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terça-feira, 1 de abril de 2008

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

Primatas
flgklfçg


KLFÇLDKF
Não podia terminar este ABC sem os meus Avós – o Chimpanzé, o Gorila e o Orangotango, por quem nutro um fascínio, uma admiração, um carinho e um respeito infinitos.
Ficam apenas as imagens, os olhares profundos que transmitem tantos sentimentos intraduzíveis por palavras – um arrebatamento do coração sempre que os observo. E esta informação: O Orangotango, por exemplo, na linguagem de algumas ilhas do Sudeste Asiático, significa literalmente "homem da floresta".

LFKÇDLKF

dlkldk

dklkddk

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Humano, vamos conversar?
Senta-te, vamos fumar
O cachimbo da sabedoria
Senta-te, minha irrequieta cria
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Tenho muito para te ensinar
Se quiseres respeitar
Estende-me a tua mão
Não tenhas medo, entoemos uma canção
lkjfl
Olha, vê como se entrelaçam
O teu e o meu polegar
Sente, vê como se encaixam
O meu e o teu olhar
kljfkljdf
Ensinarte-ei o som do silêncio, é como o vento
E escutarás a Terra respirar
Dá-me a mão, viajaremos no tempo
Até antes de saberes caminhar
lkjf
Homem, sou eu, o teu avô
Não te lembras já de mim?
Fui eu quem te embalou
Para que hoje estivesses aqui
kjfkldf
Escuta, meu neto
Pára um pouco, pequeno irrequieto
Respira comigo um segundo
E entenderás todos os segredos do mundo
kjfldk
Encosta-te a mim, pequenote
Ainda tenho mais força que tu, sim
Mas já preciso do teu abraço forte
Chegou a tua vez de cuidares de mim
lkfçldkf


çflºçfd
A maioria dos textos explicativos incluídos neste ABC, foi traduzida do site da National Geographic.
lkfçldkf
THE END
KFJDK
P.S. Muitos, muitos, muitos animais ficaram de fora. Talvez fiquem para um próximo ABC.

domingo, 23 de março de 2008

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

Veado
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Os veados encontram-se nas regiões nortenhas da América do Norte, Europa, Ásia e Gronelândia.
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De todas as espécies de veados, a rena é o mamífero terrestre que percorre as maiores distâncias migratórias.
Quando o Verão se aproxima, as manadas de renas ou caribous dirigem-se para o norte, numa das maiores migrações de mamíferos do mundo. Podem viajar mais de 965 quilómetros ao longo de rotas anuais conhecidas. No final da sua longa viagem, passam o Verão a alimentar-se das abundantes ervas e plantas da tundra. Nestes solos ricos, um veado adulto pode comer 5 quilos de alimento por dia.
Durante a migração, manadas de fêmeas partem algumas semanas antes dos machos, que as seguem com as crias jovens nascidas na estação prévia.
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As renas possuem longos chifres que constituem ferramentas úteis para sobreviverem nas condições agrestes das terras do norte. São suficientemente grandes para suportar o volume do animal na neve e para remar através da água. A parte inferior dos chifres é dobrada como uma concha e utilizada para cavar na neve em busca de alimento. As suas pontas aguçadas proporcionam ao animal um bom apoio em rochas e no gelo.
Os chifres também servem para as batalhas reprodutivas que ocorrem desde Setembro até meados de Novembro. Dois machos cruzam os seus chifres, tentando empurrar-se um ao outro. Os machos mais dominantes podem recolher até 15 ou 20 fêmeas com quem acasalam.
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As renas são o único tipo desta espécie em que tanto os machos como as fêmeas possuem armações de chifres – embora apenas algumas fêmeas as tenham. As fêmeas têm uma cria por ano, que consegue erguer-se sobre as próprias patas apenas alguns minutos após o nascimento e caminhar junto da mãe no dia seguinte.
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Quando as primeiras neves começam a cair, as renas regressam ao sul e completam a rota de migração que os leva a viajar cerca de 2.574 quilómetros todos os anos. Passam o Inverno em climas mais temperados e sobrevivem alimentando-se de líquenes.
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Nas lendas relacionadas com o Pai Natal, o seu trenó é tradicionalmente puxado por 9 renas voadoras chamadas Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Dunder, Blixen e Rudolph - a única que possui um nariz vermelho e que conduz todas as outras.
çlfçdlkf
Sou sentinela dos misteriosos bosques
Guardião entre mundos arcanos
Separo os portões dos velhos deuses
Dos passos dos frágeis humanos
7
Sou majestade do ténue intervalo
Que medeia carne e mágico orvalho
A minha coroa brota alta
A minha sombra espraia-se vasta
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Se me quiserdes conquistar
Para longe devereis olhar
Sou tímido, fugaz, cauteloso
Sou delicado, atlético, poderoso
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Não esperes que vos revele
Os segredos do meu domínio perigoso
Não desejes que vos guie
Pelos meandros do musgo sinuoso
dkljdklj
Outras majestades me cobiçaram
Mesmo algumas me subjugaram
Mas escreve o seguinte a tinta dourada
E certifica-te que permanece para todos os futuros gravada
Jamais conquistarão
A música secreta do meu coração

sexta-feira, 14 de março de 2008

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

URSO
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Os ursos polares vagueiam pelos lençóis gelados do Ártico e nadam nas águas costeiras dessa região. São nadadores poderosos e as suas patas frontais, que utilizam para “pedalar” são ligeiramente palmadas (ou seja, com membrana natatória). Alguns ursos polares têm sido vistos a nadar a centenas de quilómetros da costa – embora provavelmente cubram a maior parte da distância, flutuando em placas de gelo.
ÇLFºÇDLF
Os ursos polares habitam uma das regiões mais frias do planeta e dependem de uma grossa capa de pêlo insuflada, que cobre uma camada quente de gordura. O pêlo cresce inclusivamente na base das suas patas, protegendo-os de superfícies frias e proporcionando uma base firme sobre o gelo escorregadio. O pêlo branco dos ursos polares proporciona-lhes camuflagem no ambiente de neve e gelo. Mas por baixo do pêlo, os ursos polares têm pele negra – a cor mais propícia para absorver os raios quentes do sol.

