domingo, 21 de dezembro de 2008

PALAVRAS EMPRESTADAS 48

Excuse me?!!!!?
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Há títulos que foram completamente ao lado e ainda bem ...(ou talvez não ...):
* "O Predador do Pacífico" era o título que Ernest Hemingway esteve quase para usar no seu romance "O Velho e o Mar" ...
* "Trimalcião no West Egg" foi o título que F. Scott Fitzgerald escolheu para o seu romance "O Grande Gatsby". Quando o editor não gostou, FCF mudou-o para "Trimalcião entre milionários, cinzas e desejos", depois para "O amante das altas finanças" e finalmente "O caminho até West Egg". Foi o editor quem acabou por lhe dar o seu título definitivo, felizmente ... FCF nunca gostou dele ...
* "E Tudo o Ventou Levou" esteve para se chamar "Não com as nossas estrelas" (referência à bandeira da confederação) e "Amanhã será outro dia"
* George Orwell sofreu as estopinhas para nomear o seu romance "1984". Primeiro considerou "O último homem livre da Europa", o problema é que a literatura da época estava cheia de "últimos homens", como "O último homem" de Mary Shelley e "O último homem de Londres" de Olaf Stapledon. O que fez com que Orwell trocasse os números do ano em que tinha escrito o livro e acabasse com o nosso conhecido "1984"
* Adolf Hitler tinha um título delirante para a sua única obra, o famigerado "Mein Kampf" (A Minha Luta") - "Quatro Anos e Meio de Luta Contra as Mentiras, a Estupidez e a Cobardia ..." ufffa ... um caso de "ou talvez não ...", portanto - seria bom que tivesse mantido este título porque talvez não tivesse vendido tantos exemplares ...
* "Em Busca da Arca Perdida" ia chamar-se "Indiana Smith", nome inicialmente previsto para Indiana Jones ...
* O primeiro filme da série James Bond, "Dr. No" era suposto chamar-se "Um bikini e um smoking" ... !!!!!
* Picasso esteve para chamar à obra precursora do Cubismo "Les Demoiselles d'Avingnon", "O Bordel Filosófico"
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mas também há títulos que, inacreditavelmente, vingaram ...:
* Paul Gauguin intitulou "Quem somos? Para onde vamos? De onde viemos?" a uma pintura que reproduz uma cena dos nativos do Haiti
* O escultor britânico Damien Hirst baptizou a sua obra de um tubarão conservado em formaldeído como "A impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo"
* O artista gráfico John Baldessari intitulou uma das suas obras "O meu coração pertence a Dadá mas conheço Motherwell"
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e ainda há aqueles títulos looooooooooooooooooooooongos como o caraças:
* "A geografia pode ser fácil : descrição geral dos Estados Unidos da América, das suas repúblicas e cidades, atendendo aos seus rios, montanhas, extensões, vales ... " e assim por diante até um total de 3.999 caracteres !!!!
* "Tratado da religião e das virtudes que deve ter um príncipe para governar e conservar os seus Estados contra o que Nicolau de Maquiavel e os políticos deste tempo ensinam de forma prejudicial"
* A noite do dia dos mortos do filho da noiva da besta que regressou para a vingança do terror do ataque dos diabos, mutantes e aliens comedores de carne vindos do inferno e zombificados ..." e assim por diante até aos 1.500 caracteres!!!!
* "Tudo o que sempre quis saber sobre sexo mas nunca se atreveu a perguntar" - de Woody Allen
* "Gás. Ou como foi necessário destruir o mundo por completo para poder salvá-lo depois"
* "A perseguição e o assassinato do revolucionário Jean Paul Marat representada pelos internos do hospital de Charenton sob a direcção do Marquês de Sade"
* Oh, papá, pobre papá. A mamã enfiou-te no armário e a mim faz-me tanta pena."
* Parece que no dia 29 de Fevereiro nunca se passa nada. Ou isso, ou então as efemérides andam mal."
* "O efeito dos raios gama no comportamento das margaridas, no Verão" - de Paul Newman
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e finalmente há aqueles que são pura e simplesmente ... no mínimo excêntricos ...:
* "Carrinhos de supermercado extraviados nos EUA. Um guia de identificação no terreno" (quando não tiver nada para fazer ... parece-me uma boa ideia ...)
* "Acta dos debates do 2º encontro internacional sobre ratos nus" (mas há ratos vestidos?!!! ....)
* "A dona de prostíbulo na qualidade de gerente de carreira na prostituição em bordel" (pois com certeza ... ora então!)
* "A alegria dos frangos" (onde? no churrasco, no matadouro, ou no céu? ....)
* "População e outros problemas" (aparentemente não tem nada de excêntrico, a não ser que se refira que este livro está publicado na China ...)
* "Crescimento natural do busto em toda a sua pujança. Como potenciar os 90% restantes do seu espírito para aumentar a dimensão dos seus seios" (.................... no comments .....)
* "Sadismo oral e a personalidade vegetariana" (........... pois .... deve ter a ver, de facto ....)
* "O Grande livro das histórias equestres de lésbicas" (aha! lésbicas uma ova! lésbicas a montar cavalos não me parece que sejam assim tão lésbicas como isso ...)
* "Trate o seu cavalo à prova de bombas" (......................................... mas .......... ma ......... m ...)
e finalmente, o meu favorito de sempre, uma boa cura para a tristeza - siga o meu conselho, sempre que estiver de rastos, a chafurdar na tristeza, leia este título e verá as lágrimas cairem-lhe pela cara abaixo, mas garanto que não será de tristeza:
* "Pessoas que não sabem que morreram: como se alojam em transeuntes inocentes e o que fazer" (caramba pá! finalmente um livro que me vai resolver todos os meus problemas! já não era sem tempo!!!!!! fogoooooo!!! anda aqui uma transeunte inocente a passar na rua e pimbas! vai de levar com uma pessoa que não sabe que morreu, em cima! já não há respeito!)
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in Revista Quo espanhola e Courier Internacional

