sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

MURMÚRIOS DE LISBOA CII

Amélie Poulain Precisa-se - Parte IV
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Castelo de S. Jorge
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Amélie, filha, há quanto tempo. Há novidades nas imediações, novidades bombásticas, e daí esta nova missiva.
A porteira desbroncou-se toda à maníaco-depressiva, que entretanto já não é maníaco-depressiva há muito tempo. Agora vive num meio termo absolutamente paradisíaco.
Afinal de contas, existe uma boa razão para a filha da senhoria se comportar como se tivesse um pau de vassoura espetado constantemente pelo cu acima, para além do facto de ser advogada. Lembras-te do marido simpático e bem educado? Aparentemente ele mudou muito. Segundo consta, e a porteira viu com os seus próprios olhos (que a ex maníaco-depressiva gostava de pedir emprestados – além de muito azuis, são bastante treinados na cusquice, apesar das cataratas em remissão), parece que o dito senhor era de quando em vez apanhado envolto em nuvens densas de álcool, encostado à beira do prédio em madrugadas insuspeitas. Como se isso não bastasse, consta também, e a porteira ouviu com os seus próprios ouvidos, que o dito sonso arreava a sua esposa nesses momentos mais etílicos, deixando-a a gritar pela mãe e pelo irmão.
Ficou também a saber que a própria prima que habita no mesmo prédio que a filha da senhoria, foge dela quando a vê na rua, o que a descansou bastante. Aparentemente, a senhora tem esse efeito em bastante gente, não é só nela. Apesar de tudo, a maníaco-depressiva reflecte que existe sempre um motivo forte para alguém parecer que tem um pau de vassoura enfiado pelo cu acima. Dá pelo nome de "sofrimento".

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Confirma-se, por outro lado, que o advogado que tinha também um pau de vassoura enfiado pelo cu acima, não habita mais o prédio há bastante tempo. Pela parte que lhe toca, felizmente. O homem deixava-a nervosa. Deve ser apanágio de todos os advogados com paus de vassoura espetados pelos respectivos cus acima. Provavelmente aquele também teria um bom motivo para isso.
Quanto ao ecológico poluidor sonoro, nunca mais o viu, não faz ideia se ele fugiu com a Sara do Tofu, mas também não está muito interessada nesses pormenores. Desde que fique bem longe das redondezas ... por ela até podia ter emigrado para a Gronelândia, apesar de não ter nenhum pau de vassoura espetado pelo cu acima.


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Pelo contrário, o rapaz da garagem, para mal dos pecados da ex maníaco-depressiva, continua especado à porta da garagem com alguma frequência, com seu semblante sério e compenetrado e a mesma barba rala verdadeiramente sensual, o que tem por consequência que ela se apaixone com a mesma frequência pelo dito cujo. A ex maníaco-depressiva reflecte sobre este fenómeno surpreendente, recorda experiências anteriores e constata com fascínio que nunca tal lhe aconteceu na vida – apaixonar-se constantemente e regularmente pelo mesmo homem vezes e vezes sem conta. Ela pensa que a sua história com o rapaz da garagem, de que ele faz parte mas nem sequer suspeita, se assemelha inacreditavelmente a um qualquer romance de realismo fantástico que Gabriel García Marquez poderia estar a escrever neste preciso momento.
A maníaco-depressiva reflecte que se isto fosse um argumento do Jean-Pierre Jeunet, depois de ter confidenciado à porteira que nunca dissera as boas noites ao dono da garagem por timidez e que ele a deve considerar uma mal-criada e depois de lhe ter perguntado se o rapaz que veio substituir um outro ajudante do senhor que era um santo de homem (na opinião da porteira), entretanto defunto, se, por contraste o rapaz não era também ele um santo, que a seguinte sucessão de acontecimentos teria lugar, editados em cortes sucessivos com uma banda-sonora a condizer:


