkdsçlf dçfkjdsf Curriculum Vitae Filiação: Patrick Süskind
Corpo e Alma: A personagem do livro não foi batida pela do cinema (so far ...) Nacionalidade: Francesa
Profissão: Perfumista Naturalidade: Paris
Habilitações: Dono de um extraordinário sentido de olfacto, Jean Baptiste sofre de hiperosmia, uma sensibilidade muito apurada para sentir e reconhecer todos os cheiros. Determinado em encontrar "o" cheiro perfeito, Jean Baptiste assassina mulheres para lhes roubar a pele e criar o aroma impossível. Estranho, contido, sensível, solitário, obcecado, apaixonado, doentio. A personagem do livro é uma criação absolutamente fascinante e inesquecível. Süskind escreve-o tão bem que conseguimos sentir os cheiros das coisas à medida que o lemos.
Filosofia de Vida: "Why did you kill my daughter?" "I just needed her."
CC23 - Cool Covers fkldsçf Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa? Ora vejamos: Das raras vezes em que prefiro a versão (Limp Bizkit) ao original.
çdlkfsçkfjlçdf Behind Blue Eyes by The Who çldfºçd
Nature has a wise but ruthless way of ensuring the preservation of the good genetic code - sick animals or dying ones are abanoned by their group or take matters into their own hands and decide to silently stay away from the others. We can appreciate this in many wildlife documentaries. And even in higher species, like primates, there is no truce for the weak.
I have thought about this lately. Maybe because I am spiritualy sick. Maybe because since I can remember I have always felt I am too frail and my parents were not able to teach me the adequate survival techniques. And I know exactly in what measure they didn't do it - one for communication inability, running away from responsability and pure and simple ignorance about the minimal requirements to be a good parent (he himself did not have any guides of his own); the other one because she was always too naïve, lived in a fantasy world and was just born like that, with no authority capacity, being too weak and too kind.
I was forced to learn alone and too late. I wasn't able. I am not able. And the other "animals" feel this and stay away. And I voluntarily keep myself away from them. Because I don't like to feel I'm a burden, I don't like to spoil anyone's fun, I am ashamed and I apologize to the world for my sadness.
I am, thus, a rejected "animal". I understand it. I would do the same if I were on the other side. It's life wanting to go on with it's ... life. It's the genetic material wanting to self-preserve itself and telling me "We don't want your DNA mixed in here. You are weak. You will corrupt the surviving broth."
I do understand. But allow me this desolation canticle. Allow me to chant it. Then you may procede with your lives. Or you may not even hear me. Do not. I don't want to infect you. Forgive me.
JANE EYRE çfkdsçlf dçfkjdsf Curriculum Vitae Filiação: Charlote Brontë
Corpo e Alma: Gostei de Mia Wasikowska, a última Jane Nacionalidade: Inglesa Profissão: Preceptora Naturalidade: Gateshead (Inglaterra)
Habilitações: Determinada. Persistente. Calma. Doce. Teimosa. Senhora do seu nariz. Honrada. Sensível. Apaixonada. Frágil. Forte. Temerosa. Tímida. Indignada. Digna. Honesta. Culta. Abusada. Injustiçada. Amada. Escorraçada. Fugitiva. Vagabunda. Milionária. A frágil e apagada figura de Jane passa por todas as situações que é possível imaginar durante uma curta vida cheia de aventuras extraordinárias. Uma apenas vale tudo o que ela tem de passar - o amor incondicional de Edward.
Filosofia de Vida: "I am no bird; and no net ensnares me; I am a free human being with an independent will."