sábado, 20 de dezembro de 2008

PALAVRAS ESTÚPIDAS 41

Back to The Past ...
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A primeira vez que me senti velha, foi quando os putos de 14 anos me começaram a tratar por senhora ... Aí por volta dos 28. A indignação cedo deu lugar à resignação.
A segunda vez foi quando por volta da mesma altura, portanto há quase uma década atrás, me dirigi à FNAC um belo dia para comprar um "Best of" dos Huey Lewis and The News e a conversa se procedeu da seguinte forma:
"Boa tarde. Queria saber se têm alguma coisa dos Huey Lewis and the News."
"Hui Lui and ...?"
"Huey Lewis and the News!!", voz carregada de admiração.
"Só um momento ... vamos procurar aqui ..."
Enquanto seguia, um bocado atarantada, o rapazito de piercing no nariz, perguntei-lhe:
"Nunca ouviu falar dos Huey Lewis and the News?", assim como quem não quer a coisa ... Para mim, era como se ele nunca tivesse ouvido falar dos Beatles ...
"Não ...", responde-me ele atrapalhado, "Mas eu também estou cá há pouco tempo ..."
Pois ... estás cá há pouco tempo, cá, na FNAC e no mundo ... deus do céu ... Tinha-me esquecido daquele pequeno pormenor - é que quando o Michael J. Fox andava a regressar ao Futuro, este coisinho ainda se andava a mijar nos lençóis ...
"Portanto, disse-me, Hui Luis ...."
"Hu-ey-Le-wis-and-the-ne-ws."
Escusado será dizer que tive de repetir aquilo umas 4 ou 5 vezes e depois escrever num papel, para que a pobre criatura conseguisse procurar na base de dados. O resultado foi nulo, para minha indignação, desilusão e frustração.
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O pobrezito deve ter pensado que eu pertencia a uma daquelas minorias musicais que ouve coisas maradas que nem sequer são importadas para o país. Não. Eu ouço rock'n'roll, ever heard of it? É assim uma coisa inventada nos anos 50 e que influenciou toda a porrada de coisas que ouves agora e sem a qual esses 2 piercings que tens aí pendurados na beiçola e na penca não seriam possíveis ...
Oh! My Goooooood! .....
Estou velha, pensei. Não havia nenhum CD dos Huey Lewis na FNAC e como se isso não fosse já suficientemente triste, o Michael J. Fox está com Parkinson ... of all the people in the world ... parece humor negro, mas infelizmente não é ...
Estou podre de velha ... And I just want to get back to the past, Michael!!!!!!!! Buááááááááá!!!!!
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P.S. O que nos vale, Michael, é que o Christopher Lloyd ainda não morreu nem consta que esteja ainda xéxé, e pode ser que ainda seja possível reconstruir o DeLorean ...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

MAGIC MOMENTS 53

Quando a voz mais desafinada e a voz mais afinada do planeta se juntam, o resultado é este momento perfeito que durou apenas 2 minutos, mas perdurará eternamente:
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

