segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

EM BUSCA DE PALAVRAS 53

Blade Runner
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"Abrasadores,
Os anjos caem
Sentindo
O raio profundo nas suas costas
Colérico,
Ardendo no fogo de Orc."
Roy Batty (Rutger Hauer)
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Ridley Scott é um criador de mundos, diz-se no DVD d'O Gladiador. É verdade. Ele criou o mundo de Alien. Criou a Roma antiga d'O Gladiador. Criou a América de 1492. E criou aquele que é considerado o filme precursor do género cyberpunk - Blade Runner. Quando estreou, em 1982, foi um flop de bilheteira. Hoje, décadas mais tarde, é considerado um dos filmes de ficção científica mais importantes do século XX e uma verdadeira obra de culto para muitos fanáticos do género.
Sempre gostei deste filme. Já não o via há anos e do que me recordava melhor era de toda aquela ambiência estranha, uma cidade que era uma mistura de Nova Iorque, Tóquio e Londres, com personagens estranhíssimos que falavam um calão de rua que era uma amálgama de japonês, alemão e espanhol, a vaguearem por becos iluminados de néon, sobrevoados por naves da polícia e, claro, a voz de Harrison Ford como o narrador da sua própria história, criando uma atmosfera típica daqueles filmes noir dos anos 40, em que se ouve a voz do detective em off enquanto reflecte sobre os meandros obscuros do caso que lhe veio parar às mãos, só que transportado para o século XXI, mais concretamente, o ano 2019.
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Transcrevo aqui a entrada do filme, que resume a história:
"No início do século XXI, a TYRELL CORPORATION fez avançar a evolução robótica para a fase NEXUS - um ser virtualmente idêntico a um humano - conhecido como replicante. Os Replicantes da geração NEXUS 6 eram superiores em força e agilidade, e pelo menos semelhantes em inteligência, aos engenheiros que os haviam criado. Os Replicantes eram utilizados como mão-de-obra escrava, na exploração e colonização de outros planetas. Após um motim sangrento despoletado por uma equipa de combate NEXUS 6 numa colónia extra-Terra, os Replicantes foram declarados ilegais no planeta Terra - sob pena de morte. Esquadrões de polícia especiais - as Unidades Blade Runner - tinham ordens para matar, após detecção, qualquer Replicante transgressor. Não se chamava a isto execução. Chamava-se reforma."
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Porque fui eu parar a Blade Runner? Bom, porque trata de um, nas palavras do próprio Deckard, "ex-chui, ex-blade runner, ex-assassino", nas palavras da sua ex-mulher "um sushi" (peixe frio), em missão. E foi uma boa desculpa para rever uma obra de arte que não via há muitos anos.
Aprende-se alguma coisa com robots? Sim, aprende-se, entre outras coisas, poesia e uma vontade de ler a obra na qual este filme foi em parte baseado - "Será que os andróides sonham com ovelhas eléctricas?" - do também escritor de culto Philip K. Dick.
O que aprendi com Blade Runner?
* Que Rutger Hauer nasceu para fazer o papel deste andróide do caraças!
* Que, ainda assim existem incongruências, tais como o facto de Deckard (Harrison Ford) ficar pendurado na beira dum prédio com dois dedos partidos na mão direita e mesmo assim conseguir içar-se. Mas pronto, vá, é o Harrison Ford caramba ... e estamos em 2019 ... e ele é um Blade Runner ...
* Que logo a seguir o mesmo Deckard, com os mesmos 2 dedos partidos, se atira do topo de um outro prédio e consegue ficar outra vez pendurado ... mas, vá, é o mesmo Harrison Ford caramba ... e estamos em 2019 ... e ele é um Blade Runner ...
* Que um andróide é capaz da mais bela poesia cyberpunk: "Vi coisas que vocês nunca acreditariam. Naves a arder em Orion. Vi raios C a brilhar no escuro junto a Tannhausen. Todos esses momentos ... perdidos no tempo como lágrimas na chuva. Tempo para morrer."
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E um cheirinho da obra de culto:
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2 comentários:

Leonor disse...

Concordo totalmente com a afirmação de que "Ridley Scott é um criador de mundos" e se há filme que o demonstra é este.
É, visualmente, um filme encantador e bastante bem acompanhado de uma banda sonora inesquecível.
Tido se desculpa à luz de um final destes:
"I've seen things you people wouldn't believe.
Attack ships on fire off the shoulder of Orion.
I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser gate.
All those moments will be lost in time, like tears in rain.
Time to die."

Beijos

Andrómeda disse...

Sim, por isso mesmo terminei o post exactamente com esse final, mas em português :) Poesia Andróide da melhor :P

Beijinho