CC22 - Cool Covers fkldsçf Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa? Ora vejamos: Saudades desta maluca da Kate ... Muito à frente do seu tempo e agora vê-se perfeitamente actual, musicalmente e até nos vídeos. kfjlçdf Running Up That Hill by Kate Bush çldfºçd
It's getting cooler. Next door the neighbour is playing 50's swing melodies and I can hear Bing Crosby's voice. There's a loud cricket singing on the backyard. I cried this morning, when I woke up. It had been a long time since I cried. Yesterday the voice told me: "You did good. Soon you will know the truth." He sent me another message this morning. It said: "Ground control to Major Tom. Agent Starling, can you hear me?" I crawled on the bed and held the phone tight inside my hand, but I didn't answer. I don't know what to say. I'm afraid an answer will start the entire surrealism again. I know there's something he's not telling me. The cut on my thumb is healing. There's a bandaid over it now. I like it when the neighbour plays those songs. I'm hungry. And I don't know what to do with my life. I love the sound of his laughter. I lower the sound of the TV so I can hear my neighbour's songs better. I loved to feel inside a bubble with him, filled with our laughter. I like us. It's Sunday. I always cry on Sundays. I would tell him "I don't trust you and you made me feel really sad." I have to concentrate on my book.
INDIANA JONES çfkdsçlf dçfkjdsf Curriculum Vitae Filiação: George Lucas e Steven Spielberg Corpo e Alma: Harrison Ford Nacionalidade: Americana Profissão: Arqueólogo Naturalidade: Princeton - New Jersey
Habilitações: Atraente. Com um grande sentido de humor. Gosta do seu chicote. Gosta do seu chapéu. Gosta do seu casaco de cabedal. Inteligente. Culto. O seu conhecimento de civilizações e culturas antigas é inigualável. Ah ... se o sex-appeal do meu icónico professor de história tivesse sido tão grande como a sua capacidade para memorizar os nossos números de aluno, eu teria tido um Indiana na minha vida. Mas, hélas, apenas no cinema podemos ter acesso à união perfeita entre corpo são e mente brilhante. Só tem um defeito - não pode ver cobras à frente. Mas também ... quem é que pode?
Filosofia de Vida: "It's not the years, honey, it's the mileage."
CC21 - Cool Covers fkldsçf Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa? Ora vejamos: kfjlçdf You Do Something To Me by Ella Fitzgerald çldfºçd
fkdsçlf You Do Something To Me by Peggy Lee dsadsa
dkçaslf You Do Something To Me by Sinéad O'Connor lfklçds
Bondadezinha lçkçeslf dsçlfksçl Porque é que toda a gente anda sempre a tentar ser bonzinho?
Há uma cultura da bondade de que padecemos há séculos, incutida muito provavelmente pela Igreja Católica, e a que mesmo os que não a aceitam obedecem inconscientemente.
Somos sempre os campeões da virtude. Já lá escreveu Fernando Pessoa no seu poema delicioso "Poema em Linha Recta":
"Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó principes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra? Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que tenho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza."Álvaro de Campos
Porque é que persistimos em tentar convencer o mundo que somos um poço de virtudes, quando basta olhar para o mundo para perceber que isso é tudo uma grandessíssima treta?
Se calhar se aceitássemos melhor o lado negro do ser humano, e não fossemos hipócritas, talvez o mundo andasse um pouco melhor.
Hoje apetece-me fazer-te mal e descarregar um bocado das minhas ansiedades em ti. Não te importas, pois não? Vou ali para o corredor dizer mal de ti um bocadinho. Ou, vou ali usar a tua cara como alvo de setas. Queres vir também?
Claro! Tás à vontade! Amanhã é a minha vez. Estou a pensar se te amando uma cuspidela ou te dê um soco no estômago. Traz o colete anti-socos.
Talvez isto resultasse ... Um bocado à semelhança do Fight Club.
HEATHCLIFF çfkdsçlf dçfkjdsf Curriculum Vitae Filiação: Emily Brontë Corpo e Alma: Ralph Fiennes foi claramente ultrapassado por Tom Hardy Nacionalidade: Inglesa Profissão: Cigano órfão e mais tarde proprietário de terras Naturalidade: Liverpool Habilitações: Intenso. Revoltado. Irado. Traído. Escorraçado. Vingativo. Maltratado. Cruel. Atormentado. Ciumento. Possessivo. Apaixonado. Obcecado. Amargo. Brutal. Visceral. Heathcliff ama Cathy com uma intensidade tal, que se trata quase de um sentimento novo, que mais nenhum ser humano jamais sentiu. É minha convicção que Emily inventou em Heathcliff uma emoção, estranha e poderosa, que não tenho a certeza alguém jamais desejaria poder sentir.