EM BUSCA DE PALAVRAS 51

AVISO: Este post é de leitura interdita a menores de 18 anos e a pessoas sem o mínimo de bom senso ou senso de humor dentro da tola
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Na Mente do Assassino - Parte II
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"I would move heaven and hell and anything in between to get to you. You wouldn't be safe anywhere if I was mad at you. And that's not boldness, that's the truth. You could pull a gun at me, if I'm mad at you, I'm coming forward. You'd have to shoot me to stop me. And if you don't kill me, you're stupid. 'Cause the next time you see me, I will kill you."
Richard Kuklinski
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Richard Kuklinski nasceu no seio de uma família pacata de New Jersey, nos EUA. Mas a pacatez era apenas aparente. Para o pai lhe bater, bastava que Richard o olhasse de uma forma que não lhe agradasse. A mãe, por sua vez, também lhe batia com o pau de uma vassoura, onde quer que acertasse. Richard era um rapaz magro e enfezado e na rua também apanhava das outras crianças, que gozavam com as suas orelhas protuberantes.
Aos 16 anos, Richard decidiu que já tinha levado suficiente pancada de toda a gente, foi buscar um varão de pendurar roupa a casa dos pais e desancou os seus companheiros de brincadeira, para garantir que nunca mais ninguém se metia com ele.
Aos 18, numa rixa de bar, matou o primeiro homem, apenas porque o outro o enfureceu por qualquer motivo que ele já nem recorda. Diz que se sentiu mal, mas que, passado um tempo, começou também a sentir uma espécie de sensação de satisfação, que lhe era estranha, mas inevitável.
Por volta dos 20 e muitos anos Richard tinha já morto cerca de 100 pessoas. Quando alguém o humilhava, criticava ou enfurecia por qualquer motivo, Richard resolvia a situação de forma terminal - matava-o.
Não tardou até que a máfia local ouvisse falar dele e o sondasse para trabalhar no crime organizado. Depressa se tornou um dos mais temidos algozes, enviado para recolher o dinheiro de dívidas ou para matar as vítimas, caso o dinheiro não fosse entregue. Fazia-se pagar caro, nunca um número com menos de 5 algarismos, o que lhe permitia sustentar de forma desafogada a família constituída pela mulher e 3 filhos.
Estes, apesar de conhecerem o seu carácter violento - Richard exercia violência doméstica sobre a mulher, apesar de nunca ter tocado nos filhos - nunca imaginaram, até ao dia em que o ouviram confessar uma série de crimes em tribunal, que o seu marido e pai tinha exercido a profissão de assassino contratado durante mais de 20 anos, de forma tão fria, calculista e impiedosa que durante as investigações que conduziram finalmente à sua incriminação e detenção, as autoridades o apelidaram de Iceman - O Homem de Gelo.
Richard matou de todas as maneiras possíveis e imagináveis: com armas de fogo, facas, veneno, por asfixia, com ratazanas e até com arco e flecha. Realizava experiências com as suas vítimas, para experimentar novos métodos, chegou a filmar algumas para perceber porque motivo não sentia nada com as suas mortes, dissecava corpos sem que isso o afectasse fisicamente e congelava algumas vítimas de forma a forjar a hora da morte na eventualidade de serem descobertas pelas autoridades.
Quando foi detido, foram precisos 5 polícias para o forçar a deitar-se no chão e algemá-lo. O miúdo franzino transformara-se ao longo dos anos num homem de 1,82 e 136 kg, um terror absoluto para quem quer que tivesse a pouca sorte de estar marcado na sua lista.
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Depois de falar com ele durante 13 horas, ao longo de 4 dias, o Dr. Park Dietz, psiquiatra de renome e consultor do FBI, concluiu que Richard apresentava duas características de personalidade cuja conjugação invulgar lhe permitiu realizar uma carreira de assassino tão profíqua e tão longa:
1. Desordem de personalidade anti-social – alguém que não tem consciência ou remorso, não sente culpa relativamente à maioria das coisas más que faz; é impulsivo e violento; as características típicas que se observam antes dos 15 anos neste tipo de personalidade são a crueldade para com animais e pessoas; parte disso é hereditário, existe uma base genética para não se ter medo; são precisas experiências extremas para que a pessoa sinta medo ou sensação do perigo – as pessoas normais sentem medo com muitas coisas, frequentemente, e ficariam para além delas próprias com o tipo de experiências que Richard teve numa base semanal; mas o facto de se nascer assim, sem medo, com essa coragem, não significa que seja inevitável tornar-se criminoso, porque algumas destas pessoas tornam-se pró-sociais (pilotos de carros de corridas, pilotos de testes de aviões, desactivadores de bombas, polícias, por ex.); a diferença entre os que se tornam maus e bons tem a ver com a forma como os seus pais os criaram – se se criar uma criiança com amor, carinho e afeição na maioria das vezes, é provável que se tornem adultos decentes e boas pessoas; quando se ensina apenas ódio, pode-se tornar impossível a essa criança crescer e ter relacionamentos fortes e estáveis ou arriscarem-se para proteger o mundo; no caso de Richard, essa parte da sua personalidade psicopata vem da genética, mas também da forma como foi criado pelo pai abusador e a mãe fria
2. Desordem paranóica de personalidade – não confiar em ninguém, não deixar ninguém aproximar-se e nunca perdoar alguém que nos faz mal; se alguém o criticar, é rápido a contra-atacar ou responder com fúria ou se for humilhado, não descansa enquanto não se vingar;
Cerca de 1 a 2 % da população tem este tipo de personalidade paranóica e cerca de 2 a 3% de homens e 1% de mulheres têm a personalidade anti-social.
Depois existe um grupo mais pequeno que tem os dois tipos de personalidade que Kuklinski apresentava e que lhe permitiu ter esta carreira e ter a capacidade de ganhar dinheiro com a realização de assassínios sem remorsos, algo muito invulgar.
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Este vídeo contém imagens e afirmações chocantes.
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Para os interessados, o resto da entrevista e outros videos podem ser vistos no sítio do costume - http://www.youtube.com/

