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segunda-feira, 11 de junho de 2007

THE LORDS OF THE NET - Z




“To follow the path:
look to the master,
follow the master,
walk with the master,
see through the master,
become the master.”
Koan Hacker











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Zen:
Os hackers nutrem uma simpatia especial pela filosofia zen, cujo sistema de ensino e preceitos apresentam inúmeras analogias com o modo de vida da cultura hacker.
No já mencionado The New Hackers Dictionary, “Zen” vem descrito como: Apercebermo-nos de algo através da meditação ou por um súbito flash de iluminação. Originalmente aplicado a bugs, mas ocasionalmente aplicado a problemas da vida em geral.
Exemplo: "How'd you figure out the buffer allocation problem?" "Oh, I zenned it."
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Discordianismo:
A veneração da filha da deusa Éris, Discórdia (agora também uma lua do novo planeta Éris); muito popular entre hackers. Foi popularizada pelo romance escrito por Robert Shea e Robert Anton Wilson intitulado "Illuminatus!" como uma espécie de Dada-Zen subvertido destinado aos ocidentais - não deve de forma nenhuma ser levado a sério, mas acaba por ser muito mais sério do que muitas piadas.
Exemplo: Quinto Mandamento dos Princípios da Discórdia - "Um discordiano está proibido de acreditar no que lê.”
O discordianismo é habitualmente conotado com uma elaborada teoria/piada da conspiração que envolve uma batalha ancestral entre os adeptos anarco-surrealistas de Éris e uma sociedade secreta malévola e autoritária chamada "Illuminati" (o romance "Anjos e Demónios" de Dan Brown fala desta sociedade secreta, constituída por homens da ciência que foram perseguidos pela Igreja há alguns séculos atrás e que juram vingança).
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Igreja do SubGénio:
Um sub-credo do Discordianismo lançado em 1981 como uma paródia ao fundamentalismo cristão. É popular entre os hackers como fonte de imaginário bizarro e referências tais como "Bob", o vendedor de equipamento divino, os Xists Espaciais Benevolentes e o Punho de Remoção Stark. Grande parte da teoria do SubGénio está relacionada com a aquisição da substância mística ou com a qualidade da inércia.
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Koan:
Um koan é uma história, um diálogo, uma pergunta ou uma afirmação utilizados na filosofia Zen, que contém geralmente aspectos inacessíveis ao entendimento racional, mas que podem ser acessíveis à intuição. Um dos objectivos é confundir o hábito do pensamento discursivo ou chocar a mente para que desperte.
Um dos exemplos mais famosos é o seguinte: “Quando duas mãos batem palmas existe um som; qual é o som de uma mão?”.
Para os não iniciados na filosofia Zen (um dos sistemas de pensamento mais difíceis de entender por leigos) os koans normalmente soam como absurdos lógicos totais.
Pelo que foi dito noutros posts deste ABC, percebe-se como os hackers têm um especial apreço por aparentes “absurdos” linguísticos e mentais deste género :)
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Alguns Koans Hacker:
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1. Iluminação (Autoria: Tom Knight – um dos primeiros criadores da máquina LISP, no MIT)
Um novato estava a tentar reparar um computador Lisp, ligando e desligando o botão Power.
Knight, observando o aluno, falou severamente: “Não podes reparar uma máquina limitando-te a reiniciá-la repetidamente, sem perceberes o que se passa de errado.”
Knight desligou e ligou a máquina.
A máquina começou a funcionar.
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2. Vitória
Um estudante estava a jogar um jogo vídeo durante uma aula.
O professor perguntou-lhe o que estava a fazer.
O aluno respondeu-lhe que estava a tentar dominar o jogo.
O professor disse: “Existe um estado em que não tentarás dominar o jogo, e o jogo não te tentará dominar a ti.”
O aluno perguntou: “Que estado é esse?”
O professor disse: “Dá-me o jogo e eu demonstrá-lo-ei.”
O aluno deu o jogo ao professor e o professor atirou o jogo para o chão, quebrando-o em pedaços. O estudante viu a luz.
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3. Bloco em Bruto
Nos dias em que Sussman era um iniciado, Minsky um dia veio ter com ele, enquanto Sussman “hackava” um PDP-6.
“O que estás a fazer?”, perguntou Minsky.
“Estou a treinar uma rede neuronal ligada ao acaso para jogar o “Tic-tac-toe”, respondeu Sussman.
“Porque está a rede ligada ao acaso?”, perguntou Minsky
"Não quero que ela tenha quaisquer ideias pré-concebidas de como jogar.", respondeu Sussman.
Minsky fechou então os olhos.
"Porque fechas os olhos?", perguntou Sussman ao seu Mestre.
"Para que a sala fique vazia."
Nesse momento, Sussman ficou iluminado.
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O Livro dos Cinco Anéis
Um preferido dos hackers. Escrito no século XVI pelo samurai Miyamoto Musashi, este livro, a par com "A Arte daGuerra" de Sun Tzu, é um clássico da estratégia de guerra, que pode ser aplicada em qualquer área da vida. O livro descreve 9 passos para a aprendizagem da estratégia:
1. Pensar com rectidão e verdade
2. Seguir o caminho através da prática
3. Familiarizar-se com todas as artes
4. Conhecer os caminhos das várias profissões
5. Distinguir vantagens e inconvenientes nos assuntos mundanos
6. Desenvolver a compreensão intuitiva de todas as coisas
7. Perceber aquilo que não é óbvio
8. Prestar atenção aos pormenores
9. Não fazer coisa alguma que seja inútil



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Este ABC foi dedicado a todos os hackers, porque, para além de muitas outras razões, este blog nunca seria possível sem o seu trabalho e arte.
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Muitos dos textos utilizados neste ABC foram traduzidos directamente do livro "The New Hackers Dictionary", outros de trabalhos de vários autores sobre hacking.
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Information is Power ;)
lkdçlkf
hacker emblem

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quarta-feira, 6 de junho de 2007

THE LORDS OF THE NET - W





"It seems certain to me that any government
that can see everything we do all the time
will sooner or later feel compelled
to add omnipotence to omniscience,
which are, in the Virtual Age,
much the same thing anyway."
John Perry Barlow