Filosofia de Vida: "Catherine Earnshaw, may you not rest so long as I live on! I killed you. Haunt me, then! Haunt your murderer! I know that ghosts have wandered on the Earth. Be with me always. Take any form, drive me mad, only do not leave me in this dark alone where I cannot find you. I cannot live without my life! I cannot die without my soul."
dflçldsf
,fldsfl
Kate Bush dedicou-lhe uma música
fkdçlf
dfkjkdsl
que reza assim:
kfçlsdf
Out on the wiley, windy moors
We'd roll and fall in green
You had a temper, like my jealousy
Too hot, too greedy
How could you leave me?
When I needed to possess you?
I hated you, I loved you too
Bad dreams in the night
They told me I was going to lose the fight
Leave behind my wuthering, wuthering
Wuthering Heights
(Chorus)
Heathcliff, it's me, I'm Cathy I've come home
I'm so cold, let me in-a-your window
ldçsa
Oh it gets dark, it gets lonely
On the other side from you
I pine alot, I find the lot
Falls through without you
I'm coming back love, cruel Heathcliff
My one dream, my only master
Too long I roam in the night
I'm coming back to his side to put it right
I'm coming home to wuthering, wuthering,
Wuthering Heights
(Chorus)
Heathcliff, it's me, I'm Cathy I've come home I'm so cold, let me in-a-your window
CC20 - Cool Covers fkldsçf Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa? Ora vejamos: kfjlçdf Tainted Love by Gloria Jones çldfºçd
Porque é que o espectáculo tem de continuar, sempre?
Quer dizer, eu percebo e apoio incondicionalmente que o espectáculo tenha de continuar quando se trata de um espectáculo a sério, com artistas a sério que estão ali a trabalhar. Há incontáveis relatos de actores, cantores, performers de toda a espécie, feitio e formato que têm histórias trágicas de mortes na família, desastres físicos e psicológicos e que tiveram de esquecer tudo isso e actuar logo a seguir. Aplaudo. Só me faz respeitá-los ainda mais.
Mas na vida real, folks?
Porque é que na vida real anda sempre toda a gente tão preocupada em representar bem 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano? Isso não é possível e, francamente, nem sei se seria muito saudável ou desejável ou sequer produtivo.
Não é possível estar-se sempre bem! A vida é sofrimento, dizia Thomas Moore, um dos meus heróis maiores. Ele sabia do que falava. Foi mandado decapitar pelo seu amigo, o rei, apenas porque se recusou a reconhecê-lo como chefe supremo da sua Igreja. Morreu lucidamente, com a constatação de que a vida não é sempre justa, nem bela, nem um espectáculo natural maravilhoso de pirotecnia. Seria, se não existissem humanos, se não existisse ninguém. E mesmo assim ...
A vida é sórdida, triste, vil, depressiva e desesperante, egoísta, cínica e sádica também. E quem pensa o contrário é idiota. Claro que a vida também é beleza, honestidade, inteligência, bondade, altruismo, dignidade, integridade. Também, não apenas.
Por vezes o espectáculo não tem de continuar. Por vezes temos de fechar as nossas cortinas, mandar o público embora, devolver o dinheiro dos bilhetes e adiar a performance porque pura e simplesmente não somos capazes, ou seríamos todos super-heróis e até esses têm os seus dias-não. Por vezes temos mesmo que deixar que nos cortem a cabeça, pois isso pode ajudar-nos e ensinar-nos a renascer de formas que nunca julgáramos possível. O sofrimento é a única coisa que forma carácter. Talvez porque nos ensine a reconhecer e valorizar a efemeridade da vida.