KÇFDL
Estes predadores poderosos caçam habitualmente focas. Para isso, costumam frequentar zonas de gelo quebradiço e móvel, onde as focas vêem à superfície para respirar. Também rondam limites de gelo e buracos de respiração. Se a oportunidade se apresentar, os ursos polares também consomem carcassas de baleias mortas, por exemplo. Estes gigantes árticos são os senhores do seu ambiente, não possuindo quaisquer inimigos naturais.
LKFDÇL
As fêmeas resguardam-se cavando abrigos profundos de neve, que lhes proporcionam protecção e insulação contra as condições austeras do Ártico. Dão à luz durante o Inverno, habitualmente um par de crias gémeas. Estas vivem com as suas mães durante cerca de 28 meses, aprendendo as técnicas de sobrevivência. As fêmeas protegem agressivamente as suas crias, mas não têm ajuda dos seus companheiros machos solitários. Com efeito, os machos podem até por vezes matar as suas próprias crias.
Os ursos polares têm um aspecto atraente e simpático até, mas são predadores poderosos que não costumam temer humanos, algo que os torna extremamente perigosos. Perto de zonas habitadas, costumam adquirir um interesse particular por lixo.

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E o urso dança
E a aurora avança
E a neve cai em mim
E há um esquimó que sorri
E o mundo gira assim
E o urso rodopia
E a neve está tão fria
E eu podia ser assim
Livre, negra e branca
Com um sorriso dentro de mim

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quarta-feira, 5 de março de 2008

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

TIGRE
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Os tigres são os maiores felinos de grande porte e são lendários pelo seu poder e força. Haviam em tempos 8 sub-espécies de tigres, mas 3 extinguiram-se durante o século XX. Nos últimos 100 anos a caça e a destruição de florestas reduziu as populações de tigres de centenas de milhar para cerca de 5.000 ou 7.000 indivíduos. Os tigres são caçados como troféus e também pela obtenção de partes do seu corpo utilizados na medicina tradicional chinesa. Todas as 5 sub-espécies de tigres ainda existentes estão em perigo e existem muitos programas de protecção desta espécie. A caça furtiva continua a ser, embora de forma reduzida, uma significativa ameaça aos tigres da Sibéria.
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O tigre da Sibéria é o maior felino do reino animal. Vivem principalmente nas florestas de bétulas do Leste da Rússia, mas também existem ainda alguns na China e Coreia do Norte. Existem cerca de 400 ou 500 tigres da Sibéria contabilizados a viver em estado selvagem e recentes estudos sugerem que este número se encontra estabilizado. Embora o clima que habitem seja muito mais duro do que o de outros tigres, esta sub-espécie apresenta algumas vantagens. As florestas nortenhas oferecem o habitat de densidade humana mais reduzido de todos, bem como um ecossistema mais completo. As vastas florestas de madeira também permitem ao tigre dispor de mais espaço para vaguear, uma vez que a indústria madeireira russa é menor do que a de muitos outros países.
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Os tigres em geral vivem sozinhos e marcam agressivamente vastos territórios para manter os seus rivais afastados. São caçadores poderosos que viajam muitos quilómetros em busca de caça, como alces e javalis, em caçadas nocturnas. Os tigres utilizam o seu pêlo característico como camuflagem (são como impressões digitais, uma vez que nenhum tigre possui um padrão semelhante a outro) e caçam furtivamente. Permanecem deitados aguardando a aproximação da presa e rastejam até estarem tão perto que atacam as suas vítimas com um salto rápido e agarrando-as com as garras, de forma fatal. Um tigre esfomeado pode comer cerca de 27 quilos de carne numa única noite, embora normalmente comam menos.
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Apesar da sua reputação feroz, a maioria dos tigres evita encontros com humanos; no entanto, alguns tornam-se terríveis e temidos caçadores de homens. Estes animais estão normalmente doentes e por isso impedidos de caçar ou então vivem em áreas onde as suas presas habituais desapareceram.
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As fêmeas dão à luz ninhadas de 2 a 6 crias, de quem tomam conta sem quase nenhuma ajuda do macho. As crias só podem caçar a partir dos 18 meses e permanecem com as suas mães durante 2 a 3 anos, altura em que dispersam para irem em busca do seu próprio território.
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O grande caçador
Dos passos silenciosos
O poderoso senhor
Das órbitas impiedosas
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Aproxima-se de ti
kjdçlj
Se o vires,
reflecte bem, terás sorte
Saberás a hora da tua morte
Se o vires,
reflecte bem, és um felizardo
Abandonarás este mundo com garbo
E poderás afirmar com honra
"Eu fui o banquete do Príncipe das Sombras"
lfkçlf