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Witch Hunt (Caça às Bruxas):
A comunidade hacker tem sido alvo ao longo de décadas de uma verdadeira "caça às bruxas" que vale a pena analisar do ponto de vista sociológico, dado que se trata de uma interessante transposição para a era moderna de outras "caças às bruxas" históricas:
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1. A estigmatização dos hackers emergiu primordialmente de definições erradas feitas pelos media (cujo papel poderosíssimo na informação da comunidade é responsável por consequências gravíssimas ao nível das mentalidades, quando veicula informação incorrecta) e, embora a objectividade e certeza das provas tenha sido desafiada, os media continuam a formatar a actividade do Cyber Underground, persistindo na utilização de definições completamente erradas e na atribuição da responsabilidade de crimes de forma perfeitamente arbitrária, para não dizer mesmo BURRA
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2. É criado um "pânico moral", no qual os grupos-alvo são sujeitos a um ritual de transformação simbólica em que são definidos como "profanadores da ordem moral sagrada"; esta transformação é uma espécie de "bode expiatório" conveniente que exagera e transforma alguns actos anti-sociais numa miscelânea sucessiva de actos - os alvos acabam por ser perseguidos, não só pelo que fizeram, como também pelos sinais de estigmatização que transportam
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3. Este tipo de perseguição costuma ocorrer (basta olhar para outros episódios da história da humanidade - sendo o caso mais similar a caça às bruxas na época medieval) em épocas de crise/transição social; as "bruxas" são normalmente marcadas pela sua posse de conhecimentos esotéricos ou proibídos, neste caso, os conhecimentos "esotéricos" são os conhecimentos tecnológicos que uns dominam muito mais que os outros, o que os torna "assustadores" aos olhos dos restantes (um dos principais factores causadores do medo é sempre o desconhecimento - o conhecimento mata o medo)
ºçfºlf
4. Esta perseguição, por sua vez, estimula uma "indústria" destinada a procurar as suas vítimas, fomentando um ciclo vicioso sem saída
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5. Como estamos a falar de um meio altamente especializado, em que nem a tecnologia nem as suas consequências são entendidas pelo público em geral, a manutenção de suspeita e desconfiança por um lado e o incremento da permissão do reforço da supervisão a especialistas de controlo social (polícias) são perpetuados facilmente e são convenientes ao poder
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No entanto:
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* O mundo está cruzado por inúmeras redes acessíveis publicamente e extremamente vulneráveis a ataques, e quase nenhuns acontecem apesar de isso poder ser organizado com uma facilidade assustadora, caso houvesse de facto intenção
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* As perdas e danos atribuídos injustamente à comunidade são geralmente muito inflaccionadas (precisamente para produzirem um "medo" cego e paralisante, que contribui para a perpetuação de uma injustiça)
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* A comunidade hacker defende a partilha de informação e a disseminação do conhecimento, enquanto o resto da sociedade defende a propriedade - na sua óptica, é responsabilidade social partilhar informação, sendo que a manutenção de informação secreta e a desinformação são, esses sim, os verdadeiros crimes
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* A comunidade hacker sempre lutou precisamente pela literacia tecnológica, uma vez que o oposto contribui para tornar as pessoas mais vulneráveis à manipulação por parte do poder e da indústria
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Warez d00dz:
Uma subcultura cracker que obtém cópias ilegais de software protegido por copyright e quebra a segurança contra cópias ilícitas (se o material estiver protegido), para depois o poder copiar e distribuir por todo o mundo, através de diversos canais.
Os Warez (da terminação "ware" - software) d00dz (calão inglês para "gajo" ou "tipo") formam normalmente grupos com nomes "assustadores" como RAZOR e têm eles próprios nicks "maus" como Doctor Death, Deranged Lunatic, Hellraiser, Mad Prince, Dreamdevil, The Unknown, Renegade Chemist, Terminator, Twin Turbo.
Têm boards onde distribuem os últimos "ware" ou programas pirateados e o seu maior desafio é conseguirem obter e distribuir o programa pirateado antes de qualquer outro grupo rival. O maior trunfo para qualquer warez d00d é conseguir ter "0-daywarez" (0 dias de warez), ou seja, conseguir obter cópias de software comercializado copiadas e "crackadas" (com o código de protecção quebrado) no mesmo dia em que é distribuído comercialmente pela empresa detentora do software.
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sexta-feira, 1 de junho de 2007

THE LORDS OF THE NET - V



"Being able to break security
doesn't make you a hacker
anymore than being able
to hotwire cars makes you
an automotive engineer."
Eric Raymond
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Os tipos de quebras de segurança informáticos são tantos, que seria preciso um outro ABC para os explicar todos.
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Estes são os mais conhecidos e dos mais utilizados pelos criminosos informáticos:
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Vírus:
Um programa cracker que procura outros programas e os infecta, inserindo uma réplica sua e transformando-os deste modo em cavalos de tróia. Quando estes programas são executados, o vírus também é executado, propagando deste modo a infecção. Isto acontece normalmente sem que o utilizador se aperceba.
Ao contrário dos “worms”, um vírus não é capaz de infectar outros computadores sem assistência. É propagado através de vectores, tais como a troca de programas entre utilizadores diferentes. O vírus pode apenas propagar-se e permitir que o programa corra normalmente. No entanto, habitualmente, após propagar-se silenciosamente durante algum tempo, começa a manifestar-se através de mensagens estranhas ou truques de mau gosto. Muitos vírus maléficos escritos por crackers particularmente perversos provocam danos irreparáveis, como a destruição de todos os ficheiros do utilizador.
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Trojan Horse (Cavalo de Tróia):
Um programa malicioso, disfarçado como benigno, como um arquivador ou um jogo ou, num caso famoso que afectou a Macintosh em 1990, um programa para encontrar e destruir vírus …
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Worm:
Um programa que se propaga a si próprio através de uma rede, reproduzindo-se ao longo do caminho. Na actualidade, o termo tem conotações negativas, assumindo-se sempre que apenas os crackers os escrevem. Mas um “worm” pode ser benigno.
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Phage (abreviatura inglesa de bacteriófago)
Programa que modifica outros programas ou bases de dados de forma ilícita; especialmente um programa que propaga um vírus ou Cavalo de Tróia.
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Mockingbird (Cotovia - pássaro que imita o som de outros pássaros)
Software que intercepta comunicações (sobretudo transacções que requerem um login) entre utilizadores e servidores e providencia respostas falsas, ao mesmo tempo que salva as respostas dos utilizadores (sobretudo dados pessoais de contas e passwords).
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Como é fácil perceber, qualquer bom hacker sabe conceber ou utilizar vírus ou outros tipos de “armas” informáticas. A questão está sempre na intenção e nunca na concepção. A maior diferença entre um bom hacker e um bom cracker não é o que sabem fazer, as linguagens que conhecem ou a quantidade de quebras de segurança que conseguiram realizar ao longo da sua “carreira”, mas sim a cor do coração de cada um.
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segunda-feira, 28 de maio de 2007

THE LORDS OF THE NET - U


"Those who do not
understand UNIX
are condemned
to reinvent it, poorly."
Henry Spencer