1 - A porteira iria desbroncar-se à porteira do prédio onde está a garagem, contando-lhe que ficara com a pulga atrás da orelha por a menina andar a perguntar coisas do rapaz.
2 - A porteira do prédio onde está a garagem iria por sua vez desbroncar-se ao dono da dita cuja, senhor de idade provecta e malandrice nos olhos.
3 - Conversa puxa conversa, o seguinte diálogo teria lugar:
"O seu rapaz não tem namorada?"
"Não, diz que não tem paciência para aturar mulheres. São muito complicadas. Só tem olhos para a mota. Nunca se apaixonou na vida, ou saberia ...", e os olhos do dono da garagem, enquanto profere estas palavras, deambulam vagueantes por um passado remoto povoado por um par de pernas longas e esguias que lhe davam a volta à cabeça em rotações muitíssimo superiores às cilindradas dos seus carros de corrida que ele tanto ama, "... que estas coisas não se controlam. A rapariga não tem ninguém?"
A porteira abana a cabeça, com os braços cruzados sobre o peito, as mãos segurando o pau da vassoura que usa para varrer a porta da entrada do prédio (e não para enfiar pelo cu acima), "Ao que parece também anda quase sempre sozinha."
Faz-se um silêncio entre os dois. A porteira matuta numa ideia luminosa. O dono da garagem contempla melancolicamente o seu passado.


"Olhe que eles até ficavam bem um com o outro, não lhe parece?"


O dono da garagem olha para o seu ajudante encostado à entrada da garagem a fumar um cigarro, o semblante carregado, enquanto a maníaco-depressiva passa à sua frente e ele faz de conta que não a vê.


E a partir desse dia, a porteira e o dono da garagem, que não têm muito mais para fazer na vida do que pensar nela e vê-la passar, decidem entreter-se com o entretecimento de um complô que tem por objectivo juntar duas pessoas que deveriam estar juntas mas ainda não descobriram.


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Portanto, Amélie, preciso de ti. Preciso que venhas cá ajudar-me a transformar isto num romance do Gabriel Garcia Marquez ou num filme do Jean-Pierre Jeunet.
Anda Amélie, ajuda-me lá, não sejas chata. Isto podia ser uma história tão bonita.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

MAGIC MOMENTS 187

CC29 - Cool Covers
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Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa?
Ora vejamos:


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Ev'ry Time We Say Goodbye by Ella Fitzgerald
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Ev'ry Time We Say Goodbye by Nina Simone
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Ev'ry Time We Say Goodbye by Simply Red

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Ev'ry time We Say Goodbye by Annie Lennox

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Macro Secrets 137


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Zen could very well be my thing

terça-feira, 29 de novembro de 2011

OS PERSONAGENS DE ANDRÓMEDA

NIKITA
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Curriculum Vitae
Filiação:
Luc Besson

Corpo e Alma: Anne Parillaud
Nacionalidade: Francesa

Profissão: Pequena delinquente e depois assassina profissional recrutada pelo governo francês

Naturalidade: Algures em França

Habilitações: Idiota. Perdida. "Agarrada". Nikita é apanhada pela polícia e obrigada a escolher entre a morte ou a vida, mas a vida de uma assassina profissional. Nikita, que não é parva, nem se quer ir embora tão cedo, aceita pegar em armas. E surpreende. Tem jeito. Apesar de teimosa, prepotente e desajeitada, ela é daquelas raras pessoas que nasceram para ser assassinas. Está-lhe no sangue. Mas não no coração. Aplicada, ainda assim. Profissional. Destemida. Corajosa. Nikita tem medo, mas avança. E cumpre. Mas sonha com o dia em que poderá limpar as mãos.

Filosofia de Vida: "Não é da morte que tens de ter medo, essa é a parte mais fácil. É com a vida que tens de te preocupar."

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 153

Os Príncipes de Camelotlfkçldsf
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"Somebody up there doesn't like us." - Robert Kennedy