sábado, 23 de fevereiro de 2008

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

SURICATA
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Estes animais gregários são frequentemente vistos em grupo e, como os humanos, podem inclusivé existir comunidades grandes de suricatas constituídas por várias famílias que vivem juntas. As suricatas, do tamanho de esquilos, são famosas pela sua postura vertical, algo cómica. Erguem-se frequentemente sobre as patas traseiras e observam de olhar esgazeado o horizonte, nas planícies sul-africanas, onde habitam. As mães conseguem até dar de mamar às crias, enquanto estão nesta posição.
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As suricatas trabalham em conjunto, dividindo-se por grupos. Um grupo servirá de vigia, observando os céus para avistar aves de rapina, como falcões e águias, que podem agarrá-las em pleno vôo. Um grito agudo e cortante constitui o sinal para que todas se resguardem. Enquanto este grupo fica de guarda, as restantes suricatas ocupam-se da alimentação. As suricatas alimentam-se de insectos, lagartos, pássaros e fruta. Quando caçam presas pequenas, trabalham em conjunto e comunicam através de ronronares. As suricatas são excelentes caçadoras e são muitas vezes domesticadas para servirem de caçadoras de roedores.
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Os grupos de suricatas utilizam diferentes tocas e deslocam-se de umas para outras. Cada toca constitui um sistema extenso de túneis e cavidades que permanece fresco mesmo debaixo do sol abrasador africano. As fêmeas procriam de 2 a 4 crias por ano. Os pais e os parentes mais próximos ajudam a cuidar das crias, ensinando-as a brincar, a alimentarem-se e a protegerem-se da ameaça aérea constante. As jovens suricatas têm tanto medo das aves predadoras que até os aviões têm como condão fazê-las escapulirem-se como relâmpagos para os seus refúgios.
kfçlkg
Aiaiaiaiaiai .... Pareceu-me ver ... Espera .... Não! Afinal não é! Espera ... Espera! Será? É mesmo! Socorroooooooooooo!!!!!! Fujam!!!!!!!!! Falcão à vista!!!!! Falcão à vista!!!!! Alarme!!!!!! Alarme!!!!!! Alarme!!!!! Aos abrigos, malta!!!! Alarme!!!! Alarme!!!! Alarme!!!!! Ufa ... ufa ... ufa ... depressa ... depressa ... Para ... a ... toca ... (arf! arf! arf! arf! arf!) Safei-me ... fuiuuuuuuu .... Desta foi por pouco ... Xiiçaaaa ...
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domingo, 17 de fevereiro de 2008

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

RAPOSA
FKLÇLFKJ

LFKÇLFK
As raposas vermelhas habitam numa grande diversidade de lugares, incluindo florestas, montanhas e desertos. Também se adaptaram bem a ambientes humanos, como quintas, áreas suburbanas e até grandes comunidades. As suas capacidades de sobrevivência - a sua inteligência e o facto de serem muito matreiras - tornaram a sua reputação lendária.
JFKJFDL
As raposas vermelhas são caçadoras solitárias que se alimentam de roedores, coelhos, pássaros e outros animais de pequeno porte – mas a sua dieta pode ser tão flexível quanto o seu habitat. As raposas alimentam-se também de fruta e vegetais, peixe, rãs e até minhocas. Se viverem próximo de humanos, as raposas aproveitam-se de lixo e da comida de animais domésticos.
FKJLKF
Como acontece com os gatos, a cauda grossa da raposa serve para lhe fornecer equilíbrio, mas também tem outras funções, como mantê-la quente em climas frios, se enrolada à volta do corpo, e como uma espécie de bandeira para comunicar com outras raposas. As raposas também comunicam entre si utilizando marcas de cheiro – urinando em troncos de árvores ou rochas para anunciar a sua presença.
ÇKÇFKLF
No Inverno as raposas encontram-se para procriar. A fêmea dá à luz normalmente uma ninhada de 2 a 12 crias. Estas nascem com pêlo castanho ou cinzento. Uma nova capa de pêlo vermelho crescerá no final do primeiro mês de vida, mas algumas raposas vermelhas são douradas, vermelho-acastanhadas, cinzentas ou mesmo negras. Ambos os progenitores cuidam da sua ninhada até ao Verão e, por alturas do Outono, já as crias estão suficientemente crescidas para conseguirem sobreviver sozinhas.
GKJKLG
As raposas vermelhas ainda são caçadas por desporto e são muitas vezes mortas por serem irritantemente destruídoras ou portadoras de raiva.

FKLÇLFK
"- Por favor, prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava . respondeu o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer ...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso teres muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto ...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta; é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito ... São precisos rituais.
(...)
E então voltou para o pé da raposa e disse:
- Adeus ...
- Adeus - disse a raposa - Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos ..."
- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa ... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti."
O Principezinho - Antoine de Saint-Exupéry
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

QUETZAL
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A esplendorosa Quetzal é uma das aves mais belas do mundo. De cores vibrantes, vive nas florestas tropicais montanhosas da América Central, onde se alimenta de frutos, insectos, lagartos e outras criaturas pequenas.
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Durante a época de acasalamento, crescem aos machos um par de penas caudais que formam uma deslumbrante cauda que chega a alcançar um metro de comprimento. As fêmeas não possuem estas longas penas, mas partilham com os seus companheiros os azuis, verdes e encarnados brilhantes da penugem. As cores dos machos tendem a ser mais vibrantes.
KFLDÇKF
Os casais utilizam os seus bicos poderosos para escavar ninhos em troncos de árvores mortas. Depois incubam à vez 2 ou 3 ovos no interior destes ninhos– as longas caudas dos machos por vezes saem para fora do ninho, quando se encontram no seu interior.
As crias podem voar após 3 semanas, mas os machos só obtêm as suas longas caudas ao fim de 3 anos.
ÇLFºÇDLF
O Quetzal é o símbolo da Guatemala, que também emprestou o nome à moeda local.
Infelizmente, estas aves esplendorosas encontram-se ameaçadas de extinção na Guatemala e noutros locais. São por vezes apanhadas em ratoeiras com destino ao cativeiro ou mesmo mortas, mas a principal ameaça à sua sobrevivência é o desaparecimento das florestas tropicais que constituem o seu habitat. Em algumas zonas, nomeadamente nas florestas de nuvens da Costa Rica, terrenos protegidos preservam o habitat destas aves e proporcionam aos ecoturistas e a observadores de aves a oportunidade de os poderem observar.
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O Quetzal era sagrado para os Maias e os Aztecas e a realeza destas civilizações ancestrais usava as suas penas durante cerimónias especiais. Um dos principais deuses aztecas chamava-se Quetzalcoatl ou "pássaro serpente" e uma das representações deste deus era um homem branco, barbado e de olhos claros. Esta representação levou os povos indígenas a crer durante a conquista dos espanhóis que Hernán Cortez era Quetzalcóatl. Segundo as lendas mexicanas, essa é a razão pela qual os espanhóis dominaram tão facilmente a América Central.
LKFDÇDLK
"És o pássaro quetzal
Cor do fogo
Que voa através da planície
No reino da morte"
Poema Azteca