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Unix:
Um sistema de time-sharing interactivo inventado em 1969 por Ken Thompson e Dennis Ritchie, o criador da linguagem C.
Em 1972-1974 o Unix foi reimplementado quase na totalidade em C, o que o transformou no primeiro sistema operativo com portabilidade.
Os inúmeros desenvolvimentos que foi sofrendo ao longo dos tempos tornaram-no num sistema incrivelmente flexível e adaptável, que o transformaram na década de 90 no sistema operativo multi-usos mais utilizado em todo o mundo.
Muitas pessoas consideram esta como a maior vitória da comunidade hacker sobre a oposição corporativista da indústria informática.
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Multics:
Unix é uma paródia ao nome Multics (o prefixo “uni” versus o prefixo “multi”)O Multics (MULTiplexed Information and Computing Service) foi um sistema operativo em timesharing criado na década de 60 pelo consórcio MIT, GE e Bell Laboratories.
Era um sistema muito inovador para a época que, para além de outras características, introduziu pela primeira vez a ideia de tratar todos os dispositivos uniformemente como ficheiros especiais.
O Unix nasceu em oposição à crescente complexidade do Multics, que o foi tornando cada vez menos prático.
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A Conspiração UNIX:
Existe uma teoria que postula que o Unix foi o resultado de uma conspiração engendrada na década de 70 na empresa Bell Labs, com a finalidade de arrasar a concorrência da AT&T, tornando-os dependentes de um sistema cuja futura evolução estaria sob o controlo da AT&T.
Isto seria conseguido através da disseminação de um sistema operativo aparentemente barato e portátil, mas também pouco fiável e seguro (de forma a requerer upgrades constantes pela AT&T).
Nesta perspectiva, o Unix pode ser considerado como o primeiro vírus informático concebido, mas um vírus que seria disseminado através dos computadores indirectamente pelos consumidores e as forças do mercado, em vez de através de redes ou disquetes.
Se alguma vez esta conspiração existiu, ela terminou no início da década de 90, uma vez que a AT&T vendeu o projecto Unix à Novell, por volta da mesma altura em que o Linux e outros distribuidores de Unix open source começaram a atacar o mercado.
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terça-feira, 22 de maio de 2007

THE LORDS OF THE NET - T





"Don't learn to hack -
hack to learn"
Darknet





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Tools
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Existem inúmeros tipos de ferramentas para realizar hacking. Apesar da sua descrição ser de difícil simplificação para leigos, pelo menos dá para ficar com uma ideia do tipo de utilidade que têm e dos tipos de ferramentas mais comuns.
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Estas são consideradas as principais ferramentas de qualquer hacker (desta vez não traduzi propositadamente, para não se perder a essência) e, não sendo uma lista exaustiva (existem mais de 100), dão um feeling da "coisa" :)
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main Lookup
Enter a domain (for example COM or CH which is short Switzerland), and you can get the name of the country for which that domain is associated.
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eMail Dossie
Validate and investigate eMail addresses (for example USER@HOSTNAME).
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Finger
If you can pull a Finger, (for example USER@HOSTNAME) this will tell you various information about that account.
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IP Location
IP Address Locator Tool (for example 17.254.3.183), will return a map dynamically generated using the U.S. Census Bureau's TIGER Mapping Service.
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IP Targeting
Target the IP host in Latitude/Longitude (for example Micro$oft.COM), will return Lat, Lon: (47.675, -122.117), useful if you want to nuke the evil empire.
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MAC Address
MAC address Short for Media Access Control address, a hardware address that uniquely identifies each node of a network (for example "apple" or "allied" or "00:A0:40" or "00:80:C7").
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man
man formats and displays the on-line (UNIX) manual pages. If you specify section, man only looks in that section of the manual.
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NMAP
NMAP is a utility for port scanning large networks (for example APPLE.COM).
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NSLookup
If the domain name has been activated (for example APPLE.COM), it will return a numerical value such as 17.254.3.183.
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PING
The ping utility sends a packet to the specified host (for exampleAPPLE.COM) and waits for a reply. The host address and round-trip times for each pair of packets are displayed.
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Port Number
The Internet Storm Center gathers more than 3,000,000 intrusion detection log entries every day and providing authoritative data on the types of attacks that are being mounted against computer ports (for example 80 or 19).
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Reverse DNS
Type in an IP address (for example 17.254.3.183) to find out the DNS or the Domain Name Server.
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Traceroute
Traceroute tracks the path taken by packets as they travel from source (the default is the San Diego Super Computer Center) to destination (for example APPLE.COM) .
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Traffic Rank
The traffic rank (for example APPLE.COM) is based on aggregated historical traffic data from millions of Alexa Toolbar users and is a combined measure of page views and users (reach.)
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Uptime
Report a site (for example APPLE.COM) operating system, web server, and netblock owner together with, if available, a graphical view of the time since last reboot for each of the computers serving the site.
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Whois
Whois, can determine whether the domain name you desire is already in use (for example APPLE.COM); in addition you can learn who administers a particular site; and you can view a list of a site's name servers.
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P.S. Se estavam à espera de vírus, trojans e afins, vão visitar páginas de crackers .... ;)
Aqui fala-se de hacking sério.
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sexta-feira, 18 de maio de 2007

THE LORDS OF THE NET - S




"Not universal, because many hackers
object on principle to the idea
of having an emblem at all,
but it appears to be
a successful meme."
Eric Raymond




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Símbolo
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Glider:
Apesar de nem toda a comunidade hacker estar de acordo ou aceitar a utilização de um logotipo (precisamente porque pode constituir um contracenso relativamente à filosofia anti-corporativista do hacking), este símbolo tornou-se o mais consensual até hoje e o mais largamente aceite.
Um Glider é um padrão criado para um simulador matemático chamado “The Game of Life" (O Jogo da Vida), que surgiu na década de 70 quase em simultâneo com a Internet e o Unix e que tem fascinado os hackers ao longo dos tempos.
Neste simulador, um conjunto de regras muito simples que regulam o comportamento de pontos numa grelha, dão origem a fenómenos emergentes maravilhosamente complexos.
O Glider é o padrão de vida móvel mais simples e o mais reconhecível de todos os padrões do Life.ÇFLDJDKJFKL
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hacker emblem
fçljdjfklkljfçlds
Game of Life:
A base do jogo é um conjunto de regras muito simples de cooperação que dão origem a complexidades surpreendentes e imprevisíveis, que nunca podem ser previstas pelas regras originais.
Este funcionamento estabelece um paralelo muito interessante com a forma como fenómenos como o desenvolvimento de sistemas open-source emergem na comunidade hacker - através da colaboração espontânea.
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Mensagem Transmitida Pelo Glider:
Quem utiliza o Glider está a associar-se explicitamente à cultura hacker. Não é o mesmo que ser hacker ou dizer que se é hacker, mas é uma forma de expressar simpatia pelos objectivos, valores e modo de vida dos hackers.
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Quem Não Deve Usar Este Símbolo:
Qualquer pessoa que pense que o hacking se trata da invasão de computadores alheios NÃO DEVE JAMAIS USAR ESTE SÍMBOLO, porque os hackers ficariam extremamente ofendidos :)