A questão não é ser mártir, mas ser realista e aceitar que os momentos maus hão-de vir, inevitavelmente, de novo e de novo e de novo. A questão é admitir uma panóplia de sentimentos que fazem parte de nós e não podemos ignorar.
Porque não somos actores. Para isso já existem os verdadeiros, os profissionais, que são treinados para continuarem o espectáculo, sempre.
fldsºfç "Sê tudo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes." Ricardo Reis fksçdlf "Primeiro sê livre; depois pede a liberdade." Fernando Pessoa lkfçdf "Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei." Fernando Pessoa lkfdsl "O amor é uma amostra mortal da imortalidade." Fernando Pessoa çfjkdslf "Trabalhar com nobreza, esperar com sinceridade, enternecer-se com o homem - esta é a verdadeira filosofia." Fernando Pessoa flkdsf Passo e fico, como o Universo." Alberto Caeiro
HEIDI çfkdsçlf dçfkjdsf Curriculum Vitae Filiação: Johanna Spyri Corpo e Alma: Boneco da série de desenhos animados Nacionalidade: Suíssa
Profissão: Criança livre e despreocupada
Naturalidade: Alpes - Suíça
Habilitações: Pura e ingénua, Heidi vive feliz e solta nos montes onde o seu avô pastoreia, depois de ter sido forçada a viver com ele após a morte dos pais. Ao início relutante, o avô rende-se completamente a esta neta inusitada. Amiga inseparável de Pedro. Forçada a abandonar a liberdade das montanhas para se ir enfiar numa casa na cidade, onde deverá ser acompanhante de uma menina inválida, Clara. As duas forjam uma grande amizade. Um dia Heidi tem de regressar ao avô. Morre, literalmente, de saudades. Clara visita-a e começa a andar de novo.
CC19 - Cool Covers fkldsçf Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa? Ora vejamos: kfjlçdf Light My Fire by The Doors fkdsçlf
Somos conscientes. E por isso assumimos que existe uma consciência superior. Mas um gato, porque não é consciente, não assume isso, porque não pode e, mesmo que, hipotetica e absurdamente pudesse assumir algo sem ter consciência, a ele parecer-lhe-ia absolutamente absurdo que houvesse uma consciência superior. Nem sequer lhe pareceria absurdo, não lhe pareceria de todo.
Será que os golfinhos que, diz-se, são quase, tão, ou até mais inteligentes do que o ser humano, também têm deuses? Se assim fosse certamente que os biólogos que os estudam teriam já reconhecido um tipo de comportamento adequado à ritualização, sacralização ou celebração desses supostos deuses roazes. Mas também se poderá dar o caso de, precisamente por poderem ser mais inteligentes do que o ser humano, terem encontrado formas diferentes das nossas de estabelecer esse relacionamento com a sua consciência superior. Não irão à missa. Nem transportarão missais ao pescoço. Talvez comuniquem com os seus deuses interiormente, ou apenas por via dos seus complexos sistemas sonoros constituídos por estalidos ou cliques.
Se sim, poder-se-á também dar o caso de os golfinhos suporem que nós somos os seus deuses. E, nesse caso, pobres golfinhos, devem andar há milénios a elaborar complexas teorias filosóficas sobre a insanidade deste olimpo que jaz sobre as suas cabeças e que de vez em quando pratica verdadeiras chacinas sem sentido nenhum. Questionar-se-ão os golfinhos sobre o seu próprio comportamento e chegarão à conclusão que se portaram mal, quando vêem companheiros seus ser atraídos até uma baía secreta para nunca mais de lá saírem, a não ser em marés de sangue? Ou saberão eles com toda a certeza que, a haver deuses, não podem de forma nenhuma ser estes palhaços que andam aqui em cima? A consciência traz questões e dilemas. Traumas. Que um gato não tem.