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O documentário chama-se "Il n'y a pas de Kennedy hereux" e conta a história do fabuloso destino daquela que foi apelidada de dinastia Camelot, vista pelos olhos das suas crianças.
Fabuloso não significa aqui maravilhoso, antes surpreendente. Dolorosamente intenso. Trágico.
O primeiro foi Joseph Jr., que morreu aos 29 anos durante a II Guerra Mundial. O filho mais velho do embaixador e patriarca Joseph Kennedy, era ele quem deveria ter sido o Presidente dos EUA. Com a morte do irmão, John foi empurrado para a frente de batalha. Morreria 19 anos depois, assassinado muito provavelmente pela máfia que se dedicara a perseguir. A morte de John fez chegar à frente Bobby, a próxima vítima de sacrifício, que seria alvejado apenas 5 anos depois do seu irmão, antes sequer de ter oportunidade para ocupar a Sala Oval, supostamente pela mesma máfia.
Como Abraão, percebemos que Joseph ofereceu ciclicamente os seus filhos para o sacrifício em troca do governo do mundo. A ambição desmesurada do patriarca dos Kennedy fê-lo ordenar uma lobotomia cerebral à sua filha Rosemary apenas porque a rapariga era demasiado vivaça para poder arruinar a carreira política e a reputação dos seus irmãos masculinos! Dela sempre se disse que não era normal. Diferente, talvez ... incómoda, muito provavelmente ...
As mortes na família Kennedy foram, essas sim, uma norma. O documentário acrescenta que elas nunca foram devidamente explicadas às suas crianças, que cresceram julgando-se uma espécie de semi-deuses a quem tudo era permitido mas que tinham presente, como reverso da medalha, o pesado preço a pagar por tanta impunidade, fama e poder - os funerais sempre foram o pão nosso de cada dia na família Kennedy.
Também elas, as crianças, fariam parte da malfadada estatística.
Três dos cinco bebés de John e Jackie morreram mal nasceram.
John John morreria aos 39 anos num acidente de avião, com a mulher e a cunhada.
David, filho de Bobby, morreria de overdose aos 29 anos.
Michael, filho de Bobby, morreria de um acidente de ski, aos 39 anos.
Curiosamente, as mortes prematuras cessaram à quinta geração. Mas talvez ainda seja cedo ...
Alguém um dia disse que numa família tão numerosa, era natural que estatisticamente houvessem tantas mortes.
Mas esse alguém esqueceu-se que esta família não era normal. E que as suas mortes foram tudo menos apenas uma parte da estatística. Elas mudaram o curso do mundo. O destino encarregou-se de equilibrar a balança. Podeis ter o mundo, mas não podeis sobreviver-lhe todos.
Os príncipes de Camelot foram sucessivamente oferecidos para o sacrifício, como Job. Apenas um sobreviveu. O mais fraco. Aquele que voltou as costas ao poder, Ted Kennedy. Nenhum filho lhe morreu, mas Ted Jr. teve de amputar uma perna aos 12 anos em consequência de um osteosarcoma. Como se o fabuloso destino dos Camelot afirmasse - não levaremos nenhum dos teus, mas ainda assim, apenas por seres Kennedy, existe um preço a pagar.

domingo, 27 de novembro de 2011

MURMÚRIOS DE LISBOA CI

Hospitais
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Hospital S. José

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Tinha terror de hospitais. Todos. Qualquer um deles. Qualquer hospital pertencia a essa entidade invisível, monstruosa, que pairava como uma nuvem negra sobre o horizonte constituído pelos seus piores pesadelos. Ou, deveria antes dizer, temores. O pesadelo é algo que já foi experimentado. O temor pertence ao universo do desconhecido.

Talvez porque o seu pai era médico e sempre a aterrorizara desde a mais tenra infância. O seu inconsciente deveria ter concebido um qualquer antro de onde eram expelidos, onde viviam e se multiplicavam todos os seres odiosos deste mundo, como ratos dos esgotos. Se os seres odiosos deste mundo eram parecidos com o pai e, por consequência, médicos, esse antro só poderia ser o Hospital, qualquer hospital, todos os hospitais.

Costumava desejar ardentemente nunca ter de ir parar a algum. Claro que esse desejo era mais uma certeza alimentada pelo facto de nunca ter tido necessidade de frequentar nenhum. Não sabia o que era ir a correr para as urgências a meio da noite. Desconhecia ficar aflita com qualquer doença passageira. Ignorava confusões sobre ou com quaisquer medicamentos. Aprendera, sobretudo, a evitá-los.

Até que um dia tudo mudou. Foi parar a um hospital. Acabou por os conhecer quase todos. A operação, a quimioterapia, os exames e as consultas de oncologia foram nos Capuchos. Havia mais consultas e mais exames no São José. A radioterapia era no Santa Maria. A consulta de genética no D. Estefânia.

Agora conhece-lhes os corredores. Os recantos. Os atalhos. Conhece as batas brancas e azuis. Conhece as esperas, os papéis, os trâmites, as rotinas. Conhece as consultas, os exames, os tratamentos, a sala de operações e o recobro. Deixaram de ser um mistério. E, por consequência, um terror. Foi bem tratada, não esperava.

Agora sente-se em casa. Entra e sai e deambula pelos seus vastos corredores como se de uma segunda casa se tratassem. Não esperava.