Pede-se, portanto, que haja bom senso na utilização do Glider e que este não seja mencionado ou usado em vão :)
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segunda-feira, 14 de maio de 2007

THE LORDS OF THE NET - R




"A more experienced programmer
does not make less bugs.
He just realizes what went wrong
more quickly."
Shlomi Fish




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Retrato-Robô - Parte II
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10. Sexo e Etnia
* Predominantemente masculino
* Racismo é raro e condenado
* A influência de literatura de Ficção Científica e Inteligência Artificial pode ter ajudado ao desenvolvimento da ideia de pessoa que é inclusiva, em vez de exclusiva
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11. Religião
* Agnósticos ou ateus, na sua maioria
* Judeus ou católicos não praticantes
* Neo-pagãos
* Hostis a qualquer género de religião institucionalizada e em geral a todas as formas de racismo religioso
* Muitos são fãs de religiões parodiadas, como o Discordianismo e a Igreja do SubGénio
* Existe uma grande influência do Budismo Zen
* Fãs de folclore que homenageia feiticeiros, encantamentos e demónios
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12. Substâncias Químicas
* A maioria não fuma e bebe com moderação, quando o faz
* Uso limitado de drogas psicadélicas não viciantes (canabis, LSD, etc.) era comum noutras épocas e ainda é aceite com tolerância
* De resto, não apreciam drogas que estupidificam o cérebro
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13. Distribuição Geográfica
* Aglomeram-se nas grandes cidades, sobretudo as que têm universidades
* Países como os EUA (onde o hacking nasceu), Jugoslávia, Turquia, Rússia, Israel, etc; é curioso verificar a existência de comunidades importantes e activas de hackers em países onde existem graves conflitos políticos - não sei se alguém já estudou isto, mas tenho reparado nessa relação (talvez a conclusão mais óbvia seja a utilização do hacking como mais uma "arma" ideológica eficaz e pouco dispendiosa para fazer passar informação e determinadas mensagens de cariz político)
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14. Características de Personalidade
* Inteligentes
* Curiosos
* Facilidade em realizar abstracções intelectuais
* Neófilos (gosto pelo progresso)
* Individualistas
* Anti-conformistas
* Habilidade em absorver, reter e referenciar mentalmente grandes quantidades de detalhes aparentemente "sem significado", que mais tarde são utilizados em experiências que lhes dão contexto e significado
* Interesse por muitos assuntos diferentes que provoquem estímulo mental e capacidade de discorrer sobre eles com conhecimento de causa
* Controladores (no sentido não autoritário)
* Atracção por tarefas complicadas
* Cuidadosos e ordenados nas suas vidas intelectuais e caóticos em tudo o resto - o seu código é belo, mesmo que as secretárias estejam enterradas sob pilhas de lixo
* Não se motivam com recompensas convencionais, como aprovação social ou dinheiro; antes são atraídos pela dificuldade dos desafios e a possibilidade de obterem "brinquedos" tecnológicos
* Introvertidos
* Intuitivos
* Pensadores
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15. Fraquezas de Personalidade
* muito pouca habilidade para se identificarem com as outras pessoas (provavelmente porque não são como as outras pessoas)
* auto-absorção
* arrogância intelectual
* cínicos com a quantidade de idiotice no mundo
* fracas capacidades de comunicação (porque também assumem à partida que todos os outros são tão racionais, cool e imaginativos como eles próprios)
* não têm jeito para confrontos ou negociações
* intolerantes em questões técnicas (apesar de mostrarem espírito de camaradagem e tolerância relativamente a pontos de vista diferentes)
* dificuldade em manter relações estáveis
* monumentalmente desorganizados e desleixados no mundo real
* no máximo, podem assumir o papel do clássico geek: isolados, incompetentes nos relacionamentos, sexualmente frustrados e desesperadamente infelizes quando não estão submersos nas suas tarefas
* Desordem de Déficit de Atenção: combinação de fraca capacidade de atenção com uma capacidade de hiperfocagem imaginativa em tarefas interessantes
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sábado, 12 de maio de 2007

THE LORDS OF THE NET - R


“First learn computer science
and all the theory.
Next develop a programming style.
Then forget all that
and just hack.”
George Carrette


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Retrato-Robô - Parte I:
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1. Apesar de não haver uma tipologia específica de um hacker, uma vez que a própria comunidade se encontra extremamente fragmentada em grupos totalmente díspares e porque os hackers estão espalhados por todo o planeta e são por isso indivíduos únicos, com experiências, características e backgrounds completamente diferentes, é ainda assim possível estabelecer alguns pontos comuns com que a grande maioria poderá identificar-se (ou não :))
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* Excepto em alguns casos como a adopção de determinada gíria ou calão próprio da expressão e comunicação entre hackers, estes não se tornam no que são por imitarem outros hackers; antes a muito particular combinação de determinadas características de personalidade tornam alguém num potencial hacker, condicionando a sua visão e o seu estilo de vida.
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* Ninguém se torna hacker porque acorda um dia e decide sê-lo. Os interesses desenvolvidos habitualmente numa etapa jovem da vida (informática, exploração, jogos) aliados a caacterísticas de personalidade (inteligência acima da média, curiosidade, espírito aventureiro) culminam numa viagem que pode ou não desaguar no hacking.
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2. Aparência Geral
* Magros
* Abstraídos
* Inteligentes
* Intensos
* Desarrumados
* Desleixados
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3. Vestuário
O mais casual possível, o chamado look pós-hippie - jeans, t-shirts (normalmente com slogans). Alguns, mais velhos, mantêm o cabelo comprido, barba e bigode. O objectivo é o conforto, a funcionalidade e a manutenção mínima.
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4. Hábitos de Leitura
Um hacker não lê muito, no sentido clássico do livro em papel, mas quando o faz prefere claramente temas relacionados com ciência, tecnologia e ficção científica.
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5. Outros Interesses
* Música
* Medievalismo
* Xadrez e outros jogos inteligentes
* Jogos de guerra
* Jogos intelectuais (Dungeons&Dragons, por ex.)
* Puzzles lógicos
* Linguística
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6. Actividade Física e Desporto
* A maioria não segue ou pratica desportos, sendo que a filosofia é que o desporto não é para ser visto na TV, mas sim praticado de facto
* Brinquedos tecnológicos
* Hobbies com equipamento high-tech
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7. Educação
* O hacker auto-didacta é mais respeitado pelos seus pares e considerado mais bem motivado do que o seu similar que aprendeu na escola ou na faculdade
* Ciência computacional
* Engenharia electrónica
* Física
* Matemática
* Filosofia
* Linguística
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8. Ódios de Estimação
* IBM
* Burocracia
* Pessoas burras
* Música easy listening
* TV (excepto para cartoons, filmes e Star Treck)
* Vestuário convencional (fato e gravata)
* Desonestidade
* Incompetência
* Aborrecimento
* COBOL e BASIC
* Tarefas entediantes e corriqueiras do dia-a-dia
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9. Orientação Política
* Vagamente liberais moderados
* Anti-autoritarismo
* Agressivamente apolíticos
* Defendem ideias políticas peculiares e idiossincráticas (como a anarquia, por ex.) e procuram vivê-las no seu dia-a-dia