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

PANTERA
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KFÇLDKF
A pantera é um tipo de leopardo cujas pintas são tão difíceis de distinguir que a sua cor parece quase sólido preto.
LFºÇD
Os leopardos em geral são grandes felinos extremamente graciosos e poderosos, da família dos leões, tigres e jaguares. Habitam a África sub-sariana e o Nordeste deste continente, a Ásia central, Índia e China. No entanto, muitas das suas populações estão em perigo, sobretudo em território não africano.
ºGǺ~FG
O leopardo é tão forte e desloca-se com tanta facilidade pelas árvores, que frequentemente transporta as suas presas para os seus ramos. Arrastar animais de grande porte desta forma tem por objectivo mantê-los a salvo de “ladrões” como as hienas. Os leopardos podem também caçar do topo de árvores, onde a sua pele pintalgada serve como uma eficaz camuflagem entre a folhagem, até ao momento em que saltam inesperadamente para caçar a sua presa. Estes caçadores nocturnos também perseguem antílopes, veados e javalis movendo-se sinuosamente através de erva alta. Quando existe presença humana, é frequente os leopardos atacarem cães e, ocasionalmente, pessoas. Os leopardos são também nadadores exímios, sentindo-se perfeitamente à vontade na água, onde por vezes se alimentam de peixe ou caranguejos.
ºFÇGºF
As fêmeas podem dar à luz em qualquer altura do ano. Habitualmente têm duas crias de pêlo acinzentado com pintas vagamente visíveis. A mãe esconde as suas crias e transporta-as de um local seguro para outro, até terem idade suficiente para brincar e aprender a caçar. As crias vivem com as suas mães cerca de 2 anos e esta é a única altura das suas respectivas vidas em que os leopardos vivem em “comunidade”. De resto, são animais solitários.
GǺ~FÇG
A maioria dos leopardos tem o pêlo claro com pintas escuras bem distintas, chamadas rosetas, porque se assemelham à forma de rosas.
Os leopardos negros ou panteras são mais pequenos que os leopardos normais. O padrão pintalgado é visível de determinados ângulos, onde o efeito se assemelha a seda. A mistura de cor nas panteras é uma combinação de cinzento escuro azulado e roxo, com rosetas. As panteras conseguem caçar animais com um peso superior ao seu em cerca de 600 quilos, mas isto é raro dada a feroz competição que sofrem por parte de tigres e leões.

FKLºÇFD
Felina
Feroz
Impiedosa
Veloz
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Mortífera
Matreira
Caçadora
Sorrateira
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Silenciosa
Sedosa
Aveludada
Dissimulada
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Pantera
Poderosa
Negra
Maravilhosa
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

ORCA
ÇFKºÇLFD


FÇLºDFL
As orcas, ou baleias assassinas, são um dos mais poderosos predadores do mundo. Alimentam-se de outros mamíferos marinhos, como focas, leões marinhos e até baleias, utilizando dentes que podem atingir os 10 centímetros de comprimento. Já foram avistadas a atacar focas que se encontram em cima de placas de gelo, agarrando-as sem piedade. Também se alimentam de peixe, lulas e pássaros marinhos.
GKÇLFKG
Apesar de frequentarem com maior regularidade águas costeiras frias, podem ser encontradas desde as regiões polares até à zona do Equador.
GOLºFÇLG
As orcas caçam em grupos familiares até 40 indivíduos. Parecem existir populações de orcas tanto residentes como nómadas. Estes diferentes grupos podem perseguir diferentes animais e utilizar diferentes técnicas para os caçar. Os grupos residentes tendem a preferir peixe, enquanto os grupos nómadas preferem mamíferos marinhos. Ambos os tipos de grupos utilizam técnicas de caça cooperativas e eficazes, que alguns cientistas comparam ao comportamento das alcateias de lobos. As orcas são também conhecidas por "brincarem" com as suas presas, utilizando-as como se se tratassem de bolas que arremessam entre si.
ÇGº~FÇG
As baleias produzem uma ampla variedade de sons para comunicarem entre si e cada grupo possui sons distintos que são reconhecidos pelos seus membros, até a uma grande distância. Utilizam a ecolocalização para comunicar e caçar, produzindo sons que viajam através da água até embaterem em objectos e ricochetearem até à sua autora, revelando a respectiva localização, tamanho e forma.
FGºÇF
As baleias assassinas são extremamente protectoras relativamente às suas crias e é frequente outras fêmeas adolescentes ajudarem uma progenitora nos cuidados da respectiva cria. As mães dão à luz
num período que varia entre os 3 e os 10 anos, após uma gravidez de 17 meses. A sua vida pode prolongar-se até aos 50 ou mesmo 80 anos, em liberdade. Uma orca adulta mede entre 7 e 10 metros e pesa cerca de 6 toneladas.
ÇGºLFºÇLG
As orcas são imediatamente reconhecíveis pela sua cor branca e preta e possuem enorme inteligência, pelo que podem ser domadas para participarem em espectáculos aquáticos. Talvez por serem muito perigosas e extremamente inteligentes, as orcas nunca foram muito caçadas pelos seres humanos.

