sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A FANTÁSTICA FAUNA DE ANDRÓMEDA

Quetzalcoatl
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Nos mitos da América Central, o Quetzalcoatl é a Grande Serpente Emplumada das tradições do Toltecas e Aztecas. Ele é o deus do vento que representa o espírito liberto da matéria. É um regenerador e shaman, um deus da fertilidade e aquele que traz as artes e a civilização. Toma a forma de uma serpente emplumada com as penas coloridas da ave quetzal, em vez de escamas. É frequentemente visto na companhia de beija-flores, pois representam a nahua (a alma desencorporada).
Entende-se que Quetzalcoatl percorre o mundo inteiro como um vento, presidindo os assuntos espirituais. Ele é o filho de Mixcoatl, a Serpente das Nuvens; os seus irmãos são Camaxtli a encarnada, Tezcatlipoca o deus negro da noite e Huitzilopochtli. Os quatro irmãos guardavam as 4 direcções. O símbolo de Quetzalcoatl era a estrala da mnhã, Vénus, que era um dos seus 4 templos. Os outros eram a lua, o templo da medicina e o templo de Xipe Totec, cuja entrada era apenas permitida aos que possuíam ascendência pura Toltec. Na sua encarnação humana Quetzalcoatl usava um chapéu cónico encarnado, como uma concha do mar, símbolo do seu poder como divindade do vento, uma máscara de vento, uma camisa emplumada e um arco e lança.
Quetzalcoatl desceu à terra por uma escada de corda que se assemelhava a um chicote, embora ele não desejasse nenhum sacrifício. Dois outros deuses acompanharam-no para o assistirem na ordenação da civilização. Durante a primeira era do sol, Quetzalcoatl abateu o senhor Tezcatlipoca, transformando-o num jaguar que comeu os gigantes que estavam a apoderar-se da Terra, antes de o atirar ao mar, uma acção que é repetida sempre que a constelação Ursa Maior desce na direcção do mar. Na segunda era do sol, o deus do vento Tlaloc atacou Quetzalcoatl, criando um grande furacão, mas na quarta era do sol, foram criados 4 homens para assistirem Tezcatlipoca e Quetzalcoatl, que se tornaram então os senhores dos céus. O acto de lançar o seu filho Nanautzin, que fora concebido pela deusa Chalchiuhtlicue, ao fogo, causou a quinta era do sol. Tlaloc fez o mesmo com o seu filho, que se transformou na lua. Durante esta era Quetzalcoatl tornou-se uma águia atravessando o céu durante o dia e emergindo no submundo como um ocelote.
Nas lendas Quetzalcoatl era um homem de pele branca, o que fez com que os Aztecas julgassem que o invasor espanhol Cortez era uma incarnação desse deus.
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Short-Story: E na décima era do sol, Quetzalcoatl ergueu-se de novo nos céus e voou com as asas do condor. Atravessou os ventos e as tempestades e viajou para lá das primeiras estrelas e rodeou os astros com o seu vôo que tudo abraça. Mergulhou no sol e morreu com ele.
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Quimera
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A Quimera ("cobra" em grego) era um monstro que expelia fogo, com os poderes de 3 animais - a cabeça e a parte da frente de leão, o corpo de cabra e a parte de trás de dragão. Há quem diga que, além da cabeça de leão, tinha nas costas a cabeça de uma cabra e que a cauda terminava numa cabeça de serpente.
Esta criatura era uma das grotescas filhas da cobra-mulher Equidna e de Tífon, o espírito dos furacões. A partir da sua gruta, no reino de Lícia, na Ásia Menor, devastou a região até que o rei encarregou o herói Belerofonte da tarefa de matar o monstro. Sem saber como cumprir esta assustadora proeza, o herói consultou um vidente que lhe disse que a vitória seria sua se cavalgasse o cavalo alado Pégaso. Subjugado pela oferta divina do freio mágico de ouro que Atena tinha dado a Belerofonte e que ele usou para domar Pégaso, o cavalo transportou Belerofonte pelos céus até ao antro de Quimera. O monstro expeliu fogo quando o cavalo alado desceu sobre ele e Belerofonte enfiou uma lança com ponta de chumbo entre as suas mandíbulas abertas. Derretendo-se com o calor, o metal espalhou-se pelo corpo do monstro, matando-o imediatamente.
Há quem pense que a Quimera é um vulcão com o mesmo nome, com leões a viverem no seu cume ardente, cabras pastando nas suas verdes encostas e serpentes rastejando na sua base rochosa.
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Short-Story: Inspirei o ar circundante. Cheirava-me às entranhas de Quimera, a Besta que vive nas profundezas da montanha. Quimera estava prestes a acordar. Por baixo dos meus pés a terra roncava suave mas persistentemente. As serpentes saíam das suas tocas e enroscavam-se em redor das minhas pernas. As minhas palavras suaves evitavam que me mordessem os calcanhares. Em breve rastejariam encosta abaixo, seguindo o mesmo trajecto que as cabras já haviam tomado. Ouviam-se já os rugidos na montanha. Mas eu sentei-me no chão e aguardei pela explosão do monstro. Não tinha mais para onde ir.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

NOTORIOUS NUMBERS

66
O Número do Asfalto
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John Steinbeck, no seu romance "As Vinhas da Ira", chamou-lhe The Mother Road, prestando homenagem à estrada que foi durante muitos anos considerada a Estrada Principal da América. Era natural - este romance conta os anos da Grande Depressão, altura em que a estrada foi uma rota privilegiada pelos milhares de imigrantes que rumavam ao Oeste em busca de melhor sorte.
Começava em Chicago, atravessava os estados de Illinois, Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México, Arizona e Califórnia, e terminava em Los Angeles percorrendo 3.940 km.
Construída em 1926, pavimentada em 1938 (antes disso o seu piso era gravilha e terra batida) e desactivada em 1985, a Route 66 constituiu uma via de comunicação importantíssima, pois o seu traçado e o seu perfil muito plano tornavam-na ideal para servir as rotas de transportes de mercadorias e pessoas através dos EUA. Foi também o berço dos restaurantes de fast-food, tendo o primeiro McDonald's surgido em San Bernardino, um dos pontos de passagem da estrada.
Hoje em dia tem o estatuto de "Histórica" e é um verdadeiro mito da cultura americana, tendo inclusivamente sido cantada por inúmeros músicos, sendo a versão mais famosa certamente a de Nat King Cole. Está intimamente associada a diversos ícones da cultura popular americana, tais como os camiões transcontinentais, o corvette, as choppers, etc.
O número 66 foi escolhido por se achar que seria fácil de memorizar e agradável ao ouvido.
dçlfkçdl

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

MAGIC MOMENTS 58

Gosto da América por muitas razões, mais do que aquelas que me fazem por vezes não gostar da América. E por isso gosto da América. E por isso me irrita quem é anti-americano só porque sim, pela simples razão de que me parecem burros, uma vez que se mais não existisse, haveria pelo menos uma razão para gostarmos todos da América - a sua cultura é tão rica e tão variada que seria um desperdício passar por esta vida sem dela conhecer um pouco.
Gosto da América por muitas razões. Entre muitas outras, porque a América sabe, gosta e não tem vergonha de sonhar e eu gosto de sonhos; porque o profissionalismo americano é imbatível e merece a minha admiração; porque a América gosta e sabe fazer espectáculo e eu gosto de um bom espectáculo; porque foi lá que nasceu o maior actor que este mundo conheceu - o incomparável, gigante, Marlon Brando. E por isso gosto da América.
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Espero vir a ter mais uma razão para gostar da América. Veremos como se porta o senhor que se segue.
Entretanto, deixo aqui dois momentos especialíssimos proporcionados pela América e pelos Americanos, em honra do tal senhor que se vai seguir nos tempos próximos.
O concerto "We Are One", em honra de Barack Obama, começou com aquele que eu considero a Voz da América por muitas razões (um dia talvez fale delas) ...