segunda-feira, 7 de maio de 2007

THE LORDS OF THE NET - P


"Bloody instructions which,
being taught, return
to plague their inventor"
William Shakespeare
(Macbeth, Acto 1, Cena 7)
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Programa:
1. Um encantamento mágico lançado sobre um computador, que lhe permite transformar o seu input em mensagens de erro. 2. Um exercício em epistemologia experimental. 3. Uma forma de arte, ostensivamente destinada à instrução dos computadores, e que resulta sempre num falhanço total se outros programadores não conseguirem entendê-la.
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Programar:
1. A arte de descodificar uma folha em branco (ou, nos dias que correm, a arte de descodificar um ficheiro vazio). 2. Um passatempo semelhante a bater com a cabeça na parede, mas com menos oportunidades de recompensa. 3. O máximo de divertimento que se consegue obter com as roupas vestidas (embora o uso de roupas não seja obrigatório).
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Exclamação de Celebração de um Programador:
"Shift to the left! Shift to the right! Pop up, push down! Byte! Byte! Byte!”
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Linguagens de Preferência:
C, C++, LISP e Perl. Quase todos os hackers sabem ou a C ou a LISP e a maioria dos bons hackers são fluentes em ambas. C++, apesar de ter sofrido alguns revezes, é geralmente preferida a outras linguagens (apesar de a partir de 1996, ter começado a ser substituída pela Java).
Desde os anos 1990 que a Perl tem vindo a ganhar mais adeptos, especialmente como uma ferramenta para utilitários relacionados com a administração de sistemas e concepção rápida de protótipos.
A Smalltalk e a Prolog são também populares em pequenas mas importantes comunidades. A maioria dos hackers detesta linguagens como a Pascal e a Ada, que não lhes oferecem nem metade da liberdade considerada necessária para a prática do hacking; e consideram qualquer linguagem remotamente relacionada com a COBOL ou outras linguagens mais antigas como absolutamente de "losers".
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Ping
(do termo utilizado em submarinos para impulso sonar):
Termo de gíria para uma pequena mensagem de rede (ICMP ECHO) enviada por um computador para verificar a presença e alerta de outro computador.
(É isso que significa sermos "pingados" no mIRC, por exemplo :)
çldksçdkç
Lei de Dados de Parkinson (Parkinson's Law of Data):
Os dados expandem-se até preencherem o espaço disponível para o seu armazenamento; comprar mais memória encoraja a utilização de técnicas que requerem mais memória.”
Tem sido observado nas últimas décadas que a utilização de memória pelos sistemas em desenvolvimento, tem tendência a duplicar cerca de uma vez em cada 18 meses. Felizmente, a densidade de memória disponível por uma determinada quantia também tende a duplicar cerca de uma vez cada 12 meses.
Infelizmente, as leis da física garantem que a última não poderá continuar a acontecer indefinidamente.
çldksçdkç


terça-feira, 1 de maio de 2007

THE LORDS OF THE NET - O




"Uma questão simples
de comunismo:
cada qual de acordo
com a sua habilidade."





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Organização:
Os hackers (e crackers, etc) costumam trabalhar solitariamente, constituindo-se numa rede social de indivíduos que actuam separadamente, suportando-se regularmente através da partilha de informação e outros recursos.
Como o hacking de elite requer técnicas sofisticadíssimas para penetrar no labirinto protector de barreiras, reconhecer o tipo de sistema e mover-se no interior dos mais altos níveis do sistema, a partilha de informação é a prática mais valiosa e imprescindível da cultura hacker.
Ocasionalmente, para determinadas tarefas ou para “agendas políticas”, os indivíduos juntam-se em pequenos grupos de trabalho que têm uma durabilidade variável no tempo, dependendo das circunstâncias.
fkjlkdjk
Formas de Associação:
1. Solitários
fkjlkdjk
2. Colegas: Este tipo de associação era comum entre hackers e phreakers que se ajudavam mutuamente ensinando-se reciprocamente, trabalhando em conjunto para realizarem tarefas complicadas, trocando contactos sociais, apoiando-se moralmente, fornecendo-se equipamento e protegendo-se das autoridades.
Este tipo de associação é caracterizada por um contacto limitado apenas ao tempo em que não estão ocupados com as suas própias tarefas.
No entanto, os laços são fracos, uma vez que a lealdade entre indivíduos depende de formas de comunicação anónimas (e por isso mais superficiais) e está sujeita à competição que existe entre todos os membros do Cyber Underground
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3. Pares: Não só se associam, como participam em actividades conjuntas.
São uma espécie de clubes formados normalmente por apenas 2 pessoas e que têm curta duração.
fkjlkdjk
4. Gangs ou Grupos: Organizam-se numa elaborada divisão de trabalho.
Este tipo de grupos é normalmente olhado com desdém por hackers de elite, que os acusam de estarem mais interessados na auto-promoção do que em fazer realmente hacking.
Mas também existem grupos de elite formados com o objectivo de partilhar informação, extremamente selectivos no recrutamento de membros (confiança e talento são os principais requisitos para se poder entrar; por vezes são necessários alguns anos até se conseguir entrar) e com preferência para a variedade de “especializações”.
A maioria dos grupos nunca tem um líder e cada membro é livre de prosseguir os seus próprios interesses pessoais, a par da actividade que desenvolve para o grupo.
fkjlkdjk
5. Organizações Formais: Envolvem a associação e participação mútua, divisão de trabalho e actividades que se prolongam temporalmente.
Exemplo deste género é o Hackers Against Pedophilia – associação cujo objectivo é acabar com a pedofilia na Internet.
fkjlkdjk


sexta-feira, 27 de abril de 2007

THE LORDS OF THE NET - N



"Their inventions thus display
an almost unique combination
of the neotenous enjoyment
of language-play with the
discrimination of educated
and powerfull intelligence."
Eric S. Raymond

flkdçkgfd

Neologismo:

Fenómeno linguístico, que consiste na criação de palavras ou expressões novas ou na atribuição de novos sentidos a palavras e expressões já existentes.