LDFºÇLF
ÇLGºF
Bolas, que és mesmo doida pá!
Completamente avariada do sistema
Vejam bem os saltos que esta gaja dá
Sem nenhum tipo de problema
LFºDÇL
Não admira que ande meio mundo
A fugir de ti como o diabo da cruz
Lá no teu mundo profundo
Só se safa quem for tão avariado como tu!

sábado, 19 de janeiro de 2008

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

NARVAL
JFKLDJF

FKLDJFL
O Narval é o unicórnio dos mares, um cetáceo de cor pálida que habita as águas costeiras e os rios do Ártico. Estes lendários mamíferos marinhos têm apenas 2 dentes. Nos machos, o dente mais proeminente cresce até formar um corno espiralado, semelhante a uma espada que pode atingir o 2,7 metros de comprimento. O dente de marfim cresce atravessando literalmente o lábio superior do narval. Os cientistas não estão ainda certos sobre a função deste corno, mas acredita-se que possa servir para rituais de cópula, talvez utilizado para impressionar as fêmeas ou para combater rivais. As fêmeas por vezes também possuem um pequeno corno, mas nunca atinge a proeminência do dos machos. Outra das hipóteses é de que possa servir para perfurar os blocos de gelo compactos abundantes no seu habitat, mas estudos recentes sugerem que este corno possui um censor capaz de detectar a temperatura, a pressão e a salinidade da águas. Mas a sua verdadeira função permanece um mistério.
O seu corno foi durante séculos inspirador do mito do unicórnio, acreditando-se que deteriam poderes medicinais e mágicos. Por este motivo, a caça do narval foi até há pouco tempo muitíssimo abundante.
Os Narvais pertencem à mesma família dos golfinhos roazes, belugas e orcas. Como outros cetáceos, viajam em grupos e alimentam-se de peixe, crustáceos, lulas e outras presas aquáticas. São habitualmente avistados a nadar em grupos de 15 ou 20, mas já foram avistados conjuntos de centenas ou alguns milhares de narvais. Por vezes estes grupos vêem-se encurralados por placas móveis de gelo sólido e são também vítimas dos caçadores inuit (esquimós), ursos polares ou morsas.
Os inuit, os únicos que têm autorização para caçar narvais actualmente, procuram-nos para obterem os seus cornos e a sua pele, uma importante fonte de vitamina C na dieta tradicional do Ártico. As orcas também são predadoras dos narvais, em mar aberto.
GLFJLG
Quando pela primeira vez te vi
Pensei que não estavas aí
Pensei que nadasses já apenas nos livros
De um capítulo enciclopédico sobre tempos idos
fdjfklj
Foi com surpresa que percebi
Que ainda vagueias nos mares do meu tempo
Que o teu corno encerra em si
Histórias e lendas segredadas pelo vento
KDLFÇLDK

domingo, 13 de janeiro de 2008

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

MARTA
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A pele das Martas é muitíssimo apreciada, bem como o seu pelo, considerado o melhor material para fabricar pincéis de grande qualidade, o que fez com que de centenas de milhares na Europa, passassem a autênticas raridades. Acresce a isto o facto de ser relativamente fácil caçá-las, uma vez que são extremamente curiosas e atraídas por objectos brilhantes, por exemplo.
Para além do Norte da Europa, as Martas podem ser encontradas na América do Norte e na maioria do território russo. No entanto, a Marta Europeia é uma das espécies mais ameaçadas do mundo, encontrando-se totalmente extinta na Europa Central.
çlºçlg
As Martas são solitárias, vivem em lugares rochosos e arborizados e por este motivo, ainda não estão completamente extintas. Têm por hábito demarcar o território com rastos da secreção das glândulas anais, cujo odor é um pouco mais suportável do que o da doninha, uma parente próxima.
Têm normalmente 2 a 3 crias e, embora as abandonem para acasalarem de novo, regressam sempre ao ninho (normalmente um ninho roubado a um esquilo ou a bifurcação de uma árvore) para cuidarem dos filhotes durante 2 meses.
As Martas adaptam-se bem quer em terra, quer na água e são caçadoras eficazes, alimentando-se de esquilos, coelhos, rãs, crustáceos e aves pequenas.
fkjlkfj
Oh Marta, Martinha
Sabes bem que és "minha"
Contigo partilho o nome
E também toda essa fome
fkjflkj
Fome de guloseimas e teimas
Fome de conhecimento e alento
Como eu, és curiosa
E certamente muito teimosa
fkjklf
E lá caímos facilmente
Quando alguém quer enganar a gente
Não é?
Pois é ...
jfkfj
Mesmo assim
Ainda não nos conseguiram aniquilar
Frágil ..., dirá quem nos olhar
Mas enganem-se, somos osso de roer mesmo ruim