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... e teve 4 convidados especiais vindos de terras longínquas, os únicos não-americanos a cantarem nessa tarde, precisamente porque há 25 anos escreveram uma canção em honra de um senhor muito especial, um senhor que falou neste mesmo local sobre um sonho que tinha, um sonho que se concretizou.
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E estas foram as últimas palavras desse senhor, antes de ser assassinado. Palavras tão proféticas, que hoje nos arrepiam.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

SUGESTÃO DA SEMANA

Cansado do dia-a-dia? Farto da rotina? Então faça como o Inspector Clouseau e contrate um Kato para o atacar inesperadamente sempre que chega a casa. Ficará assim com as suas capacidades de combate e vigilância sempre em forma e é uma boa maneira de desopilar. Quando não o estiver a atacar, Kato é um mordomo obediente que lhe preparará o jantar e limpará o pó à casa. Claro que o jantar e a casa podem sempre correr o risco de ficar completamente destruídos, mas não faz mal, Kato arrumará tudo no fim.
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Se esta sugestão não foi do seu agrado, então relembre simplesmente Peter Sellers, ria que nem um estúpido e fique pelo menos com os músculos faciais e da barriga em forma.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

PALAVRAS ESTÚPIDAS 45

K sozhaleniyu, ya poka ne govoryu po russki*
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Se há língua que me põe completamente maluca é o russo.
Não sei porquê ... já tentei analisar isto do ponto de vista racional - serão aqueles sons "ch" sussurrados, aqueles "ts" e "rs" seguidos de forma tão contundente, aqueles "ns" seguidos de "is" tão doces? será que porque sempre que ouço russo é da boca de homens possantes e grandes, umas autênticas bestas, invariavelmente agentes do ex-KGB, militares ou primeiros-ministros da Rússia que não estão para brincadeiras? será porque os russos têm sempre aquele ar de quem não brinca em serviço em circunstância alguma? Talvez ...
O que sei é que quando ouço russo, fico doida! cheia de calores! com arrepios a treparem-me pela espinha acima. O mesmo se passa quando um russo fala inglês ou português com aquele sotaque. Epá! eu chego a ficar escondida em esquinas onde há obras a decorrerem, só para ouvir aqueles trabalhadores ucranianos a falarem.
E quando o Putin aparece a falar na TV? Pára tudo! Eu quero lá saber que o homem esteja a dizer que vai invadir a Tchéchénia (reparem bem no som maravilhoso desta palavra - Tché-tché-nia ... e em russo pronuncia-se Tché-che-nia) pela milésima vez e que vá provocar um massacre, quero lá saber que o homem seja um filho da mãe! Mas é um filho da mãe russo! que fala russo! Também não percebo nada do que o homem está p'ráli a dizer, portanto é-me igual ao litro! É que até podia estar a dizer "Mártovski, filha, vuoute piersieguir tôda a vieda e vuoute métier uma grâniada na buouca" Quero lá saber! Desde que continue a falar assim, é que pode vir com as granadas todas que lhe apetecer!
E a maneira como eles dizem Putin? maravilhoso som! é que eles não dizem Vladimir Putin, eles dizem Vlâdimier Puôta :) Isto é absolutamente extraordinário!
E até digo mais, se o Putin alguma vez me falasse ao ouvido assim, eu oferecia-me para invadir a Tché-che-nia sozinha! É que nem pensava duas vezes. Aliás, pensar? a língua russa não foi feita para pensar, foi feita para ... para ... para ... opá para outras coisas, percebem? E os caracteres que aqueles gajos me inventaram, pá? Sexys como o caraças. Aquelas linhas rectas e aquelas letras ao contrário, que não lembram ao diabo. Esta língua não é uma língua, caraças! Esta língua é um pecado, o 8º.
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E agora, se me dão licença, enquanto o senhor aí em baixo fala, eu vou ali acalmar-me e já venho porque senão o écran vai ficar cheio de baba ...
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P. S. Um brinde com vôdka à Mãe Rússia, aos seus filhos russos e a todas as palavras, sinais de pontuação e regras gramaticais russas! Za Zdorovie! Za Zdorovie! Za Zdorovie! Hicup! Trááááás!!!! (isto foi o som do meu shot de vôdka a ser lançado para trás das costas com emoção, entusiasmo e paixão)
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* Tradução do título deste post: "Infelizmente, ainda não sei falar russo"

domingo, 18 de janeiro de 2009

EM BUSCA DE PALAVRAS 55

Histórias à Prova de Bala
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Ao contrário do trajecto de uma bala, o dos personagens e do enredo não tem de ser obrigatoriamente linear. Pelo contrário, pode realizar curvas apertadas ou largas, ziguezaguear, recuar e avançar no tempo, sem que nos preocupemos com velocidades do vento, geografia do terreno, curvatura do planeta, distâncias ou potência das munições.
Existem, no entanto, certas lições preciosas que as histórias podem aprender com as balas - a energia de boca de cano deve ser considerável se queremos que o leitor seja atingido pela história desde o início e não a consiga largar, o enredo pode variar no tipo de terminação que exibe, consoante o efeito que se pretende provocar no leitor a dada altura daquele, um autor pode disparar vários tipos de enredos contra o leitor no decurso de uma história, surpreendendo-o quando ele menos espera e provando que um escriba não transporta apenas um tipo de munições de palavras consigo.
As lições podem ser intermináveis, se se souber onde procurar e o que procurar.
É essa a maravilhosa versatilidade das histórias. E, neste caso concreto, das balas.
De resto, as leis da física determinam que uma bala percorrerá sempre uma trajectória em linha recta, a não ser que embata num obstáculo e faça ricochete para outro lado.
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Por isso, e caso algum dia se veja perseguido por um atirador furtivo (da maneira como o mundo está, nunca se sabe ...), queira por favor tomar nota das seguintes dicas para evitar ser atingido por uma bala:
* Não fique parado a olhar para a sua vida a passar-lhe à frente dos olhos - corra que nem um doido, porque assim dificulta a pontaria ao sniper
* Sim, mas corra em ziguezague, e não em linha recta, senão vai dar à mesma ... para o sniper a diferença será que o pontinho na mira, ou seja você, estará apenas a afastar-se sempre na mesma linha da mira!
* Dobre a primeira esquina que encontrar porque apesar das espingardas de sniping estarem cada vez mais high-tech, ainda não conseguem fazer com que a bala mude de direcção a meio caminho - e não volte para trás para espreitar!
* Proteja-se por trás de materiais à prova de bala, como muros de pedra, árvores, betão, etc; não se proteja atrás de vidro, colchões de plumas, portas de madeira ou outras pessoas (sim, a sua cobardia pode sair-lhe cara, visto que uma bala é capaz de trespassar 2 corpos tenrinhos como o seu)
* Não finja que está morto - há snipers persistentes, aplicadinhos, com a mania da perfeição e com uma porrada de munições para desperdiçar e depois ... não se esqueça que ele tem uma mira e que consegue ver até a sua respiração ...
lkçldk
E se duvida da pontaria de um bom sniper, veja isto:
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sábado, 17 de janeiro de 2009