Quanto aos médicos, esses, a maioria continua a fazer parte dos seus pesadelos, salvo algumas honrosas excepções. Deve ser da classe ...

sábado, 26 de novembro de 2011

MAGIC MOMENTS 186

CC28 - Cool Covers
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Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa?
Ora vejamos:


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Satisfaction by Otis Redding
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Satisfaction by The Rolling Stones

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Macro Secrets 136


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Few movies impress me anymore

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

OS PERSONAGENS DE ANDRÓMEDA

MAIA
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Curriculum Vitae
Filiação:
Waldemar Bonsels

Corpo e Alma: Carmem Santos, Isabel Ribas, Carla de Sá (vozes)
Nacionalidade: Alemã

Profissão: Pequena abelha

Naturalidade: Um país cheio de cor

Habilitações: É como a música diz: "Lá num país cheio de cor / Nasceu um dia uma abelha / Bem conhecida p'la amizade / Pela alegria e p'la bondade / Todos lhe chamam a pequena Abelha Maia / Fresca, bela, doce Abelha Maia / Maia voa sem parar / No seu mundo sem maldade / Não há tristeza para a nossa Abelha Maia / Tão feliz e doce, Abelha Maia / Maia, eu quero-te aqui Maia (Maia), Maia (Maia), / Maia vem fala-nos de ti / Numa manhã ao passear / Vi uma abelha numa flor / E ao sentir que me olhou / Com os seus olhitos de cor / E esta abelha era a nossa amiga Maia / Fresca, bela, doce Abelha Maia / Maia voa sem parar / No seu mundo sem maldade / Não há tristeza para a nossa Abelha Maia / Tão feliz e doce, Abelha Maia / Maia, eu quero-te aqui Maia (Maia), Maia (Maia), / Maia vem fala-nos de ti / Maia, eu quero-te aqui Maia (Maia), Maia (Maia), / Maia vem fala-nos de ti

Filosofia de Vida: Ser feliz e ver os outros felizes.

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

MAGIC MOMENTS 185

CC27 - Cool Covers
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Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa?
Ora vejamos:


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Your Song by Elton John
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Your Song by Ewan McGregor

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Macro Secrets 135


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Inteligent men are dangerous

domingo, 20 de novembro de 2011

OS PERSONAGENS DE ANDRÓMEDA

MISTER DARCY
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Curriculum Vitae
Filiação:
Jane Austen



Corpo e Alma: Matthew Macfadyen so far, mas tenho de investigar melhor

Nacionalidade: Inglesa

Profissão: Proprietário milionário

Naturalidade: Derbyshire (Inglaterra)

Habilitações: Tímido. Tido por arrogante, mal-educado e nariz empinado. Não gosta de dançar. Preconceituoso mas não orgulhoso. A prova disso é que, apesar de lhe desagradar a condição da sua amada, ele não pensa duas vezes antes de se humilhar duas vezes diante da sua paixão. Apaixonado, portanto. Surpreendido pelo objecto da sua paixão, que para além de não ter dinheiro nem família adequadas, também não é muito prendada no departamento da beleza. Ainda assim ... Darcy ama. Incondicionalmente. Enternecidamente. Para o bem das nossas almas.

Filosofia de Vida: "You must know - surely you must know, that it was all for you."

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sábado, 19 de novembro de 2011

Macro Secrets 134


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There are so many layers in you ...


I wish I could know them all

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

MAGIC MOMENTS 184

CC26 - Cool Covers
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Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa?
Ora vejamos:


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American Pie by Don McLean






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American Pie by Madonna

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 152

Capitais
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Fui um dia um monge que desenhava iluminuras e capitais.

Passei a minha vida inteira a iluminar um único livro.
Fiz centenas de letras.
Traçei os seus contornos com um pincel fino, preto.
Colori as suas formas com tintas de todas as cores.
Carmins, lápis-lazuli, verde-esmeralda, amarelo-canário, prateado, dourado.
Demorei horas, dias, por vezes meses a pensar quais desenhos deveriam combinar com aquela letra específica, reflectindo e estudando afincadamente o capítulo, o parágrafo, a frase aos quais pertencia cada letra inicial.
Procurei ser fiel.
Mas também original, imaginativa, surpreendente.
Às vezes, e apesar de arriscar excomunhão, seguia os escritos do mestre Aristóteles e arriscava o humor. Nunca explícito. Sempre subtil, muito subtil. Manifestando-se em pormenores ínfimos, nas entrelinhas dos traços ilustrativos.
Fui profíqua, rápida mas precisa.
Fiquei com as costas arruinadas.
Ganhei um enorme calo no dedo médio da mão esquerda.
No fim da vida, ceguei completamente.
É por esse motivo que ainda escrevo a maioria das coisas à mão.
E que sou miópe.
E que gosto de livros, de preferência usados.
E de cores.
E de ilustrações estranhas, misteriosas, irónicas.
Apesar de não saber desenhar.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Macro Secrets 133