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

LOBO
F.º~DGF


LDKÇLKF

Os lobos são lendários pelos seus uivos que provocam calafrios e que usam para comunicarem entre si. Um lobo solitário uivará para atrair a atenção da sua alcateia, enquanto que os uivos comunitários podem servir para enviar mensagens de uma alcateia a outra. Alguns uivos são de confronto. Tal como os latidos dos cães, os lobos podem começar a uivar simplesmente porque um lobo próximo o está a fazer.
ÇLGºFÇG
Os lobos são a espécie maior da família dos cães. Os lobos cinzentos são os mais comuns e ocupavam todo o Hemisfério Norte em tempos idos. Mas os lobos e os humanos têm uma longa história de inimizade. Embora quase nunca ataquem humanos, os lobos são considerados por aqueles como dos mais terríveis e assustadores vilões do mundo animal. Para isto contribui e muito o facto de atacarem, sim, animais domésticos, pelo que inúmeros lobos têm sido alvejados, apanhados em armadilhas e envenenados.
Este conflito existente entre o Homem e o Lobo tem fortes raízes que oriundam sobretudo a partir do período medieval, altura em que o lobo começou a possuir a conotação de animal maligno, devorador de homens, mulheres e crianças. As causas desta atitude parecem ter origem, fundamentalmente, na Igreja Católica, que utilizava o lobo como símbolo satânico, animal que punha em causa o rebanho de Deus. A grande religiosidade do povo medieval, fez com que depressa assimilassem esta ideia, dando ao lobo uma dimensão mitológica e sobrenatural, expressa em várias lendas, histórias e crenças, algumas delas ainda hoje vivas em determinadas comunidades.
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Os lobos vivem e caçam em grupos entre 6 a 10 animais. Percorrem distâncias de cerca de 20 quilómetros por dia e são extremamente sociais – cooperam na caça das suas presas preferidas – veados de grande porte, corços e javalis. Observam um grupo de presas, rondam-nas tentando pô-las em movimento e desta forma escolhem as mais fracas ou mais lentas. Uma vez escolhida a presa podem rondá-la durante vários dias, tentando enfraquecê-la cada vez mais, física e psicológicamente com a pressão exercida. Quando obtêm êxito não se fazem de rogados e um lobo pode consumir 9 quilos de carne numa única refeição. Também se alimentam de mamíferos pequenos, pássaros, peixe, lagartos, cobras e fruta, porque, ao contrário do que se pensa, a sua taxa de sucesso em caçadas grandes é muito baixa.
O seu olfacto é poderosíssimo, 100 vezes maior do que os humanos.
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As alcateias estão organizadas de acordo com uma hierarquia rígida, com um macho dominante chamado Alfa e a sua companheira. Normalmente apenas este casal procria. Todos os membros adultos da alcateia ajudam a cuidar das pequenas crias, trazendo-lhes alimento e tomando conta delas enquanto os outros caçam. Os lobos comunicam entre si através de um vasto e complexo repertório que inclui marcas de cheiro, vocalizações, expressões faciais, linguagem corporal e rituais. Esta comunicação é realizada muito mais por harmonia e integração do que por agressão ou submissão. Ao contrário do que se possa pensar, os lobos são animais geralmente dóceis, com uma grande aversão por lutas. São necessários laços muito fortes para manter a alcateia unida, como uma família.
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Estima-se que na Península Ibérica, sobrevivam apenas cerca de 2000 lobos ibéricos, dos quais 300 em território português.
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Inclino-me perante ti, filho da lua
Que o meu fascínio acaricie a tua figura
És o mais belo de todos que por aqui irão passar
O mais intrigante, nobre e sábio
Venero-te, não tenho pudor de o afirmar
Tocas-me de formas difíceis de explicar
Perdoa todos dos meus que não te souberam respeitar
Perdoa-lhes o medo, o mito, a ignorância
Se um dia a este mundo regressar
A tua pele desejarei experimentar
Não há em mim queda para o cordeiro
Sou loba, solitária, sem alcateia
Em perseguição da palavra derradeira
Tu és o que eu sinto nas entranhas
És tu nas minhas formas mais estranhas
Como tu, tacteio e vagueio na noite
Só quem como eu pode entender
A alma de lobo que uiva no meu ser

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

KRILL

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O krill mais pequeno mede apenas cerca de 5 centímetros de comprimento e pesa apenas 1 grama, mas representa um elo de dimensões gigantescas na cadeia alimentar global. Estes pequenos crustáceos semelhantes a camarões constituem essencialmente o combustível que alimenta o motor dos ecossistemas marinhos da Terra.

O krill alimenta-se de fitoplâncton, plantas unicelulares microscópicas que vagueiam à superfície do oceano e sobrevivem à custa de dióxido de carbono e dos raios solares. Por sua vez, são o elemento principal das dietas de centenas de animais diferentes, desde peixes, a aves e a baleias. Sem krill, a maioria das formas de vida do Antárctico desapareceria.

Existem estudos recentes que mostram que as reservas de krill desta zona do planeta podem ter sido reduzidas em cerca de 80% desde a década de 70. Os cientistas atribuem este declínio em parte ao degelo das calotas polares causado pelo aquecimento global. Esta perda de gelo elimina uma fonte primária de alimento para o krill: algas.

De cor rosa e opacos, o krill da Antárctica encontra-se entre a maioria das 85 espécies conhecidas de krill. Os seus números estimam-se entre os 125 milhões e os 6 biliões de toneladas nas águas desta zona do planeta. Congregando-se durante certos períodos do ano, os cardumes de krill tomam proporções tão gigantescas e densas, que podem ser vistos do espaço!

O krill da Antárctica pode viver até aos 10 anos, uma longevidade impressionante para uma criatura tão cobiçada por tantos predadores. Passam os seus dias a tentar evitar ser capturados, nas profundidades frias do Oceano, a cerca de 100 metros da superfície. Durante a noite, vagueiam pela coluna de água até à superfície em busca de fitoplâncton.

Os cientistas estimam que o peso total de todo o krill da Antárctica é superior ao peso de todos os humanos da Terra!
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Minúscula fonte de vida
Eternamente remetida
Ao esquecimento ou à ignorância
Neste mundo feito de ânsia
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Stress? O que sabemos nós humanos disso?
Senhores! Perguntem ao krill o que é isso
E ele responder-vos-á com um gritinho agudo
"Uiii!!! Passo o dia a fugir de tuuuuudo!"

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

JOANINHA

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As joaninhas são insectos adoráveis à vista, mas o seu aspecto simpático e colorido esconde um apetite voraz, que é muito apreciado pelos agricultores, pois a maioria das joaninhas consome insectos que se alimentam de plantas, ajudando a proteger as colheitas.
As joaninhas põem centenas de ovos nas colónias destes insectos, e assim que as larvas nascem começam imediatam
ente a alimentar-se deles. No final da sua curta vida de 3 a 6 semanas uma joaninha consegue comer cerca de 5.000 insectos.
Existem cerca de 5.000 espécies diferentes de joaninhas e nem todas se alimentam de insectos – algumas também comem plantas, podendo prejudicar algumas culturas.
As pintas pretas e cor encarnada destinam-se a afastar predadores, avisando-os que não possuem um sabor agradável. Este sabor é consequência de um fluído segregado pelas articulações das pernas. Se ameaçada, uma joaninha pode fingir-se morta e/ou segregar essa substância para se proteger.
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Joaninha voa voa
Que o teu pai está em Lisboa
A tua mãe no Moinho
A comer pão com toucinho
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Joaninha voa voa
Que o teu pai está em Lisboa
Com um rabinho de sardinha
Para comer, que mais não tinha