Muitas vezes ao observar o seu dia-a-dia pachorrento e inconsequente, pergunto-me se não teria sido mais feliz nascendo gata. Acordaria de manhã e chatearia a minha dona para comer. Beberia água e cagaria. Andaria pela casa a verificar se tudo estaria no mesmo sítio e descobriria de vez em quando um cheiro novo, uma forma nova, um objecto que não estava ali no dia anterior. Examiná-lo-ia e integrá-lo-ia naturalmente no meu pacote de cheiros familiares e seguiria com a minha vida. Deitar-me-ia pachorrentamente no parapeito da janela observando o movimento sincopado da roupa no estendal da vizinha ou excitando-me momentaneamente com o aparecimento súbito de algum pássaro ou gaivota no quintal das traseiras. Brincaria com a minha dona ao final da tarde, sentindo um prazer enorme em ser acariciada na barriga e em perseguir pequenas bolinhas puxadas por fios que desaparecem misteriosamente por trás das costas da minha dona e voltam a aparecer do outro lado. Comeria mais, dormiria muito, sonharia de vez em quando com comida e com a minha dona. E acordaria novamente para a vida sem pensar na inutilidade dela ou na sua falta de sentido absoluto. Nunca me massacraria por não ter produzido um único pensamento importante ou escrito alguma máxima imprescindível para a vida dos outros gatos. Seria feliz, sem deuses, sem problemas existenciais, sem consciência.
HANNIBAL LECTER çfkdsçlf dçfkjdsf Curriculum Vitae Filiação: Thomas Harris Corpo e Alma: Anthony Hopkins Nacionalidade: Lituano
Profissão: Psiquiatra e assassino em série
Naturalidade: Lituânia
Habilitações: Psiquiatra iluminado. Especialista nas coisas belas da vida, entre as quais pintura, música e escultura dos maiores génios do mundo. Gourmet exquisite. Praticante de canibalismo. Profissional da arte de requintadamente matar. Hannibal é um ser sensível, a prova disso é que tapa os olhos ao seu cavalo para que não tenha de assistir a uma das suas muitas incursões pelas vísceras alheias. Traumatizado atrozmente por ter assistido à morte e subsequente canibalização da sua irmã, Mischa, Hannibal decide seguir a velha máxima "Se não os podes vencer, junta-te a eles." Estudioso, apaixonado, obcecado por uma mulher - Clarice, com quem joga um intricado jogo de esconde e apanhada. Porque nunca deixamos verdadeiramente de ser a criança que fomos. Hannibal é o exemplo levado ao absurdo da monstruosidade a que o adulto pode chegar na vã e patética tentativa de preservar o olhar puro e imaculado com que veio ao mundo. A vida é muito simples. Nós é que a complicamos.
Filosofia de Vida: First principles, Clarice. Simplicity.
CC18- Cool Covers fkldsçf Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa? Ora vejamos: kfjlçdf Roll Over Beethoven by Chuck Berry fkdsçlf
kfçldsf Roll Over Beethoven by The Beatlesfkçlasdfk jghdj
Deveríamos ter pelo menos uns 200 anos. Os primeiros 50 seriam para cometer todos os erros possíveis e imagináveis e aprender alguma coisa, porque até essa idade só fazemos praticamente merda.
Os 50 anos seguintes seriam para finalmente conseguir concretizar todos os projectos e sonhos que passámos os 50 anos anteriores a dizer que íamos fazer e não fizemos. De momento, temos apenas para aí uns 20 anos para fazer isto, o que é muito pouco.
Depois teríamos mais 50 anos para disfrutar bem, calmamente, de tudo o que tinhamos conseguido concretizar e conquistar. Ou seja, estaríamos na flor da idade ainda para ir fazer aquelas viagens longas aos Andes e ao Tibete, escalar montanhas, navegar pelos mares fora, ir à lua, ler os livros todos que não tivemos tempo para ler, e coisas do género.