A prática do neologismo é muito comum na cultura hacker e é, de facto, uma das características fundamentais e de diferenciação espontânea ou propositada da comunidade hacker, tendo-se alargado ao longo dos anos desde meios muito exclusivos frequentados apenas por informáticos e afins, para a cultura mainstream, como sempre acaba por acontecer com qualquer minoria e com qualquer espécie de “culto”.

Alguns exemplos de neologismos hacker:

Automagically - Automaticamente, mas de uma forma que, por alguma razão (normalmente por ser demasiado complicado, difícil ou trivial) quem o diz não está para se incomodar a tentar sequer explicar.

Cracker – Palavra inventada por hackers para se diferenciarem dos piratas informáticos (ver The Lords Of The Net – Letra C)

Depeditate – Analogia com “decapitate” = decapitar; significa “cortar os pés” a alguém ou alguma coisa

Emoticon – Um ícone utilizado para indicar um estado emocional; “Emot” de “emoção” + “icon”; os emoticons foram provavelmente os primeiros elementos da linguística hacker a passarem para a cultura mainstream e os mais utilizados desde então; alguns dos mais comuns: :) :( ;) :/

Macintrash – Referência pejorativa à marca Macintosh; “trash” significa “lixo”

Microsloth Windows ou Windoze – termos pejorativos para Microsoft Windows – “sloth” significa “preguiça” e “doze” significa “passar pelas brasas” – a implicação é de que o sistema Windows é tão lento, que se pode passar pelas brasas enquanto ele processa algumas tarefas.

Progasm – união da palavra “programa” com “orgasmo”; a euforia experimentada após a finalização de um programa ou qualquer outro projecto informático

Snarf down – absorver, processar ou compreender.



quinta-feira, 19 de abril de 2007

THE LORDS OF THE NET - M




"I am a hacker.

Enter my world."

The Mentor




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The Mentor:
O seguinte texto foi publicado na edição nº 7 do Volume 1 da revista Phrack Inc. e data de 1986. Trata-se de uma espécie de manifesto deixado pelo hacker The Mentor (membro do grupo LOD) pouco depois de ter sido preso.
Muitos consideram-no a melhor descrição alguma vez realizada sobre o espírito e a filosofia do verdadeiro hacking:
kdçlfjljdk
“The following was written shortly after my arrest...
kdçlfjljdk
\/\The Conscience of a Hacker/\/
kdçlfjljdk
by
kdçlfjljdk
+++The Mentor+++
kdçlfjljdk
Written on January 8, 1986
kdçlfjljdk
Another one got caught today, it's all over the papers. "Teenager Arrested in Computer Crime Scandal", "Hacker Arrested after Bank Tampering"... Damn kids. They're all alike.
kdçlfjljdk
But did you, in your three-piece psychology and 1950's technobrain, ever take a look behind the eyes of the hacker? Did you ever wonder what made him tick, what forces shaped him, what may have molded him?
kdçlfjljdk
I am a hacker, enter my world...
kdçlfjljdk
Mine is a world that begins with school... I'm smarter than most of the other kids, this crap they teach us bores me...
Damn underachiever. They're all alike.
kdçlfjljdk
I'm in junior high or high school. I've listened to teachers explain for the fifteenth time how to reduce a fraction. I understand it. "No, Ms. Smith, I didn't show my work. I did it in my head...”
Damn kid. Probably copied it. They're all alike.
kdçlfjljdk
I made a discovery today. I found a computer. Wait a second, this is cool. It does what I want it to. If it makes a mistake, it's because I screwed it up. Not because it doesn't like me...
Or feels threatened by me...
Or thinks I'm a smart ass...
Or doesn't like teaching and shouldn't be here...
Damn kid. All he does is play games. They're all alike.
kdçlfjljdk
And then it happened... a door opened to a world... rushing through the phone line like heroin through an addict's veins, an electronic pulse is sent out, a refuge from the day-to-day incompetencies is sought... a board is found.
"This is it... this is where I belong..."
I know everyone here... even if I've never met them, never talked to them, may never hear from them again... I know you all...
Damn kid. Tying up the phone line again. They're all alike...
kdçlfjljdk
You bet your ass we're all alike... we've been spoon-fed baby food at school when we hungered for steak... the bits of meat that you did let slip through were pre-chewed and tasteless. We've been dominated by sadists, or ignored by the apathetic. The few that had something to teach found us willing pupils, but those few are like drops of water in the desert.
kdçlfjljdk
This is our world now... the world of the electron and the switch, the beauty of the baud. We make use of a service already existing without paying for what could be dirt-cheap if it wasn't run by profiteering gluttons, and you call us criminals. We explore... and you call us criminals. We seek after knowledge... and you call us criminals. We exist without skin color, without nationality, without religious bias... and you call us criminals.
You build atomic bombs, you wage wars, you murder, cheat, and lie to us and try to make us believe it's for our own good, yet we're the criminals.
kdçlfjljdk
Yes, I am a criminal. My crime is that of curiosity. My crime is that of judging people by what they say and think, not what they look like. My crime is that of outsmarting you, something that you will never forgive me for.
kdçlfjljdk
I am a hacker, and this is my manifesto. You may stop this individual, but you can't stop us all... after all, we're all alike.
kdçlfjljdk
+++The Mentor+++”
kdçlfjljd
Este manifesto pode ser ouvido aqui pelo próprio, juntamente com o discurso comovente subsequente que é, no fundo, o resumo da história do hacking contado na primeira pessoa e uma crítica incisiva a um sistema educativo de que todos sofremos as consequências (quer tenhamos consciência disso ou não …):
kdçlfjljdk
kdçlfjljdk

sábado, 14 de abril de 2007

THE LORDS OF THE NET - L



"The Linux philosophy is
'Laugh in the face of danger'.
Oops. Wrong One.
'Do it yourself'.
Yes, that's it."
Linus Torvalds