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

HOMO SAPIENS lfgºç~dflg
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Neil Armstrong - um dos exemplareslkgdçlkgçlkglGeorge W. Bush - um dos exemplares
mais magníficoshjkhskjhkshskjhskjhkjhksjklsjjhmais atrasados
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Primata bípede pertencente à superfamília Hominoidea juntamente com outros símios: chimpanzés, bonobos, gorilas, orangotangos e gibões, além de outras espécies actualmente extintas. O Homo sapiens também pertence à família hominidae, família à qual também pertence o chimpanzé e outros.
Os humanos adoptam uma postura erecta que possibilita a libertação dos
membros anteriores para a manipulação de objectos, possuem um cérebro bem desenvolvido que lhes proporciona as capacidades de raciocínio abstracto, linguagem e introspecção.
A
mente humana tem vários atributos distintos. É responsável pela complexidade do comportamento humano, especialmente a linguagem. A curiosidade e a observação científica levaram ao aparecimento de uma variedade de explicações para a consciência e a relação entre o corpo e a mente. A Psicologia (especialmente a Neuropsicologia) tenta estudar estas manifestações e relações sob o ponto de vista científico. As perspectivas religiosas geralmente enfatizam a existência de uma alma como sendo a essência do ser, normalmente associada à crença e adoração de Deus, deuses ou espíritos. A Filosofia tenta sondar as profundezas de cada uma destas perspectivas. As Artes, como a Música, a Literatura, a Pintura, entre muitas outras, são muitas vezes usadas como forma de expressão deste conceitos e sentimentos.
O ser humano é uma espécie eminentemente
social. Criam estruturas sociais complexas, compostas de muitos grupos cooperantes e competidores. Estas estruturas variam desde as nações até ao nível da família, desde a comunidade até ao eu. A tentativa de compreender e manipular o mundo à sua volta, possibilitou aos humanos desenvolverem tecnologia e ciência como um projecto comum e não individual. Estas instituições levaram ao aparecimento de artefactos partilhados, crenças, mitos, rituais, valores e normas sociais que, no conjunto, formam uma cultura de grupo.
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De acordo com as teorias mais comumente aceites entre os antropólogos actuais, o Homo sapiens teve origem nas savanas de África entre 130.000 a 200.000 anos atrás, descendendo do Homo erectus, e terá colonizado a Eurásia e a Oceania há 40.000 atrás, colonizando as Américas apenas há 10.000 anos.
Tendo em conta que existe vida na Terra há mais de 3,5 bilhões de anos, pode dizer-se que esta espécie é muito recente. Para uma avaliação mais clara, poderia fazer-se o seguinte paralelo: Se existisse vida há 10 dias, o homem teria aparecido no último minuto em África, há um segundo na Eurásia e Oceania, e apenas há 1/4 de segundo nas Américas.
O Homo sapiens ocupou o lugar do
Homo neanderthalensis, do Homo floresiensis e de outras espécies descendentes do Homo erectus (que colonizou a Eurasia há já 2 milhões de anos) devido à sua superior capacidade de reprodução e maior competitividade pelos recursos naturais.
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Escolhi Neil Armstrong como exemplo maior, porque para mim os astronautas são os seres humanos "biologicamente" e "mentalmente" mais avançados - uma mente brilhante e uma saúde que tem de estar a 100% em todos os aspectos;
a escolha de George W. Bush como exemplo menor, não precisa de explicação, acho ... ;)

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

Golfinho (Roaz-Corvineiro ou Nariz de Garrafa)
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Esta espécie de golfinhos é a mais conhecida e famosa. Vivem em águas tropicais, subtropicais e temperadas de todo o mundo, incluindo Portugal (no estuário do Sado).
As fêmeas dão à luz uma única cria, num período de gestação que dura 12 meses. A língua da cria está adaptada à captação de leite à distância, que a mãe esguicha para o exterior do mamilo. As crias acompanham a mãe até aos 4,5 anos de idade e atingem a maturidade sexual entre os 6-8 anos (fêmeas) e 10-12 anos (machos). Podem viver até aos 45 anos.
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Os roazes-corvineiros são animais gregários, viajando normalmente em grupos de 2 a 4 animais, até várias dezenas ou mesmo centenas.
Possuem corpos aerodinâmicos, em forma de torpedo e uma estrutura cutânea que provoca uma deslocação laminar da água (sem remoinho), o que lhes permite deslizar rapidamente através da água, sendo um dos animais marinhos mais rápidos, chegando a atingir a velocidade de mais de 40 km/hora e saltando até cerca de 4 metros sobre a água.
A forma da sua boca faz com que pareçam estar constantemente a sorrir, o que os torna, a par com o facto de serem extremamente comunicativos, gregários e inteligentes (encontram-se ao mesmo nível dos chimpanzés, por exemplo, sendo capazes de reconhecer figuras e cores) em animais extremamente populares e utilizados até em terapia.
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Os golfinhos comunicam entre si utilizando um complexo sistema de guinchos e assobios. Podem realizar cerca de 1.000 tipos de sons por segundo e manter duas conversas ao mesmo tempo e cada golfinho tem um assobio peculiar, que constitui uma espécie de assinatura perante os outros membros do grupo. Utilizam ecolocalização para localizarem objectos e presas. Os sons que produzem viajam através da água, regressando ao emissor para revelar a localização, tamanho e forma do alvo.
Durante a Guerra do Vietname, a Marinha dos EUA utilizou-os como sentinelas na Baía de Conranh, para afastar sabotadores.
Os radares de ultra-som utilizados por embarcações militares têm o efeito de uma explosão nos ouvidos destes mamíferos, que podem morrer por hemorragia interna ou chegar a suicidar-se por não aguentarem a dor insuportável.
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Lenda: Diz-se que os golfinhos são os únicos mamíferos que conseguem dar “tareia” nos tubarões, mas trata-se de um mito que nasceu devido à enorme publicidade dada a um incidente peculiar ocorrido no Aquário de Miami em 1950. Quando um tubarão mostrou um maior interesse pelo nascimento de um bebé golfinho, 3 dos adultos machos rodearam o tubarão e “pontapearam-no” nas guelras até à morte. Este comportamento foi depois mitificado através da famosa série de televisão Flipper.
Na realidade, tratou-se de um acontecimento raro, uma vez que normalmente os golfinhos e os tubarões se mantém afastados uns dos outros.
Durante a década de 60 a marinha norte-americana treinou golfinhos para atacarem tubarões, atingindo as suas delicadas guelras, no entanto, e apesar do treino, os golfinhos recusaram-se a atacar espécies de tubarões maiores, o que sugere que possuem uma classificação própria e muito prática para os seus inimigos - “perigoso” ou “não perigoso”.
De resto, são encontrados mais restos de golfinhos nos estômagos de tubarões do que o oposto.
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Os golfinhos encontram-se em extinção devido à captura para obtenção de comida, utilização da gordura como isco em certos tipos de pesca ou porque os pescadores acreditam que os golfinhos competem com eles por alimento. Também a captura acidental em redes de pesca e a captura intencional e indiscriminada para cativeiro ameaçam o golfinho.
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Venho dos confins do universo onde o som é um eco vazio sem fundo e sem fim. Sou um sopro de infinito cortando o espaço à velocidade da luz, desde os primórdios das estrelas até ao presente. Anseio por outros lugares, lugares onde algumas civilizações chegaram o mais longe que se pode chegar. Anseio por chegar lá e poder descansar nesse espaço sem som, sem humanidade, onde o som vem dos primórdios e termina de novo nos primórdios, sem precisar do espaço para se propagar. Aí sou embalada por guinchos suaves e maternais que me dão as boas-vindas, enquanto me guiam até ao seu seio e me rodeiam de prazer e conforto. Todas as vezes a melodia é diferente. Sei descrevê-los porque aqui lhes chamam golfinhos. Sei que vivem num meio aquoso, que é diferente do sólido ou do gasoso, onde viajo. Ouvi inúmeros especialistas no assunto. Gosto de os ouvir. Mas este planeta atrai-me por outros motivos alheios à minha vontade. Se pudesse articular sons, dir-lhes-ia, aos cientistas humanos, que não vale a pena preocuparem-se com assuntos que os transcendem. Contar-lhes-ia como tão subitamente quanto surgiu (eu ouvi o primeiro som articulado de um símio), a humanidade desaparecerá numa lenta agonia alheia à consciência e dará lugar a outros que nasceram antes e lhe sobreviverão. Seres possuidores da mais virtuosa sabedoria - a da sobrevivência aliada à inteligência. Seres que não caminham sobre patas, nem escrevem poemas mas cujo guincho primordial existirá muito depois de tudo acabar.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