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Dumb people are so much happier ...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

OS PERSONAGENS DE ANDRÓMEDA

LISA SIMPSON
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Curriculum Vitae
Filiação:
Matt Groening



Corpo e Alma: Yeardley Smith (voz)


Nacionalidade: Americana


Profissão: Estudante e música


Naturalidade: Springfield (cidade inventada)


Habilitações: Inteligente. Precoce. Amante de música, sobretudo de jazz, toca saxofone. Defensora de causas, como o ambiente, a libertação do Tibete, o feminismo e outras minorias. Convertida ao budismo. Aos 8 anos, Lisa é a mais inteligente dos Simpsons e também a mais incompreendida pelos adultos. É cool, esperta, inconveniente, sonhadora, acutilante, incómoda. É uma das personagens mais giras da história da banda desenhada.


Filosofia de Vida: “A man who envies our family is a man who needs help.”


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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

MAGIC MOMENTS 183

CC25 - Cool Covers
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Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa?
Ora vejamos:






Talvez o único caso em que a versão superou o original e o original, como o homem muitíssimo inteligente que é, estava perfeitamente ciente disso.
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Nothing Compares 2 U by Prince


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Nothing Compares 2 U by Sinead O'Connor
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Nothing Compares 2 U by Stereophonics






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domingo, 13 de novembro de 2011

Macro Secrets 132


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Right inside the snake's nest ...

sábado, 12 de novembro de 2011

OS PERSONAGENS DE ANDRÓMEDA

LESTAT DE LIONCOURT
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Curriculum Vitae
Filiação:
Anne Rice



Corpo e Alma: A personagem do livro não foi batida de modo nenhum pelo Tom Cruise do cinema
Nacionalidade: Americana


Profissão: Vampiro
Naturalidade: New Orleans


Habilitações: Antigo. Muito antigo. Culto. Irresponsável. Rebelde. Lestat gosta de provocar, sobretudo os seus companheiros, dando demasiado nas vistas e fazendo saber ao mundo dos pobres humanos exactamente aquilo que é - um vampiro. Feroz. Intenso. Apaixonado pela vida. Às vezes ingénuo. Às vezes motivo de dó. Às vezes não sabe exactamente aquilo que quer. Gosta de se vestir bem. Gosta de apreciar os prazeres da vida. Gosta de fazer experiências, que às vezes saem para o torto, como a aberração chamada Claudia, sua criação. De bom coração, apesar de tudo. Entusiasmado. Vaidoso. Curioso. Lestat gosta de filosofar e essa procura de respostas por vezes leva-o a meter-se em grandes apuros. Mas Lestat sai-se sempre de todas com elegância e uma frescura invejáveis. Gosta, sobretudo, de falar na primeira pessoa. É por tudo isto que é irresistível. He amuses me imensely.


Filosofia de Vida: Yes, I know. And I love to hear you say it, Louis. I need to hear you say it. I don't think anyone will ever say it quite like you do. Come on, say it again. I'm a perfect devil. Tell me how bad I am. It makes me feel so good!"


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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 151


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Os cães passam e a caravana ladra, Paulinho.
É só isto que tenho para te dizer.
Como tu dissestes e muito bem: "É preciso ter o coração a trabalhar, a correr, a saltar."
E eu acrescento, e quem não tiver, pode ir passear.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

MAGIC MOMENTS 182

CC24 - Cool Covers
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Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa?
Ora vejamos:

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Down in the Depths by Ethel Merman
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Down in the Depths by Morgana King
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Down in the Depths by Lisa Stansfield


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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PALAVRAS EMPRESTADAS 75



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"Is it that your dream is unnatainable or is it that you had the wrong dream?"
Joaquin Phoenix em "I'm Still Here"

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"Não há milagres, apenas mistérios à espera de serem desvendados."

Goethe

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"Se um homem não compreende o inferno, não compreende o seu próprio coração."

Marcel Jouhandeau - "Algébre des valeurs morales"

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"O inferno não é obra de Deus, mas do homem."

Marcel Jouhandeau - "Algébre des valeurs morales"

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"O Inferno é a pátria do irreal e dos que procuram a felicidade. É o refúgio para aqueles que fogem do céu, que é a pátria dos senhores da realidade, e para aqueles que fogem da terra, que é a pátria dos escravos da realidade."