A FANTÁSTICA FAUNA DE ANDRÓMEDA

Pan
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Na mitologia grega, o deus Pan é o filho de Hermes e da ninfa Driope. Diz-se que o seu nome significa "Tudo" mas a raíz é a mesma encontrada nas palavras "pasto" e o Latim "panis" (pão). É essencialmente um guardião de rebanhos. Da cintura para cima tem a aparência de um homem com chifres na cabeça, mas a parte inferior do corpo é a de um bode peludo.
Viveu essencialmente em Arcadia onde guardava rebanhos, colmeias e manadas e tomava parte nas orgias dos Oreades. Seduziu várias ninfas, incluindo Eco e Eufémia e conhecia todas as Maenades de Dionísio. O viajante desprevenido pode ser tomado de pânico na presença de Pan, mas isto apenas acontece àqueles que abandonaram o seu instinto animal e se venderam à civilização.
Apesar da sua natureza selvagem, Pan era um patrono das artes, ensinando a Apolo a arte da profecia e a Hermes a arte de tocar flauta. De acordo com uma história contada por Plutarco no seu "Sobre o Silêncio dos Oráculos", um marinheiro chamado Tamus dirigia-se a Itália quando ouviu uma voz divina chamá-lo: "Quando chegares a casa, proclama a todos que o grande deus Pan está morto." Quando desembarcou e partilhou este estranho episódio, houve lamentos da população pela perda de um tão bondoso deus. Esta história, no entanto, pode dever-se a uma interpretação errada das lamentações que ocorreram ao longo da costa este do Mediterrâneo pela morte anual do deus Tammuz, amante de Ishtar/Inanna, por quem o lamento Thamus Pan-megas Tethence ("o grande Tammuz está morto") era entoado anualmente.
Não devemos acreditar tão facilmente que Pan está morto, embora nos devamos lembrar que, a não ser que cuidemos dos lugares selvagens, em breve ele não terá mais onde viver.
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Short-Story: O Deus Pan reflectiu e apontou os seus pensamentos. Não usava nem tinta, nem palavras, mas instinto. E os seus pensamentos ficaram gravados onde sempre pertenceram - no murmúrio suave da pulsante vida ininterrupta de todos os seres verdes. E as folhas e os caules e as pétalas e as gotas do orvalho e da chuva e dos riachos e a resina e o húmus entoam um sussurro em uníssono, entoam as palavras do grande Deus Pã: "Não tenhas medo de ser aquilo que és. Assim seja."
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Pégaso
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Quando o deus grego Poseidon se deitou com Medusa, Atena transformou-a num terrível monstro cujo olhar podia petrificar quem a observasse. Só Perseus conseguiu derrotá-la e, quando a decapitou, as sementes da sua união com Poseidon foram libertadas do seu corpo, transformando-se no guerreiro Crisaor e no cavalo alado Pégaso.
Pégaso tornou-se um favorito das Musas do Monte Helicon e criou o poço sagrado, Hipocrene, calcando o solo com os seus cascos. Tornou-se ainda ajudante do herói Belerofonte, que o procurou e domou lançando um freio de ouro em redor do seu pescoço, um presente da deusa Atena. Voando no dorso do cavalo, Belerofonte destruiu a Quimera.
Mais tarde, e depois de muito elogiado pelo seu feito, Belerofonte tornou-se demasiado arrogante e julgou-se um deus. Voou até ao Monte Olimpo, morada dos deuses, mas Zeus enviou um moscardo para picar Pégaso debaixo da cauda, o que fez com que o cavalo baixasse a traseira e deixasse cair Belerofonte. Este caiu na direcção da terra e aterrou num arbusto espinhoso, vagueando pelo mundo cego, defeituoso e amaldiçoado pela sua presunção, até morrer.
Pégaso permaneceu no Olimpo como o chefe dos raios e trovões de Zeus.
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Short-Story: O ser resfolegou e relinchou silenciosamente diante de si. O seu relinchar não era como o dos outros cocheiros do vento. Nem o seu trotar. Nem a sua crina. Nem o seu porte. E, no entanto, era em tudo semelhante aos outros. Mas todos os outros empalideciam perto daquele. Havia algo de portentoso sem qualquer altivez, de feroz sem intimidação, de liberdade sem revolta, de garbo sem nobreza. E Atena explicou-lhe que aquele era Pégaso, o Senhor do Vento. E Belerofonte entendeu, quando Pégaso fez descer suavemente a cabeça e as asas se lhe abriram no dorso, imensas como mantos de espuma, azuis como as vestes do céu, ondulantes como auroras boreais, incandescentes como rebanhos de estrelas, leves como os ventos de Eolo, belas como as madrugadas no Olimpo. E Belerofonte baixou instintivamente a sua cabeça e murmurou, quase como se em oração: "Eu te saúdo, ó incomparável Senhor dos Senhores do Vento."

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

NOTORIOUS NUMBERS

8 1/2
O Número Absurdo
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Não é fácil entender Fellini. No entanto, e falando por experiência própria, vi 2 ou 3 filmes dele ainda muito jovem e o que aconteceu foi que, embora a minha parte intelectual não tivesse entendido muitas coisas, a criança que eu era ficava fascinada com tudo aquilo, sem saber exactamente porquê. Em adulta percebi que se deixar a parte emocional ou "infantil" com rédea solta, é a melhor maneira de absorver Fellini e o seu universo estranho, encantado, burlesco e absurdo, afinal, o universo infantil que todos habitamos no princípio da vida. É essa a magia de Fellini.
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8 1/2 conta a história de um realizador que acabou de ter um êxito tremendo com o seu último filme, mas que não faz ideia do que vai fazer a seguir para igualar o seu sucesso. É, no fundo, a história do momento que o próprio Fellini passava naquela altura, tendo acabado de realizar La Dolce Vita. Enquanto Guido, interpretado por Mastroianni, se debate com o seu bloqueio, uma série de flashbacks, sonhos e fantasias misturam-se na sua memória, sem se ter a certeza do que é realidade ou ficção. 8 1/2 é uma alegoria fabulosa ao próprio cinema e a quem dele faz a sua vida. O British Film Institute classificou-o como o 3º melhor filme de todos os tempos.
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Porquê o título 8 1/2? Porque Fellini tinha realizado até à data 6 longas metragens, 2 curtas metragens e uma colaboração com outro realizador, que contava como a metade de 8 1/2.
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

MAGIC MOMENTS 57

Esta senhora não é uma senhora, é uma Deusa.
Esta voz não é uma voz, é A Voz.
Esta Andrómeda anda há um ano a tentar arranjar adjectivos que a descrevam, mas desistiu. Qualquer coisa se torna redundante ou pobre, em comparação. Dizer que a venero é pouco. Dizer que ela é a vocalista da melhor banda de rock que este planeta jamais conheceu, é pouquíssimo. Dizer que a voz dela é sobrenatural, out of this planet, inimitável, improvável and just plain simple fucking amazing, é ser forreta nas palavras. Dizer que as letras que ela escreveu são espantosas, é La Palisse.
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Ladies and gentlemen, I give you Stevie Nicks and Fleetwood Mac (at which point you should bow and stay bowed while listening).
lkgfçdklg
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E como estou generosa, ora tomem lá mais do mesmo, desta vez com uma das outras vozes da banda (o facto de terem 3 vocalistas é um dos segredos da sua fascinante gama de registos) - Christy McVie.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