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

SUGESTÃO DA SEMANA

Quer uma consoada diferente?
Então tem que experimentar a inglesa. Não se vai arrepender.
Por favor, siga as instruções:
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Compre um plum pudding. É difícil. Provavelmente terá de calcorrear Lisboa inteira. Ou pedir a um familiar em Londres. Ou viajar até Londres. Mas garanto que vale a pena o esforço.
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Depois prepare-se para confeccionar uma coisa chamada Brandy Butter (receita da minha Abuelita):
Bata à mão (nem pense em usar batedeira eléctrica) a mesma quantidade de manteiga à temperatura ambiente e açúcar. (Sugere-se uma ida ao ginásio prévia à confecção desta, para treinar bem esse antebraço porque vai ter de bater bastante). Quando obtiver um creme, começe a juntar o brandy a gosto. A Abuelita exagerava sempre um bocado e eu sigo-lhe as passadas. O ideal é ir provando até sentir o sabor do brandy, mas não ficar alcoolizado no processo.
Deixe repousar no frigorífico, para ficar consistente.
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Na noite de Natal, aqueça o Plum Pudding, coloque-o num pirex largo, entorne bastante brandy à volta e ateie fogo com um fósforo. Leve a pira ardente para a mesa, com as luzes apagadas. O efeito é espectacular.
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Finalmente, sirva-se de uma pequena fatia quente de Plum Pudding e escarrapache uma boa colherada de Brandy Butter frio por cima.
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A seguir coma uns 4 ou 5 Mince Pies também quentes.
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É claro que isto vai arrasar com qualquer dieta, mas nunca mais se esquecerá deste Natal.
And that's a bloody promiss!
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Merry Xmas :)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A FANTÁSTICA FAUNA DE ANDRÓMEDA

Karkadan
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Semelhante a um touro, o Karkadan possui um longo e curvilíneo chifre na testa. Este chifre é tão mortífero, o seu hálito tão mau e o seu rugido tão ameaçador que infunde o terror em quase todas as criaturas vivas.
Entre os animais selvagens, apenas o elefante faz frente ao Karkadan. Para vencer o seu inimigo, a criatura de um só chifre tem que evitar a tromba serpenteante que consegue erguer no ar até um Karkadan e lançá-lo ao solo. Ataca o elefante por baixo, mergulhando o chifre na barriga do animal, mas o corpulento elefante cai morto sobre o chifre, cegando o Karkadan, que fica assim indefeso.
Diz-se que o herói persa Iskandar, ou Alexandre o Grande para os ocidentais, foi o primeiro homem a subjugar um Karkadan. Como conta a lenda, o futuro conquistador do mundo era ainda adolescente quando ofertaram um Karkadan ao seu pai, Filipe da Macedónia. Filipe ofereceu o animal e um prémio em ouro a quem conseguisse montá-lo. Outros tentaram em vão, procurando dominar o animal, mas quando Iskandar falou com ele suavemente, o Karkadan ajoelhou-se diante dele.
Este violento animal podia também permanecer horas deitado deliciando-se com o canto do pombo-torcaz.
O chifre do Karkadan pode ser transformado em cabos para facas que ressoam na presença de veneno.
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Short-Story: Todos haviam perdido a luta, claro. Ou não sabiam que com um karkadan não se luta? Sentou-se no meio da arena e esperou que o animal desse pela sua presença. Quando este começou a resfolegar fumo azulado das narinas, retirou o pombo do interior da capa. O pombo começou a cantar e o karkadan deixou-se cair pesadamente no chão, estremecendo tudo à sua volta. Cemicerrou os olhos e assim se quedou, meio adormecido. Os aplausos ressoaram em redor da arena. Mas ela não aplaudiu, ele reparou. Em vez disso, deu meia volta e lançou a capa raivosamente atrás de si, enquanto abandonava a tribuna real. Agora sim, teria de lutar pelo prémio conquistado, com uma fera bem mais perigosa que o karkadan ... e não haveria pombo que o viesse socorrer ...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Passo os dedos pelo dicionário ao acaso e aterro em ...