Bernard Shaw - "Man and Superman"

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Macro Secrets 131


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Love old books

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

OS PERSONAGENS DE ANDRÓMEDA

JEAN BAPTISTE GRENOUILLE
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Curriculum Vitae
Filiação:
Patrick Süskind


Corpo e Alma: A personagem do livro não foi batida pela do cinema (so far ...)
Nacionalidade: Francesa

Profissão: Perfumista
Naturalidade: Paris

Habilitações: Dono de um extraordinário sentido de olfacto, Jean Baptiste sofre de hiperosmia, uma sensibilidade muito apurada para sentir e reconhecer todos os cheiros. Determinado em encontrar "o" cheiro perfeito, Jean Baptiste assassina mulheres para lhes roubar a pele e criar o aroma impossível. Estranho, contido, sensível, solitário, obcecado, apaixonado, doentio. A personagem do livro é uma criação absolutamente fascinante e inesquecível. Süskind escreve-o tão bem que conseguimos sentir os cheiros das coisas à medida que o lemos.

Filosofia de Vida: "Why did you kill my daughter?" "I just needed her."

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domingo, 6 de novembro de 2011

MAGIC MOMENTS 181

CC23 - Cool Covers
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Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa?
Ora vejamos:

Das raras vezes em que prefiro a versão (Limp Bizkit) ao original.

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Behind Blue Eyes by The Who
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Behind Blue Eyes by Limp Bizkit
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sábado, 5 de novembro de 2011

Macro Secrets 130


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I like Sundays

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

DDT - Deambulações DeMentes Teóricas 10

Nature

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Nature has a wise but ruthless way of ensuring the preservation of the good genetic code - sick animals or dying ones are abanoned by their group or take matters into their own hands and decide to silently stay away from the others. We can appreciate this in many wildlife documentaries. And even in higher species, like primates, there is no truce for the weak.

I have thought about this lately. Maybe because I am spiritualy sick. Maybe because since I can remember I have always felt I am too frail and my parents were not able to teach me the adequate survival techniques. And I know exactly in what measure they didn't do it - one for communication inability, running away from responsability and pure and simple ignorance about the minimal requirements to be a good parent (he himself did not have any guides of his own); the other one because she was always too naïve, lived in a fantasy world and was just born like that, with no authority capacity, being too weak and too kind.

I was forced to learn alone and too late. I wasn't able. I am not able. And the other "animals" feel this and stay away. And I voluntarily keep myself away from them. Because I don't like to feel I'm a burden, I don't like to spoil anyone's fun, I am ashamed and I apologize to the world for my sadness.

I am, thus, a rejected "animal". I understand it. I would do the same if I were on the other side. It's life wanting to go on with it's ... life. It's the genetic material wanting to self-preserve itself and telling me "We don't want your DNA mixed in here. You are weak. You will corrupt the surviving broth."

I do understand. But allow me this desolation canticle. Allow me to chant it. Then you may procede with your lives. Or you may not even hear me. Do not. I don't want to infect you. Forgive me.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

OS PERSONAGENS DE ANDRÓMEDA

JANE EYRE
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Curriculum Vitae
Filiação:
Charlote Brontë



Corpo e Alma: Gostei de Mia Wasikowska, a última Jane
Nacionalidade: Inglesa
Profissão: Preceptora
Naturalidade: Gateshead (Inglaterra)

Habilitações: Determinada. Persistente. Calma. Doce. Teimosa. Senhora do seu nariz. Honrada. Sensível. Apaixonada. Frágil. Forte. Temerosa. Tímida. Indignada. Digna. Honesta. Culta. Abusada. Injustiçada. Amada. Escorraçada. Fugitiva. Vagabunda. Milionária. A frágil e apagada figura de Jane passa por todas as situações que é possível imaginar durante uma curta vida cheia de aventuras extraordinárias. Uma apenas vale tudo o que ela tem de passar - o amor incondicional de Edward.

Filosofia de Vida: "I am no bird; and no net ensnares me; I am a free human being with an independent will."