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Linux:
Sistema operativo semelhante ao Unix, mas de distribuição gratuita. Provavelmente o projecto hacker mais surpreendente de toda a história. Iniciado pelo finlandês Linus Torvalds em 1990, foi um sistema inteiramente concebido através da colaboração gratuita de milhares de hackers em todo o mundo. Permite aos seus utilizadores realizarem modificações no funcionamento e estrutura do próprio sistema, uma vez que o código é de livre acesso.
Apesar de ser um sistema de funcionamento considerado complicado e não user-friendly (como os seus grandes concorrentes Windows e Macintosh), uma vez que a sua instalação e utilização exige alguns conhecimentos de informática, o Linux tem vindo lentamente a ser cada vez mais adoptado, sobretudo por servidores e empresas (o mercado dos computadores pessoais ainda está por conquistar) porque apresenta 4 grandes vantagens: é mais seguro, é fiável (propenso a muito menos bugs e falhas porque melhor concebido), o seu custo é muito mais baixo (pode ser obtido gratuitamente através da internet) e não está sujeito a nenhuma marca específica, o que o torna uma espécie de produto branco que pode ser utilizado em qualquer plataforma e com quaisquer tipos de aplicativos.
dlkfdçlkf
lfºçdlºç
Logotipo Linux:
Chama-se Tux e é um pinguim. Não há razão especial para Linus ter escolhido um pinguim, a não ser, como o próprio diz, pelo simples facto de gostar destes animais.
O nome é a abreviatura da palavra americana para smoking - "tuxedo", algo associado de imediato às cores e padrão da penugem dos pinguins.
fdklkçl
Linus Torvalds:
O finlandês Linus Torvalds começou a criar o sistema operativo Linux com apenas 21 anos de idade, tendo anunciado a sua ideia na Usenet. A partir desse momento recebeu a contribuição gratuita de milhares de hackers que ajudaram a desenvolver o sistema até à data. Trabalha actualmente para a OSDL - Open Source Development Labs, fundação criada para ajudar a desenvolver o Linux como OSDL fellow.
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Belo:
O Linux é considerado a maior e mais bela vitória da comunidade hacker sobre os seus mais acérrimos críticos, pois é um sistema inteiramente concebido de forma voluntária, por paixão e colaboração, sem quaisquer fins lucrativos em vista e com uma filosofia de concepção que tem em vista a liberdade total de utilização, desenvolvimento e aplicação.
fkçldkfl

segunda-feira, 9 de abril de 2007

THE LORDS OF THE NET - K


"While many hackers have the knowledge,
skills, and tools to attack computer systems,
they generally lack the motivation
to cause violence or severe economic
or social harm."
Dorothy Denning

d-lçlçd

Kevin Mitnick:

O mais famoso nome associado ao hacking, infelizmente. Porque a única coisa que Mitnick poderá ter sido foi um cracker medíocre (uma vez que conseguiu ser apanhado). A sua muito publicitada procura e subsequente captura pelas autoridades tornaram-no uma lenda viva. Mitnick alterava a sua identidade, roubando certificados de nascimento de recém-nascidos ou crianças muito pequenas nascidas num estado e falecidas num outro estado diferente (para dificultar a sua localização). Cumpriu 5 anos de prisão e foi libertado em 2000, trabalhando actualmente como consultor informático.dº~çºçd

Captain Crunch:
Provavelmente o primeiro phreaker da história, de seu nome verdadeiro John Draper. John descobriu que um pequeno apito oferecido nas caixas de cereais Cap’n Crunch podia ser modificado para emitir um sinal de precisamente 2600 hertz – a mesma frequência usada pela companhia de telefones AT&T para efectuar chamadas. Com este mecanismo John construiu a primeira “blue box” da história – dispositivos capazes de reproduzir outros tons utilizados pelas empresas telefónicas. John foi condenado a 5 anos de prisão preventiva. Na década de 70 ensinou as suas habilidades de phreaker a Steve Jobs e Steve Wozniak – os futuros criadores da Apple Computer.
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414’s:
Um dos primeiros grupos de crackers da história. O nome tem a sua origem no código postal da zona onde o grupo actuava. Ganharam notoriedade no início da década de 80, penetrando numa série de sistemas informáticos, entre os quais se incluiu o Laboratório Nacional de Los Alamos. As suas idades iam dos 16 aos 22 anos apenas, tendo causado danos de alguns milhares de dólares utilizando computadores simples e técnicas básicas de cracking. A sua captura pelo FBI e subsequente histeria mediática levou à criação de novas leis nos EUA para regular o crime informático.
dklçldk

dklçldk
Cult of the Dead Cow:
Este grupo de hackers ficou famoso pela criação do trojan Back Orifice, que tinha por objectivo mostrar as vulnerabilidades do Microsoft Windows 98. O nome do trojan é uma paródia ao Back Office da Microsoft e significa orifício traseiro.
Um trojan, ou cavalo de Tróia, é um programa que introduzido num computador abre uma porta para uma subsequente invasão. A sua facilidade de obtenção e utilização nas vítimas, permitindo a qualquer um ganhar controlo absoluto de um computador remoto, tornaram-nos nas ferramentas de cracking preferidas dos script kiddies.
çslºçsl

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LOD – Legion of Doom:
Grupo lendário de hackers, activo entre as décadas de 80 e 90, foi dos grupos mais ostensivos e dos maiores contribuidores para a circulação de informação e conhecimento na comunidade hacker. Um dos seus membros escreveu aquela que é considerada a melhor descrição do espírito hacker jamais criada (ver próximos posts).

çslºçs



terça-feira, 3 de abril de 2007

THE LORDS OF THE NET - J



"Profanity is

the one language

all programmers

know best."


LDKFÇLDK
Jargon ou Jargão:
Terminologia ou gíria relacionada com uma determinada actividade, profissão ou grupo.
Normalmente o jargão refere-se ao vocabulário técnico e a gíria ou calão ao uso e termos informais de determinada língua.
A gíria do hacking denomina-se "the jargon" e confunde-se muitas vezes com a linguagem utilizada em programação técnica e ciência computacional, sendo que a generalidade do vocabulário é partilhado por diferentes grupos, muitos dos quais não reconhecem ou falam a gíria específica do hacking.
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Jargon File:
O Jargon File originário era uma colecção de gíria hacker nascida de culturas técnicas que incluiam o MIT, a universidade de Stanford e outros grupos da velha comunidade ARPANET/AI/LISP/PDP-10. Foi criado por Rapahel Finkel em 1975 e expandiu-se ao longo dos anos para originar uma espécie de compêndio que circulava pela internet e que se tornou uma lenda mantida até meados dos anos 80 pela influência que detinha sobre o desenvolvimento da linguagem e do humor da comunidade hacker.
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The New Hacker's Dictionary:
Em 1996 Eric S. Raymond publicou a última versão do Jargon File, compilada e revista exaustivamente e que constitui o maior repositório impresso (existe também a versão online) da cultura hacker, da linguagem, terminologia e vocabulários hacker e da história e características humorísticas da utilização e adaptação da linguagem pelos vários grupos que constituem a comunidade hacker.
The New Hacker's Dictionary é um livro composto por cerca de 500 páginas escritas de forma divertida, interessante e aprofundada, onde se pode ter acesso a todos os termos, lendas, mitos e anedotas criadas pela cultura hacker ao longo dos anos, desde os seus primórdios.
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Alguns exemplos de entradas do The New Hacker's Dictionary:
* Angry Fruit Salad - A bad visual-interface design that uses too many colors. (This term derives, of course, from the bizarre day-glo colors found in canned fruit salad.) (...)
* Hamster - A particularly slick little piece of code that does one thing well; a small, self-contained hack. The image is of a hamster happily spinning its exercise wheel. (...)
* Hanlon's Razor - (...) "Never attribute to malice that which can be adequately explained by stupidity." (...)
* Terminal Brain Death - The extreme form of terminal illness. What someone who has obviously been hacking continuously for far too long is said to be suffering from.
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quarta-feira, 28 de março de 2007

THE LORDS OF THE NET - I

"All forms of government

ultimately are not going

to succeed in trying to control

or censor the Internet."