FALCÃO PEREGRINO
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Os falcões peregrinos são caçadores formidáveis, que atacam as suas presas (outros pássaros e morcegos) em pleno vôo. Após avistarem a sua presa, mergulham num vôo inclinado e veloz que pode alcançar os 320 kms/hora.
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Os falcões peregrinos habitam todos os continentes, excepto a Antártica. Preferem espaços abertos e o litoral, mas podem ser encontrados em todas as paisagens, desde a tundra ao deserto. Podem ser encontrados até em pontes e arranha-céus em grandes metrópoles, como Nova Iorque, por exemplo.
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Estas aves podem viajar grandes distâncias quando não estão em época de nidificação e muitos migram. Há falcões que viajam mais de 25.000 kms por ano. No entanto, o seu instinto impressionante leva-os a recordarem com exactidão os locais preferidos de permanência. Alguns locais de nidificação têm sido usados pelos falcões peregrinos durante centenas de anos, ocupados por gerações sucessivas.
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Os falcões peregrinos encontravam-se em acentuado declínio em meados do século XX e tornaram-se até espécie em perigo de extinção em alguns países como os EUA. Mas as populações conheceram um boom significativo desde que a utilização de DDT e pesticidas passou a ser menor. Os programas de procriação em cativeiro também ajudaram a travar a extinção dos falcões peregrinos. Na realidade, em alguns locais do mundo, parece haver até maior número de falcões
peregrinos do que havia há 50 anos atrás.
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Se encontrares o senhor dos céus
Tenso e preparado para atacar
Não há como escapar ao seu cirúrgico olhar
Se te queres safar, pequeno, é melhor aprenderes a voar
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É bom que os teus reflexos sejam imbatíveis
É bom que as tuas pernas sejam firmes
Ou então conta os teus últimos segundos
E reza para que na próxima vida
Um falcão renasças neste mundo
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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

OS ANIMAIS DE ANDRÓMEDA

EFÉMERA

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As efémeras, como o seu nome indica, são ... efémeras, ou seja, vivem apenas algumas horas quando atingem a maturidade - dependendo da espécie, varia entre apenas 30 minutos ou 24 horas. A sua presença neste mundo restringe-se a partir da idade adulta à reprodução e postura de ovos para a geração seguinte, sem se alimentarem.
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Habitam zonas próximas de corpos de água doce parada ou de curso lento. Esta espécie é essencial para a ecologia dos seus habitats, devido à importância das ninfas na cadeia alimentar de que fazem parte. Graças à sua sensibilidade às condições fisico-químicas do meio, as efémeras são um dos grupos mais utilizados em programas de biomonitorização de qualidade da água. Se houver efémeras a esvoaçarem, isso significa que a água é de boa qualidade, inclusivamente para ser bebida sem precisar de ser fervida ou destilada.
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As ninfas das efémeras vivem na água, em geral escondidas sobre rochas. A maioria das espécies alimenta-se de detritos ou matéria vegetal, mas algumas são predadoras. Ao contrário do adulto, as ninfas vivem várias semanas ou até mesmo anos. Por vezes acontece que num único dia, todas as efémeras de uma determinada população atingem a maturidade ao mesmo tempo, o que faz com que em determinados locais se vejam dezenas de efémeras a esvoaçarem dançando em redor umas das outras.
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Quanto tempo dura um dia?
O tempo de uma vida
O tempo de uma dança
O tempo da esperança
Quanto tempo iremos durar?
O tempo de respirar
O tempo de amar
O tempo de regressar
Neste tempo que vivemos
Seremos eternamente efémeros