COMPOR
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Monumento de homenagem às bandas portuguesas do Montijo, Alcochete e Saumouco - Ayamonte - Espanha
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Consta que Deus compôs o mundo em 6 dias apenas e ao sétimo descansou. O resto de nós, seres imperfeitos e cheios de defeitos, temos uma vida inteira para compor os nossos mundos e mesmo assim, mesmo com tantos dias à mão, na grande maioria dos casos não fazemos lá grande coisa.
Há pessoas especiais, ainda assim. Talvez bafejadas pela sorte genética, talvez por um equilíbrio interior incomum ou porque simplesmente nasceram com o rabo virado para a lua, conseguem dar sempre um qualquer sentido às suas vidas. São raros, mas todos nós conhecemos uma ou duas pessoas para quem tudo aparentemente corre sempre de forma suave. São aqueles que encontram logo a sua cara-metade no liceu, ou que sabem exactamente qual é a sua vocação desde os bancos da escola, ou cuja família parece retirada directamente de um quadro de Norman Rockwell.
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E se bem que compor uma vida seja bem mais difícil do que compor uma mera sinfonia, poucos são os que se aventuram pelos meandros intrincados das escalas musicais. Costumamos chamar os que o fazem de génios. Mas esquecemo-nos que, também na maioria dos casos, tudo o que rodeia o dito génio, à excepção das suas criações, costuma ser caótico. Porque será? ... Talvez porque a pauta aplicada à vida não funcione, pura e simplesmente porque a vida é composta por muitíssimo mais notas do que as 7 da escala e muitíssimo mais variações do que as que constam do reportório de todos os génios juntos.
E talvez apenas no fim da vida, quando olharmos para trás, seja então possível encontrar alguma harmonia e sentido na interpretação dos factos de que fomos os maestros.
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Nem todos podemos ser Mozarts das nossas vidas. A maioria de nós somos apenas Salieris tentando compor com alguma competência. Mas, como compôs o querido Jobim, os desafinados também têm coração.
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domingo, 14 de dezembro de 2008

PALAVRAS ESTÚPIDAS 40

Está por uma unha negra de me destronar o Russell Crowe e tem várias vantagens:
* canta bem melhor (se bem que até eu canto melhor que o Russell, mas pronto ...)
* é mais alto (aí uns 2 ou 3 milímetros ...)
* não tem sotaque australiano (fuiuuuuuuuuuuu!!!!!)
* fala francês (e o francês dá sempre jeito ... agora assim de repente não sei bem para quê, mas também não interessa nada)
* é "um poeta, um cantor, de cantigas de amor e de sonhos" (e isso fica sempre bem a qualquer gajo)
* encontrou na guitarra a sua razão de viver (portanto, é um menino atinadinho lá no seu cantinho com a sua guitarra)
* é um "vagabundo feliz, com um brilho sem fim nos seus olhos" (o que é deveras enternecedor e muito em conta, nos tempos de crise que se adivinham)
* não tem o riso mais estúpido do mundo (apesar de ter um sorriso assim um bocado pó parvo ... mas pelo menos é um sorriso silencioso ...)
* consta que tem um apartamento ali para os lados da Expo (logo ... está mesmo à mão de semear)
* sabe plagiar e lucrar com isso (o que revela uma considerável área lóbulo-temporal a não menosprezar)
e!
e!
e!
last but not the least
* enche o Pavilhão Atlântico 5 vezes por ano (e o Pavilhão Atlântico é muuuuuuito maior que o Coliseu de Roma e além do mais (ainda) não está escavacado)
Não sei .... não sei ... está mesmo por uma unha negra ... Russell, baby, vais ter que fazer bem melhor que o anafado do Ed no "Body of Lies", para te manteres no teu posto ... Só tou a avisar ...
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sábado, 13 de dezembro de 2008

NOTORIOUS NUMBERS

451
O Número da Censura
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Esta é a temperatura a partir da qual os livros se queimam, segundo Ray Bradbury, o autor do romance "Fahrenheit 451", adaptado ao cinema em 1966 por François Truffaut, com Julie Christie e Oscar Werner nos papéis principais.
O livro conta a história futurista de um mundo onde os livros são proibidos e os bombeiros são "queimadores de livros", assaltando as casas dos que os guardam em segredo para os reduzir a cinzas impiedosamente. O protagonista da história é um bombeiro tentado pelos pecaminosos livros, que começa a roubá-los à sucapa das casas onde é chamado para cumprir o seu dever. Eventualmente Montag acaba por começar a ser perseguido e refugia-se na terra dos homens-livro, uma espécie de Resistência constituída por foragidos cuja missão é decorar, cada um, um livro inteiro para que nunca seja esquecido e possa um dia ser novamente publicado, palavra por palavra.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

MAGIC MOMENTS 52

Venero estes dois senhores.
Um pelas letras que escreve e pela voz de ouro que tem.
O outro pelas mãos mágicas, pela voz poderosa e pela alma de blues que lhe escorre de cada poro.
Um chama-se Paul, é branco como a manhã e vem da Ilha da Música.
O outro chama-se Riley, é negro como a noite e vem da Pradaria dos Blues.
Um dia, Paul aventurou-se com a sua alma branca da cor da manhã e resolveu escrever uma canção como se fosse negro da cor da noite. Riley gostou. O resultado foi este:
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