Rupert Murdoch



dlkçdlkçldkçdkdçll
Internet:
A mãe de todas as redes, de acordo com o The New Hacker’s Dictionary. Começou em 1969 como a já mencionada ARPANET e rapidamente evoluiu como um meio de comunicação entre universidades, laboratórios de investigação e fornecedores do governo norte-americano.
Durante o quarto de século que se seguiu a Internet desenvolveu-se de diversas formas:
1. A típica combinação máquina/SO (Sistema Operativo) evoluiu dos iniciais PDP-10s e PDP-20s correndo TOPS-10 e TOPS-20, para os PDP-11s, VAXes e Suns que corriam o Unix e nos anos 90 para os microcomputadores Intel que corriam Unix.
2. Os protocolos tornaram-se cada vez mais eficientes, nomeadamente na mudança de NCP/IP para o actual TCP/IP em 1982 e a implementação do Domain Name Service (DNS) em 1983.
3. Em 1994 as massas descobriram a Internet e esta democratizou-se, graças ao hipertexto e às características multimédia da World Wide Web.
4. A Internet será, como os especialistas prevêem, a tecnologia estratégica de unificação das comunicações no século que acaba de começar.
dlkçldsk

d.kmjkldjkld
Internet 2:
A Internet 2 é uma iniciativa norte-americana que envolve cerca de 150 universidades e outras instituições dos Estados Unidos. É uma rede mundial de alto desempenho que se encontra em desenvolvimento, destinada a superar as deficiências da Internet actual. Utilizando links de velocidade mínima de 155 Mbps (megabits por segundo) e podendo chegar a 2,5 Gbps (bilhões de bits por segundo), a Internet 2 permitirá realizar downloads de arquivos que actualmente exigem horas de conexão, em apenas alguns segundos.
Para além disso, permitirá ainda a utilização de aplicativos impossíveis de serem executados na infra-estrutura actual, como por exemplo, a telemedicina, que incluirá diagnóstico e monitorização de doentes à distância, e a teleducação, com transmissão de aulas e palestras em tempo real, beneficiando inicialmente as universidades e no futuro o ensino geral.
Diversas outras aplicações já estão em fase de testes: bibliotecas digitais com reprodução de imagens de audio e vídeo de alta fidelidade, laboratórios virtuais com instrumentação remota, tecnologias para debates virtuais em tempo real, projecção em 3D, controlo remoto de microscópios electrónicos, etc.
dlkçldsk
World Wide Web:
A maioria das pessoas usa os termos Internet e World Wide Web para designar a mesma coisa, mas os termos distinguem-se entre si.
Enquanto que a Internet é uma rede massiva de redes ligadas entre si, constituindo uma infra-estrutura que liga milhões de computadores em todo o mundo através de protocolos específicos de partilha de informação, a World Wide Web é uma das formas de aceder a essa informação através do meio Internet. Ou seja, é um modelo de partilha de informação concebido para ser utilizado na Internet, que utiliza o protocolo HTTP (HyperText Transfer Protocol), que é apenas uma das muitas linguagens utilizadas na Internet.
A Web também utiliza motores de busca como o Internet Explorer ou o Netscape para aceder a documentos web, que se designam páginas web que estão, por sua vez, ligadas através de hyperlinks. Para além disso, os documentos web também contêm gráficos, sons, texto e vídeo.
A World Wide Web é apenas uma das muitas formas de disseminação de informação através da Internet (outras formas são os protocolos utilizados pelos programas de e-mail ou SMTP, a usenet e os seus Newsgroups e os protocolos de FTP ou transmissão de dados).
dlkçldsk




quinta-feira, 22 de março de 2007

THE LORDS OF THE NET - H





"If you hack the Vatican server,

have you tampered

in God's domain?"

Aaron Allston


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ÇLDKFÇDLKF
Handle ou Alias:
Pseudónimo electrónico, “nom de guerre” utilizado para camuflar a verdadeira identidade do seu dono.
O handle é o mais visível dos elementos da cultura do Cyber Underground e quase todos os seus membros os adoptam para proteger a sua identidade. Ironicamente, o handle passa a constituir uma segunda identidade, uma vez que se mantém consistente ao longo do tempo e serve para obter e manter status e prestígio – “fazer nome”, tornando-se desta forma tão identificativo como se fosse um nome real.
Por estes motivos, é um absoluto taboo usar o handle de outra pessoa ou handles múltiplos.
A utilização de handles grandiosos é mais característica do sub-mundo cracker. Também é comum nas “guerras virtuais” entre crackers novatos ou lamers o roubo de handles ao inimigo.
Os verdadeiros hackers usam a sua própria reputação, em vez de nomes lendários inventados. Mas esta regra não é de todo universalmente respeitada.
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Tipos de Handles Mais Comuns:
* Anti-heróis da ficção científica (literatura, cinema, BD)
* Aventuras fantásticas
* Letras de canções
* Twists irónicos sobre tecnologia, fantasia ou símbolos da cultura de massas
* Metáforas com cores – especialmente o encarnado e o preto
* Poderes sobrenaturais
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Hack Mode:
Um estado de concentração absoluta semelhante ao experimentado no zen, em que o sujeito se encontra totalmente focado no Problema que está a tentar resolver. Manda a etiqueta que não se interrompa alguém em “hack mode”, sob pena de provocar o esquecimento de ideias importantes. É por isso perfeitamente natural que um hacker acene simplesmente com a mão quando em risco de ser interrompido, sinal que é subentendido como “agora é completamente impossível sair daqui”.
Pode causar habituação :)
O hack mode não é mais do que o estado experimentado por escritores ou outros artistas e que é difícil de explicar se nunca se experimentou: a interrupção de um estado de concentração absoluta quando se está a criar algo é de uma violência atroz que a maioria das pessoas não entende – uma ideia que poderia estar a formar-se desaparece para sempre e nunca mais voltará exactamente da mesma forma.
Por isso, já sabe, quando vir alguém em “hacker mode” POR FAVOR NÃO INTERROMPA! para perguntar algo estúpido como “queres um chá?” CHÁ???!!!!! EU ESTOU A CRIAR MUNDOS E TU PERGUNTAS-ME SE EU QUERO UM CHÁ???!!!!!
LDFKLJDJLF