Finalmente, os últimos 50 anos seriam, aí sim, para envelhecer de facto. Teríamos suficiente tempo para nos habituarmos à ideia e não acordaríamos de repente um dia com uma ruga e três cabelos brancos onde eles no dia anterior não existiam. Isso é sádico!
Duzentos anos ainda é pouco, mas seria muito melhor do que os míseros 80 a que temos direito.
lsdfks
Ouvi dizer que as recentes pesquisas de ADN irão permitir viver bem até aos 150 anos ... Que inveja de já não apanhar esse tempo ...
GARFIELD çfkdsçlf dçfkjdsf Curriculum Vitae Filiação: Jim Davis
Corpo e Alma: Lorenzo Music (Voz)
Nacionalidade: Americana
Profissão: Gato preguiçoso
Naturalidade: Muncie (Indiana)
Habilitações: Gato. Pachorrento. Preguiçoso. Apreciador dos prazeres da vida. Despreza cães e o próprio dono. Gosta de jazz. Adora comer. Prato preferido: Lasanha. Ódio preferido: Odie, o cão lá de casa. De vez em quando Garfield escapa-se para a night, mas só muito de vez em quando. De resto, o que ele gosta mesmo de fazer é ... nada.
Habilitações: Trabalhador. Exausto. Não por escolha, apenas porque sim. Provedor da sua família. Gregor nunca questionou nada. Um dia acorda transformado num insecto e nem sequer se apercebe disso. Repulsivo para os outros. Inútil. Alvo de dó. Triste. Cinzento. Apático. Absurdo. A sua liberdade encontra-se na morte.
Filosofia de Vida: Gregor não tem filosofia de vida. Será talvez por isso que acaba transformado num inútil insecto.
CC18- Cool Covers fkldsçf Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa? Ora vejamos: kfjlçdf I've got you under my skin çlfksdçf By Frank fkdsçlf
Azul de manto real voluptuoso, o mar do Paraíso é profundo, belo, rico, encorpado, cálice de um vinho salgado intenso que sacia os olhos e repousa a alma. Sobe até ao céu, misturando-se com ele. Não fossem as ilhas, pequenos filhos naturais desse casamento feliz e profundo, e não teríamos noção de estar em terra ou no céu.
Concluí, não foi preciso pensar muito, que nunca tinha visto realmente o mar até vir aqui, à Península de Dingle.
Sei que voltarei, um dia, em vida ou em sonhos ou em espírito, a este mar.
adsdfas
dsdasdsa
E então deitar-me-ei, como o Gigante Adormecido, e permanecerei em sonhos, para toda a eternidade.
Nunca mais vi o mar, desde que estive em Dingle.
ºldfaf
I will see you soon, Paradise.
May the road rise up to meet you, may the wind be ever at your back. May the sun shine warm upon your face and the rain fall softly on your fields. And until we meet again, May God hold you in the hollow of his hand.
GLORIA çfkdsçlf dçfkjdsf Curriculum Vitae Filiação: John Cassavetes
Corpo e Alma: Gena Rowlands
Nacionalidade: Americana
Profissão: Namorada de gangster
Naturalidade: Bronx, New York
Habilitações: Dura, sem paciência para criancinhas, uma beleza em desvanecimento lento. É esperta e aprendeu com os melhores e será isso que aprendeu com os melhores que a vai permitir escapar dos melhores. Sabe manejar armas, tem a resposta sempre pronta na língua, não é de tretas e gosta que façam sempre o que ela diz. Sabe movimentar-se no submundo das ruas, é ágil e tem mais tomates que muitos dos homens que a defrontam. Mas lá no fundo, Gloria tem um coração de manteiga e a palavra Mãe escrita na alma.
Filosofia de Vida: "I'm saving your life, stupid."
CC17- Cool Covers fkldsçf Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa? Ora vejamos: kfjlçdf Heaven is a Place on Earth by Belinda Carlisle: ldçlsad
dkfçdsl Heaven is a Place on Earth by Katie Thompson: kdçsl