EM BUSCA DE PALAVRAS 50

Yoda
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Pesquisa nenhuma completa poderia ficar, sem as palavras sábias do Mestre dos Mestres. Porque quando aprender se anda sobre os turtuosos caminhos das forças das trevas, é bom ter alguém para nos guiar.
Silêncio. Paciência. Concentração. Enquanto o Mestre ensina o jovem Skywalker a Jedi tornar-se:
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* "Paciência! Um Jedi também come."
dlkfl
* "Muita raiva nele. Como o o pai."
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* "Um Jedi tem de empenhar-se a fundo. Com a maior seriedade. Toda a vida tem tido os olhos postos no futuro. No horizonte. Nunca com o espírito onde ele estava."
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* "Aventura. Sensações. Um Jedi não aspira a essas coisas. És um irresponsável."
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* "A energia de um Jedi emana da Força. Mas cuidado com o lado negro. Cólera, medo, agressão são o lado negro da Força. Facilmente aparecem juntos na luta. Se entrares no caminho das trevas, ele dominará para sempre o teu destino. Elas te consumarão, como ao aprendiz de Obi-wan."
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* "O lado negro é mais forte?" - Luke
"Não, é mais rápido, mais fácil, mais sedutor."
"Mas como distingo o lado bom do mau?"
"Hás-de aprender, quando estiveres calmo, em paz, sereno. Um Jedi usa a Força para conhecer e se defender. Nunca para atacar."
"Mas porquê?"
"Não há porquês. Hoje ensino-te nada mais. Liberta o espírito de perguntas."
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* "A morte. Aquele local é poderoso. Está do lado negro da Força. É um domínio do mal. Lá tens de entrar."
"O que há lá dentro?"
"Só o que levares contigo. As armas, não precisas delas."
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* "Contigo nunca é possível! Nunca ouves o que eu digo?"
"Levitar pedras é uma coisa, mas isto (uma nave inteira) é muito diferente!"
"Não, não é diferente. Só diferente na tua cabeça. Tens de desaprender o que aprendeste."
"Está bem. Vou tentar."
"Não, tentes não. Faz. Ou não faças. Não existe tentar."
"Não sou capaz. É muito grande."
"O tamanho não importa. Olha para mim. Julgas-me pelo meu tamanho? Pois não devias. Porque o meu aliado é a Força. E um poderoso aliado é. A vida cria-a. Fá-la crescer. A sua energia rodeia-nos e torna-nos unos. Luminosos seres nós somos e não feitos desta rude matéria. Tens de sentir a Força a rodear-te, Aqui. Entre ti e mim. Na árvore, na rocha. Em toda a parte. Sim. Mesmo entre o solo e a nave."
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"Controlo! Tens de aprender a dominar-te."
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P.S. I love this little fellow :)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

SUGESTÃO DA SEMANA


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Já não tem ideias para presentes?
Já está farto de oferecer sempre as mesmas coisas?
Quer mesmo surpreender alguém de forma original e mimada?
Então aqui está a resposta para os seus desejos e os de quem terá a sorte de o ter como ofertante ;)
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É só escolher uma caixa já existente ou criar uma sua, mediante os dados pessoais que fornecer sobre o felizardo que irá receber a sua caixa especial.
São caras, mas valem a pena para ocasiões ou pessoas muito especias.
Descubra tudo em http://www.box2you.com/
Feliz Natal :)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A FANTÁSTICA FAUNA DE ANDRÓMEDA

Incubo
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As crenças clericais medievais acreditavam que o Incubo era um espírito masculino que se deita com as mulheres à noite, provocando a sua luxúria. De acordo com as lendas anglo-saxónicas, Merlim é filho de uma união desta natureza. A sua mãe recusou-se a revelar quem se tinha deitado com ela e começaram a surgir histórias de que o seu visitante nocturno era na realidade um demónio.
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A fêmea do Incubo é a Súcubo, que também se acreditava ser um espírito feminino que vinha deitar-se com os homens à noite. A súcubo era suposto ser a causa dos chamados "sonhos molhados" e estava também por vezes associada aos pesadelos.
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Short-Story: Deitou-se. Sentiu aquela sensação estranha, que já antes experimentara. Um desejo, uma vontade inexplicáveis. O roçar inadvertido das próprias mãos no corpo, sobre o hábito negro, acelerava-lhe o coração. Uma excitação no peito e ao mesmo tempo medo. Ele viria, a meio da noite e fá-la-ia arfar de prazer. Uma presença invisível. Era estranho. Coincidia sempre com as visitas daquele monge ao convento. Havia algo que a atraía e ao mesmo tempo a repelia nele. E por isso, talvez, os demónios a quisessem tentar. Ou os anjos castigar ...
çlçlk


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

PALAVRAS EMPRESTADAS 47




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"O amor é um sonho que chega para o pouco ser que se é."
Fernando Pessoa
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"A única diferença entre sexo e amor é que o sexo ajuda a aliviar tensões - e o amor causa-as."
Woody Allen
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"Amar é não olharmos um para o outro, é olharmos juntos na mesma direcção."
Saint-Exupéry em "Terra dos Homens"
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"O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter coragem de a ir colher à beira de um precipício."
Stendhal
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"O verdadeiro amor é como um fantasma: todos falam dele mas foram poucos os que o viram."
La Rochefoucauld
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"Com o coração casto
Com olhos puros
Celebro a tua beleza
Segurando o sangue para que nasça e siga a linha, o teu contorno
Para que se estenda sobre a minha ode
Como numa terra de bosques ou na espuma
Num aroma terrestre ou músicas marinhas"
Pablo Neruda