SUGESTÃO DA SEMANA


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Quer saber como ficaria se vivesse em Springfield e fosse um/a Simpson?
Então vá até http://simpsonizeme.com/ e divirta-se!
Eu fiquei assim :)
dklfç



ksçlkçs
E aqui estou eu em Springfield ;)
dçdkj

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

PALAVRAS ESTÚPIDAS 44

O Síndrome do Pessoa
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António Lobo Antunes (ALA): "Eu não gosto nada do Fernando Pessoa, acho-o um chato. Acho-o um chato, é um gajo que, como dizia a Maria Velho da Costa noutro dia... Aliás o Fernando Pessoa é um heterónimo do João Gaspar Simões, na minha opinião."
Inês Pedrosa (IP): "Era isso o que dizia a Maria Velho da Costa?"
ALA: "Não, isso digo eu."
IP: "E o que é que ela dizia?"
ALA: "Ela dizia que isto é um país de idiotas, em que as pessoas pensam que a tristeza é uma forma de inteligência, quando não é nada, é uma forma de estupidez! Portanto, o Pessoa é um gajo do caraças... Era isto que ela dizia... Olha, essa gosta de mim."
IP: "Mas há uma tristeza constante naquilo que escreve..."
ALA: "Tristeza, ou desespero, ou desesperança, não sei bem... Não quero falar mais disso. É feliz?"
Entrevista de Inês Pedrosa a António Lobo Antunes - Revista Ler -1988
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Todo o tuga tem o síndrome de Fernando Pessoa.
Ou seja, todo o tuga acha que é um grande poeta desconhecido e incompreendido, e quem diz poeta, diz canalizador, carpinteiro, médico, taxista, informático ou homem das obras.
Todo o tuga acha que ele, ele é que, ele é que sabe.
Se lêem Pessoa, entenderão o que quero dizer. Fernando Pessoa fartava-se de dizer que era um grandessíssimo génio, mas que o mundo ainda não o tinha descoberto. O problema (para nós, não para ele) é que o Fernando Pessoa ERA de facto um grande génio, o que é verdadeiramente desconcertante, porque aprendemos desde pequeninos a ciência da "falsa modéstia" e passamos a vida a achar que não se deve dizer que se é bom nalguma coisa, quando se tá mais que fartinho de saber que se é, só não vê quem é burro! ou invejoso!
E por isso passamos metade da vida a dizer "ai não, eu faço umas coisinhas, só isso, pára lá com isso que me estás a embaraçar, não exageres" e depois para dentro "claro! até que enfim que alguém tem a coragem de ver que eu sou muita bom, poça! irra!"
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Ora, o Fernando Pessoa, que foi educado na África do Sul à inglesa, mas viveu em Portugal, sofre do mal de todos os que, tendo duas "nacionalidades" (sei bem do que falo ...) vivem constantemente divididos entre elas. Ou seja, ele não tinha cá essas tretas das falsas modéstias tão características do tuga, sabia que era bom e passava a vida a dizer que o era, tendo até tido a incrível latosa de dizer que seria imortal. O Pessoa não era parvo! Podia ser doido, tarado, doente mental, esquizofrénico, ter múltipla personalidade, sofrer de maníaco-depressão, encher-se de rapé todo o santo dia e mais as milhentas coisas que dizem dele, mas parvo é que ele não era de certeza absoluta. Só que, como no fundo mais fundo de si mesmo era tuga, lá está, não saía da cepa torta, andava sempre lá a remoer aquilo entredentes, nos seus escritozinhos, curvado dentro do seu sobretudo triste e cinzento, debaixo do seu chapéu enterrado até às orelhas, por trás dos seus óculozinhos de intelectual.lfkfçl
E essa é precisamente a outra característica que também faz parte do Síndrome de Fernando Pessoa. Todo o tuga vive arrumadinho no seu cantinho tristonho e depois faz assim umas coisas às escondidas, umas coisas que ele acha do catano, mas que, lá está, nem se atreve a mostrar ao mundo não vá o mundo achar que ele se passou completamente, e que amandou os parafusos que ainda lhe sobravam na tola todos ao ar. Em vez disso, mostra assim na roda dos amigos e pronto, já é um pau. Só que, no caso do Fernando Pessoa, que era o típico tuga apagado e discreto, a trabalhar lá naquela repartição como escriturário numa ruazinha escondida de Lisboa, triste e sensaborão, que fazia justíssimo jus (passe o pleonasmo) àquela frase maravilhosa daquele escritor que agora não me lembro do nome e que disse o seguinte "Eu sou óptimo a pensar, sou bom a escrever e sou uma nódoa a falar" (revejo-me inteiramente, diga-se), o Pessoa, dizia eu, escrevia "às escondidas" volumes quilométricos de tinta, todos eles, sem excepção, da melhor literatura que este mundo já viu. É essa a diferença entre o Pessoa e o tuga que sofre do Síndrome do Pessoa.
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Serve, portanto, a presente para concluir que, a meu ver, mais do que o raio do coitado do andrógino Sebastião, o tuga vive é com o peso do fantasma do Pessoa em cima dos seus pobres ombros vergados com a típica "peninha de si próprio". Portugal é composto por 10 milhões de génios incompreendidos e desconhecidos, que só serão reconhecidos postumamente e que entretanto vivem vergados pelo peso da sua imensa tristeza, que mais ninguém pode jamais, achamos cada um de nós, almejar compreender em toda a sua amplitude.
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Talvez seja por isso que o Lobo Antunes não vá muito à bola com o Pessoa, algo que eu nunca compreendi, uma vez que os dois são tipo os meus mestres zen da escrita. Sempre me causou imensa impressão isto. Mas, agora, pensando bem, até consigo talvez entender esta comichão Lobo Antuniana. É que o Lobo Antunes, infelizmente ou não para ele, é tudo menos o tuga típico - era um giraço loiro e escandinaviano quando era novo, tem uns olhos azuis à Paul Newman nada latinos, escreve sobre o tuga como se fosse de uma raça à parte, tem sucesso ainda em vida e diz o que quer e lhe apetece sem problemas existenciais absolutamente nenhuns. Talvez seja por isso que aquela amostra de gente miópe, low profile e esquizofrénica que era o Pessoa, o irrite um tudo nada.
O curioso é que o Pessoa foi educado lá fora mas era o mais tuga que se possa imaginar, enquanto que o Lobo Antunes nunca saiu daqui e é o menos tuga que se possa imaginar. Ele há coisas desconcertantes ...
dçlkd



segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

EM BUSCA DE PALAVRAS 54

À Caaaaaaaaaaaaaaargaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!
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Satélites de espionagem detectaram a presença suspeita de um arsenal de armas nucleares algures nas montanhas do Irão. O Conselho de Segurança das Nações Unidas enviou uma comissão de observadores internacionais para verificarem a veracidade destas alegações, mas o presidente do Irão afirma que se trata de uma mentira. A comunidade internacional exige que o Irão suspenda quaisquer programas de enriquecimento de urânio, sob pena de sanções severas. Não felizes com o resultado diplomático, os EUA enviam secretamente uma equipa de snipers ao terreno.
Missão: Chegar à ponte, atravessá-la, detectar provas da presença de equipamento nuclear e fugir, sem ser detectado, atravessando de novo a fronteira. Atirar apenas quando absolutamente necessário. Causar o mínimo de baixas possível.
Eu sou o sniper desta missão arriscada e tenho comigo o meu spotter.
Não, não emigrei para os EUA, nem me alistei no exército e muito menos tirei um curso de sniping (se bem que, por esta altura do campeonato, até nem me importasse de fazer isso).
Ofereceram-me foi um jogo de sniping no Natal. Parece que voltei a ter 13 anos ... mas não, estou é empenhada em tornar o meu sniper o mais real possível e portanto, vale tudo, até ficar viciada num jogo de computador cujas principais ferramentas são, e passo a citar, uma espingarda SR25, uma pistola Beretta, uma faca de mato, um par de binóculos potentes, um arsenal de granadas e uma caixa de equipamento secreto.
ldçkçlkd
Chegar à ponte é o primeiro checkpoint desta missão. Dá para espreitar pela mira e ver o nosso alvo como se fosse mesmo real. Isto é giro!, penso eu. Armo-me em maluca e vou por ali fora, disparando a torto e a direito, matando tudo quanto é iraniano que me aparece pela frente.
Morro 4 vezes seguidas ... O écran enche-se de sangue que escorre pela minha mira. Não é nojento ... é humilhante ...
Felizmente, isto é um jogo de computador e portanto consigo sempre ressuscitar. À quarta morte deixa de ser assim tão giro e passa a ser desesperante. Páro, respiro fundo e lembro-me de tudo o que aprendi durante este ano sobre sniping. E então, aplicando todas as lições, com paciência, muita calma, rastejando e sendo o mais discreta possível, lá consigo chegar à ponte sem desperdiçar munições - 3 tiros certeiros em 3 iranianos armados em espertos. Fixe. Porreiro. Agora tenho uma missão. Já não se trata de ser giro, já estou cheia de raiva e quero é matar bonecos! Venham eles!
Afinal eles sempre têm razão - o sniping é 90% paciência, observação e, lembro-me das preciosas lições de Carlos Hathcock, provavelmente o melhor sniper americano de todos os tempos, veterano da guerra do vietname, "atenção aos detalhes ..." "atenção aos detalhes ..." "atenção aos detalhes ..." Por isso, continuo a rastejar cautelosamente e a observar as imediações com a mira, para detectar inimigos escondidos nos sítios mais insuspeitos.
çdçdlf
O problema é depois da ponte ... depois de umas 20 tentativas infrutíferas, percebo que o jogo está feito para que eu fique sem munições na minha preciosa espingarda a meio caminho da fronteira, o que significa que tenho de embarcar, desta vez sem escolha, em novo raide suicida por entre as tendas e edifícios inimigos, atirando granadas a tudo o que mexe, correndo que nem uma maluca (bem, ele, o boneco é que corre, não sou eu) e disparando a Beretta à direita e à esquerda. Ao fim de não sei quantas tentativas lá consigo chegar à fronteira. Mas o raio dos iranianos são mais que às mães e eu agora já só tenho granadas ...
çldkfçld
Respiro fundo. Desisto, por enquanto. O problema é que neste jogo desistir significa ter de realizar todos os checkpoints novamente até terminar a missão por completo. AAAAARRRRRGGGGHHHHHHH!!!!!!!!! Depois acalmo, lembro-me novamente das sábias palavras de Carlos "um sniper deve estar sempre a treinar, nunca é demais, para que tudo se torne instintivo" e penso assim - mas ó Marta, ao menos ressuscitas, não é assim tão mau ... e ao menos não tens que andar com 30 quilos de equipamentos às costas, mais os 4 quilos da espingarda, não tens que controlar a respiração nem os batimentos cardíacos, não tens que suar, não tens que esperar horas, às vezes dias seguidos no mesmo sítio sem te mexeres, não tens que ...
... e lembro-me da máxima dos Marine Snipers - "One shot, one kill". So true. And if it's not them, it will be you ...
Ser sniper não é canja, de todo. Mas isso, já eu sei há um ano. De volta ao jogo. De volta aos tiros. Suspiro de resignação. Mas cada vez te entendo melhor, meu sniper imaginário ...

domingo, 11 de janeiro de 2009

A FANTÁSTICA FAUNA DE ANDRÓMEDA

Oberon

çdlkld

fçlºçlfg
Oberon é o Rei das Fadas na literatura medieval. As suas origens são pouco claras, mas parece ter sido primeiro mencionado no romance medieval francês Huon de Bordeaux, onde é chamado Oberon e é descrito como um rei anão e, ou o irmão de Morgan le Fay ou o seu filho, resultado da união daquela com o Imperador Júlio César. De acordo com outro romance italiano, diz-se que ele é o Rei de Avalon e nesta versão, quando o Rei Artur é mortalmente ferido na sua última batalha, é levado até ao reino de Oberon e torna-se seu herdeiro. Outras fontes referem que Oberon é filho de Cefalónia, Rainha da Ilha Escondida e que no seu baptizado as fadas o presentearam com inúmeras oferendas, embora uma fada má o tivesse amaldiçoado com a sua estatura pequena.
Mas é através da literatura que Oberon é mais conhecido. O poeta Edmund Spenser descreve-o como o pai de Gloriana no seu poema The Faerie Queene e Shakespeare imortalizou-o na peça Sonho de Uma Noite de Verão, onde é alto e belo, em vez de anão.
Os viajantes que deambulem pelos caminhos escondidos das florestas do Norte da Europa, podem encontrá-lo pelo caminho. Oberon tentará distraí-los com conversa e fazê-los perderem-se. Se responderem, perder-se-ão para sempre; se permanecerem silenciosos, Oberon fará com que chova e caia granizo e um grande rio negro surgirá no caminho. No entanto, isto não passa de uma ilusão e pode escapar-se-lhe caso o viajante tenha a coragem de atravessar esse rio.
dkjkl
Short-Story: O viajante estacou subitamente. Diante de si erguia-se um jovem e esbelto mancebo, de semblante agradável e sorridente. Trajava de modo simples e não era muito alto, pelo que o viajante calculou a sua idade pelas vinte primaveras. "Está um belo sol!", afirmou o jovem. O viajante limitou-se a acentir com a cabeça. "Para onde te diriges, ó caminhante, se é que o podes revelar?" O viajante apontou para trás do seu interlocutor com o dedo indicador. O jovem piscou os olhos, continuou a sorrir e insistiu "E tendes com que te agasalhar? Dizem que trovejará esta noite. Os caminhos não são seguros por estas bandas." O viajante mostrou-lhe o embrulho que carregava debaixo do braço e que não era mais do que um manto espesso de pele de urso castanho. O jovem afastou-se, finalmente e, com um sorriso travesso a bailar no olhar, fez uma vénia e disse: "Prossegue então, viajante. Respondeste-me, mas sem proferires qualquer palavra. Se me tivesses ignorado, faria com que o Rio Negro de Avalon engolisse o teu caminho e o teu destino. Se me tivesses respondido com a garganta, não terias melhor sorte e deambularias eternamente na Floresta Cinzenta. Mas mostras cautela e intelecto, onde outros se fizeram prisioneiros da pressa e da emoção. Vai e não mais regresses por estes caminhos. Oberon só admite clemência por uma vez, quando o adversário se mostra à altura."
çlfçdºlf
çlkldldkjkd
Orc
ldkdl