FÇDSFL






quarta-feira, 2 de novembro de 2011

MAGIC MOMENTS 180

CC22 - Cool Covers
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Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa?
Ora vejamos:

Saudades desta maluca da Kate ... Muito à frente do seu tempo e agora vê-se perfeitamente actual, musicalmente e até nos vídeos.
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Running Up That Hill by Kate Bush
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Running Up That Hill by Placebo
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Macro Secrets 129


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I may not have wandered the world,



but I sure as hell have wandered the depths of the mind

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

DDT - Deambulações DeMentes Teóricas 9

The Voices


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It's getting cooler. Next door the neighbour is playing 50's swing melodies and I can hear Bing Crosby's voice. There's a loud cricket singing on the backyard. I cried this morning, when I woke up. It had been a long time since I cried. Yesterday the voice told me: "You did good. Soon you will know the truth." He sent me another message this morning. It said: "Ground control to Major Tom. Agent Starling, can you hear me?" I crawled on the bed and held the phone tight inside my hand, but I didn't answer. I don't know what to say. I'm afraid an answer will start the entire surrealism again. I know there's something he's not telling me. The cut on my thumb is healing. There's a bandaid over it now. I like it when the neighbour plays those songs. I'm hungry. And I don't know what to do with my life. I love the sound of his laughter. I lower the sound of the TV so I can hear my neighbour's songs better. I loved to feel inside a bubble with him, filled with our laughter. I like us. It's Sunday. I always cry on Sundays. I would tell him "I don't trust you and you made me feel really sad." I have to concentrate on my book.

domingo, 30 de outubro de 2011

OS PERSONAGENS DE ANDRÓMEDA

INDIANA JONES
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Curriculum Vitae
Filiação:
George Lucas e Steven Spielberg

Corpo e Alma: Harrison Ford
Nacionalidade: Americana
Profissão: Arqueólogo
Naturalidade: Princeton - New Jersey

Habilitações: Atraente. Com um grande sentido de humor. Gosta do seu chicote. Gosta do seu chapéu. Gosta do seu casaco de cabedal. Inteligente. Culto. O seu conhecimento de civilizações e culturas antigas é inigualável. Ah ... se o sex-appeal do meu icónico professor de história tivesse sido tão grande como a sua capacidade para memorizar os nossos números de aluno, eu teria tido um Indiana na minha vida. Mas, hélas, apenas no cinema podemos ter acesso à união perfeita entre corpo são e mente brilhante. Só tem um defeito - não pode ver cobras à frente. Mas também ... quem é que pode?

Filosofia de Vida: "It's not the years, honey, it's the mileage."
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sábado, 29 de outubro de 2011

MAGIC MOMENTS 179

CC21 - Cool Covers
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Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa?
Ora vejamos:

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You Do Something To Me by Ella Fitzgerald
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You Do Something To Me by Peggy Lee
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You Do Something To Me by Sinéad O'Connor
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Macro Secrets 128


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Sometimes, you just have to let life lead you

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 150

Bondadezinha
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Porque é que toda a gente anda sempre a tentar ser bonzinho?

Há uma cultura da bondade de que padecemos há séculos, incutida muito provavelmente pela Igreja Católica, e a que mesmo os que não a aceitam obedecem inconscientemente.
Somos sempre os campeões da virtude. Já lá escreveu Fernando Pessoa no seu poema delicioso "Poema em Linha Recta":
"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza."
Álvaro de Campos

Porque é que persistimos em tentar convencer o mundo que somos um poço de virtudes, quando basta olhar para o mundo para perceber que isso é tudo uma grandessíssima treta?
Se calhar se aceitássemos melhor o lado negro do ser humano, e não fossemos hipócritas, talvez o mundo andasse um pouco melhor.
Hoje apetece-me fazer-te mal e descarregar um bocado das minhas ansiedades em ti. Não te importas, pois não? Vou ali para o corredor dizer mal de ti um bocadinho. Ou, vou ali usar a tua cara como alvo de setas. Queres vir também?
Claro! Tás à vontade! Amanhã é a minha vez. Estou a pensar se te amando uma cuspidela ou te dê um soco no estômago. Traz o colete anti-socos.
Talvez isto resultasse ... Um bocado à semelhança do Fight Club.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

OS PERSONAGENS DE ANDRÓMEDA

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Curriculum Vitae
Filiação:
Emily Brontë
Corpo e Alma: Ralph Fiennes foi claramente ultrapassado por Tom Hardy
Nacionalidade: Inglesa
Profissão: Cigano órfão e mais tarde proprietário de terras
Naturalidade: Liverpool
Habilitações: Intenso. Revoltado. Irado. Traído. Escorraçado. Vingativo. Maltratado. Cruel. Atormentado. Ciumento. Possessivo. Apaixonado. Obcecado. Amargo. Brutal. Visceral. Heathcliff ama Cathy com uma intensidade tal, que se trata quase de um sentimento novo, que mais nenhum ser humano jamais sentiu. É minha convicção que Emily inventou em Heathcliff uma emoção, estranha e poderosa, que não tenho a certeza alguém jamais desejaria poder sentir.