domingo, 7 de dezembro de 2008

PALAVRAS ESTÚPIDAS 39

De-za-sse-te!!!!!!!
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17! Dezassete! Seventeen!
De-za-sse-te minutos de mais Gladiador?!!!!!!! Oh mamma!!!!
Adivinhem quem foi das primeiras a comprar este DVD? Aqui a je.
Mais dezassete minutos de Russell Crowe em couros e armaduras. Mais dezassete minutos preciosos de carinha laroca de Russell. Mais dezassete minutos de voz de guerreiro. Mais dezassete minutos de músculos de Russell. Isso significa mais 1020 segundos de Russell!!!! Mais 1020000 milisegundos de Russell!!!! Mais 1020000000 microsegundos de Russell!!!!! Mais 1020000000000 nanosegundos de Russell!!!!
Fiquei em êxtase. Estou em êxtase. Ainda não saí do êxtase. Não sei se sairei do êxtase.
Até porque não são só mais 17 minutos. São hooooooras de Russell de bónus, porque não é apenas 1 DVD, mas 3!!! O que significa que ele é Russell a dar entrevistas no set do Gladiador. Ele é Russell a treinar os moves do Gladiador. Ele é Russell a rir-se e a dizer piadolas foleiras com sotaque australiano. Ele é Russell a fazer comentários ao filme com aquela voz pecaminosa. Ele é Russell a repetir cenas uma e outra e outra e outra vez. Ele é Russell em fotografias. Ele é Russell por todo o lado!!!!!
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Já vi a nova versão do filme. Agora vou ter que ver o filme mais duas vezes - uma para ver o filme com os comentários do Russell e do Ridley por trás das cenas. E claro, terei de ver o filme uma terceira vez, para ler todos os comentários da produção. E perguntam vós, pobres almas que não foram banhadas pela luz de Russell, porque raio quero eu ver o filme outra vez apenas para ler a treta dos comentários da produção? Ó almas ignorantes ... respondo-vos eu, porque, COMO É ÓBVIO, não posso deixar de saber se naquela cena em particular o meu Russell tropeçou ou se na outra cena em particular o meu Russell deu alguma sugestão ou se ... pronto, tão a ver a ideia, não estão?
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E pronto. Era só para partilhar isto com o mundo. O mundo não pode deixar de saber que andam por aí mais 17 minutos de Gladiador!!!
Regozijai!
Haleluia! Haleluia! Praise the looooooord almighty!!!!!
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E agora recordai e babai-vos (se fores gaja) ou roei-vos de inveja (se fores gajo):
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sábado, 6 de dezembro de 2008

NOTORIOUS NUMBERS

221
O Número Elementar, meu caro Watson
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Ou, mas concretamente, 221B, em Baker Street, Londres. A morada do mais famoso detective da ficção. Tão famoso, que há quem julgue que ele existiu mesmo.
Na realidade, o 221B Baker Street nunca existiu e presume-se que Conan Doyle tenha escolhido aleatoriamente este número fictício. A referida rua corria de Norte para Sul, começando no número 1 e terminando no 85. Quando os edifícios foram renumerados, em 1930, tornando a rua muito mais extensa, uma grande parte do bloco 200 foi atribuída a um edifício Art Deco conhecido como Abbey House, construído em 1932 para a Abbey Road Building Society (mais tarde Abbey National). Foram-lhe atribuídos os números 215-229, e foi ocupado pela sociedade até 2002.
A morada tornou-se assim real. Quase de imediato, a sociedade começou a receber cartas endereçadas a Sherlock Holmes de pessoas de todo o mundo. O volume era tal que acabou por ser criado um "Secretariado para Sherlock Holmes" para organizar toda a correspondência.
Em 1999, a Abbey National patrocinou a criação de uma estátua de bronze, de quase três metros, de Sherlock Holmes, que agora pode ser vista na entrada da estação de metro de Baker Street.
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Para recordar, o grande actor já falecido que imortalizou Sherlock Holmes no pequeno écran, Jeremy Brett:

