sábado, 19 de abril de 2008

PALAVRAS EMPRESTADAS 36


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A revista alemã "Kulturaustausch" levou a cabo o ano passado um inquérito internacional para encontrar a palavra mais bela do mundo.
Os critérios eram: uma bela sonoridade condensada, agradável ao ouvido em qualquer parte do mundo e que necessite, para ser explicada em palavras vulgares, de muitas outras.
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Eis os resultados:
1º - Yakamoz (Turquia) = "o reflexo da lua sobre a água"
2º - Hu lu (China) = "doce sussurro que faz o dormir suave"
3º - Volongoto (África - dialecto baganda) = "caótico"
4º - Oppholsvaer (Noruega) = "a luz do dia depois da chuva"
5º - Madala (Níger e Nigéria - dialecto hausa) = "graças a Deus!"
6º - Saudade (Portugal) = "nostalgia"
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Eu diria que "nostalgia" é pouco, muito pouco, para descrever "Saudade".
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"Tia - Filha minha, basta! Quando um homem começa a tocar-te com as palavras, chega longe com as mãos.
Beatriz - As palavras não têm nada de mal.
Tia - As palavras são a pior coisa que há. Prefiro que um bêbedo no bar te apalpe o rabo com as mãos, a que te diga que o teu sorriso voa como uma borboleta.
Beatriz - Estende-se como uma borboleta.
Tia - Voa, estende-se, tanto faz. Consegues ver-te como te vejo eu? Basta tocar-te com um dedo, para te fazer cair.
Beatriz - Estás enganada! É uma pessoa séria.
Tia - Quando se trata de ir para a cama, não há diferença entre um poeta, um padre ou até um comunista."
in O Carteiro de Pablo Neruda
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"Nua
És simples
Como uma das tuas mãos
Lisa, terrestre, mínima
Redonda, transparente
Tens linhas de lua
Caminhos de maçã
Nua, és delicada como o trigo nu
Nua, és azul como a noite em Cuba
Tens entrelas trepadeiras no cabelo
Nua, és enorme e amarela
Como o Verão numa igreja de ouro"
Pablo Neruda
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"Tia - Desde há um mês, anda a rondar a minha taberna o tal Mario Ruoppolo, o qual seduziu a minha sobrinha.
Pablo Neruda - O que lhe disse?
Tia - Metáforas.
Pablo Neruda - E então?
Tia - Com as metáforas, aqueceu a rapariga como uma estufa. Um homem, cujo único capital são os fungos entre os dedos dos pés. Mas se os pés estão cheios de micróbios, a boca dele sabe dizer coisas que encantam.
Pablo Neruda (fingindo indignação) - Não ...!
Tia - Sim. Começou inocentemente, dizendo que o sorriso dela era como uma borboleta. Mas agora começou a dizer que o seio dela é como um fogo de duas chamas.
Pablo Neruda (fingindo ainda mais indignação) - Ahh!!!"
in O Carteiro de Pablo Neruda

1 comentário:

Dry-Martini disse...

Concordo que "nostalgia" é muito pouco para saudade.

Hu Lu para si também .)