kdjkdl
Muitos poderão ficar surpreendidos ao saberem que os Orcs não foram inventados por J.R.R. Tolkien, na sua trilogia d'O Senhor dos Anéis. Antes disso já tinham sido mencionados pelo profético poeta William Blake, que os descreveu como servidores do demónio. Porém, têm uma encarnação ainda mais antiga no mundo clássico, onde são discutidos pelo naturalista romano Plínio, o Velho, que refere o Orc como um inimigo natural da baleia, descrevendo-o como uma enorme massa de carne armada de dentes. Uma destas criaturas foi vista em Ostia durante o reinado do Imperador Cláudio, quando se banqueteou com uma carga de peles de animais que caiu de um dos navios do imperador. Mais tarde, os Saxões referem-se aos Orcs como poderosos espíritos da Terra. Surgem novamente no poema épico medieval escrito por Ariosto, "Orlando Furioso", como a Besta, num episódio que conta a história de Perseus e Andrómeda - nele o herói Rogero salva a bela Angelica da morte certa à mercê de um Orc:
flkçklf
Yet with his spear in hand, though not in rest,
The ugly Orke upon the brow he strake,
(I call him Orke, because I know no beast,
Nor fish from whence comparison to take)
His head and teeth were like a boar, the rest
A mass, of which I know not what to make.
fldkçdl
No final, Orlando mata a criatura colocando uma âncora entre as suas mandíbulas, para que estas se abram e ele ataque do interior.
ldkjk
Short-Story: E no entanto, um sobreviveu. Porque de todos era o mais inteligente. E com a sua resistência e a sua lança percorreu os caminhos de Mordor, para lá do Rio do Fogo e não descansou enquanto não encontrou o Anel Escondido de Lemler. Recordou as palavras do seu Amo:
"Quando todos tiverem perecido
E tudo te parecer perdido
Vai e procura
No berço das chamas de Mordor
Lá, onde nenhuma criatura ousará habitar sequer em pensamento
Nem Elfo, nem Anão, nem Hobbit, nem Humano
Vai, Servo Invencível, e procura
O Anel Escondido de Lemler
O Anel que a todos há-de sobreviver
O Anel que a todos fará perecer
O Anel com que Sauron tornará a reviver
O Anel do Eterno Poder
inspirei-me em personagens e lugares d'O Senhor dos Anéis

sábado, 10 de janeiro de 2009

NOTORIOUS NUMBERS

57
O Número do Vazio
dlfklçdf


fkçldkf

É o Boss quem o diz e o Boss é sempre acutilante nas suas afirmações.
57 channels and nothing on. O que traduzido livremente dá algo como "57 canais e nada de jeito".
É verdade. Quantos de nós já se puseram a zapar aborrecidamente pela panóplia de canais, regressando ao início com um suspiro de frustração? Sendo que agora já não são apenas 57, mas muitos mais ...
ldfkçdlk
Lembro-me muitas vezes desta canção, enquanto faço zapping. A solução do Boss? Pegar numa .44 magnum e rebentar com a TV ... E não é como se muitas vezes não desse mesmo vontade de fazer isso ...
dlkfçd

dkjfkldj
I bought a bourgeois house in the Hollywood hills
With a truckload of hundred thousand dollar bills
Man came by to hook up my cable TV
We settled in for the night my baby and me
We switched 'round and 'round 'til half-past dawn
There was fifty-seven channels and nothin' on
Fifty-seven channels and nothin' on
Fifty-seven channels and nothin' on
dlfkçdf
Well now home entertainment was my baby's wish
So I hopped into town for a satellite dish
I tied it to the top of my Japanese car
I came home and I pointed it out into the stars
A message came back from the great beyond
There's fifty-seven channels and nothin' on
Fifty-seven channels and nothin' on
Fifty-seven channels and nothin' on
çdlfçºd
Well we might'a made some friends with some billionaires
We might'a got all nice and friendly if we'd made it upstairs
All I got was a note that said "Bye-bye John
Our love's fifty-seven channels and nothin' on"(Fifty-seven channels and nothin' on)
So I bought a .44 magnum, it was solid steel cast
And in the blessed name of Elvis well I just let it blast
'Til my TV lay in pieces there at my feet
And they busted me for disturbin' the almighty peace
Judge said "What you got in your defense son?"
"Fifty-seven channels and nothin' on"
Fifty-seven channels and nothin' on
Fifty-seven channels and nothin' on
I can see by your eyes friend you're just about gone
Fifty-seven channels and nothin' on
Fifty-seven channels and nothin' on
Fifty-seven channels and nothin' on
Fifty-seven channels and nothin' on
Fifty-seven channels and...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

MAGIC MOMENTS 56

Just because I miss you, Freddie.
And because no one did it like you :)
dçlfdçl

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

SUGESTÃO DA SEMANA

Chama-se Loja das Rosas.
çlçld

ºdçlçd
O que lá pode encontrar?
São rosas, senhores! Rosas de todas as cores, formatos e feitios, em bouquets super originais, como esse da imagem, por exemplo, ou então em doces, critalizadas, sabonetes, cremes, chás, etc...
As senhoras fazem entregas àquela pessoa especial e são muito simpáticas!
çlºçdkldç
Fica na R. Almirante Pessanha, nº 14, ao Largo do Carmo, em Lisboa - vira na primeira à direita quando começa a subir a R. Garret e depois segue por uma ruazinha estreitinha logo na primeira à esquerda, contorna e do lado direito lá está este recanto secreto maravilhoso.
O telefone é o 213 423 166.
Infelizmente, não têm site na internet. Mas vale o passeio até à zona antiga de Lisboa, só para espreitar ;)
E como já ofereci um assim, sei bem que o resultado é compensador :)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

PALAVRAS ESTÚPIDAS 43

Ok ... acompanhem-me se conseguirem ... eu juro que isto faz sentido.
Tão a ver este senhor?
ldfkldç
kdjflkd
Agora ...
Ah sim! Primeiro que tudo devo avisar já que não tenho clube, ou seja não sou sportinguista nem benfiquista, nem nada que o valha. Quando me perguntam, digo sempre que sou dos Utah Jazz ...
Adiante.
Portanto, temos aquele senhor ali em cima.
Tirem-lhe a franjinha ridícula:
çdklfdlç
Tirem-lhe também os olhos esbugalhados de quem sofre paragem cerebral de 30 em 30 segundos:

kldjfkdlj
E agora vejam lá se não concordam comigo:
reparem na testa bem definida
no nariz levemente arrebitado
naqueles lábios pecaminosos
na queixola de ossatura bem estruturada
nas orelhas elegantes
Este gajo pá! é muita sexy pá!
kjfkl
E mil vezes este tuga simples, durão e pão pão queijo queijo pá! que uma pessoa o que tá a ver é o que leva pá, what is you see is what you get pá!
do que
este metrossexual espanholado e piroso pá! que ainda por cima tem um nome abichanado pá!
Quique Flores????!!!! Mas isto lembra a alguém pá?!!!!

ldçfçkld
Pronto, foi só assim uma ideia estúpida que me passou pela cabeça, pá!
Desculpem lá ...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Os Novos Pecados Mortais

Vingança
fdlçlg
&
çfdºlºlç
Boato
lfkçldkf

lkfdçldk
lkfdçldkf
Espera
Espera e Verás
Verás o que eu
Eu vou fazer
Fazer para te lembrar
Lembrar o que tu
Tu já esqueceste
Esqueceste-te de mim
De mim e de ti
De ti e de nós
Nós que éramos um
Um dia há muito tempo
Tempo que enterraste
Enterraste e mataste
Mataste o que eu era
Era e agora?
Agora estou aqui
Aqui onde menos esperavas
Esperavas tudo
Tudo menos isto
Isto é o que te digo
Digo-te que a vingança
A vingança é um prato
Um prato que se serve
Serve-se gelado
lfkçdfkl
Queres cometer o pecado do Boato?
lkfdçlk
ldkfçlkfd
Então segue até Dry-Martini e ele conta-te tudo! ...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