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

EM BUSCA DE PALAVRAS 49

AVISO: Este post é de leitura interdita a menores de 18 anos ou a pessoas sem o mínimo de bom senso ou senso de humor dentro da tola.
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Na Mente do Assassino - Parte I
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"Did you think of yourself as an assassin?"
"An assassin? Sounds so exotic ... I was just a murderer."
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Pode-se pesquisar, ver filmes, estudar métodos e armas, o calão, as motivações e as causas. Mas nenhum retrato ficará completo sem uma opinião em primeira mão. Sem um auto-retrato na primeira pessoa, com todos os pormenores minuciosos que não estão nos livros e que apenas a nossa percepção e atenção, a nossa própria interpretação nos podem oferecer e com os quais um personagem ficará mais rico, mais complexo, mais real.
Por exemplo, que usar uma serra eléctrica para cortar um corpo é estúpido, é preferível uma faca de talhante; que um tiro disparado dentro de um carro pode ter efeitos muito desagradáveis no próprio assassino; ou que é menos cruel e mais rápido disparar debaixo do queixo do que na maçã de adão ...
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Como sei estas coisas horríveis? Não as li em nenhum livro. Nem as vi em nenhum filme de Hollywood. Ouvi-as directamente da boca de um assassino profissional, certamente um dos mais terríveis da história do crime violento. No seu currículum estão mais de 200 mortes, 100 das quais por contrato. Este homem não foi um assassino em série, nem um demente lunático. Matava por dinheiro. Os seus contratantes foram homens ligados ao crime organizado que muitas vezes tinham pedidos especiais - queriam que a vítima sofresse antes de ser assassinada. R., chamemos-lhe assim por enquanto, cumpria diligentemente o que lhe era pedido e fê-lo durante décadas. Até ser finalmente detido e condenado a várias prisões perpétuas. Na prisão deixou-se entrevistar e analisar por um psiquiatra e consultor do FBI que lhe respondeu finalmente às perguntas que R. se fazia quase desde a infância:
* Porque sou assim?
* Porque consigo fazer isto?
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Por enquanto direi apenas o seguinte: depois de o ouvirem falar, experimentarão um cocktail de emoções perigoso - medo, espanto, empatia, pena, revulsão, fascínio e tristeza. É estranho quando um assassino nos consegue fazer rir, emocionar e até reflectir sobre nós próprios. Mas, afinal, é precisamente isso que tenho andado a tentar construir ao longo destes meses. Porque a fronteira entre a nossa vida e a de um assassino pode ser terrivelmente delgada. Afinal, partilhamos pelo menos uma coisa em comum - somos humanos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

MAGIC MOMENTS 51

Beijo # 16 - O Não-Beijo Mais Beijo Que Já Vi
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

SUGESTÃO DA SEMANA


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E porque não?
Afinal, também merece ser bem tratado, com alegria e cor, o nosso derriére ... ;)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A FANTÁSTICA FAUNA DE ANDRÓMEDA

Hipocampo
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O Hipocampo tem a cabeça e patas dianteiras de cavalo, a parte inferior do corpo com escamas de peixe e a cauda de golfinho. Pode ainda ter patas dianteiras com membrana interdigital em vez de cascos e uma barbatana em vez de crina. Alguns têm asas, tal qual Pégaso, ou até um corno como o Unicórnio. Todos vivem nos grandes oceanos do mundo.
Os hipocampos puxavam o cavalo do deus do mar Poseidon (ou Neptuno na mitologia romana) e as suas filhas, as Nereidas, cavalgavam nas suas costas. Quando o deus batia na água com o seu tridente, levantando os ventos, os cavalos do mar pareciam ondas de espuma, cavalgando para a costa.
Se o estômago do Hipocampo que comeu algas venenosas for dissolvido em vinho, todos os que beberem este vinho ficarão com convulsões. Os que sobreviverem perderão a memória e mergulharão na loucura. Ansiando por estar próximo da água, caminharão para o mar e vaguearão ao longo da praia.
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Short-Story: Relinchou docemente. O mar convidava-o a entrar. Seria uma viagem sem regresso. Não mais poderia cavalgar sobre a terra. Deixou que as ondas lhe banhassem os cascos e sentiu uma dor aguda. As barbatanas começavam a nascer. E avançou. Para o mundo do silêncio e da liberdade.
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Hidra
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A monstruosa Hidra, ou Serpente da Água (em grego) é um dragão com muitas cabeças. Assim que uma delas é destruída, outras nascem no seu lugar.
A mais famosa das Hidras foi a de Lerna, irmã de Cerberus, uma das muitas abominações criadas por Equidna e Tífon. Vivia nos pântanos, envenenando o ar com a sua respiração e fazendo estragos na região circundante. Uma das cabeças, feita de ouro, era imortal e não podia ser destruída.
Foi esta que o rei Euristeu ordenou a Hércules que matasse, como o segundo dos seus 12 trabalhos. Hércules atacou a Hidra com a sua clava, mas, por cada cabeça que esmagava, outras se erguiam para o atacar. Em desespero, Hércules pediu ajuda ao seu cocheiro, Jolan, que correu com tochas a arder e quando Hércules cortava uma das cabeças, Jolan queimava o coto com o fogo, o que impedia que voltassem a crescer mais no seu lugar. Finalmente, Hércules conseguiu cortar a última cabeça, a imortal e enterrou-a debaixo de uma pedra, onde ainda hoje se ouve sibilar.
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Short-Story: Perseguiu a borboleta pelo jardim fora, a correr e a rir. A mãe estava no topo das escadas a regar algumas plantas. O mundo era seguro e belo. Tropeçou numa pedra e caiu. Ouviu sibilar atrás de si, levemente. Pareceu-lhe ver uma língua bifurcada a escapulir-se rapidamente por debaixo da pedra. Haveria de se lembrar sempre daquele dia, mas não por causa da borboleta ou da mãe ou das flores perfumadas. Aquele foi o dia em que o seu mundo deixou de ser seguro e belo.