Filosofia de Vida: "Catherine Earnshaw, may you not rest so long as I live on! I killed you. Haunt me, then! Haunt your murderer! I know that ghosts have wandered on the Earth. Be with me always. Take any form, drive me mad, only do not leave me in this dark alone where I cannot find you. I cannot live without my life! I cannot die without my soul."
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Kate Bush dedicou-lhe uma música

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que reza assim:

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Out on the wiley, windy moors

We'd roll and fall in green

You had a temper, like my jealousy

Too hot, too greedy

How could you leave me?

When I needed to possess you?

I hated you, I loved you too

Bad dreams in the night

They told me I was going to lose the fight

Leave behind my wuthering, wuthering

Wuthering Heights

(Chorus)

Heathcliff, it's me, I'm Cathy I've come home

I'm so cold, let me in-a-your window

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Oh it gets dark, it gets lonely

On the other side from you

I pine alot, I find the lot

Falls through without you

I'm coming back love, cruel Heathcliff

My one dream, my only master

Too long I roam in the night

I'm coming back to his side to put it right

I'm coming home to wuthering, wuthering,

Wuthering Heights

(Chorus)

Heathcliff, it's me, I'm Cathy I've come home
I'm so cold, let me in-a-your window


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Oh let me have it, let me grab your soul away

Oh let me have it, let me grab your soul away

You know it's me, Cathy

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(Chorus)

Heathcliff, it's me, I'm Cathy I've come home

I'm so cold, let me in-a-your window

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Macro Secrets 127


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Different places, different people.


Always.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

MAGIC MOMENTS 178

CC20 - Cool Covers
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Há músicas intemporais e camaleónicas ou músicos que dão a volta a qualquer coisa?
Ora vejamos:

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Tainted Love by Gloria Jones
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Tainted Love by The Cure
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Tainted Love by Pussycat Dolls
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Tainted Love by Soft Cell
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domingo, 23 de outubro de 2011

PALAVRAS ESTÚPIDAS 149

The Show Must Go On
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Porque é que o espectáculo tem de continuar, sempre?
Quer dizer, eu percebo e apoio incondicionalmente que o espectáculo tenha de continuar quando se trata de um espectáculo a sério, com artistas a sério que estão ali a trabalhar. Há incontáveis relatos de actores, cantores, performers de toda a espécie, feitio e formato que têm histórias trágicas de mortes na família, desastres físicos e psicológicos e que tiveram de esquecer tudo isso e actuar logo a seguir. Aplaudo. Só me faz respeitá-los ainda mais.
Mas na vida real, folks?
Porque é que na vida real anda sempre toda a gente tão preocupada em representar bem 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano? Isso não é possível e, francamente, nem sei se seria muito saudável ou desejável ou sequer produtivo.
Não é possível estar-se sempre bem! A vida é sofrimento, dizia Thomas Moore, um dos meus heróis maiores. Ele sabia do que falava. Foi mandado decapitar pelo seu amigo, o rei, apenas porque se recusou a reconhecê-lo como chefe supremo da sua Igreja. Morreu lucidamente, com a constatação de que a vida não é sempre justa, nem bela, nem um espectáculo natural maravilhoso de pirotecnia. Seria, se não existissem humanos, se não existisse ninguém. E mesmo assim ...
A vida é sórdida, triste, vil, depressiva e desesperante, egoísta, cínica e sádica também. E quem pensa o contrário é idiota. Claro que a vida também é beleza, honestidade, inteligência, bondade, altruismo, dignidade, integridade. Também, não apenas.
Por vezes o espectáculo não tem de continuar. Por vezes temos de fechar as nossas cortinas, mandar o público embora, devolver o dinheiro dos bilhetes e adiar a performance porque pura e simplesmente não somos capazes, ou seríamos todos super-heróis e até esses têm os seus dias-não. Por vezes temos mesmo que deixar que nos cortem a cabeça, pois isso pode ajudar-nos e ensinar-nos a renascer de formas que nunca julgáramos possível. O sofrimento é a única coisa que forma carácter. Talvez porque nos ensine a reconhecer e valorizar a efemeridade da vida.
A questão não é ser mártir, mas ser realista e aceitar que os momentos maus hão-de vir, inevitavelmente, de novo e de novo e de novo. A questão é admitir uma panóplia de sentimentos que fazem parte de nós e não podemos ignorar.
Porque não somos actores. Para isso já existem os verdadeiros, os profissionais, que são treinados para continuarem o espectáculo, sempre.