EM BUSCA DE PALAVRAS 53

Blade Runner
dkkdl

kdjkld

dçlfçd
"Abrasadores,
Os anjos caem
Sentindo
O raio profundo nas suas costas
Colérico,
Ardendo no fogo de Orc."
Roy Batty (Rutger Hauer)
ldkflçd
Ridley Scott é um criador de mundos, diz-se no DVD d'O Gladiador. É verdade. Ele criou o mundo de Alien. Criou a Roma antiga d'O Gladiador. Criou a América de 1492. E criou aquele que é considerado o filme precursor do género cyberpunk - Blade Runner. Quando estreou, em 1982, foi um flop de bilheteira. Hoje, décadas mais tarde, é considerado um dos filmes de ficção científica mais importantes do século XX e uma verdadeira obra de culto para muitos fanáticos do género.
Sempre gostei deste filme. Já não o via há anos e do que me recordava melhor era de toda aquela ambiência estranha, uma cidade que era uma mistura de Nova Iorque, Tóquio e Londres, com personagens estranhíssimos que falavam um calão de rua que era uma amálgama de japonês, alemão e espanhol, a vaguearem por becos iluminados de néon, sobrevoados por naves da polícia e, claro, a voz de Harrison Ford como o narrador da sua própria história, criando uma atmosfera típica daqueles filmes noir dos anos 40, em que se ouve a voz do detective em off enquanto reflecte sobre os meandros obscuros do caso que lhe veio parar às mãos, só que transportado para o século XXI, mais concretamente, o ano 2019.
dlkçld
Transcrevo aqui a entrada do filme, que resume a história:
"No início do século XXI, a TYRELL CORPORATION fez avançar a evolução robótica para a fase NEXUS - um ser virtualmente idêntico a um humano - conhecido como replicante. Os Replicantes da geração NEXUS 6 eram superiores em força e agilidade, e pelo menos semelhantes em inteligência, aos engenheiros que os haviam criado. Os Replicantes eram utilizados como mão-de-obra escrava, na exploração e colonização de outros planetas. Após um motim sangrento despoletado por uma equipa de combate NEXUS 6 numa colónia extra-Terra, os Replicantes foram declarados ilegais no planeta Terra - sob pena de morte. Esquadrões de polícia especiais - as Unidades Blade Runner - tinham ordens para matar, após detecção, qualquer Replicante transgressor. Não se chamava a isto execução. Chamava-se reforma."
dlkdl
Porque fui eu parar a Blade Runner? Bom, porque trata de um, nas palavras do próprio Deckard, "ex-chui, ex-blade runner, ex-assassino", nas palavras da sua ex-mulher "um sushi" (peixe frio), em missão. E foi uma boa desculpa para rever uma obra de arte que não via há muitos anos.
Aprende-se alguma coisa com robots? Sim, aprende-se, entre outras coisas, poesia e uma vontade de ler a obra na qual este filme foi em parte baseado - "Será que os andróides sonham com ovelhas eléctricas?" - do também escritor de culto Philip K. Dick.
O que aprendi com Blade Runner?
* Que Rutger Hauer nasceu para fazer o papel deste andróide do caraças!
* Que, ainda assim existem incongruências, tais como o facto de Deckard (Harrison Ford) ficar pendurado na beira dum prédio com dois dedos partidos na mão direita e mesmo assim conseguir içar-se. Mas pronto, vá, é o Harrison Ford caramba ... e estamos em 2019 ... e ele é um Blade Runner ...
* Que logo a seguir o mesmo Deckard, com os mesmos 2 dedos partidos, se atira do topo de um outro prédio e consegue ficar outra vez pendurado ... mas, vá, é o mesmo Harrison Ford caramba ... e estamos em 2019 ... e ele é um Blade Runner ...
* Que um andróide é capaz da mais bela poesia cyberpunk: "Vi coisas que vocês nunca acreditariam. Naves a arder em Orion. Vi raios C a brilhar no escuro junto a Tannhausen. Todos esses momentos ... perdidos no tempo como lágrimas na chuva. Tempo para morrer."
ldkld
E um cheirinho da obra de culto:
kldjfkld

domingo, 4 de janeiro de 2009

As Palavras Que Sempre Te Direi
çdlfºçdsl
"Podemos morrer se apenas amámos." - Bernardo Soares (Fernando Pessoa)
gkfkg
Em conversa recente sobre o amor, o meu interlocutor ofereceu-me provavelmente a melhor definição que já ouvi desse sentimento. Tão simples, como são as coisas certas - Amor é quando tu queres que a outra pessoa seja feliz, independentemente de estar ou não contigo.
É verdade. O amor é isso mesmo. É querer toda a felicidade do mundo para o nosso amor, mesmo que não seja possível partilhá-la com ele. Amor não é "e agora que já não estás comigo, quero que ardas no inferno.", como tantas vezes acontece.
lfkçldk
Amei. Sei, porque passam os anos, passam os homens e, no entanto, ele permanece. Não se trata de uma escolha. Não faço para que isso aconteça, ou que não aconteça. É assim. Simplesmente. Também não serei masoquista ou mártir. Isso não me impedirá de amar outras pessoas. E mesmo voltando a amar com a mesma intensidade, isso não apagará nunca este amor. Amei esse homem, amo-o e amá-lo-ei para o resto da minha vida. Sei isso, como sei que respirarei até ao dia em que morrer. Não é uma tragédia. Pelo contrário. O amor é eterno e infinito. É com ele que continuo a aprender isso todos os dias.
çfçkld
Outros passaram pela minha vida. Outros passarão, certamente. Uns são-me agora indiferentes. Pouco me importa se serão felizes ou não. A outros desejo-lhes que alguém brinque com a sua vida exactamente como brincaram com a minha, quando por ela passaram. Nada de hipocrisias, ou de falsas dignidades. Porque me magoaram. Porque não os amei, é simples. Nem eles a mim. Que a roda da vida lhes dê o que merecem. Também eu terei magoado quem não amei. E a vida já se encarregou ou encarregará de mo relembrar.
lfklçdkf
Ao meu amor, porém, desejo-lhe tudo de bom que a vida lhe puder oferecer. Ao meu amor desejo-lhe outro amor, a felicidade e a alegria, a abundância, a paz, a serenidade, a excitação, o melhor da vida. Mesmo que não comigo. Sei que também ele me deseja igual. E sei que o nosso desejo é irreal, utópico, ingénuo. Porque a vida é sofrimento, com lampejos de felicidade. E sei que quando ambos nos tivémos próximos, éramos demasiado novos para entender a raridade do que tivémos. Julgávamos que iria acontecer mais vezes, poucas talvez, mas algumas. Amadurecemos e percebemos que não. Que fomos uns felizardos. Que tivémos aquilo que muita gente procura por vezes uma vida inteira, sem nunca o encontrar. E que se acontecer de novo, é uma sorte, uma benção preciosa.
gfkhçglh
Por isso, meu amor, estas são as palavras que sempre te direi, quer as leias ou não, quer as ouças ou não. Que te amei, que te amo, que te amarei, haja o que houver. Que sempre me deste tudo o que pudeste e sabias. Que eu sempre te dei tudo o que pude e sabia. Que sempre que de ti me recordo é com o sorriso mais doce e palpitante como o mar, sem qualquer mágoa, ou dor, ou amargura. Que quanto mais vida passa por mim, mais certeza tenho disto. Que não me esqueço do que via sempre que mergulhava nos teus olhos - o amor. Que o meu coração transborda ainda com esse amor. Que te desejo toda a felicidade do mundo.
fkjgkj
São estas, meu amor, as palavras que sempre te direi.
Para ti, Paulo.
klgjkl

sábado, 3 de janeiro de 2009

A FANTÁSTICA FAUNA DE ANDRÓMEDA

Nessie
dlkfdçkl


kçkldfg
O famoso monstro aquático escocês, O Monstro de Loch Ness, afectivamente conhecido como Nessie, teve a sua primeira aparição no livro escrito pelo monge irlandês do século VI, S. Columba, que fundou o mosteiro de Iona. Nele, o santo designa o monstro de "aquatilis bestia", que parece ser a tradução latina do termo gaélico "Piast" - que significa monstro aquático.
Na actualidade o monstro atrai muitas atenções, com dezenas de turistas a acorrerem ao Lago Ness todos os anos, na esperança de avistarem o famoso perfil ondulado de Nessie. Os muitos avistamentos reportados falam de um corpo com cerca de 9 metros de comprimento, com curvas que ondulam à superfície da água e ocasionalmente a cabeça de enguia ou serpente é também avistada. Várias equipas de cientistas, naturalistas e cripto-zoológos têm monitorizado o lago, utilizando radares e ultra-sons para detectar qualquer movimento. Argumentos pre-históricos citam o plesiosauro como uma possível origem do monstro.
Nessie é bem capaz de ser o único monstro aquático que possui um site inteiramente seu na internet. Foram também realizados muitos filmes com Nessie como protagonista.
dkjfk
Short-Story: Sorriu e guardou cuidadosamente o filme dentro da mochila. O engodo era perfeito. Este seria O Filme, aquele que o mundo acolheria como a prova definitiva da existência do Monstro. Os anos que passara na escola de cinema afinal sempre tinham servido para alguma coisa. Podiam vir todos os peritos de imagem com os seus métodos de detecção mais avançados. Era impossível detectarem qualquer anormalidade. E depois, a fama, o sucesso, o dinheiro, todos quereriam entrevistas, documentários, aparições em talk-shows. E talvez então pudesse realizar os filmes que sempre sonhara. Virou-se e deu uma última olhadela ao lago. Destruira todas as provas da sua armação. As águas estavam quietas e cálidas, nem um murmúrio. Mas então ... que raio era aquela forma ondulada lá ao fundo que acabava de emergir e logo a seguir desaparecer na superfície calma? Pegou nos binóculos e avançou pela lama escorregadia da margem do lago, atarantado. E viu-o de novo. Deus do céu! Seria possível? Deslizou mais um pouco, na ânsia de ver com mais nitidez a silhueta ondulada que acabava de reaparecer à superfície. Seria possível?... Piscou os olhos e escorregou fatalmente, desequilibrando-se. A mochila pendurada no pulso deslizou irremediavelmente na direcção das águas profundas e afundou-se. Caiu de rabo na lama e ali ficou, os binóculos pregados aos olhos. O Monstro desapareceu silenciosamente e não mais se fez avistar. Perdera o seu filme. Perdera a preciosa câmara. E perdera tudo. Ninguém iria acreditar no que os seus olhos tinham visto.
çdkfjkçl
kdjklfdj
Ninfa
dlkf

çldkflçd
A palavra "ninfa" significa "noiva" ou uma mulher em estado casadoiro.
As Ninfas são espíritos femininos ou semi-divindades, todas provenientes da grande deusa Gaia. Gaia criou as montanhas, cujos vales as Ninfas adoram percorrer.
Das Meliae, ou Ninfas de Cinza, que originaram das gotas de sangue que Uranus verteu quando foi castrado, resultou uma raça de homens fortes.
As Ninfas costumam viver em habitats naturais e associam-se aos locais onde vivem, que também protegem. Como mulheres jovens e belas, também estão associadas a deuses como Pan, Hermes, Apolo, Dionísio e Artemisia - todas elas divindades que recorrem a lugares selvagens e secretos. São frequentemente vistas na companhia de sátiros.
As Ninfas dividem-se de acordo com os locais onde habitam - são divididas em ordens tais como as Driades, Hamadriades, Meliae, Naiades, Nereides, Oceanidas e Oreades.
.kjfkld
Short-Story: A Ninfa mais velha olhou a ninfa mais nova e suspirou. "Estás apaixonada, minha querida?" A outra não respondeu. Apenas soluçou silensiosamente. "Mas não sabes tu que o deus dos cascos se deita com todas e não retém nenhuma no seu coração?" As lágrimas pingaram no rosto rosado de veludo. "Minha querida, de que matéria és tu feita, que nem pareces nossa? Não somos de ninguém, não retemos ninguém, somos de todos e o todo é de nós. Assim são as leis de Gaia. O amor é para os humanos." "Talvez eu seja mais humana, que divina, nesse caso. A ideia de partilhá-lo revolta-me as entranhas." A mais velha suspirou novamente. "Terás então de nos abandonar. Para o bem de todos. Parte e junta-te aos seres menores. Talvez então entendas como o amor é carrasco e porque aqui não queremos nada com ele. Vai. E não regresses."

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

NOTORIOUS NUMBERS

1
O Número da Aranha
dlkd


dkjd
“Que espécie de guarda-redes não é atormentado pelo golo que sofreu? Tem que ficar atormentado! E se ficar calmo, isso significa o fim. Não importa o que tenha conquistado no passado, não terá qualquer futuro."
ldkfldç
Chamavam-no Aranha Negra, porque nada passava naquela teia guardada sempre com o equipamento de cor negra. É considerado por muitos o melhor guarda-redes de todos os tempos. Era russo, chamava-se Lev Yashin e no seu curriculum tem:
* 150 penalties defendidos
* 480 jogos sem sofrer qualquer golo
* 3 vezes Guarda-Redes do ano na URSS
* o único guarda-redes a ser eleito o Atleta Europeu do Ano, em 1963
* a Ordem de Lenine por serviços extraordinários prestados à nação
* eleito o guarda-redes do século pela FIFA em 2000
Sempre com o número 1 nas costas.
dçlkdl
Mas ... o nosso Pantera Negra marcou-lhe um ;)
lkflçkfç

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

PALAVRAS ESCULPIDAS

The Road
çlkg

çfdkçld
To leave
Without return on the horizon
Across the world’s endless roads
Leaving no trace
Wearing no map
To savour the discovery of my self continent
Spend nights at the seldom visited mossy recesses of my soul
To tread past metropolis’ dark alleys
And settle debts
To close chapters irreversibly
To wander without the hands of time nor the needles of line
To leave myself so I may return to myself
Home is where the heart is
To make a house of my body
A home of my mind
So I may no longer need you
So I won’t need anyone
Wherever I may be
If I am there
So shall my home be
Then, only then maybe I will find you
Walking a green path
On a fresh clovers rooftop
Sitting on the side of the road
With no help from the hands of time nor the needles of line
Only a smile
And you will say
“Do you want a ride?”
Together we will journey the road that never ends
For we need not houses anymore
We are our home
And the world shall be our oyster